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O cronista Fernando Sabino escreveu a seguinte frase sobre o poema Os Lusíadas, de Luís de Camões: "Os Lusíadas se tornou para nós um pesadelo, porque ninguém sabia onde o diabo escondia o sujeito da oração naqueles versos retorcidos." Sobre a significação ou a estruturação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta.

A O pronome "nós" se refere aos brasileiros em geral.
B A crítica do autor se dirige ao mau aproveitamento didático do poema.
C A expressão "versos retorcidos" trazem um elogio aos versos camonianos.
D O aspecto negativo do poema, segundo Fernando Sabino, estava na dificuldade de ler poesia.
E A frase destaca a dificuldade de identificar os sujeitos ocultos ou compostos nas frases do poema.

Assinale a opção que indica a frase que aborda os livros integralmente por aspectos positivos.

A Não há livro tão mau que não tenha algo de bom.
B Que nunca o livro fique longe de tua mão e de teus olhos.
C Livros têm levado algumas pessoas ao saber, outras à insânia.
D Nenhum livro é tão ruim que, sob algum aspecto, não tenha utilidade.
E Um livro pode ser divertido com muitos erros, ou muito enfadonho sem um único absurdo.

Leia o fragmento a seguir. “Não viajo sem livros, nem na paz, nem na guerra... Pois não se pode dizer o quanto eu me repouso e demoro nessa consideração de que eles estão ao meu lado para dar-me prazer quando preciso e em reconhecer quanta ajuda eles me trazem à vida. É a melhor provisão que tenho encontrado para esta humana viagem e sinto uma pena extrema das pessoas inteligentes que deles se privam." Sobre a significação ou a estruturação desse fragmento textual, assinale a afirmativa incorreta.

A Segundo o texto, a leitura é uma atividade que auxilia e dá prazer ao ser humano.
B Com a expressão "nem na paz, nem na guerra", o autor quer indicar todas as circunstâncias da vida.
C Os livros são a melhor "provisão", porque atendem ao que é previsto numa viagem.
D A expressão "humana viagem" corresponde à vida humana.
E O pronome "deles" se refere coesivamente aos livros.

Os segmentos a seguir, retirados do romance Dom Casmurro de Machado de Assis, mostram pronomes demonstrativos sublinhados. Assinale a opção em que o pronome está corretamente empregado.

A Ora, como tudo cansa, aquela monotonia de agora acabou por exaurir-me também.
B A certos respeitos, esta vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei.
C Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes daquilo, porém, digamos os motivos que me põem a pena na mão.
D Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por aquilo me zanguei.
E Eia, comecemos a evocação por uma célebre tarde de novembro, que nunca me esqueceu. Tive outras, melhores e piores, mas aquela nunca se me apagou do espírito.

O romance São Bernardo, de Graciliano Ramos é um registro de impressões pessoais do narrador. Ao iniciar a tarefa de escrever o romance, esse narrador pensava em dividi-la entre amigos, mas logo apareceram as dificuldades, como indica o seguinte trecho: "O resultado foi um desastre. Quinze dias depois do nosso primeiro encontro, o redator do Cruzeiro apresentou-me dois capítulos datilografados, tão cheios de besteiras que me zanguei: Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma! Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. Não pode? perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode. - Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia." Pode-se inferir da discussão entre o narrador e Azevedo Gondim que

A para o narrador, a língua falada só deveria ser empregada na comunicação diária.
B para Azevedo Gondim, a literatura deveria ser um espaço em que se valorizasse a norma culta.
C para Azevedo Gondim, a língua utilizada na literatura deveria ser a linguagem do público leitor.
D para o narrador, a literatura deveria empregar uma linguagem que se aproximasse da língua falada.
E para o narrador e para Azevedo Gondim, o público leitor prefere a língua falada na literatura por ser de mais fácil compreensão.