Música clássica reduz ansiedade de crianças em atendimentos odontológicos
Estudos da medicina apontam que a música clássica tem efeito significativo sobre o sistema cardiovascular e influencia diretamente os batimentos cardíacos e pressão arterial. Ela provoca uma redução nos marcadores neurohormonais de estresse, o que resulta em uma sensação de relaxamento. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), originada da dissertação de mestrado da cirurgiãdentista Marcela de Oliveira Brant (CRO 42733), concluiu que o método é eficaz na diminuição dos níveis de ansiedade de crianças durante o atendimento em consultórios odontológicos.
A pesquisa foi um ensaio clínico realizado nas cidades mineiras de Brumadinho e Confins entre agosto de 2014 e abril de 2015. A seleção das crianças, que deveriam ter de quatro a seis anos para participar do estudo, foi feita nas escolas públicas desses municípios. “Precisávamos de 35 crianças nessa faixa etária e que não tivessem experiência com o dentista”, explica Marcela. Para chegar a esse número, a odontopediatra conta que foram enviadas 313 cartas-convite aos pais dos pequenos. “Eu era a única dentista que selecionava, avaliava e realizava o atendimento”, acrescenta. No final, o estudo contava com 34 crianças que cumpriram todos os procedimentos.
Os critérios para inclusão na pesquisa foram que os pacientes não tivessem experiência odontológica prévia e que apresentassem, no mínimo, dois dentes molares de leite com lesões cariosas em superfície oclusal (ou seja, a parte de cima dos dentes), em que fosse possível utilizar o Tratamento Restaurador Atraumático Modificado (ARTm). A técnica consiste em uma restauração de intervenção mínima, sem o uso de anestesia local. Durante a realização do estudo, as crianças foram divididas em dois grupos, ambos submetidos à ARTm com e sem utilização de música.
Para os atendimentos com música, os pacientes utilizaram fones de ouvidos, acoplados a um iPod que reproduzia a Sinfonia 40 em sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart. “Trata-se de uma canção instrumental lenta e relaxante, já testada em estudos anteriores da medicina. O volume foi ajustado de maneira que as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, assim como as minhas instruções”, informa Marcela. Os níveis de ansiedade foram mensurados através da obtenção das medidas de frequência cardíaca e saturação de oxigênio, com o uso de um oxímetro de pulso, colocado no dedo indicador da criança ao início da consulta odontológica.
Ao fim da coleta dos dados, os resultados foram analisados. “Vimos estatisticamente que durante a intervenção com música as crianças apresentaram redução nos níveis de frequência cardíaca quando comparado com a intervenção sem música”, comenta Marcela. Essa estratégia de distração, segundo a odontopediatra, pode se apresentar como uma prática possível de reduzir a ansiedade do paciente na cadeira odontológica. “Ela é uma técnica segura, de simples execução, com baixo custo financeiro e que não apresenta efeitos nocivos.” Outro fator importante é que a música pode auxiliar a dispersar a atenção da criança quanto aos ruídos que existem dentro do consultório, como o “motorzinho” ou o barulho do sugador.
A psicóloga e professora de psicoterapia infantil da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Karin Martins Gomes esclarece que muitos pacientes já chegam tensos aos consultórios odontológicos e a música serve como distração, desviando o foco de atenção dos pequenos. “A criança vai pensando em outras coisas, o que faz com que a tensão acumulada vá se dissuadindo e o procedimento não seja doloroso e traumático.”
[...] O tema do mestrado de Marcela surgiu do desejo de oferecer melhor atendimento aos pacientes infantis. “Sabemos hoje que 39% a 43% das crianças, de quatro a 12 anos, no Brasil, apresentam sentimentos de ansiedade frente a um tratamento odontológico. Busco com esta pesquisa mostrar como é importante eliminar ou reduzir esse problema”, diz. [...].
Retirado e adaptado de: . Acesso em: 25 mar. 2016.
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A construção de um texto, geralmente, envolve mais de uma tipologia, todavia sempre há um tipo de texto que predomina. No texto “Música clássica reduz ansiedade de crianças em atendimentos odontológicos”, qual é a tipologia predominante?
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Música clássica reduz ansiedade de crianças em atendimentos odontológicos
Estudos da medicina apontam que a música clássica tem efeito significativo sobre o sistema cardiovascular e influencia diretamente os batimentos cardíacos e pressão arterial. Ela provoca uma redução nos marcadores neurohormonais de estresse, o que resulta em uma sensação de relaxamento. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), originada da dissertação de mestrado da cirurgiãdentista Marcela de Oliveira Brant (CRO 42733), concluiu que o método é eficaz na diminuição dos níveis de ansiedade de crianças durante o atendimento em consultórios odontológicos.
A pesquisa foi um ensaio clínico realizado nas cidades mineiras de Brumadinho e Confins entre agosto de 2014 e abril de 2015. A seleção das crianças, que deveriam ter de quatro a seis anos para participar do estudo, foi feita nas escolas públicas desses municípios. “Precisávamos de 35 crianças nessa faixa etária e que não tivessem experiência com o dentista”, explica Marcela. Para chegar a esse número, a odontopediatra conta que foram enviadas 313 cartas-convite aos pais dos pequenos. “Eu era a única dentista que selecionava, avaliava e realizava o atendimento”, acrescenta. No final, o estudo contava com 34 crianças que cumpriram todos os procedimentos.
Os critérios para inclusão na pesquisa foram que os pacientes não tivessem experiência odontológica prévia e que apresentassem, no mínimo, dois dentes molares de leite com lesões cariosas em superfície oclusal (ou seja, a parte de cima dos dentes), em que fosse possível utilizar o Tratamento Restaurador Atraumático Modificado (ARTm). A técnica consiste em uma restauração de intervenção mínima, sem o uso de anestesia local. Durante a realização do estudo, as crianças foram divididas em dois grupos, ambos submetidos à ARTm com e sem utilização de música.
Para os atendimentos com música, os pacientes utilizaram fones de ouvidos, acoplados a um iPod que reproduzia a Sinfonia 40 em sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart. “Trata-se de uma canção instrumental lenta e relaxante, já testada em estudos anteriores da medicina. O volume foi ajustado de maneira que as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, assim como as minhas instruções”, informa Marcela. Os níveis de ansiedade foram mensurados através da obtenção das medidas de frequência cardíaca e saturação de oxigênio, com o uso de um oxímetro de pulso, colocado no dedo indicador da criança ao início da consulta odontológica.
Ao fim da coleta dos dados, os resultados foram analisados. “Vimos estatisticamente que durante a intervenção com música as crianças apresentaram redução nos níveis de frequência cardíaca quando comparado com a intervenção sem música”, comenta Marcela. Essa estratégia de distração, segundo a odontopediatra, pode se apresentar como uma prática possível de reduzir a ansiedade do paciente na cadeira odontológica. “Ela é uma técnica segura, de simples execução, com baixo custo financeiro e que não apresenta efeitos nocivos.” Outro fator importante é que a música pode auxiliar a dispersar a atenção da criança quanto aos ruídos que existem dentro do consultório, como o “motorzinho” ou o barulho do sugador.
A psicóloga e professora de psicoterapia infantil da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Karin Martins Gomes esclarece que muitos pacientes já chegam tensos aos consultórios odontológicos e a música serve como distração, desviando o foco de atenção dos pequenos. “A criança vai pensando em outras coisas, o que faz com que a tensão acumulada vá se dissuadindo e o procedimento não seja doloroso e traumático.”
[...] O tema do mestrado de Marcela surgiu do desejo de oferecer melhor atendimento aos pacientes infantis. “Sabemos hoje que 39% a 43% das crianças, de quatro a 12 anos, no Brasil, apresentam sentimentos de ansiedade frente a um tratamento odontológico. Busco com esta pesquisa mostrar como é importante eliminar ou reduzir esse problema”, diz. [...].
Retirado e adaptado de: . Acesso em: 25 mar. 2016.
Estudos da medicina apontam que a música clássica tem efeito significativo sobre o sistema cardiovascular e influencia diretamente os batimentos cardíacos e pressão arterial. Ela provoca uma redução nos marcadores neurohormonais de estresse, o que resulta em uma sensação de relaxamento. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), originada da dissertação de mestrado da cirurgiãdentista Marcela de Oliveira Brant (CRO 42733), concluiu que o método é eficaz na diminuição dos níveis de ansiedade de crianças durante o atendimento em consultórios odontológicos.
A pesquisa foi um ensaio clínico realizado nas cidades mineiras de Brumadinho e Confins entre agosto de 2014 e abril de 2015. A seleção das crianças, que deveriam ter de quatro a seis anos para participar do estudo, foi feita nas escolas públicas desses municípios. “Precisávamos de 35 crianças nessa faixa etária e que não tivessem experiência com o dentista”, explica Marcela. Para chegar a esse número, a odontopediatra conta que foram enviadas 313 cartas-convite aos pais dos pequenos. “Eu era a única dentista que selecionava, avaliava e realizava o atendimento”, acrescenta. No final, o estudo contava com 34 crianças que cumpriram todos os procedimentos.
Os critérios para inclusão na pesquisa foram que os pacientes não tivessem experiência odontológica prévia e que apresentassem, no mínimo, dois dentes molares de leite com lesões cariosas em superfície oclusal (ou seja, a parte de cima dos dentes), em que fosse possível utilizar o Tratamento Restaurador Atraumático Modificado (ARTm). A técnica consiste em uma restauração de intervenção mínima, sem o uso de anestesia local. Durante a realização do estudo, as crianças foram divididas em dois grupos, ambos submetidos à ARTm com e sem utilização de música.
Para os atendimentos com música, os pacientes utilizaram fones de ouvidos, acoplados a um iPod que reproduzia a Sinfonia 40 em sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart. “Trata-se de uma canção instrumental lenta e relaxante, já testada em estudos anteriores da medicina. O volume foi ajustado de maneira que as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, assim como as minhas instruções”, informa Marcela. Os níveis de ansiedade foram mensurados através da obtenção das medidas de frequência cardíaca e saturação de oxigênio, com o uso de um oxímetro de pulso, colocado no dedo indicador da criança ao início da consulta odontológica.
Ao fim da coleta dos dados, os resultados foram analisados. “Vimos estatisticamente que durante a intervenção com música as crianças apresentaram redução nos níveis de frequência cardíaca quando comparado com a intervenção sem música”, comenta Marcela. Essa estratégia de distração, segundo a odontopediatra, pode se apresentar como uma prática possível de reduzir a ansiedade do paciente na cadeira odontológica. “Ela é uma técnica segura, de simples execução, com baixo custo financeiro e que não apresenta efeitos nocivos.” Outro fator importante é que a música pode auxiliar a dispersar a atenção da criança quanto aos ruídos que existem dentro do consultório, como o “motorzinho” ou o barulho do sugador.
A psicóloga e professora de psicoterapia infantil da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Karin Martins Gomes esclarece que muitos pacientes já chegam tensos aos consultórios odontológicos e a música serve como distração, desviando o foco de atenção dos pequenos. “A criança vai pensando em outras coisas, o que faz com que a tensão acumulada vá se dissuadindo e o procedimento não seja doloroso e traumático.”
[...] O tema do mestrado de Marcela surgiu do desejo de oferecer melhor atendimento aos pacientes infantis. “Sabemos hoje que 39% a 43% das crianças, de quatro a 12 anos, no Brasil, apresentam sentimentos de ansiedade frente a um tratamento odontológico. Busco com esta pesquisa mostrar como é importante eliminar ou reduzir esse problema”, diz. [...].
Retirado e adaptado de: . Acesso em: 25 mar. 2016.
No texto, é empregada a palavra “prévia”. Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo para esse termo.
Ser ético é respeitar o direito do próximo. Esse próximo, de acordo com o artigo 5º da Constituição Federal da República, tem três classes de direitos. Assinale a alternativa que apresenta a classe de direitos que diz respeito a um grupo indeterminado ou indeterminável de pessoas que buscam a satisfação de um direito comum a todos.
Considerando o MS-Word 2007, versão português em sua configuração padrão, as opções disponíveis para o alinhamento do texto são: Alinhar Texto à Esquerda, Centralizar, Alinhar Texto à Direita e
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Música clássica reduz ansiedade de crianças em atendimentos odontológicos
Estudos da medicina apontam que a música clássica tem efeito significativo sobre o sistema cardiovascular e influencia diretamente os batimentos cardíacos e pressão arterial. Ela provoca uma redução nos marcadores neurohormonais de estresse, o que resulta em uma sensação de relaxamento. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), originada da dissertação de mestrado da cirurgiãdentista Marcela de Oliveira Brant (CRO 42733), concluiu que o método é eficaz na diminuição dos níveis de ansiedade de crianças durante o atendimento em consultórios odontológicos.
A pesquisa foi um ensaio clínico realizado nas cidades mineiras de Brumadinho e Confins entre agosto de 2014 e abril de 2015. A seleção das crianças, que deveriam ter de quatro a seis anos para participar do estudo, foi feita nas escolas públicas desses municípios. “Precisávamos de 35 crianças nessa faixa etária e que não tivessem experiência com o dentista”, explica Marcela. Para chegar a esse número, a odontopediatra conta que foram enviadas 313 cartas-convite aos pais dos pequenos. “Eu era a única dentista que selecionava, avaliava e realizava o atendimento”, acrescenta. No final, o estudo contava com 34 crianças que cumpriram todos os procedimentos.
Os critérios para inclusão na pesquisa foram que os pacientes não tivessem experiência odontológica prévia e que apresentassem, no mínimo, dois dentes molares de leite com lesões cariosas em superfície oclusal (ou seja, a parte de cima dos dentes), em que fosse possível utilizar o Tratamento Restaurador Atraumático Modificado (ARTm). A técnica consiste em uma restauração de intervenção mínima, sem o uso de anestesia local. Durante a realização do estudo, as crianças foram divididas em dois grupos, ambos submetidos à ARTm com e sem utilização de música.
Para os atendimentos com música, os pacientes utilizaram fones de ouvidos, acoplados a um iPod que reproduzia a Sinfonia 40 em sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart. “Trata-se de uma canção instrumental lenta e relaxante, já testada em estudos anteriores da medicina. O volume foi ajustado de maneira que as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, assim como as minhas instruções”, informa Marcela. Os níveis de ansiedade foram mensurados através da obtenção das medidas de frequência cardíaca e saturação de oxigênio, com o uso de um oxímetro de pulso, colocado no dedo indicador da criança ao início da consulta odontológica.
Ao fim da coleta dos dados, os resultados foram analisados. “Vimos estatisticamente que durante a intervenção com música as crianças apresentaram redução nos níveis de frequência cardíaca quando comparado com a intervenção sem música”, comenta Marcela. Essa estratégia de distração, segundo a odontopediatra, pode se apresentar como uma prática possível de reduzir a ansiedade do paciente na cadeira odontológica. “Ela é uma técnica segura, de simples execução, com baixo custo financeiro e que não apresenta efeitos nocivos.” Outro fator importante é que a música pode auxiliar a dispersar a atenção da criança quanto aos ruídos que existem dentro do consultório, como o “motorzinho” ou o barulho do sugador.
A psicóloga e professora de psicoterapia infantil da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Karin Martins Gomes esclarece que muitos pacientes já chegam tensos aos consultórios odontológicos e a música serve como distração, desviando o foco de atenção dos pequenos. “A criança vai pensando em outras coisas, o que faz com que a tensão acumulada vá se dissuadindo e o procedimento não seja doloroso e traumático.”
[...] O tema do mestrado de Marcela surgiu do desejo de oferecer melhor atendimento aos pacientes infantis. “Sabemos hoje que 39% a 43% das crianças, de quatro a 12 anos, no Brasil, apresentam sentimentos de ansiedade frente a um tratamento odontológico. Busco com esta pesquisa mostrar como é importante eliminar ou reduzir esse problema”, diz. [...].
Retirado e adaptado de: . Acesso em: 25 mar. 2016.
Estudos da medicina apontam que a música clássica tem efeito significativo sobre o sistema cardiovascular e influencia diretamente os batimentos cardíacos e pressão arterial. Ela provoca uma redução nos marcadores neurohormonais de estresse, o que resulta em uma sensação de relaxamento. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), originada da dissertação de mestrado da cirurgiãdentista Marcela de Oliveira Brant (CRO 42733), concluiu que o método é eficaz na diminuição dos níveis de ansiedade de crianças durante o atendimento em consultórios odontológicos.
A pesquisa foi um ensaio clínico realizado nas cidades mineiras de Brumadinho e Confins entre agosto de 2014 e abril de 2015. A seleção das crianças, que deveriam ter de quatro a seis anos para participar do estudo, foi feita nas escolas públicas desses municípios. “Precisávamos de 35 crianças nessa faixa etária e que não tivessem experiência com o dentista”, explica Marcela. Para chegar a esse número, a odontopediatra conta que foram enviadas 313 cartas-convite aos pais dos pequenos. “Eu era a única dentista que selecionava, avaliava e realizava o atendimento”, acrescenta. No final, o estudo contava com 34 crianças que cumpriram todos os procedimentos.
Os critérios para inclusão na pesquisa foram que os pacientes não tivessem experiência odontológica prévia e que apresentassem, no mínimo, dois dentes molares de leite com lesões cariosas em superfície oclusal (ou seja, a parte de cima dos dentes), em que fosse possível utilizar o Tratamento Restaurador Atraumático Modificado (ARTm). A técnica consiste em uma restauração de intervenção mínima, sem o uso de anestesia local. Durante a realização do estudo, as crianças foram divididas em dois grupos, ambos submetidos à ARTm com e sem utilização de música.
Para os atendimentos com música, os pacientes utilizaram fones de ouvidos, acoplados a um iPod que reproduzia a Sinfonia 40 em sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart. “Trata-se de uma canção instrumental lenta e relaxante, já testada em estudos anteriores da medicina. O volume foi ajustado de maneira que as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, assim como as minhas instruções”, informa Marcela. Os níveis de ansiedade foram mensurados através da obtenção das medidas de frequência cardíaca e saturação de oxigênio, com o uso de um oxímetro de pulso, colocado no dedo indicador da criança ao início da consulta odontológica.
Ao fim da coleta dos dados, os resultados foram analisados. “Vimos estatisticamente que durante a intervenção com música as crianças apresentaram redução nos níveis de frequência cardíaca quando comparado com a intervenção sem música”, comenta Marcela. Essa estratégia de distração, segundo a odontopediatra, pode se apresentar como uma prática possível de reduzir a ansiedade do paciente na cadeira odontológica. “Ela é uma técnica segura, de simples execução, com baixo custo financeiro e que não apresenta efeitos nocivos.” Outro fator importante é que a música pode auxiliar a dispersar a atenção da criança quanto aos ruídos que existem dentro do consultório, como o “motorzinho” ou o barulho do sugador.
A psicóloga e professora de psicoterapia infantil da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Karin Martins Gomes esclarece que muitos pacientes já chegam tensos aos consultórios odontológicos e a música serve como distração, desviando o foco de atenção dos pequenos. “A criança vai pensando em outras coisas, o que faz com que a tensão acumulada vá se dissuadindo e o procedimento não seja doloroso e traumático.”
[...] O tema do mestrado de Marcela surgiu do desejo de oferecer melhor atendimento aos pacientes infantis. “Sabemos hoje que 39% a 43% das crianças, de quatro a 12 anos, no Brasil, apresentam sentimentos de ansiedade frente a um tratamento odontológico. Busco com esta pesquisa mostrar como é importante eliminar ou reduzir esse problema”, diz. [...].
Retirado e adaptado de: . Acesso em: 25 mar. 2016.
Assinale a alternativa em que as palavras apresentam, respectivamente, dígrafo, encontro vocálico e encontro consonantal.
Texto associado
Música clássica reduz ansiedade de crianças em atendimentos odontológicos
Estudos da medicina apontam que a música clássica tem efeito significativo sobre o sistema cardiovascular e influencia diretamente os batimentos cardíacos e pressão arterial. Ela provoca uma redução nos marcadores neurohormonais de estresse, o que resulta em uma sensação de relaxamento. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), originada da dissertação de mestrado da cirurgiãdentista Marcela de Oliveira Brant (CRO 42733), concluiu que o método é eficaz na diminuição dos níveis de ansiedade de crianças durante o atendimento em consultórios odontológicos.
A pesquisa foi um ensaio clínico realizado nas cidades mineiras de Brumadinho e Confins entre agosto de 2014 e abril de 2015. A seleção das crianças, que deveriam ter de quatro a seis anos para participar do estudo, foi feita nas escolas públicas desses municípios. “Precisávamos de 35 crianças nessa faixa etária e que não tivessem experiência com o dentista”, explica Marcela. Para chegar a esse número, a odontopediatra conta que foram enviadas 313 cartas-convite aos pais dos pequenos. “Eu era a única dentista que selecionava, avaliava e realizava o atendimento”, acrescenta. No final, o estudo contava com 34 crianças que cumpriram todos os procedimentos.
Os critérios para inclusão na pesquisa foram que os pacientes não tivessem experiência odontológica prévia e que apresentassem, no mínimo, dois dentes molares de leite com lesões cariosas em superfície oclusal (ou seja, a parte de cima dos dentes), em que fosse possível utilizar o Tratamento Restaurador Atraumático Modificado (ARTm). A técnica consiste em uma restauração de intervenção mínima, sem o uso de anestesia local. Durante a realização do estudo, as crianças foram divididas em dois grupos, ambos submetidos à ARTm com e sem utilização de música.
Para os atendimentos com música, os pacientes utilizaram fones de ouvidos, acoplados a um iPod que reproduzia a Sinfonia 40 em sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart. “Trata-se de uma canção instrumental lenta e relaxante, já testada em estudos anteriores da medicina. O volume foi ajustado de maneira que as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, assim como as minhas instruções”, informa Marcela. Os níveis de ansiedade foram mensurados através da obtenção das medidas de frequência cardíaca e saturação de oxigênio, com o uso de um oxímetro de pulso, colocado no dedo indicador da criança ao início da consulta odontológica.
Ao fim da coleta dos dados, os resultados foram analisados. “Vimos estatisticamente que durante a intervenção com música as crianças apresentaram redução nos níveis de frequência cardíaca quando comparado com a intervenção sem música”, comenta Marcela. Essa estratégia de distração, segundo a odontopediatra, pode se apresentar como uma prática possível de reduzir a ansiedade do paciente na cadeira odontológica. “Ela é uma técnica segura, de simples execução, com baixo custo financeiro e que não apresenta efeitos nocivos.” Outro fator importante é que a música pode auxiliar a dispersar a atenção da criança quanto aos ruídos que existem dentro do consultório, como o “motorzinho” ou o barulho do sugador.
A psicóloga e professora de psicoterapia infantil da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Karin Martins Gomes esclarece que muitos pacientes já chegam tensos aos consultórios odontológicos e a música serve como distração, desviando o foco de atenção dos pequenos. “A criança vai pensando em outras coisas, o que faz com que a tensão acumulada vá se dissuadindo e o procedimento não seja doloroso e traumático.”
[...] O tema do mestrado de Marcela surgiu do desejo de oferecer melhor atendimento aos pacientes infantis. “Sabemos hoje que 39% a 43% das crianças, de quatro a 12 anos, no Brasil, apresentam sentimentos de ansiedade frente a um tratamento odontológico. Busco com esta pesquisa mostrar como é importante eliminar ou reduzir esse problema”, diz. [...].
Retirado e adaptado de: . Acesso em: 25 mar. 2016.
Estudos da medicina apontam que a música clássica tem efeito significativo sobre o sistema cardiovascular e influencia diretamente os batimentos cardíacos e pressão arterial. Ela provoca uma redução nos marcadores neurohormonais de estresse, o que resulta em uma sensação de relaxamento. Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), originada da dissertação de mestrado da cirurgiãdentista Marcela de Oliveira Brant (CRO 42733), concluiu que o método é eficaz na diminuição dos níveis de ansiedade de crianças durante o atendimento em consultórios odontológicos.
A pesquisa foi um ensaio clínico realizado nas cidades mineiras de Brumadinho e Confins entre agosto de 2014 e abril de 2015. A seleção das crianças, que deveriam ter de quatro a seis anos para participar do estudo, foi feita nas escolas públicas desses municípios. “Precisávamos de 35 crianças nessa faixa etária e que não tivessem experiência com o dentista”, explica Marcela. Para chegar a esse número, a odontopediatra conta que foram enviadas 313 cartas-convite aos pais dos pequenos. “Eu era a única dentista que selecionava, avaliava e realizava o atendimento”, acrescenta. No final, o estudo contava com 34 crianças que cumpriram todos os procedimentos.
Os critérios para inclusão na pesquisa foram que os pacientes não tivessem experiência odontológica prévia e que apresentassem, no mínimo, dois dentes molares de leite com lesões cariosas em superfície oclusal (ou seja, a parte de cima dos dentes), em que fosse possível utilizar o Tratamento Restaurador Atraumático Modificado (ARTm). A técnica consiste em uma restauração de intervenção mínima, sem o uso de anestesia local. Durante a realização do estudo, as crianças foram divididas em dois grupos, ambos submetidos à ARTm com e sem utilização de música.
Para os atendimentos com música, os pacientes utilizaram fones de ouvidos, acoplados a um iPod que reproduzia a Sinfonia 40 em sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart. “Trata-se de uma canção instrumental lenta e relaxante, já testada em estudos anteriores da medicina. O volume foi ajustado de maneira que as crianças pudessem ouvir a música de forma clara, assim como as minhas instruções”, informa Marcela. Os níveis de ansiedade foram mensurados através da obtenção das medidas de frequência cardíaca e saturação de oxigênio, com o uso de um oxímetro de pulso, colocado no dedo indicador da criança ao início da consulta odontológica.
Ao fim da coleta dos dados, os resultados foram analisados. “Vimos estatisticamente que durante a intervenção com música as crianças apresentaram redução nos níveis de frequência cardíaca quando comparado com a intervenção sem música”, comenta Marcela. Essa estratégia de distração, segundo a odontopediatra, pode se apresentar como uma prática possível de reduzir a ansiedade do paciente na cadeira odontológica. “Ela é uma técnica segura, de simples execução, com baixo custo financeiro e que não apresenta efeitos nocivos.” Outro fator importante é que a música pode auxiliar a dispersar a atenção da criança quanto aos ruídos que existem dentro do consultório, como o “motorzinho” ou o barulho do sugador.
A psicóloga e professora de psicoterapia infantil da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Karin Martins Gomes esclarece que muitos pacientes já chegam tensos aos consultórios odontológicos e a música serve como distração, desviando o foco de atenção dos pequenos. “A criança vai pensando em outras coisas, o que faz com que a tensão acumulada vá se dissuadindo e o procedimento não seja doloroso e traumático.”
[...] O tema do mestrado de Marcela surgiu do desejo de oferecer melhor atendimento aos pacientes infantis. “Sabemos hoje que 39% a 43% das crianças, de quatro a 12 anos, no Brasil, apresentam sentimentos de ansiedade frente a um tratamento odontológico. Busco com esta pesquisa mostrar como é importante eliminar ou reduzir esse problema”, diz. [...].
Retirado e adaptado de: . Acesso em: 25 mar. 2016.