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Leia o soneto para responder a questão. Disse ao meu coração: Olha por quantos Caminhos vãos andamos! Considera Agora, d’esta altura fria e austera, Os ermos que regaram nossos prantos… Pó e cinzas, onde houve flor e encantos! E noite, onde foi luz de primavera! Olha a teus pés o mundo e desespera, Semeador de sombras e quebrantos! Porém o coração, feito valente Na escola da tortura repetida, no uso do penar tornado crente, Respondeu: D’esta altura vejo o Amor! Viver não foi em vão, se é isto a vida, Nem foi demais o desengano e a dor. (Antero de Quental, Antologia) Entende-se a resposta do coração ao eu lírico como uma

A confirmação de que sua vida foi de fato só sofrimento.
B constatação de que sua vida tenha sido só sofrimento.
C ressalva de que sua vida poderia ter sido só sofrimento.
D refutação de que sua vida tenha sido só sofrimento.
E hipótese de que sua vida poderia ter sido só sofrimento.

Leia o soneto para responder a questão. Disse ao meu coração: Olha por quantos Caminhos vãos andamos! Considera Agora, d’esta altura fria e austera, Os ermos que regaram nossos prantos… Pó e cinzas, onde houve flor e encantos! E noite, onde foi luz de primavera! Olha a teus pés o mundo e desespera, Semeador de sombras e quebrantos! Porém o coração, feito valente Na escola da tortura repetida, no uso do penar tornado crente, Respondeu: D’esta altura vejo o Amor! Viver não foi em vão, se é isto a vida, Nem foi demais o desengano e a dor. (Antero de Quental, Antologia) Nos versos “ Porém o coração, feito valente / Na escola da tortura repetida, / E no uso do penar tornado crente, / Respondeu...”, o termo em destaque estabelece relação coesiva, cujo sentido é de

A condição, sendo possível substituí-lo por “Desde que”.
B conclusão, sendo possível substituí-lo por “Portanto”.
C explicação, sendo possível substituí-lo por “Pois”.
D causa, sendo possível substituí-lo por “Porque”.
E oposição, sendo possível substituí-lo por “Todavia”.

Leia o soneto para responder a questão. Disse ao meu coração: Olha por quantos Caminhos vãos andamos! Considera Agora, d’esta altura fria e austera, Os ermos que regaram nossos prantos… Pó e cinzas, onde houve flor e encantos! E noite, onde foi luz de primavera! Olha a teus pés o mundo e desespera, Semeador de sombras e quebrantos! Porém o coração, feito valente Na escola da tortura repetida, no uso do penar tornado crente, Respondeu: D’esta altura vejo o Amor! Viver não foi em vão, se é isto a vida, Nem foi demais o desengano e a dor. (Antero de Quental, Antologia) Assinale a alternativa em que a reescrita de passagem do poema está em conformidade com a norma-padrão.

A Olha o mundo, coração, que aos pés de ti estão e desespera…
B O coração respondeu que o desengano e a dor nem foram demais.
C Onde flor e encantos frutificou, hoje há pó e cinzas!
D Coração, veja por quantos caminhos vãos andamos tu e eu!
E Esta altura fria e austera permitem ver os ermos que regaram nossos prantos…

Faz três semanas que o secretário-geral da OEA espera que o Conselho Permanente da entidade se reúna para adotar uma posição mais dura em relação à crise na Venezuela. Cabe ao diplomata brasileiro a tarefa de convocar os representantes dos 34 países-membros. Não se sabe se por alguma orientação do Itamaraty, mas o fato é que até agora o embaixador segue na dele. (IstoÉ, 16.08.2017. Adaptado) Com a frase final do texto – … até agora o embaixador segue na dele. –, o autor

A mostra, explicitamente, o receio que o diplomata brasileiro tem de atender ao pedido do secretário da OEA.
B pondera, com humor, que o diplomata brasileiro enfrenta o Itamaraty quando o assunto é a crise na Venezuela.
C critica, com graça, a falta de iniciativa do diplomata brasileiro em relação à crise na Venezuela.
D reitera, com desânimo, a negligência do diplomata brasileiro e dos países-membros da OEA quanto à crise na Venezuela.
E comenta, com euforia, a dinâmica com que o diplomata brasileiro avalia a crise na Venezuela.

– Bem dizia eu, que aquela janela… – É a janela dos rouxinóis. – Que lá estão a cantar. – Então, esses lá estão ainda como há dez anos – os mesmos ou outros – mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou. – A menina dos rouxinóis? Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela? – É um romance todo inteiro, todo feito, como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras. – Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já. – Pois vamos. Apeiemos e descansemos um bocado. Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem. Apeamo-nos, com efeito; sentamo-nos; e eis aqui a história da menina dos rouxinóis como ela se contou. É o primeiro episódio da minha odisseia: estou com medo de entrar nele porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê… Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque, enfim, deles me rio eu; mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem é porque não presta. Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos: o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão. Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo e a matéria do meu conto para o seguinte. (Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra) Na passagem lida, o narrador faz referência ao primeiro episódio de sua odisseia, o qual corresponde

A ao diálogo entre ele e um dos companheiros de viagem.
B a uma conversa sobre belas e amáveis leitoras.
C a um conto narrado à moda francesa.
D a um drama de que as mulheres não gostam.
E à história da menina dos rouxinóis.

– Bem dizia eu, que aquela janela… – É a janela dos rouxinóis. – Que lá estão a cantar. – Então, esses lá estão ainda como há dez anos – os mesmos ou outros – mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou. – A menina dos rouxinóis? Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela? – É um romance todo inteiro, todo feito, como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras. – Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já. – Pois vamos. Apeiemos e descansemos um bocado. Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem. Apeamo-nos, com efeito; sentamo-nos; e eis aqui a história da menina dos rouxinóis como ela se contou. É o primeiro episódio da minha odisseia: estou com medo de entrar nele porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê… Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque, enfim, deles me rio eu; mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem é porque não presta. Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos: o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão. Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo e a matéria do meu conto para o seguinte. (Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra) Com a passagem “Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos…”, o narrador faz

A uma advertência de que sua narrativa fugirá dos padrões vigentes, ideia sintetizada na frase “é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão”.
B uma interação controlada para expor a história a ser narrada sem “situações e incidentes raros”, mas ainda assim nos moldes dos franceses, nos quais “há outro não sei quê”.
C uma crítica às suas leitoras, ao afirmar que se trata de “damas que estão mal informadas”, por isso propõe a elas “uma história simples e singela”.
D uma concessão às leitoras, atendendo-lhes o gosto literário, propondo, portanto, algo que “não é um romance, não tem aventuras enredadas”.
E uma exposição da sua limitação criativa, fruto da imposição de valores da cultura francesa, o que compromete sua arte: “estou com medo de entrar nele”.

– Bem dizia eu, que aquela janela… – É a janela dos rouxinóis. – Que lá estão a cantar. – Então, esses lá estão ainda como há dez anos – os mesmos ou outros – mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou. – A menina dos rouxinóis? Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela? – É um romance todo inteiro, todo feito, como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras. – Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já. – Pois vamos. Apeiemos e descansemos um bocado. Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem. Apeamo-nos, com efeito; sentamo-nos; e eis aqui a história da menina dos rouxinóis como ela se contou. É o primeiro episódio da minha odisseia: estou com medo de entrar nele porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê… Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque, enfim, deles me rio eu; mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem é porque não presta. Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos: o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão. Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo e a matéria do meu conto para o seguinte. (Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra) Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal.

A Dizem as damas e os elegantes da nossa terra que a língua portuguesa não é bom para isto.
B O que vou contar não tem bastantes aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros.
C As mulheres não gostam de poesia, romance, música ou drama más, e isso é sinal de que são ruim.
D Eu creio que haja má informações circulando entre as mulheres e os tolos de nossa terra.
E As damas e os elegantes acreditam que as narrativas em francês são melhor do que as em português.

– Bem dizia eu, que aquela janela… – É a janela dos rouxinóis. – Que lá estão a cantar. – Então, esses lá estão ainda como há dez anos – os mesmos ou outros – mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou. – A menina dos rouxinóis? Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela? – É um romance todo inteiro, todo feito, como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras. – Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já. – Pois vamos. Apeiemos e descansemos um bocado. Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem. Apeamo-nos, com efeito; sentamo-nos; e eis aqui a história da menina dos rouxinóis como ela se contou. É o primeiro episódio da minha odisseia: estou com medo de entrar nele porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê… Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque, enfim, deles me rio eu; mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem é porque não presta. Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos: o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão. Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo e a matéria do meu conto para o seguinte. (Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra) Observe as frases: • Chegamos ____________fim do capítulo em forma de _______ , com a matéria do meu conto para o seguinte. • Discordo ________ certas damas e certos tolos, que preferem _________ para se contar uma história. De acordo com a norma-padrão e os sentidos do texto, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:

A ao … apresentação … a … o português mais que o francês
B no … conclusão … com … o francês do que o português
C ao … introdução … de … o francês ao português
D no … síntese … com … mais o português ao francês
E ao … prefácio … de … mais o francês do que o português

Duração O tempo era bom? Não era O tempo é, para sempre. A hera da antiga era roreja* incansavelmente. Aconteceu há mil anos? Continua acontecendo. Nos mais desbotados panos estou me lendo e relendo. Tudo morto, na distância que vai de alguém a si mesmo? Vive tudo, mas sem ânsia de estar amando e estar preso. Pois tudo enfim se liberta de ferros forjados no ar. A alma sorri, já bem perto da raiz mesma do ser. (Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco) *brota gota a gota: orvalho, suor, lágrima O poema de Drummond é exemplo de poesia

A existencialista, centralizando a atenção na passagem do tempo, sem que haja problemas que afetem o eu lírico.
B intimista, explorando a relação do eu lírico com a passagem do tempo, marcada pela indiferença.
C lírica, analisando a influência que o eu lírico recebe do tempo, que o resguarda de experiências cruéis.
D metafísica, abordando o tempo e suas contradições na existência humana, prendendo o homem e libertando-o.
E filosófica, negando a importância do tempo e pontuando a morte como opressão natural ao ser humano.

Duração O tempo era bom? Não era O tempo é, para sempre. A hera da antiga era roreja* incansavelmente. Aconteceu há mil anos? Continua acontecendo. Nos mais desbotados panos estou me lendo e relendo. Tudo morto, na distância que vai de alguém a si mesmo? Vive tudo, mas sem ânsia de estar amando e estar preso. Pois tudo enfim se liberta de ferros forjados no ar. A alma sorri, já bem perto da raiz mesma do ser. (Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco) *brota gota a gota: orvalho, suor, lágrima Na passagem “A alma sorri, já bem perto / da raiz mesma do ser.”, entende-se que a expressão em destaque aponta no ser humano

A a sua essência.
B o seu corpo.
C a sua razão.
D a sua crença.
E o seu poder.