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Em relação ao crescimento econômico de economias emergentes no mundo, como China, Índia e Brasil, e à emergência de um ciclo de preços favoráveis das commodities a partir de meados da década de 2000, é correto afirmar que:

A os riscos de insegurança alimentar no Brasil aumentavam quanto maiores eram as exportações do agronegócio nesse período;
B os saldos superavitários do agronegócio contribuíram para a acumulação de reservas internacionais, que, para países como o Brasil, eram essenciais para evitar crises cambiais mais agudas;
C o aumento das exportações do agronegócio brasileiro foi liderado pela incorporação de terras baratas no processo produtivo, o que permitiu ao país vender seus produtos a preços competitivos;
D apesar de a indústria nacional obter saldos superavitários na balança comercial, foi o agronegócio que puxou o crescimento econômico do país no período em questão;
E a frase “a inflação aleija, mas o câmbio mata”, de Mário Henrique Simonsen, implica que, com o câmbio flutuante, a expansão da agropecuária prejudicou o equilíbrio macroeconômico do Brasil.

A crise financeira de 2008 foi uma das maiores crises econômicas da história, desde o crash da bolsa de Nova York em 1929. Em relação a seus impactos no mundo e no Brasil, é correto afirmar que:

A a crise financeira internacional, de 2008 a 2013, apresentou alto impacto na dinâmica das exportações brasileiras, sendo a taxa de crescimento das exportações nacionais inferior à média mundial;
B a crise de 2008 afetou a economia mundial, mas a expansão do mercado consumidor nos países emergentes manteve elevada a demanda por bens agropecuários;
C o emprego na indústria de produção de aeronaves no Brasil não apresentou queda no período de 2008 a 2009, já que o impacto da crise financeira foi baixo no país;
D os bancos centrais, nos anos subsequentes, buscaram elevar as taxas de juros e implementaram políticas fiscais de estímulo ao crescimento;
E a bolha imobiliária americana estourou em 2009, levando a uma queda nos preços das casas e uma perda de valor dos ativos no mercado estadunidense.

Após 21 anos de ditadura, em março de 1985, José Sarney assumiu a presidência do Brasil com a tarefa de redemocratizar o país. A economia brasileira enfrentava a maior taxa de inflação da história. Havia uma falta de consenso entre os economistas sobre as causas da inflação e uma indefinição sobre as formas de combatê-la. Por fim, três grandes planos foram postos em prática entre 1986 e 1990, sem resolver o problema. Nesse contexto, é correto afirmar que:

A o Plano Cruzado propôs um “choque heterodoxo”, e suas principais medidas foram: criação do Cruzado (Cz$); congelamento de preços; reajuste salarial pela média dos últimos seis meses e criação do gatilho salarial; e substituição das ORTNs por OTNs e do IPCA pelo IPC;
B o Plano Bresser, de caráter marcadamente ortodoxo, visava promover um choque desinflacionário na economia por meio de desvalorizações cambiais, congelamento de preços e salários, reajustes trimestrais com base na inflação do período, corte de subsídios e política monetária ativa;
C o fracasso do Plano Cruzado pode ser creditado ao congelamento de preços, que, posto em prática por pouco tempo, não foi suficiente para evitar os efeitos redistributivos da inflação, e ao excesso de demanda e incapacidade de investir o suficiente para aumentar a oferta no curto prazo;
D o Plano Verão, lançado em janeiro de 1989, previa restrição ao crédito e suspensão da correção monetária para prazos inferiores a 90 dias, criação do Cruzeiro Novo com paridade ao dólar, cortes de gastos, redução de pessoal e um programa de privatizações como forma de resolver o desequilíbrio fiscal crônico;
E o Plano Cruzado previa novas modalidades de caderneta de poupança, proibição de contratação de funcionários públicos, redução de gastos públicos, reajuste de preços de serviços de setores específicos (combustíveis, automóveis e cigarros), elevação de impostos, incentivos fiscais e desvalorização cambial para estimular exportações.

Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a política de privatizações foi um dos pilares da agenda de reformas do Estado. Em relação à onda de privatizações ocorrida nos anos 1990, é correto afirmar que:

A o setor bancário estatal foi inteiramente privatizado;
B o envolvimento do capital nacional foi fundamental para que as privatizações ocorressem;
C objetivava-se a modernização das empresas estatais para torná-las mais competitivas;
D não houve qualquer tipo de regulamentação posterior, deixando os setores sujeitos ao livre funcionamento do mercado;
E focava nas pequenas empresas sem relevância estratégica para a economia.

Elaborado durante o governo Ernesto Geisel, o

II Plano Nacional de Desenvolvimento (1975-1979) foi a principal resposta do regime militar à crise internacional provocada pelo choque do petróleo de 1973. Em relação ao

II Plano Nacional de Desenvolvimento, é correto afirmar que:

A previu investimentos estatais em infraestrutura e na industrialização, buscando reduzir a vulnerabilidade externa e ampliar a capacidade produtiva do país;
B evitou a participação de empresas estrangeiras no processo de industrialização, priorizando o capital nacional como forma de proteção ao mercado interno;
C concentrou seus investimentos nos setores de bens de consumo e comércio varejista, diferentemente do I Plano Nacional de Desenvolvimento, visando a estimular o consumo interno no curto prazo;
D teve como principal meta o controle inflacionário, buscando crescimento moderado e o equilíbrio fiscal como forma de estabilizar a economia frente à crise do petróleo;
E limitou a atuação estatal na economia, cabendo ao setor privado nacional e internacional a liderança nos investimentos em infraestrutura e indústria pesada.

A pandemia de covid-19 expôs e agravou desigualdades sociais e econômicas preexistentes, tanto internamente quanto entre países. As disparidades no risco de infecção, gravidade da doença e mortalidade estiveram fortemente associadas a fatores como renda, condições de moradia, tipo de ocupação e acesso à saúde. Nos países em desenvolvimento, a crise sanitária teve efeitos ainda mais severos. Em relação à pandemia de covid-19 no Brasil, é correto afirmar que:

A o Auxílio Emergencial não foi suficiente para mitigar a perda de renda das classes mais baixas;
B as regiões Norte e Nordeste, por terem áreas rurais maiores, foram mais afetadas pela pandemia;
C a crise sanitária afetou de forma igualitária a população brasileira, sem diferenças entre raças e níveis sociais;
D apesar da desigualdade existente no Brasil, não se registrou diferença na perda de postos de trabalho entre brancos e negros;
E as desigualdades estruturais e os altos níveis de informalidade são fatores positivamente correlacionados com os casos de covid-19.

Considere o trecho a seguir. “Os efeitos da desindustrialização têm implicações diretas para o desenvolvimento do país, pois a indústria de transformação pode ser considerada o motor de crescimento econômico no longo prazo. Isto decorre da operação de economias de escala dinâmicas e estáticas, e da criação e difusão do progresso técnico nesse setor de atividade econômica. Adicionalmente, a indústria de transformação apresenta fortes efeitos de encadeamentos insumo-produto a jusante e a montante com outros setores da economia; portanto, apresenta efeitos multiplicadores na renda e no emprego que têm maior impacto. Do ponto de vista econômico, a desindustrialização é um fator importante para a perda do dinamismo de crescimento econômico e, por conseguinte, limita o processo de desenvolvimento socioeconômico.” (Magalhães et al., In: Pompeu et al., 2023). Sobre o processo de desindustrialização no Brasil, é correto afirmar que:

A a queda da participação da indústria no PIB brasileiro desde os anos 1980 decorre de um processo de desindustrialização natural;
B o processo foi marcado por uma redução da participação da indústria de transformação no PIB, após o país ter consolidado um setor de serviços altamente sofisticado;
C o setor industrial brasileiro perdeu participação no PIB após os anos 2000 como resultado do protecionismo crescente e da redução da concorrência externa;
D ele foi impulsionado principalmente pela substituição da produção industrial doméstica por exportações de produtos manufaturados de alto valor agregado;
E sua manifestação expressa-se pela menor participação da indústria no PIB, pela perda de espaço de setores mais tecnológicos, pela queda das exportações de manufaturados e pela redução do emprego industrial.

Nas últimas décadas, o meio rural e o urbano sofreram transformações significativas que devem ser entendidas com base na dinâmica e estrutura demográfica do Brasil. Em relação a essas mudanças, é correto afirmar que:

A o crescimento da população ocupada na agropecuária ocorreu notadamente na pequena propriedade familiar, que é intensiva em mão de obra;
B segundo os últimos levantamentos censitários, a mão de obra no campo aumentou drasticamente desde os anos 1990, com o crescimento do setor agropecuário;
C as mulheres e os jovens estão mais dispostos a permanecer nas áreas rurais, já que se tata de grupos não favorecidos pelo mercado de trabalho nos grandes centros urbanos;
D entre 2006 e 2017, a população ocupada reduziu-se em 1,5 milhão, em virtude de dois fatores centrais: redução da fecundidade nas áreas rurais e permanência dos fluxos migratórios rural-urbano;
E entre os três últimos censos agropecuários (1995, 2006 e 2017), a população ocupada aumentou no Centro-Oeste, acompanhando a expansão da moderna agricultura, mas diminuiu nas demais regiões do país.

Desde 2011, no Brasil, surgiu o serviço de delivery de comidas e, em seguida, no ano de 2014, o transporte por aplicativo, elevando o market-share desses serviços na geração de empregos na economia. Com a nova revolução digital, como a internet das coisas, a inteligência artificial, o Big Data , a nanotecnologia e o machine-learning , o conceito clássico de subordinação do trabalho vem se alterando. Em relação a essa temática e segundo os princípios gerais da atividade econômica, a alternativa que vai contra o princípio da livre concorrência é a seguinte:

A os modelos de negócios que conectam fornecedores de serviços com consumidores, por meio de plataformas digitais, estimulam a concorrência via entrada de novos competidores;
B a “uberização” incentivou a inovação, uma vez que as empresas competem de forma schumpeteriana para se manterem competitivas no mercado;
C a oferta de serviços por meio das plataformas amplia as opções ao consumidor, que pode escolher o serviço que melhor atende às suas necessidades e preferências;
D preços dinâmicos manipulados podem elevar a diferença entre preço e custo marginal do serviço, afetando o mercado com discriminação de preços, barreiras à entrada e preços predatórios;
E o empregado ou motorista por aplicativo tem maior flexibilidade para escolher horários de trabalho, podendo atuar em diferentes plataformas simultaneamente.

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu a saúde como direito de todos e dever do Estado, resultando na criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990. Desde então, o SUS tem promovido avanços no acesso universal à saúde e contribuído para a redução das desigualdades, mesmo em um sistema historicamente fragmentado e marcado por disparidades no acesso e nos resultados em saúde. Em relação à estrutura, atuação e evolução do SUS desde a sua criação, é correto afirmar que:

A o SUS não se consolidou como política pública de combate às desigualdades sociais, em função do caráter descentralizado do seu financiamento;
B a descentralização do SUS limitou sua efetividade ao transferir as responsabilidades de gestão aos municípios sem ampliar recursos ou capacidade de gestão local;
C houve redução das desigualdades no acesso à saúde apenas nas regiões Sul e Sudeste, sendo insignificante o impacto nas regiões mais pobres, como o Norte e o Nordeste;
D houve redução das desigualdades no acesso à saúde ao se expandir o acesso à atenção primária, especialmente por meio da Estratégia Saúde da Família, com foco nas populações de baixa renda;
E as medidas de austeridade fiscal adotadas em 2019, ao limitar o crescimento dos gastos públicos, não afetaram o financiamento do SUS, uma vez que seus recursos estão assegurados constitucionalmente.