Texto 1
Alteridade é colocar-se no lugar do mais fraco
Thiago Burckhart
A alteridade é uma das palavras que nascem nos contextos em que a figura do outro é negada. Trata-se de uma categoria que carrega na sua semântica a questão do “tu” (alter) e não do “eu” (ego), rompendo com o pensamento filosófico que colocava a figura do “ego” na centralidade do pensamento e da existência. Em sua essência, a alteridade – que também pode ser chamada de outridade – significa a condição do que é o outro, do que é distinto de mim. A implicação dessa categoria nos remete a necessidade de colocar-se no lugar do outro, de desenvolver o sentimento de empatia pelo outro, diferente de mim.
Estruturalmente a alteridade é uma tarefa ética, pois implica na reflexão sobre a condição humana deste outro, partindo do pressuposto que o outro não é um inimigo desumanizado, mas que deve ser visto como um ser humano ao mesmo tempo igual e diferente de mim. A experiência de se colocar no lugar do outro implica a conduta ética de perceber, a partir dos olhos deste outro, o mundo em que ele se insere, que é fruto de suas experiências, seus hábitos, sua história e seus conhecimentos. Num contexto marcado pela “falta de ética”, ou seja, a falta de uma reflexão sobre nossas ações, hábitos e costumes, a alteridade enquanto proposta torna-se difícil de concretizar-se.
Talvez, como afirma Márcia Tiburi, já estejamos acostumados com uma racionalidade técnica que domina o mundo, que se vale da pseudocomunicação de nosso tempo. Talvez as pessoas estejam agarradas a um tipo de materialidade das coisas e das mercadorias que não promove a transcendência, e não melhora o olhar sobre o mundo. Nesse sentido, a proposta da alteridade é também voltar-se à estética e (re)construir a sensibilidade perdida em meio a brutalidade da vida. Isso implica no deslocamento do ego e na criação de um elo com o outro, na superação de uma racionalidade irracional que tenta, a todo custo, nos governar e dominar.
Disponível em: http://justificando.cartacapital.com.br/2016/06/30/alteridade-e-colocar-se-no-lugar-do-mais-fraco/ Acesso em: 19/08/2017.
Com referência às relações sintático-semânticas estabelecidas entre termos oracionais, orações, períodos e parágrafos do Texto 1, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.
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João (35 anos) trabalha em uma empresa
Ocupa-se nas Ciências Sociais com um nível
de realidade que não pode ou não deveria
ser quantificado, ou seja, trabalha com o
universo dos significados, dos motivos, das
aspirações, das crenças, dos valores e das
atitudes.” O enunciado se refere
Texto associado
Em “rompendo” e “pressuposto”, ocorrem dígrafo vocálico e dígrafo consonantal, respectivamente.
“É realizada por pessoas que não integram
o quadro da instituição agente do programa.
Supostamente são especialistas com
experiência e conhecimento de metodologia
de avaliação”. O enunciado se refere à
Texto associado
Tendo como referência a dimensão investigativa do trabalho do assistente social e o instrumental técnico-operativo, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.
A visita domiciliar é um instrumental técnico-operativo do(a) assistente social, devendo ser realizada com respaldo dos princípios éticos, por se tratar de uma prática profissional realizada no próprio meio social familiar, sendo essa investigativa ou de atendimento.
Texto associado
Em relação à Trajetória das Políticas Sociais e à Assistência Social no Brasil, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 institui como Seguridade Social: a Assistência Social, a Previdência Social e Saúde, compreendendo um conjunto paralelo de ações de iniciativa da sociedade, destinado a assegurar os direitos dos cidadãos.
Texto associado
Em relação à Política de Seguridade Social, mais especificamente à política pública de Assistência Social e as mais diversas legislações que a regulamentam, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.