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Texto III

Do fogo às lâmpadas de LED

Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos
uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso
olho. Esse órgão nos permite enxergar formas e co-
res de maneira ímpar. O que denominamos luz no co-
5 tidiano é, de fato, uma onda eletromagnética que não
é muito diferente, por exemplo, das ondas de rádio ou
micro-ondas, usadas em comunicação via celular, ou
dos raios X, empregados em exames médicos.
Para que pudesse enxergar seu caminho à noi-
10 te, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de
iluminação artificial. Os primeiros humanos recolhiam
restos de queimadas naturais, mantendo as chamas
em fogueiras. Posteriormente, descobriu-se que o
fogo poderia ser produzido ao se atritarem pedras ou
15 madeiras, dando o primeiro passo rumo à tecnologia
de iluminação artificial.
A necessidade de transporte e manutenção do
fogo levou ao desenvolvimento de dispositivos de
iluminação mais compactos e de maior durabilidade.
20 Assim, há cerca de 50 mil anos, surgiram as primeiras
lâmpadas a óleo, feitas a partir de rochas e conchas,
tendo, como pavio, fibras vegetais que queimavam
em óleo animal ou vegetal. Mais tarde, a eficiência
desses dispositivos foi aumentada, com o uso de óleo
25 de tecidos gordurosos de animais marinhos, como
baleias e focas.
As lâmpadas a óleo não eram adequadas para
que áreas maiores (ruas, praças etc.) fossem ilumi-
nadas, o que motivou o surgimento das lâmpadas a
30 gás obtido por meio da destilação do carvão mineral.
Esse gás poderia ser transportado por tubulações ao
local de consumo e inflamado para produzir luz.
O domínio da tecnologia de geração de energia
elétrica e o entendimento de efeitos associados à
35 passagem de corrente elétrica em materiais viabiliza-
ram o desenvolvimento de novas tecnologias de ilu-
minação: lâmpadas incandescentes, com filamentos
de bambu carbonizado, que garantem durabilidade
de cerca de 1,2 mil horas à sua lâmpada; e as lâm-
40 padas halógenas, com maior vida útil e luz com maior
intensidade e mais parecida com a luz solar.

AZEVEDO, E. R.; NUNES, L. A. O. Revista Ciência Hoje . Rio
de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. n. 327, julho 2015, p. 38-40.
Disponível em: do-fogo-as-lampadas-led>. Acesso em: 4 ago. 2015. Adaptado.

No trecho do Texto III “ Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de iluminação artificial.” (l. 9-11), a expressão em destaque pode ser substituída, mantendo-se a mesma relação lógica, por

A À medida que
B Já que
C A fim de que
D Logo que
E Desde que
Texto associado
Texto II

Feliz por nada

Geralmente, quando uma pessoa exclama “Es-
tou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, con-
seguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estu-
dos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo.
5 Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que
essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as
novidades envelhecem e que não é seguro se sentir
feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor
é ser feliz por nada.
10 Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz por-
que alguém o elogiou. Feliz porque existe uma pers-
pectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque
você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a
pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo
15 mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo mo-
tivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela
total despreocupação com essa busca.
Particularmente, gosto de quem tem compromis-
20 so com a alegria, que procura relativizar as chatices
diárias e se concentrar no que importa pra valer, e
assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos
outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz
também. Não estando “realizado”, também. Estando
25 triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma.
Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é
tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochada-
mente assombrado consigo próprio: como é que eu
me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?
30 Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz.
Os que não se cobram por não terem cumprido suas
resoluções, que não se culpam por terem falhado,
não se torturam por terem sido contraditórios, não se
35 punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o
melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então
que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do
pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao
40 mesmo tempo ser livre. Adequação à sociedade e li-
berdade simultaneamente? É uma senhora ambição.
Demanda a energia de uma usina. Para que se con-
sumir tanto?
A vida não é um questionário. Você não precisa
45 ter que responder ao mundo quais são suas qualida-
des, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho
seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se
autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-
-intencionado e que muda de opinião sem a menor
50 culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.

MEDEIROS, Martha. Feliz por nada . Porto Alegre: L&PM, jul. 2011.

O Texto II estabelece uma oposição entre as seguintes
ideias:

A “patrulha do pensamento” (l. 38-39) e “adequação à
sociedade” (l. 40)
B “conseguir uma promoção” (l. 2-3) e “ganhar uma bolsa
de estudos” (l. 3-4)
C “ficar assombrado consigo próprio” (l. 27-28) e “aturar
o inevitável” (l. 26)
D “atingimento de metas” (l. 8) e “despreocupação com
essa busca” (l. 18)
E “relativizar as chatices diárias” (l. 20-21) e “tirar proveito
do imprevisto” (l. 27)

Considere cinco punhados idênticos de feijões, ou seja, com a mesma quantidade de feijão. Tais punhados estão enfileirados e numerados do primeiro ao quinto. Uma pessoa retira de cada punhado, exceto do terceiro, três feijões e os coloca no terceiro punhado. Em seguida, essa pessoa retira do terceiro punhado tantos feijões quantos restaram no segundo e os coloca no primeiro punhado.

Após os procedimentos realizados por essa pessoa, quantos feijões sobraram no terceiro punhado?

A 7
B 15
C 9
D 12
E 10

A imensidão do território brasileiro é acentuada para o viajante pelo fato de ele ter à frente, geralmente, planícies e planaltos, às vezes dominados por relevos tabulares. Essa topografia deriva da estrutura geológica do País, formada essencialmente de antigos escudos e de coberturas sedimentares ou vulcânicas.

THÉRY, H.; MELLO, N. Atlas do Brasil . São Paulo:
EDUSP, 2008. p. 61. Adaptado.

Como exemplo de cobertura vulcânica do território brasileiro, identifica-se o(a)

A presença de minério de ferro no Sudeste
B jazimento de bauxita na Amazônia paraense
C concentração de manganês no Norte
D jazimento de petróleo e gás na região Nordeste
E derramamento de basalto na região Sul

No Brasil, durante muito tempo, as migrações internas, do Norte para o Sul e do mundo rural para as cidades, constituíram uma tentativa de resposta individual à extrema pobreza de algumas regiões. Fator de diversificação do tecido social e de desenvolvimento de associações e ONG, essa mobilidade contribuiu para a riqueza do Sul, assim como para a expansão das favelas urbanas. A esses efeitos devem-se acrescentar, hoje, fluxos populacionais mais diversificados.

DURAND, M-F. et al. Atlas da mundialização . São Paulo: Saraiva,
2009. p. 130. Adaptado.

Na atual realidade brasileira, ocorre um novo e recente fluxo populacional denominado

A movimento pendular
B êxodo rural
C migração de retorno
D transumância
E transmigração
Texto associado
Texto III

Do fogo às lâmpadas de LED

Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos
uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso
olho. Esse órgão nos permite enxergar formas e co-
res de maneira ímpar. O que denominamos luz no co-
5 tidiano é, de fato, uma onda eletromagnética que não
é muito diferente, por exemplo, das ondas de rádio ou
micro-ondas, usadas em comunicação via celular, ou
dos raios X, empregados em exames médicos.
Para que pudesse enxergar seu caminho à noi-
10 te, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de
iluminação artificial. Os primeiros humanos recolhiam
restos de queimadas naturais, mantendo as chamas
em fogueiras. Posteriormente, descobriu-se que o
fogo poderia ser produzido ao se atritarem pedras ou
15 madeiras, dando o primeiro passo rumo à tecnologia
de iluminação artificial.
A necessidade de transporte e manutenção do
fogo levou ao desenvolvimento de dispositivos de
iluminação mais compactos e de maior durabilidade.
20 Assim, há cerca de 50 mil anos, surgiram as primeiras
lâmpadas a óleo, feitas a partir de rochas e conchas,
tendo, como pavio, fibras vegetais que queimavam
em óleo animal ou vegetal. Mais tarde, a eficiência
desses dispositivos foi aumentada, com o uso de óleo
25 de tecidos gordurosos de animais marinhos, como
baleias e focas.
As lâmpadas a óleo não eram adequadas para
que áreas maiores (ruas, praças etc.) fossem ilumi-
nadas, o que motivou o surgimento das lâmpadas a
30 gás obtido por meio da destilação do carvão mineral.
Esse gás poderia ser transportado por tubulações ao
local de consumo e inflamado para produzir luz.
O domínio da tecnologia de geração de energia
elétrica e o entendimento de efeitos associados à
35 passagem de corrente elétrica em materiais viabiliza-
ram o desenvolvimento de novas tecnologias de ilu-
minação: lâmpadas incandescentes, com filamentos
de bambu carbonizado, que garantem durabilidade
de cerca de 1,2 mil horas à sua lâmpada; e as lâm-
40 padas halógenas, com maior vida útil e luz com maior
intensidade e mais parecida com a luz solar.

AZEVEDO, E. R.; NUNES, L. A. O. Revista Ciência Hoje . Rio
de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. n. 327, julho 2015, p. 38-40.
Disponível em: do-fogo-as-lampadas-led>. Acesso em: 4 ago. 2015. Adaptado.

No trecho “Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso olho.” (l. 1-3), a palavra que pode substituir detectar , por ter sentido equivalente, é

A simbolizar
B designar
C reproduzir
D determinar
E perceber