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A Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017, estabelecida pelo CNE para Educação Infantil e Ensino Fundamental, determina que os currículos das redes devem ser (re)elaborados de forma alinhada à BNCC até 2019, passando a valer a partir de 2020.

(Disponível em: http://movimentopelabase.org.br )

Sobre sua adoção na prática cotidiana das escolas, a Base Nacional Comum Curricular

A parte dos conhecimentos dos alunos em cada série para definir o currículo das escolas da rede pública, considerando as diversidades locais.
B implica uma formação continuada do corpo docente dos gestores, que será oferecida pelo MEC na forma de capacitações on-line .
C permite aos professores, ao explicitar os conteúdos e competências a serem desenvolvidos em cada série, inferir qual é a melhor forma de abordar sua disciplina em cada momento.
D favorece o trabalho transdisciplinar, pois naturalmente a equipe de professores é capaz de identificar quais disciplinas devem ser abordadas conjuntamente em cada momento.
E não determina como ensinar, mas o que ensinar, de modo que cada escola e cada rede, dentro de seu currículo e projeto político-pedagógico, definirá como trabalhar os conteúdos.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

De acordo com a LDBEN n o 9.394/1996 e suas atualizações, os currículos da educação básica devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da economia, da cultura e dos educandos. Sendo assim, a base nacional comum se aplica aos currículos

A do ensino médio e superior.
B do ensino fundamental e médio.
C da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
D da educação infantil e ensino fundamental.
E da educação básica e superior.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

A intersetorialidade pode ser vista como nova forma de organização diante da maioria das estruturas que se apresentam em formato piramidal, arranjadas por vários escalões hierárquicos e departamentos, que dificultam a participação popular no exercício dos seus direitos sociais. A intersetorialidade é a articulação entre sujeitos de setores diversos, com diferentes saberes e poderes com vistas a enfrentar problemas complexos.

(Adaptado de: https://www.scielosp.org . Acessado em: 10/03/2020)

No campo da educação, a intersetorialidade pode ser entendida como

A processo que resulta na gestão desarticulada das políticas sociais de diversos setores e que procura responder com mais demora aos problemas de determinada população.
B forma de trabalho que permite a fragmentação do conhecimento e das estruturas sociais para produzir efeitos mais significativos para a população.
C estratégia importante na permanência de modelos organizacionais de diversos setores e pode ser entendida como uma desarticulação de saberes e experiências.
D prática social que vem sendo construída a partir da insatisfação com as respostas de diferentes setores perante alguns dos problemas complexos do mundo moderno.
E nova lógica, que exige pulso forte dos dirigentes de diferentes setores para não mudarem suas práticas a partir da pressão social.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

O planejamento norteia nossas ações, definindo o que desejamos fazer, como desejamos fazer e com qual finalidade almejamos fazer. Além disso, o planejamento nos leva a prever situações, organizar atividades, dividir tarefas, avaliar o que não deu certo, bem como elaborar novas estratégias de trabalho, visando melhorias.

(Disponível em: https://siteantigo.portaleducacao.com.br . Acessado em: 10/03/2020)

Para um bom planejamento, é desejável que o docente

A consiga cumpri-lo sem alterações, para manter o ensino organizado.
B cumpra a exigência de incluí-lo no PPP da escola.
C atenda às expectativas da comunidade em que seus alunos estão inseridos.
D possa elaborá-lo com seus alunos durante os primeiros dias de aula.
E leve em conta os objetivos a serem alcançados, as estratégias e a avaliação.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

Para mim seria impossível engajar-me num trabalho de memorização mecânica dos ba − be − bi − bo − bu. Ensino em cujo processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos. Pelo contrário, enquanto ato de conhecimento e ato criador, o processo da alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O fato de ele necessitar da ajuda do educador, como ocorre em qualquer relação pedagógica, não significa dever a ajuda do educador anular a sua criatividade e a sua responsabilidade na construção de sua linguagem escrita e na leitura desta linguagem.

(Adaptado de: FREIRE, P. A importância do ato de ler . Rio de Janeiro: Cortez, p. 11)

O texto de Paulo Freire deixa entrever uma visão sobre o aprendiz, sintetizada como

A o indivíduo que, antes de dominar a escrita, já possui um repertório de relação com o mundo.
B alguém que precisa ser alfabetizado para conseguir raciocinar sobre o mundo.
C o profissional competente, que prescinde da escrita para demonstrar sua capacidade.
D a pessoa que possui déficits de aprendizagem, portanto necessita do auxílio de um psicopedagogo.
E um indivíduo autodidata, capaz de traduzir na escrita seu conhecimento de mundo sem a intermediação de um processo de ensino.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

A lei ordinária n o 10.639/2003 alterou a LDB n o 9.394/1996 de um modo relevante para as comunidades remanescentes de quilombos no Brasil, por incluir

A o estudo da cultura afro-brasileira articulado ao estudo da cultura indígena, com valorização do protagonismo dos povos originários.
B um dia da consciência negra previsto no calendário escolar e a obrigatoriedade do estudo de história e cultura afro-brasileira.
C história e cultura afro-brasileira no currículo das escolas de ensino fundamental das comunidades quilombolas.
D o resgate das contribuições do povo negro nas áreas social, econômica e política, com palestras de representantes dessas áreas.
E história da África e dos africanos, aumentando a carga horária obrigatória da disciplina de História no currículo.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020
Texto associado
Atenção : O texto abaixo refere-se às questões de números 41 e 42.

A professora de Educação Física do 6 o ano relatou parte de seu percurso para definir o programa que desenvolveria com os estudantes: ao fazer um diagnóstico inicial, constatou que o conhecimento de dança dos alunos abrangia o funk e o hip hop; no entanto, ao sondar os demais membros da escola, percebeu que tais culturas pareciam estar sendo bastante rotuladas e de certo modo discriminadas pela comunidade escolar, como cultura corporal de desocupados e vândalos, havendo queixas sobre alunos que depredavam a escola e o entorno. Em conversa com os estudantes, alguns relataram que gostavam de ocupar o espaço livre em torno da escola para andar de skate, dançar break e ouvir funk e hip hop, e que iam ali porque na região não havia locais apropriados para tais práticas.

(Adaptado de: SANTOS, F. R. Cultura corporal : o hip hop como forma de expressão na escola. Disponível em: www.gpef.fe.usp.br )

As ações da professora, presentes em seu relato, permitem identificar que sua prática está fundamentada no conteúdo específico da BNCC para o 6 o ano, qual seja:

A Discutir estereótipos e preconceitos relativos às danças de salão e demais práticas corporais e propor alternativas para sua superação.
B Executar práticas corporais de aventura urbana, respeitando o patrimônio público e utilizando alternativas para a prática segura em diversos espaços.
C Experimentar e fruir um ou mais programas de exercícios físicos, identificando as exigências corporais desses diferentes programas e reconhecendo a importância de uma prática individualizada, adequada às características e necessidades de cada sujeito.
D Apresentar manifestações de danças urbanas diferentes das demais manifestações de dança, valorizando e respeitando os sentidos e significados atribuídos a elas por diferentes grupos sociais.
E Experimentar, fruir e recriar danças urbanas, identificando seus elementos constitutivos (ritmo, espaço, gestos).
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020
Texto associado
Atenção : O texto abaixo refere-se às questões de números 41 e 42.

A professora de Educação Física do 6 o ano relatou parte de seu percurso para definir o programa que desenvolveria com os estudantes: ao fazer um diagnóstico inicial, constatou que o conhecimento de dança dos alunos abrangia o funk e o hip hop; no entanto, ao sondar os demais membros da escola, percebeu que tais culturas pareciam estar sendo bastante rotuladas e de certo modo discriminadas pela comunidade escolar, como cultura corporal de desocupados e vândalos, havendo queixas sobre alunos que depredavam a escola e o entorno. Em conversa com os estudantes, alguns relataram que gostavam de ocupar o espaço livre em torno da escola para andar de skate, dançar break e ouvir funk e hip hop, e que iam ali porque na região não havia locais apropriados para tais práticas.

(Adaptado de: SANTOS, F. R. Cultura corporal : o hip hop como forma de expressão na escola. Disponível em: www.gpef.fe.usp.br )

O relato da professora revela percepções contrastantes sobre o funk e o hip hop . Considerando os sujeitos envolvidos no contexto, esse contraste corresponde

A ao embate entre cultura letrada e cultura oral.
B ao choque entre cultura acadêmica e cultura popular.
C ao racismo estrutural presente na escola.
D à diferença natural entre as classes sociais.
E à constatação de que os estudantes resistem à cultura escolar.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

Um aluno foi reprovado em duas matérias do 6º ano do ensino fundamental: Inglês e Ciências. Seus pais procuraram outra escola, que avaliou estar o estudante apto para ser aprovado nesses componentes curriculares, aceitando sua matrícula no 7 o ano. Nesse caso, a nova escola

A está certa e só não poderia aprová-lo para o 7 o ano caso tivesse sido reprovado em Matemática ou em Língua Portuguesa na escola anterior.
B errou ao não considerar a avaliação da instituição anterior, que conheceu melhor o progresso do aluno durante todo um ano letivo
C agiu corretamente pois, pela lei, pode avaliá-lo por seu grau de desenvolvimento e experiência, permitindo sua inscrição no 7 o ano, caso o considere apto.
D errou, pois poderia ter aceitado a aprovação para o 7 o ano apenas se o aluno tivesse sido reprovado em uma única disciplina.
E certamente é particular, pois só as escolas particulares podem aprovar o aluno desse modo, uma vez que há cobrança de mensalidade.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

Considerando-se o processo histórico de configuração dos quilombos no Brasil e a realidade vivida hoje, pelas comunidades remanescentes de quilombos, é possível afirmar que a história dessa parcela da população tem sido construída por meio de várias e distintas estratégias de luta. Esse histórico de lutas tem o movimento quilombola e o movimento negro como os principais protagonistas políticos que organizam as demandas das diversas comunidades quilombolas de todo o país e as colocam na cena pública e política, transformando-as em questões sociais.

(Adaptado de: BRASÍLIA, Conselho Nacional de Educação. T exto-referência para a elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola , 2011)

Esses movimentos sociais denunciam que a situação vivida pelos quilombolas está intrinsecamente ligada a

A desigualdade social e preconceito racial.
B diversidade cultural e respeito racial.
C discriminação social e protagonismo ascendente.
D intolerância e igualdade social.
E pluralidade cultural e homogeneização social.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020