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Em uma academia de ginástica, sabe-se que todo frequentador que pratica o exercício de supino fortalece os tríceps e todo frequentador que pratica o exercício de agachamento não fortalece o tríceps. Sabendo que todo frequentador dessa academia ou pratica o exercício de supino ou o exercício de agachamento, é correto afirmar que

A algum frequentador dessa academia que pratique o exercício de supino é um praticante do exercício de agachamento.
B nenhum frequentador dessa academia que pratique o exercício de supino é um praticante do exercício de agachamento.
C nenhum frequentador dessa academia que pratique o exercício de supino fortalece os tríceps.
D algum frequentador da academia que fortalece o tríceps é um praticante de exercícios de agachamento.
E nenhum frequentador da academia que fortalece o tríceps é um praticante dos exercícios de supino.

Considere que seja aplicada uma nova lei no Brasil que altere a identificação das placas dos automóveis brasileiros. Nessa nova lei, as novas placas serão formadas por sete dígitos, sendo: os três dígitos iniciais escolhidos entre as 26 letras do alfabeto, o quarto dígito um algarismo escolhido entre 0 e 9, o quinto dígito novamente uma letra do alfabeto e os dois últimos dígitos formados por dois algarismos, também escolhidos entre 0 e 9. Dessa forma, o total de placas distintas que poderão ser formadas, nessa nova lei, será dado por:

A 26 x 25 x 24 x 10 x 10 x 10 x 10.
B 26 x 26 x 26 x 10 x 26 x 26 x 10.
C 26 x 26 x 26 x 10 x 10 x 10 x 10.
D 26 x 26 x 26 x 10 x 26 x 10 x 10.
E 26 x 25 x 24 x 10 x 23 x 22 x 21.

Durante uma pesquisa sobre as vítimas fatais em decorrência de acidentes viários, foram entrevistadas 1500 pessoas e suas declarações foram registradas em fichas individuais. Sabe-se que 200 pessoas entrevistadas são pedestres, 400 pessoas são motociclistas e as demais são motoristas de carros de passeio. Dentre todas as fichas registradas, uma foi escolhida aleatoriamente. A probabilidade de que essa ficha escolhida aleatoriamente seja de um motorista de carro de passeio é igual a

A 0,2.
B 0,9.
C 0,4.
D 0,3.
E 0,6.
Texto associado
o que ficar aqui com um olho aberto, outro acordado no lado de lá onde eu caí pro lado de cá não tem acesso mesmo que me chamem pelo nome mesmo que admitam meu regresso

toda vez que eu vou a porta some a janela some na parede a palavra de água se dissolve na palavra sede, a boca cede antes de falar, e não se ouve

já tentei dormir a noite inteira quatro, cinco, seis da madrugada vou ficar ali nessa cadeira uma orelha alerta, outra ligada

o buraco do espelho está fechado agora eu tenho que ficar agora fui pelo abandono abandonado aqui dentro do lado de fora

Disponível em: . Acesso em: 25 jun. 2019.

o que ficar aqui com um olho aberto, outro acordado no lado de lá onde eu caí pro lado de cá não tem acesso mesmo que me chamem pelo nome mesmo que admitam meu regresso toda vez que eu vou a porta some a janela some na parede a palavra de água se dissolve na palavra sede, a boca cede antes de falar, e não se ouve já tentei dormir a noite inteira quatro, cinco, seis da madrugada vou ficar ali nessa cadeira uma orelha alerta, outra ligada o buraco do espelho está fechado agora eu tenho que ficar agora fui pelo abandono abandonado aqui dentro do lado de fora Disponível em: . Acesso em: 25 jun. 2019.

A V – F – V.
B F – F – V.
C F – V – V.
D V – F – F.
E F – F – F.
Texto associado
TEXTO II [4 de novembro de 1855] Desejava dirigir uma pergunta aos meus leitores. Mas uma pergunta é uma coisa que não se pode fazer sem um ponto de interrogação . Ora, eu tenho uma birra muito séria a esta figurinha de ortografia, a esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e zombando da gente.

Com efeito, o que é um ponto de interrogação ? Se fizerdes esta pergunta a um gramático, ele vos atordoará os ouvidos durante uma hora com uma dissertação de arrepiar os cabelos. Entretanto, não há coisa mais simples de definir do que um ponto de interrogação; basta olhar-lhe para a cara. Vede: ? É um pequeno anzol. Ora, para que serve o anzol? Para pescar. Portanto, bem definido, o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.

Exemplo: 1º Quereis pescar um segredo que o vosso amigo vos oculta, e que desejais saber; deitais o anzol disfarçadamente com a ponta da língua: – Meu amigo, será verdade o que me disseram, que андas apaixonado? 2º Quereis pescar na algibeira de algum sujeito uma centena de mil réis; preparais o cordel e lançais o anzol de repente: – O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí? 3º Quereis pescar algum peixe ou peixãozinho: requebrais os olhos, adoçai a voz, e, por fim, deitais o anzol: – Uma só palavra: tu me amas?

É preciso, porém, que se advirta numa coisa. O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar; mas tudo depende da isca que se lhe deita. Nenhum pescador atira à água o seu anzol sem isca; ninguém portanto diz pura e simplesmente: – Empresta-me trezentos mil réis? Não; é preciso que o anzol leve isca e que esta isca seja daquelas que o peixe que se quer pescar goste de engolir.

Alguns pescadores costumam deitar um pouco de mel, e outros seguem o sistema dos índios que metiam dentro d’água certa erva que embebedava os peixes. Assim, ou dizem: – Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, (isca) empresta-me trezentos mil réis? (anzol). Ou então empregam o segundo meio: – Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis? No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio, de maneira que, quando o outro lhe lança o anzol, é, com certeza, de trazer o peixe.

Ainda tinha muita coisa a dizer sobre esta arte de pescar na sociedade, arte que tem chegado a um aperfeiçoamento miraculoso. Fica para outra ocasião. Por ora basta que saibam os meus leitores que o ponto de interrogação é um verdadeiro anzol. O caniço desta espécie de anzol é a língua, e o fio ou cordel a palavra; fio elástico como não há outro no mundo. […] Adaptado de: ALENCAR, José de. Ao correr da pena. Edição preparada por João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Assinale a alternativa que analisa corretamente as formas verbais em destaque.

A Em “[…] o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.”, os verbos destacados são verbos de ligação.
B Em “Entretanto, não há coisa mais simples de definir do que um ponto de interrogação [...]”, o verbo destacado está no singular para concordar com o sujeito “coisa mais simples de definir”, portanto não poderia ser substituído por “existir”.
C Em “[…] esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e zombando da gente”, os verbos destacados estão no gerúndio e ajudam a caracterizar as ações da “corcundinha”.
D Em “É preciso, porém, que se advirta numa coisa.”, o verbo destacado está conjugado no imperativo para realçar a advertência feita aos leitores.
E Em “Por ora basta que saibam os meus leitores que o ponto de interrogação é um verdadeiro anzol.”, o verbo destacado está no imperativo, indicando um comando aos leitores.
Texto associado
TEXTO II [4 de novembro de 1855] Desejava dirigir uma pergunta aos meus leitores. Mas uma pergunta é uma coisa que não se pode fazer sem um ponto de interrogação . Ora, eu tenho uma birra muito séria a esta figurinha de ortografia, a esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e zombando da gente.

Com efeito, o que é um ponto de interrogação ? Se fizerdes esta pergunta a um gramático, ele vos atordoará os ouvidos durante uma hora com uma dissertação de arrepiar os cabelos. Entretanto, não há coisa mais simples de definir do que um ponto de interrogação; basta olhar-lhe para a cara. Vede: ? É um pequeno anzol. Ora, para que serve o anzol? Para pescar. Portanto, bem definido, o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.

Exemplo: 1º Quereis pescar um segredo que o vosso amigo vos oculta, e que desejais saber; deitais o anzol disfarçadamente com a ponta da língua: – Meu amigo, será verdade o que me disseram, que андas apaixonado? 2º Quereis pescar na algibeira de algum sujeito uma centena de mil réis; preparais o cordel e lançais o anzol de repente: – O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí? 3º Quereis pescar algum peixe ou peixãozinho: requebrais os olhos, adoçai a voz, e, por fim, deitais o anzol: – Uma só palavra: tu me amas?

É preciso, porém, que se advirta numa coisa. O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar; mas tudo depende da isca que se lhe deita. Nenhum pescador atira à água o seu anzol sem isca; ninguém portanto diz pura e simplesmente: – Empresta-me trezentos mil réis? Não; é preciso que o anzol leve isca e que esta isca seja daquelas que o peixe que se quer pescar goste de engolir.

Alguns pescadores costumam deitar um pouco de mel, e outros seguem o sistema dos índios que metiam dentro d’água certa erva que embebedava os peixes. Assim, ou dizem: – Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, (isca) empresta-me trezentos mil réis? (anzol). Ou então empregam o segundo meio: – Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis? No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio, de maneira que, quando o outro lhe lança o anzol, é, com certeza, de trazer o peixe.

Ainda tinha muita coisa a dizer sobre esta arte de pescar na sociedade, arte que tem chegado a um aperfeiçoamento miraculoso. Fica para outra ocasião. Por ora basta que saibam os meus leitores que o ponto de interrogação é um verdadeiro anzol. O caniço desta espécie de anzol é a língua, e o fio ou cordel a palavra; fio elástico como não há outro no mundo. […] Adaptado de: ALENCAR, José de. Ao correr da pena. Edição preparada por João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Assinale a alternativa correta, quanto à colocação pronominal no trecho “– O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí?”.

A A ênclise é obrigatória com verbos no infinitivo pessoal.
B A ênclise é justificada por se tratar de frase interrogativa.
C A ênclise está inadequada.
D Poderia ocorrer próclise, por se tratar de uma frase interrogativa.
E A mesóclise seria mais adequada por se tratar de uma situação hipotética, própria ao futuro do presente.
Texto associado
TEXTO II [4 de novembro de 1855] Desejava dirigir uma pergunta aos meus leitores. Mas uma pergunta é uma coisa que não se pode fazer sem um ponto de interrogação . Ora, eu tenho uma birra muito séria a esta figurinha de ortografia, a esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e zombando da gente.

Com efeito, o que é um ponto de interrogação ? Se fizerdes esta pergunta a um gramático, ele vos atordoará os ouvidos durante uma hora com uma dissertação de arrepiar os cabelos. Entretanto, não há coisa mais simples de definir do que um ponto de interrogação; basta olhar-lhe para a cara. Vede: ? É um pequeno anzol. Ora, para que serve o anzol? Para pescar. Portanto, bem definido, o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.

Exemplo: 1º Quereis pescar um segredo que o vosso amigo vos oculta, e que desejais saber; deitais o anzol disfarçadamente com a ponta da língua: – Meu amigo, será verdade o que me disseram, que андas apaixonado? 2º Quereis pescar na algibeira de algum sujeito uma centena de mil réis; preparais o cordel e lançais o anzol de repente: – O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí? 3º Quereis pescar algum peixe ou peixãozinho: requebrais os olhos, adoçai a voz, e, por fim, deitais o anzol: – Uma só palavra: tu me amas?

É preciso, porém, que se advirta numa coisa. O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar; mas tudo depende da isca que se lhe deita. Nenhum pescador atira à água o seu anzol sem isca; ninguém portanto diz pura e simplesmente: – Empresta-me trezentos mil réis? Não; é preciso que o anzol leve isca e que esta isca seja daquelas que o peixe que se quer pescar goste de engolir.

Alguns pescadores costumam deitar um pouco de mel, e outros seguem o sistema dos índios que metiam dentro d’água certa erva que embebedava os peixes. Assim, ou dizem: – Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, (isca) empresta-me trezentos mil réis? (anzol). Ou então empregam o segundo meio: – Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis? No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio, de maneira que, quando o outro lhe lança o anzol, é, com certeza, de trazer o peixe.

Ainda tinha muita coisa a dizer sobre esta arte de pescar na sociedade, arte que tem chegado a um aperfeiçoamento miraculoso. Fica para outra ocasião. Por ora basta que saibam os meus leitores que o ponto de interrogação é um verdadeiro anzol. O caniço desta espécie de anzol é a língua, e o fio ou cordel a palavra; fio elástico como não há outro no mundo. […] Adaptado de: ALENCAR, José de. Ao correr da pena. Edição preparada por João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Considere as pontuações dos trechos dados e assinale a alternativa INCORRETA.

A Em “O caniço desta espécie de anzol é a língua, e o fio ou cordel a palavra [...]”, falta uma vírgula para indicar elipse do verbo “é”.
B Em “1º Quereis pescar um segredo que o vosso amigo vos oculta, e que desejais saber […]”, a vírgula antes do “e” está inadequada, visto que separa orações que se coordenam por adição.
C Em “O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar [...]”, a vírgula deveria estar após o “e”, assim como ser utilizada após “conseguinte”, pois o sujeito dos dois verbos da oração é o mesmo, além de a expressão consecutiva ficar isolada por vírgulas.
D Em “[…] ninguém portanto diz pura e simplesmente [...]”, a conjunção conclusiva deve ser isolada por vírgulas, pois encontra-se intercalada, após o sujeito oracional.
E Em “[...] requebrais os olhos, adoçai a voz, e, por fim, deitais o anzol [...]”, a vírgula antes do “e” justifica-se por haver mudança de sujeito sintático entre as orações presentes no período.
Texto associado
TEXTO IV
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]

Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.

No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais. O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]

FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2019.

Assinale a alternativa que apresenta os conectivos que substituem adequadamente os termos em destaque no seguinte excerto: “Constata-se, todavia , que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego [...]”.

A Mas – à medida que.
B No entanto – tendo em vista que.
C Não obstante – à medida em que.
D Embora – visto que.
E Constantemente – na medida que.
Texto associado
TEXTO IV
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]

Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.

No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais. O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]

FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2019.

Assinale a alternativa que reescreve adequadamente, de forma mais objetiva, sem linguagem figurada e mantendo o sentido original, o excerto a seguir: “Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual.”.

A Por isso, atualmente as pessoas dançam conforme a música que toca nas redes sociais.
B Porém, as normas sociais apregoadas em um ambiente virtual têm influenciado as pessoas contemporaneamente.
C Já se acomodaram as regras da internet, com vistas à inclusão social.
D Hodiernamente, a humanidade almeja orquestrar as normas de convivência digital.
E Assim, a sociedade contemporânea busca se adequar às demandas sociais impostas pela utilização dos recursos virtuais.
Texto associado
TEXTO IV
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]

Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.

No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais. O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]

FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2019.

Assinale a alternativa que apresenta o vocábulo em que a mudança no acento da palavra altere sua classe gramatical e, consequentemente, sua função textual.

A Critérios.
B Inúmeros.
C Diálogos.
D Início.
E Família.