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Considere que, quando Carlos, agente de pesquisas por telefone, realiza uma chamada telefônica, a chance de que a sua chamada não seja atendida seja de 20% e que, se a chamada for atendida, a chance de que ele obtenha respostas verdadeiras seja de 60%. Nessa situação, a probabilidade de Carlos obter respostas verdadeiras em uma dada chamada telefônica é igual a

A 12%.
B 48%.
C 60%.
D 80%.
E 88%.

Assinale a opção correta, a respeito dos arranjos populacionais e das concentrações urbanas do Brasil.

A A concentração populacional em um ou mais municípios é característica do modelo territorial brasileiro adequado à realidade mundial, em que a presença crescente de atividades econômicas dinamiza a urbanização.
B O novo modelo de urbanização brasileira reconfigura as concentrações urbanas do Brasil, havendo a dispersão de empregos pelas periferias e o esvaziamento das áreas centrais tanto de atividades econômicas quanto de população.
C A região metropolitana de São Paulo é a maior concentração populacional do país e tem como elemento de atração a oferta de empregos em seu imenso parque industrial, com a indústria como principal gerador de empregos e impostos.
D Um arranjo populacional é o agrupamento de dois ou mais municípios mesmo que entre ele não haja uma forte integração populacional.
E Os arranjos populacionais apresentam espaços vazios ou com ocupação rarefeita entre os municípios integrantes, sendo a contiguidade da mancha urbanizada verificada apenas em regiões metropolitanas.

Texto 1A1-

I Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles. Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis. Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte. Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. Luiz Ruffato. Meus romances preferidos . Internet: (com adaptações). Segundo o texto 1A1-I, a origem da necessidade de fazer listas

A remonta a pré-história.
B relaciona-se com o inverno.
C coincide com a invenção da escrita.
D é desconhecida pelo autor do texto.
E foi desvendada a partir de desenhos nas paredes de cavernas.

O desmatamento é a retirada total ou parcial da vegetação. Um forte exemplo do desmatamento no Brasil ocorreu na Mata Atlântica, desmatada para a obtenção de madeiras, plantação e ampliação de cidades. Internet: (com adaptações). Segundo a Associação Internacional de Estudantes de Ciências Econômicas e Comerciais (AIESEC), um dos maiores problemas ambientais do Brasil é o volume do desmatamento. Do ponto de vista socioeconômico, no contexto atual, o desmatamento

A atinge diretamente as florestas brasileiras, mas é necessário para o desenvolvimento do país.
B leva a caminhos de reflexão, análise e busca por ações voltadas à sustentabilidade ambiental como alternativa para o desenvolvimento.
C vem sendo a saída mais sustentável para a minimização da desigualdade entre os povos da floresta.
D afeta puramente a população do campo, já que a derrubada das árvores modifica o clima e afeta a agropecuária.
E vem sendo controlado, com o volume vegetal remanescente conforme o previsto na lei.

O termo globalização gera intenso debate quanto ao seu significado e suas características centrais. Em meio a essa acalorada discussão, no entanto, foi possível chegar a alguns consensos e um deles refere-se ao fato de que, apesar de a globalização ser um fenômeno mundial, seus impactos são locais e regionais, impulsionando mudanças que se desenvolvem de diferentes formas e com intensidade variada. Internet: (com adaptações). A globalização como um fenômeno mundial, mas de rebatimentos locais e regionais, tem como consequências

A o pleno emprego e o crescimento econômico, com a minimização das desigualdades.
B a competitividade e o consumo, com a geração de maiores danos ao meio ambiente.
C o atraso tecnológico e maior fluidez nas comunicações internas.
D a alimentação mais natural e saudável e o surgimento de muitos vírus com mais poder de contágio.
E o fechamento dos países ao investimento externo e o bloqueio econômico.

Texto 1A4-

I Considere a seguinte proposição P: Se produz as informações de que o Brasil necessita, o IBGE ajuda o país a estabelecer políticas públicas e justifica o emprego dos recursos que lhe são destinados. Assinale a opção que apresenta uma proposição equivalente à proposição P apresentada no texto 1A4-

I.

A Se ajuda o país a estabelecer políticas públicas e justifica o emprego dos recursos que lhe são destinados, o IBGE produz as informações de que o Brasil necessita.
B Se não produz as informações de que o Brasil necessita, o IBGE não ajuda o país a estabelecer políticas públicas e não justifica o emprego dos recursos que lhe são destinados.
C Se não produz as informações de que o Brasil necessita, o IBGE não ajuda o país a estabelecer políticas públicas ou não justifica o emprego dos recursos que lhe são destinados.
D Se não ajuda o país a estabelecer políticas públicas e não justifica o emprego dos recursos que lhe são destinados, o IBGE não produz as informações de que o Brasil necessita.
E Se não ajuda o país a estabelecer políticas públicas ou não justifica o emprego dos recursos que lhe são destinados, o IBGE não produz as informações de que o Brasil necessita.

Texto 1A2-

I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura . In : Vários escritos . 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). O autor do texto 1A2-I defende que

A o equilíbrio social depende necessariamente da literatura.
B o homem independe da literatura para ratificar sua humanidade.
C a literatura é crucial para que todos os traços essenciais de humanização se manifestem.
D a humanidade concretiza-se tanto no inconsciente quanto no subconsciente do homem.
E o contato com a literatura humaniza as pessoas.

Texto 1A1-

I Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles. Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis. Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte. Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. Luiz Ruffato. Meus romances preferidos . Internet: (com adaptações). De acordo com o texto 1A1-I, o autor ficaria satisfeito se sua lista de romances

A fosse consultada.
B se tornasse útil.
C gerasse conflito entre as pessoas.
D motivasse mais pessoas a fazer listas com suas obras prediletas.
E despertasse em alguém a vontade de conhecer alguma daquelas obras ou seus autores.

O Brasil é um grande importador de combustíveis fósseis e maquinários. E é exportador de produtos agrícolas, que possuem baixo valor agregado. Por isso, manter a balança comercial positiva é um desafio. Ela é o cálculo que representa o valor das exportações menos o das importações. Internet: (com adaptações). Depreende-se do texto que, diante da globalização econômica, o Brasil possui

A grande fluidez do capital e lucros garantidos com o destaque no volume de exportação dos produtos agrícolas e do maquinário em geral.
B estabilidade no processo de compra e venda, por estar sempre com saldo positivo perante o comércio internacional de mercadorias.
C permanente dificuldade econômica, já que o volume exportado de produtos mais baratos não ultrapassa o volume de importação dos produtos mais caros.
D grande desigualdade de renda da população, decorrente da exportação dos produtos agrícolas que deveriam alimentar o mercado interno.
E trabalho constante para manter a balança comercial em superávit, já que exporta produtos mais baratos e tem que importar produtos mais caros.

Texto 1A2-

I Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura. A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito inalienável. Antonio Candido. O direito à literatura . In : Vários escritos . 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações). No trecho “Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado” (segundo parágrafo do texto 1A2-I), o autor estabelece uma relação de

A causa.
B proporção.
C adição.
D comparação.
E conformação.