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Homem de 60 anos, com diagnóstico de carcinoma de células renais, chega à unidade de oncologia com febre e desconforto ao longo do trajeto de seu cateter central de inserção periférica (PICC) no braço direito, através do qual ele tem recebido quimioterapia. Última manipulação e troca de curativo ocorreu há 5 dias. Exame físico: febril (38,7°C), eritema, sensibilidade e edema ao longo do trajeto do PICC. Leucócitos: 15.000/mL. Plaquetas: 280.000/mcL. Foram coletadas culturas de sangue e da secreção ao redor do local de inserção do PICC. Assinale a alternativa que apresenta qual das seguintes condutas é a mais apropriada neste momento.

A Considerar extravasamento de medicação vesicante e aplicar compressa morna
B Continuar com a quimioterapia conforme o planejado, observando a evolução dos sintomas locais
C Remoção do PICC
D Remoção do PICC e inserção imediata de cateter venoso central de curta permanência
E Iniciar antibiótico de amplo espectro e observar a evolução clínica

Homem de 55 anos, com histórico de leucemia linfoblástica aguda, recentemente submetido a transplante de medula óssea (TMO), é internado para colocação de cateter venoso central de longa permanência para terapia de manutenção, programada para amanhã pela manhã. No hemograma coletado na admissão, apresenta contagem plaquetária de 15.000/mm³, sem evidências de sangramento. Sobre a conduta quanto à transfusão de plaquetas, assinale a alternativa correta.

A Não realizar transfusão de plaquetas imediata; realizar somente transfusão profilática, logo antes do procedimento com alvo acima de 50.000/mm³
B Não realizar transfusão de plaquetas imediata; realizar somente transfusão profilática, logo antes do procedimento com alvo acima de 100.000/mm³
C Transfusão imediata com alvo acima de 20.000/mm³ e nova transfusão antes do procedimento para atingir contagem plaquetária acima de 50.000/mm³
D Transfusão imediata com alvo acima de 50.000/mm³ e nova transfusão antes do procedimento para atingir contagem plaquetária acima de 100.000/mm³
E Transfusão profilática apenas se evidência de sangramento

Mulher de 67 anos, em seguimento oncológico após tratamento cirúrgico e quimioterápico para adenocarcinoma de cólon há 16 meses, realizou tomografia de controle que evidenciou várias lesões hepáticas, sendo a maior com 5 cm de diâmetro no segmento 7, e outras três lesões medindo aproximadamente 2 cm cada, localizadas na periferia dos segmentos hepáticos 5, 6 e 8. Com base na localização e no tamanho das lesões, assinale a alternativa que apresenta a melhor abordagem cirúrgica para este paciente.

A Hepatectomia direita anatômica
B Hepatectomia direita estendida
C Ressecção hepática póstero-lateral direita
D Ressecção não anatômica das lesões hepáticas
E Segmentectomia hepática

Homem de 56 anos, sem comorbidades, apresentou pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva. Exame físico: bom estado geral, toque retal com ampola livre e presença de pequena quantidade de sangue em dedo de luva (sem lesões orificiais). Colonoscopia: presença de 2 lesões ulceradas, a primeira em cólon direito, medindo aproximadamente 6 cm, vegetante, localizada logo após o ângulo hepático, e a segunda localizada próxima após a transição sigmoide-descendente, com redução de aproximadamente 20% da luz do órgão, medindo aproximadamente 3 cm. Anatomopatológico: adenocarcinoma de cólon. Tomografia de abdome: 7 nódulos hepáticos com característica metastática. A melhor conduta cirúrgica para este paciente é:

A Colectomia Direita com anastomose primária
B Colectomia Direita com ileostomia protetora
C Colectomia Total
D Quimioterapia Neoajuvante
E Ressecção dos nódulos hepáticos seguida de quimioterapia

Mulher de 67 anos, foi submetida a uma esofagectomia transtorácica com linfadenectomia mediastinal para tratamento de carcinoma espinocelular esofágico em terço médio do órgão. No primeiro dia de pós-operatório, a paciente apresenta disfonia e tosse ao tentar beber água. Foi realizada avaliação da deglutição, sugerindo a possibilidade de aspiração. Considerando a anatomia cirúrgica do esôfago, a lesão do nervo ______ é a causa mais provável dos sintomas apresentados pela paciente. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

A frênico direito
B laríngeo recorrente esquerdo
C torácico longo
D vago
E glossofaríngeo

Mulher de 62 anos, com histórico de adenocarcinoma esofágico, foi submetida a uma esofagectomia transtorácica. No quarto dia pós-operatório, a paciente desenvolve febre, tosse com expectoração purulenta e dispneia. Exame físico: diminuição do murmúrio vesicular no hemitórax direito, com submacicez à percussão. Radiografia de tórax: opacidade homogênea no hemitórax direito com sinal da silhueta, sugerindo derrame pleural. Toracocentese: conteúdo purulento. Foi realizada toracostomia com drenagem em selo d’água. Com base nos achados clínicos e de imagem, assinale a alternativa que apresenta qual das seguintes estruturas foi mais provavelmente lesionada durante a cirurgia, contribuindo para a atual condição do paciente.

A Artéria pulmonar direita
B Ducto torácico
C Nervo frênico direito
D Nervo vago direito
E Veia ázigos

Mulher de 52 anos, diagnosticada com carcinoma medular de tireoide, foi submetida a tireoidectomia total com linfadenectomia central e lateral do pescoço. No pós-operatório, queixa-se de muita dificuldade em elevar a cabeça contra a gravidade e também dificuldade para engolir. Tomografia computadorizada do pescoço: edema, mas sem coleções líquidas ou hematoma significativo. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta qual das seguintes estruturas foi mais provavelmente lesionada durante o procedimento cirúrgico.

A Nervo acessório espinal
B Nervo hipoglosso
C Nervo laríngeo recorrente
D Nervo laríngeo superior
E Nervo vago

Homem de 58 anos portador de carcinoma hepatocelular multifocal, em programação de hepatectomia direita. Durante a cirurgia, foi identificado que a artéria hepática direita (AHD) possui uma variante anatômica, originando-se diretamente da aorta, ao invés da artéria hepática comum. Diante dessa variação anatômica, assinale a alternativa que apresenta qual das seguintes abordagens cirúrgicas seria mais adequada para garantir uma ressecção segura do tumor e preservação da vascularização hepática remanescente.

A Abortar a hepatectomia direita e optar por transplante hepático
B Conversão para ressecção não anatômica das lesões hepáticas
C Ligadura da artéria hepática direita e continuação da hepatectomia direita
D Realização de hepatectomia direita preservando a artéria hepática direita
E Reconstrução vascular para reanastomose da artéria hepática direita após hepatectomia direita

Homem de 27 anos, com histórico de osteossarcoma e metástases pulmonares, chega à sala de emergência apresentando dispneia. Ele já foi submetido a 4 linhas de quimioterapia, mas o tratamento foi interrompido há 4 meses devido à progressão da doença. Nos últimos meses, ele tem evoluído com dispneia progressiva e tosse, que pioraram consideravelmente nas últimas 3 semanas. Seu desempenho atual, segundo a escala de ECOG, é 3. Exame físico: em alerta, mas com dificuldade respiratória evidente, afebril, saturação de O2 de 86% (com O2 suplementar nasal), FR 30 irpm, PA 80 x 50 mmHg, ausculta pulmonar com diminuição do murmúrio vesicular globalmente, com ausência de sons respiratórios na base direita. A respeito da conduta mais adequada, assinale a alternativa correta.

A Administrar opioide para alívio da dispneia
B Iniciar antibioticoterapia empírica
C Proceder com a intubação orotraqueal
D Realizar toracocentese de alívio
E Realizar ventilação não invasiva com pressão positiva

Mulher de 58 anos, com diagnóstico de câncer de reto, submetida a ressecção abdominoperineal, comparece ao ambulatório de pós-operatório, afirmando uma sensação de formigamento e fraqueza na coxa direita. Considerando uma potencial lesão neurológica como complicação cirúrgica desta paciente, assinale a alternativas que apresenta qual das seguintes estruturas anatômicas é mais provável que tenha sido dissecada muito próxima ou potencialmente danificada durante o procedimento.

A Fascia endopélvica
B Fáscia de Denonvilliers
C Ligamento largo
D Ligamento uterossacro
E Nervo cutâneo femoral lateral