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Na obra “A estrutura das revoluções científicas”, o filósofo estadunidense Thomas Kuhn desenvolve uma nova noção de paradigma para a ciência. Não se trata de um conceito simples. O importante é compreender que o trabalho científico desenvolve-se com base no modelo consensual adotado pelos cientistas. Sua primeira obra intitula-se “A revolução copernicana”; mas foi no livro “A estrutura das revoluções cientificas” que assentou seu público filosófico. (Aranha, 2016.) Para kuhn , a ciência progride pela tradição intelectual do seu tempo. Uma das suas conceituações – Paradigma – é:

A Teoria que resolve necessariamente uma série de anomalias conceituais acumuladas levando a uma inevitável revolução tecnológica.
B Visão de mundo assumida pela comunidade científica, que levanta problemas e apresenta soluções exemplares para a pesquisa futura.
C Conjunto de premissas que constitui uma dinâmica epistemológica rígida, abstrata e mecânica, que se sustenta diante de qualquer oposição.
D Acima de qualquer outra coisa, algo pragmático e oriundo de um consenso irrefutável por uma gama considerável de cientistas consagrados.

De acordo com o que pensou T homas Hobbes ( ibid. , p. 41-42), o “pacto de união” logo no começo da sua história política formalizaria uma importante declaração contratual: “autorizo e cedo meu direito de governar a mim mesmo a este homem ou a esta assembleia de homens, com a seguinte condição: que tu também lhe cedas teu direito e autorize todas as suas ações do mesmo modo”. (Leviatã: 112 apud Bobbio.) Thomas Hobbes foi um filósofo e teórico político inglês, sendo um dos formuladores da teoria contratualista. Trata-se de um dos pensamentos essenciais no modelo político de Hobbes :

A A proteção do direito natural à vida; e, para garantir esse direito fundamental, ele propôs uma metodologia autocrática.
B A decisão dos indivíduos que exigem a permissividade do estado político, desde que haja previsibilidade sem controle social.
C A dicotomia entre o estado de natureza, na qual o homem deve permanecer e o estado civil representando o estado político.
D O acordo tácito de um poder bilateral que refletiria a certeza generalizada de que o Estado jamais violaria o direito natural de cada um.

Radioactive , filme sobre a vida e a obra da cientista Marie Curie , estreou na Netflix ; é o tipo de cinebiografia que consegue fascinar e irritar o espectador em proporções quase idênticas. Quando todos os elementos são postos na balança, o saldo acaba sendo positivo – por pouco. Para quem já sabe uma coisa ou outra sobre a trajetória de Curie , talvez o maior problema seja a gana de temperar com toneladas de dramaticidade uma vida que já é suficientemente extraordinária sem qualquer adorno extra – e isso tanto no pessoal quanto no profissional, como diria um certo apresentador de TV. Nascida na Polônia, Curie passou anos lutando para se sustentar como estudante pobre em Paris até iniciar uma carreira científica de tremendo impacto. (Disponível em: noticiasaominuto.com.br.) Marie Skłodowska Curie , mais conhecida como Marie Curie , foi uma cientista que descobriu os elementos químicos rádio e polônio. Ela também:

A Foi a primeira mulher a ser laureada com o Nobel e a única a ganhar o prêmio por duas vezes, em áreas distintas.
B É criadora da Escala de Apgar , que diminuiu as taxas de mortalidade infantil. Especialista em anestesia, também descobriu substâncias anestésicas.
C É a autora do primeiro livro de álgebra escrito por uma mulher e a primeira a ser convidada para ser professora de matemática em uma universidade.
D Seu estudo sobre fixação de nitrogênio permitiu que mais pessoas tivessem acesso a alimentos baratos e lhe rendeu uma indicação para o Nobel de Química.

Diógenes de Sinope refletia que a natureza é o grande paradigma para qualquer conduta, diz Rachel Gazolla, professora de História da Filosofia Antiga da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Eles, os cínicos, se declaravam cidadãos do mundo. Acreditavam que o homem deve ser autônomo e autossuficiente tratando o mundo com indiferença, pois a felicidade deve vir de dentro do homem e não do seu exterior. (Filosofia Antiga. departamentodeantiga.blogspot.com. Adaptado.) Um fato peculiar de Diógenes seria seu encontro com Alexandre, O grande, homem mais poderoso conhecido na época. São concepções de Diógenes de Sinope e de outros seguidores do Cinismo:

A A premissa de que o modo de viver grego, a partir da emergência da democracia, os deixava livres para serem eles mesmos.
B A doutrina que defendia que o homem deve ser autônomo e autossuficiente, embora fosse ainda a favor do matrimônio e da sistematização da fé.
C A teoria de que os deuses deram aos homens formas para viver de modo fácil e feliz, mas esses mesmos deuses esconderam essas formas dos homens.
D A ideia de que a música, a física, a matemática, a astronomia e a metafísica são indispensáveis na vida humana, pois são formuladoras de conceitos sociais.

Resolvido o problema de relação entre filosofia e mito, temos ainda um outro problema a solucionar: o que tornou possível o surgimento da filosofia na Grécia no final do século VII a.C.? Quais as condições materiais, econômicas, sociais, políticas e históricas que permitiram tal coisa? Esse tem sido, ao longo do tempo, um ponto comum nos questionamentos e estudos acerca da emergência da Filosofia, quando se trata dos gregos. (CHAUÍ, 2003.) A política estimula um pensamento e um discurso que não procuram ser formulados por seitas secretas dos iniciados em mistérios sagrados. A ideia de um pensamento que todos podem compreender e discutir, comunicar e transmitir foi fundamental para a chegada da filosofia, que teve, também, entre condições históricas favoráveis para seu surgimento:

A O ressurgimento da vida urbana, que tinha de certa forma expirado durante o período das invasões macedônicas e que, ao se restabelecerem, trouxeram de volta os debates filosóficos.
B A vinculação entre estações do ano, as horas do dia, os fatos importantes que se repetem no cotidiano, como algo gestado por um poder divino incompreensível, porém comprovado.
C O desbravamento dos mares que produziram o desencantamento ou a desmistificação do mundo, que passou, assim, a exigir uma explicação sobre sua origem que o mito já não podia oferecer.
D A decodificação de hieróglifos egípcios e ideogramas chineses, que, no decorrer da expansão grega, serviram de base linguística para a criação de um processo de comunicação próprio da filosofia.