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Um analista financeiro é encarregado de examinar os dois fluxos de caixa abaixo que correspondem a 2 projetos de financiamento X e Y, sendo que, em ambos os casos, a taxa interna de retorno positiva anual é de 10%. Os dois fluxos apresentam o mesmo valor de desembolso D no ano 0, e P corresponde ao valor da parcela do projeto Y no ano 2.

Ano
Projeto X R$
Projeto Y R$
0
1
2
−D
12.705,00
12.705,00
−D
0,00
P

O valor da parcela P, em reais, é igual a

A 25.410,00
B 26.680,50
C 23.715,35
D 26.045,25
E 27.951,00

Ulisses é analista do Poder Judiciário e Afrodite é professora de ensino superior lecionando em Universidade Federal de Administração, sendo ambos servidores públicos da União vinculados ao Regime Próprio da Previdência Social, e estão requerendo o direito à aposentadoria. Nesse caso, conforme regras contidas na Constituição Federal, Ulisses e Afrodite, respectivamente, devem contar com

A 70 e 65 anos de idade.
B 70 e 55 anos de idade.
C 65 e 57 anos de idade.
D 62 e 57 anos de idade.
E 65 e 62 anos de idade.

Um órgão dentro do Banco Central do Brasil que ganhou destaque na última década é o Comitê de Estabilidade Financeira. Esse colegiado

A define a meta para a Taxa Selic.
B define diretrizes e estratégias para a mitigação do risco sistêmico no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
C trata do risco do Sistema Financeiro Nacional, desconsiderando-se as interações deste com outras jurisdições.
D define orientações e diretrizes estratégicas para a execução da política monetária.
E propõe ao Conselho Monetário Nacional o valor do Adicional Contracíclico de Capital Principal relativo ao Brasil, requerido das instituições financeiras.

Constitui alocação possível para os recursos dos regimes próprios de previdência social instituídos pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos da Lei n° 9.717/1998, sujeita a limites específicos:

A Cotas dos fundos da classe “Ações − BDR Nível I ”, nos termos da regulamentação estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários, consideradas no segmento de renda variável e investimentos estruturados.
B Letras Imobiliárias Garantidas e cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) negociadas nos pregões de bolsa de valores, que se incluem no segmento de renda fixa.
C Cotas de fundos de investimento classificados como ações, constituídos sob a forma de condomínio aberto, conforme regulamentação estabelecida pela CVM, e Cotas de classe sênior de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), que se incluem no segmento de renda variável e investimentos estruturados.
D Cotas de Fundos de Investimento em Participações (FIP), constituídos sob a forma de condomínio fechado, aplicações que são consideradas no segmento de renda fixa.
E Cotas de fundos de investimento e cotas de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento classificados como “Renda Fixa − Dívida Externa”, que são considerados no segmento de investimentos no exterior.

A restrição externa de um país consiste no volume de divisas estrangeiras que o país consegue atrair para si, via comércio ou fluxos de capital, de forma a financiar suas importações. No que concerne às relações econômicas internacionais de um país,

A “a lei do preço único” garante que os ganhos de comércio sejam partilhados por todos os países, uma vez que promove a livre concorrência e impede a exploração de ganhos de arbitragem.
B uma melhoria nos termos de troca entre o país e o resto do mundo implica, ceteris paribus , um agravamento da restrição externa.
C uma queda no diferencial entre as taxas de juros doméstica e internacional leva, ceteris paribus e em condições normais, a um relaxamento da restrição externa via maior influxo de capitais ao país.
D de acordo com a teoria das vantagens comparativas, a competitividade comercial das nações varia de acordo com diferenças internacionais de clima, de disponibilidade de fatores de produção e de capacidade tecnológica.
E a hipótese da deterioração dos termos de troca alega que o desenvolvimento econômico elevaria a demanda mundial por bens primários em detrimento dos bens manufaturados, uma vez que o fator terra é limitado enquanto a tecnologia baratearia crescentemente os bens manufaturados.

Sustenta-se sobre o comportamento do balanço de pagamentos sob diferentes regimes cambiais:

A Sob um sistema de taxas de câmbio fixas, um banco central permanece sempre de sobreaviso, pronto para comprar ou vender a moeda corrente interna em troca de moedas estrangeiras a um preço predeterminado.
B Na presença de ampla liquidez no mercado financeiro internacional, uma contração da renda agrava um desequilíbrio das contas externas em um regime de câmbio fixo.
C Em um regime de flutuação cambial plena e livre mobilidade de capitais, a taxa de juros determina a renda nacional por meio do investimento.
D Em um regime de câmbio flutuante, com livre mobilidade de capitais, a política monetária é passiva.
E Um regime de taxa de câmbio fixa busca manter a taxa de câmbio real constante no longo prazo, horizonte temporal este em que se admite que os preços domésticos e internacionais sejam flexíveis.
Texto associado
Atenção : Considere a crônica de Machado de Assis, publicada em 09 de fevereiro 1896, para responder às questões de números 12 a 15.

Pessoa que já serviu na polícia secreta de Londres e de New York tem anunciado nos nossos diários que oferece os seus préstimos para descobrir coisas furtadas ou perdidas. Não publica o nome; prova de que é realmente um ex-secreta* inglês ou americano. A primeira ideia do ex-secreta local seria imprimir o nome, com indicação da residência. Não há ofício que não traga louros, e os louros fizeram-se para os olhos dos homens. Não tenho perdido nada, nem por furto, nem por outra via; deixo de recorrer aos préstimos do anunciante, mas aproveito esta coluna para recomendá-los aos meus amigos e leitores.
Pois que a fortuna trouxe às nossas plagas um perfeito conhecedor do ofício, erro é não aproveitá-lo. Não se perdem somente objetos: perdem-se também vidas, nem sempre se sabe quem é que as leva. Ora, conquanto não se achem as vidas perdidas, importa conhecer as causas da perda, quando escapam à ação da lei ou da autoridade. Não foi assassínio, mas suicídio, o dessa Ambrosina Cananeia, que deixou a vida esta semana. Era uma pobre mulher trabalhadeira, com dois filhos adolescentes e mãe valetudinária**; morava nos fundos de uma estalagem da rua da Providência. O filho era empregado, a filha aprendia a fazer flores... Não sei se te lembras do acontecimento: tais são os casos de sangue destes dias que é natural vir o fastio e ir-se a memória. Pois fica lembrado.
A causa do suicídio não foi a pobreza, ainda que a pessoa fosse pobre. Nem desprezo de homem, nem ciúmes. A carta deixada dizia em começo: “Vou dar-te a última prova de amizade... É impossível mais tolerar a vida por tua causa; deixando eu de existir, você deixa de sofrer.” Você é uma mocinha de dezesseis anos, vizinha, dizem que bonita, amiga da morta. Segundo a carta, a mocinha era castigada por motivo daquela afeição, tudo de mistura com um casamento que lhe queriam impor.
O que é único, é esta amiga que se mata para que a outra não padeça. A outra era diariamente espancada, quase todos os vizinhos o sabiam pelos gritos e pelo pranto da vítima − “tudo por causa da nova amizade”. Não podendo atalhar o mal da amiga, Ambrosina buscou um veneno, meteu no seio as cartas da amiga e acabou com a vida em cinco minutos. “Adeus, Matilde; recebe o meu último suspiro”.
Os tempos, desde a antiguidade, têm ouvido suspiros desses, mas não são últimos. Que a morte de uma trouxesse a da outra, voluntária e terrível, não seria comum, mas confirmaria a amizade. As afeições grandes podem não suportar a viuvez. Quem eu quisera ouvir sobre isto era o ex-secreta de Londres e de New York, onde a polícia pode ser que penetre além do delito e suas provas, e passeie na alma da gente, como tu, por tua casa.

* secreta: agente secreto.
** valetudinário: que ou o que é de constituição física débil, doentia, sempre sujeito a enfermidades.

(Adaptado de: ASSIS, Machado de. Crônicas escolhidas . São Paulo: Companhia das Letras, 2013)

O cronista dirige-se explicitamente a seu leitor no seguinte trecho:

A Ora, conquanto não se achem as vidas perdidas, importa conhecer as causas da perda, quando escapam à ação da lei ou da autoridade. (2 o parágrafo)
B Não sei se te lembras do acontecimento: tais são os casos de sangue destes dias que é natural vir o fastio e ir-se a memória. (2 o parágrafo)
C Vou dar-te a última prova de amizade... É impossível mais tolerar a vida por tua causa; deixando eu de existir, você deixa de sofrer. (3 o parágrafo)
D Você é uma mocinha de dezesseis anos, vizinha, dizem que bonita, amiga da morta. (3 o parágrafo)
E Os tempos, desde a antiguidade, têm ouvido suspiros desses, mas não são últimos. (5 o parágrafo)

Considere os seguintes dados sobre agregados monetários informados pelo Banco Central do Brasil, relativos ao final de junho/2021:

(R$ milhões)
− Papel-moeda emitido:
340.096
− Depósitos à vista:
334.213
− Reservas bancárias:
82.117
− Papel-moeda em poder do público:
282.843

A base monetária era de

A R$ 422.213 milhões.
B R$ 674.309 milhões.
C R$ 617.056 milhões.
D R$ 622.939 milhões.
E R$ 364.960 milhões.