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Considerando os riscos associados durante a passagem do primeiro trocater e confecção do pneumoperitônio, assinale a alternativa correta.

A A padronização da técnica de inserção da agulha de Veress no hipocôndrio direito diminui o risco de lesões viscerais em pacientes sem cirurgias abdominais prévias
B Em pacientes com múltiplas cirurgias abdominais prévias, o risco de lesão vascular ou visceral é reduzido
C Lesões viscerais durante a inserção da agulha de Veress são mais comuns em pacientes com histórico de cirurgias abdominais
D O risco de lesões vasculares e viscerais é mínimo em pacientes sem cirurgias prévias, independentemente da técnica de acesso utilizada
E Pacientes com obesidade têm um risco menor de complicações durante a criação do pneumoperitônio devido ao aumento da distância entre a parede abdominal e os órgãos internos

Considerando a resposta endócrinametabólica ao trauma laparoscópico, assinale a alternativa correta.

A A laparoscopia provoca uma resposta endócrina-metabólica mais intensa do que a cirurgia aberta
B As alterações metabólicas evidenciadas incluem redução significativa dos níveis de cortisol e catecolaminas
C O trauma laparoscópico geralmente resulta em menor resposta inflamatória sistêmica em comparação a cirurgia aberta
D O trauma laparoscópico não induz alterações significativas no metabolismo de carboidratos e lipídios
E O trauma laparoscópico tipicamente desencadeia um estado hiperglicêmico prolongado, semelhante ao observado em grandes cirurgias abertas

Homem de 60 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 de controle irregular, foi submetido a uma colectomia parcial laparoscópica por neoplasia de cólon. Considerando a interação entre o controle glicêmico inadequado e a resposta endócrina-metabólica ao trauma laparoscópico, em relação ao manejo pós-operatório deste paciente, assinale a alternativa correta.

A A laparoscopia tende a exacerbá-lo, necessitando de ajustes agressivos na insulinoterapia
B Alterações na sinalização de insulina pósoperatória são menos significativas em pacientes com diabetes mal controlado
C O manejo glicêmico pós-operatório é simplificado devido à natureza minimamente invasiva da laparoscopia
D O paciente requer monitoramento glicêmico frequente e potencial ajuste da terapia em uso devido ao risco aumentado de oscilações glicêmicas
E Pacientes com diabetes mal controlado são menos suscetíveis a complicações infecciosas no pós-operatório devido ao estresse metabólico reduzido da laparoscopia

Mulher de 53 anos, com histórico de hipotireoidismo controlado é submetida a uma histerectomia laparoscópica. Durante o pós-operatório, observase uma queda nos níveis séricos de T3 e T4. Considerando a resposta endócrina-metabólica ao trauma laparoscópico e o fenômeno da doença do eutireoideu doente (Euthyroid Sick Syndrome), assinale a alternativa correta.

A A queda nos níveis de T3 e T4 é uma indicação de agravamento do hipotireoidismo pré-existente
B Esta alteração é típica da resposta ao estresse cirúrgico e não necessariamente indica um agravamento do hipotireoidismo
C O tratamento imediato com hormônio tireoidianos exógenos é necessário para corrigir a queda dos níveis de T3 e T4
D Trata-se de sinais precoces do Coma Mixedematoso, devendo receber terapêutica agressiva e cuidados intensivos
E Tal alteração hormonal é indicativa de falha na terapia de reposição hormonal pré-operatória

Um paciente submetido a uma gastrectomia laparoscópica para tratamento de obesidade apresenta um aumento na resistência à insulina no pós-operatório imediato. Assinale a alternativa que apresenta melhor essa alteração metabólica.

A A gastrectomia laparoscópica por si só melhora a resistência à insulina, portanto, esse aumento é temporário e não preocupante
B A laparoscopia em pacientes obesos não influencia a resistência à insulina
C O estresse cirúrgico pode temporariamente aumentar a resistência à insulina, mesmo em procedimentos laparoscópicos
D Pacientes obesos são menos propensos a alterações metabólicas após procedimentos cirúrgicos
E Resistência à insulina aumentada no pós-operatório é indicativa de manejo inadequado da diabetes

Durante o reparo laparoscópica de hérnia inguinal em Robson, 28 anos, o cirurgião encontra uma hérnia inguinal indireta com um saco herniário extenso. Durante a tentativa inicial de redução do saco, há dificuldade devido ao tamanho e aderências. Assinale a alternativa que apresenta qual é a abordagem laparoscópica mais adequada neste momento.

A Continuar a tentativa de redução laparoscópica do saco herniário, com cautela para evitar lesões teciduais
B Conversão para abordagem aberta devido à complexidade do saco herniário
C Ligadura e divisão laparoscópica do saco herniário na base, evitando a remoção completa
D Realização de incisão peritoneal ao redor do saco herniário para facilitar sua redução e permitir o reforço adequado com tela
E Redução parcial do saco herniário e reforço com tela sem tensão

Mulher de 35 anos é submetida a uma laparoscopia diagnóstica devido a dor pélvica crônica. Durante o procedimento, são identificadas múltiplas lesões endometrióticas no ovário e no peritônio. Com base no achado intraoperatória, assinale a alternativa que apresenta qual é a melhor conduta laparoscópica para o manejo dessas lesões.

A Uso de agentes anti-inflamatórios injetáveis diretamente nas lesões
B Biópsia das lesões para confirmação histológica antes de qualquer intervenção
C Observação das lesões sem intervenção seguindo com manejo clínico pós-operatório
D Remoção completa dos ovários afetados para prevenir recorrência
E Ablação das lesões endometrióticas com eletrocirurgia

Durante a realização de uma fundoplicatura laparoscópica de Nissen em um paciente com doença do refluxo gastroesofágico, o cirurgião identifica uma variação anatômica rara. A artéria hepática esquerda origina-se diretamente da artéria gástrica esquerda, cruzando anteriormente ao esôfago. Considerando esta variação anatômica, assinale a alternativa que apresenta qual das seguintes abordagens é a mais adequada para minimizar o risco de complicações vasculares durante a cirurgia.

A Dissecção cuidadosa da artéria hepática esquerda para evitar lesões vasculares durante a mobilização do fundo gástrico
B Ligadura da artéria hepática esquerda para facilitar o acesso ao fundo gástrico
C Redirecionamento da técnica cirúrgica para uma fundoplicatura parcial
D Uso de energia ultrassônica para dissecção em torno da artéria hepática esquerda
E Utilização de técnicas de imagem intraoperatórias para guiar a dissecção do fundo gástrico

Durante uma fundoplicatura de Nissen em um paciente com doença do refluxo gastroesofágico grave com esôfago de Barrett associado a encurtamento do órgão, o cirurgião encontra o fundo gástrico com vasos curtos significativos e muito tenso a mobilização. A mobilização completa do fundo gástrico para uma fundoplicatura de 360 graus parece arriscada, aumentando o risco de comprometimento vascular e tensão na válvula. Neste contexto complexo, assinale a alternativa que apresenta qual abordagem laparoscópica é mais apropriada para minimizar o risco de isquemia e garantir a eficácia do procedimento.

A Aplicação de gastropexia para estabilizar o fundo gástrico sem fundoplicatura
B Conversão para cirurgia aberta devido à complexidade anatômica
C Realização de uma fundoplicatura parcial tipo Toupet (270 graus) para evitar tensão no esôfago de Barrett e no fundo gástrico
D Uso de ligadura dos vasos curtos gástricos para permitir a mobilização total e fundoplicatura de Nissen completa
E Utilização de um enxerto para extensão do esôfago e realização segura de uma fundoplicatura de 360 graus

Durante uma colecistectomia laparoscópica, um cirurgião experiente encontra uma variação anatômica incomum nas vias biliares. A artéria hepática direita origina-se da artéria mesentérica superior e passa posteriormente ao ducto cístico. Além disso, observa-se a presença de um ducto hepático acessório drenando diretamente na vesícula biliar. Considerando estas variações anatômicas, assinale a alternativa que apresenta qual é a abordagem mais adequada para evitar lesões iatrogênicas durante este procedimento.

A Clampeamento precoce do ducto cístico para evitar lesões na artéria hepática anômala
B Dissecção cuidadosa ao redor do infundíbulo da vesícula biliar para preservar a artéria hepática direita e o ducto hepático acessório
C Ligadura da artéria hepática direita anômala para permitir acesso seguro ao ducto cístico
D Realização de colangiografia intraoperatória para mapear as vias biliares antes da dissecção
E Uso de energia ultrassônica para dissecção, minimizando o risco de lesão vascular