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[...] o senhor faz-se homem de um senhor mais poderoso cuja força, neste caso, já não reside nos vestígios de uma função pública, mas tão só na extensão das terras e no número de vassalos que o reconhecem como suserano. (Charles Parain et al . Sobre o feudalismo , 1973. Apud Hamilton M. Monteiro. O feudalismo: economia e sociedade , 1987.) No âmbito da Idade Média ocidental, o texto caracteriza

A os conflitos socioeconômicos nos campos e a valorização da hegemonia monárquica.
B as relações baseadas na propriedade rural e o controle do poder pelos funcionários públicos.
C as concorrências entre donos de manufaturas e a rigidez da hierarquia social.
D as relações entre classes sociais distintas e o princípio da soberania política.
E as relações internas à nobreza e a noção de riqueza como posse de terras.

Na orelha humana encontram-se os ossículos martelo, bigorna e estribo, que são essenciais ao fenômeno da audição. Essas estruturas ficam localizadas na orelha __________, apresentam células derivadas do tecido____________ e são ricas em ___________ . Assinale a alternativa que preenche as lacunas do texto.

A interna – ósseo – carbonato de cálcio
B média – ósseo – fosfato de cálcio
C interna – ósseo – iodeto de potássio
D interna – cartilaginoso elástico – fosfato de cálcio
E média – cartilaginoso hialino – iodeto de potássio

Colocou-se certa massa de água a 80 ºC em um recipiente de alumínio de massa 420 g que estava à temperatura de 20 ºC. Após certo tempo, a temperatura do conjunto atingiu o equilíbrio em 70 ºC. Considerando que a troca de calor ocorreu apenas entre a água e o recipiente, que não houve perda de calor para o ambiente e que os calores específicos do alumínio e da água sejam, respectivamente, iguais a 9,0 × 10 2 J/(kg ⋅ ºC) e 4,2 × 10 3 J/(kg ⋅ ºC), a quantidade de água colocada no recipiente foi

A 220 g.
B 450 g.
C 330 g.
D 520 g.
E 280 g.

Leia os versos de Manoel de Barros. Escrever nem uma coisa Nem outra — A fim de dizer todas — Ou, pelo menos, nenhumas. Assim, Ao poeta faz bem Desexplicar — Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes. (Poesia completa, 2013.) Tanto na forma quanto no conteúdo, o poema

A descreve uma maneira de fazer poesia que consiste em criar um enigma, a ser resolvido pelo leitor, que revelará o significado do poema.
B prescreve uma escrita que consiste em subtrair das palavras seu sentido rígido usual, fazendo aparecer nelas significados inusitados.
C defende que a poesia deve ser construída com elementos bem encadeados da realidade, de modo a formular uma crítica social fundamentada.
D critica a poesia espontânea e ingênua que não se preocupa em utilizar corretamente os elementos da linguagem prescritos pela gramática.
E argumenta em favor de uma poesia libertária, que expresse os estados de espírito mais extremos do ser humano.
Texto associado
Leia o início do conto “Luís Soares”, de Machado de Assis, para responder à questão. Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é restaurar o império da natureza corrigindo a obra da sociedade. O calor do sol está dizendo aos homens que vão descansar e dormir, ao passo que a frescura relativa da noite é a verdadeira estação em que se deve viver. Livre em todas as minhas ações, não quero sujeitar-me à lei absurda que a sociedade me impõe: velarei de noite, dormirei de dia. Contrariamente a vários ministérios, Soares cumpria este programa com um escrúpulo digno de uma grande consciência. A aurora para ele era o crepúsculo, o crepúsculo era a aurora. Dormia 12 horas consecutivas durante o dia, quer dizer das seis da manhã às seis da tarde. Almoçava às sete e jantava às duas da madrugada. Não ceava. A sua ceia limitava-se a uma xícara de chocolate que o criado lhe dava às cinco horas da manhã quando ele entrava para casa. Soares engolia o chocolate, fumava dois charutos, fazia alguns trocadilhos com o criado, lia uma página de algum romance, e deitava-se. Não lia jornais. Achava que um jornal era a cousa mais inútil deste mundo, depois da Câmara dos Deputados, das obras dos poetas e das missas. Não quer isto dizer que Soares fosse ateu em religião, política e poesia. Não. Soares era apenas indiferente. Olhava para todas as grandes cousas com a mesma cara com que via uma mulher feia. Podia vir a ser um grande perverso; até então era apenas uma grande inutilidade. (Contos fluminenses, 2006.)

Com a referência a “jornais”, “Câmara dos Deputados”, “obras dos poetas” e “missas” (3° parágrafo), o narrador

A relativiza o retrato do personagem como um alienado, na medida em que enumera elementos da sociedade com os quais ele se identifica.
B critica a homogeneidade da população, defendendo uma sociedade plural, em que cada pessoa escolha com liberdade a maneira como vive.
C informa que o personagem recusava-se a se envolver com certos elementos da vida em sociedade, tanto quanto se recusava a seguir os ciclos convencionais de sono e de vigília.
D reconhece como os hábitos da sociedade em questão são fúteis, ressaltando os benefícios para a sociedade das escolhas extravagantes de Luís Soares.
E revela sua parcialidade, concordando com a maneira como o personagem se comporta em relação a seus horários e às atividades sociais usuais da sociedade da época.
Texto associado
Leia o início do conto “Luís Soares”, de Machado de Assis, para responder à questão. Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é restaurar o império da natureza corrigindo a obra da sociedade. O calor do sol está dizendo aos homens que vão descansar e dormir, ao passo que a frescura relativa da noite é a verdadeira estação em que se deve viver. Livre em todas as minhas ações, não quero sujeitar-me à lei absurda que a sociedade me impõe: velarei de noite, dormirei de dia. Contrariamente a vários ministérios, Soares cumpria este programa com um escrúpulo digno de uma grande consciência. A aurora para ele era o crepúsculo, o crepúsculo era a aurora. Dormia 12 horas consecutivas durante o dia, quer dizer das seis da manhã às seis da tarde. Almoçava às sete e jantava às duas da madrugada. Não ceava. A sua ceia limitava-se a uma xícara de chocolate que o criado lhe dava às cinco horas da manhã quando ele entrava para casa. Soares engolia o chocolate, fumava dois charutos, fazia alguns trocadilhos com o criado, lia uma página de algum romance, e deitava-se. Não lia jornais. Achava que um jornal era a cousa mais inútil deste mundo, depois da Câmara dos Deputados, das obras dos poetas e das missas. Não quer isto dizer que Soares fosse ateu em religião, política e poesia. Não. Soares era apenas indiferente. Olhava para todas as grandes cousas com a mesma cara com que via uma mulher feia. Podia vir a ser um grande perverso; até então era apenas uma grande inutilidade. (Contos fluminenses, 2006.)

No contexto em que está inserida, a expressão “ateu em religião, política e poesia” (3° parágrafo) poderia ser atribuída a alguém que

A adotasse comportamentos beligerantes, envoltos em fanatismo.
B tivesse uma posição indefinida em relação a tais assuntos.
C tivesse conhecimentos muito precários em tais assuntos.
D manifestasse suas preferências, em tais assuntos, de maneira moderada.
E fosse contrário aos princípios da política e da poesia, tanto quanto aos da religião.
Texto associado
Leia o início do conto “Luís Soares”, de Machado de Assis, para responder à questão. Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é restaurar o império da natureza corrigindo a obra da sociedade. O calor do sol está dizendo aos homens que vão descansar e dormir, ao passo que a frescura relativa da noite é a verdadeira estação em que se deve viver. Livre em todas as minhas ações, não quero sujeitar-me à lei absurda que a sociedade me impõe: velarei de noite, dormirei de dia. Contrariamente a vários ministérios, Soares cumpria este programa com um escrúpulo digno de uma grande consciência. A aurora para ele era o crepúsculo, o crepúsculo era a aurora. Dormia 12 horas consecutivas durante o dia, quer dizer das seis da manhã às seis da tarde. Almoçava às sete e jantava às duas da madrugada. Não ceava. A sua ceia limitava-se a uma xícara de chocolate que o criado lhe dava às cinco horas da manhã quando ele entrava para casa. Soares engolia o chocolate, fumava dois charutos, fazia alguns trocadilhos com o criado, lia uma página de algum romance, e deitava-se. Não lia jornais. Achava que um jornal era a cousa mais inútil deste mundo, depois da Câmara dos Deputados, das obras dos poetas e das missas. Não quer isto dizer que Soares fosse ateu em religião, política e poesia. Não. Soares era apenas indiferente. Olhava para todas as grandes cousas com a mesma cara com que via uma mulher feia. Podia vir a ser um grande perverso; até então era apenas uma grande inutilidade. (Contos fluminenses, 2006.)

Assinale a alternativa que apresenta um trecho do texto e uma figura de linguagem que nele ocorre.

A “O calor do sol está dizendo aos homens que vão descansar e dormir” (1° parágrafo) – personificação.
B “a frescura relativa da noite é a verdadeira estação em que se deve viver” (1° parágrafo) – eufemismo.
C “Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é restaurar o império da natureza corrigindo a obra da sociedade” (1° parágrafo) – gradação.
D “Olhava para todas as grandes cousas com a mesma cara com que via uma mulher feia” (3° parágrafo) – pleonasmo.
E “Podia vir a ser um grande perverso; até então era apenas uma grande inutilidade” (3° parágrafo) – paradoxo.
Texto associado
Leia o início do conto “Luís Soares”, de Machado de Assis, para responder à questão. Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é restaurar o império da natureza corrigindo a obra da sociedade. O calor do sol está dizendo aos homens que vão descansar e dormir, ao passo que a frescura relativa da noite é a verdadeira estação em que se deve viver. Livre em todas as minhas ações, não quero sujeitar-me à lei absurda que a sociedade me impõe: velarei de noite, dormirei de dia. Contrariamente a vários ministérios, Soares cumpria este programa com um escrúpulo digno de uma grande consciência. A aurora para ele era o crepúsculo, o crepúsculo era a aurora. Dormia 12 horas consecutivas durante o dia, quer dizer das seis da manhã às seis da tarde. Almoçava às sete e jantava às duas da madrugada. Não ceava. A sua ceia limitava-se a uma xícara de chocolate que o criado lhe dava às cinco horas da manhã quando ele entrava para casa. Soares engolia o chocolate, fumava dois charutos, fazia alguns trocadilhos com o criado, lia uma página de algum romance, e deitava-se. Não lia jornais. Achava que um jornal era a cousa mais inútil deste mundo, depois da Câmara dos Deputados, das obras dos poetas e das missas. Não quer isto dizer que Soares fosse ateu em religião, política e poesia. Não. Soares era apenas indiferente. Olhava para todas as grandes cousas com a mesma cara com que via uma mulher feia. Podia vir a ser um grande perverso; até então era apenas uma grande inutilidade. (Contos fluminenses, 2006.)

No primeiro parágrafo, o trecho “Livre em todas as minhas ações, não quero sujeitar-me à lei absurda que a sociedade me impõe” é parte da fala do personagem Luís Soares. O mesmo trecho, em discurso indireto, seria:

A Luís Soares dizia que, livre em todas as suas ações, não quer sujeitar-se à lei absurda que a sociedade lhe impõe.
B Luís Soares dizia, livre em todas as suas ações, que não quer sujeitar-se à lei absurda que a sociedade o impõe.
C Luís Soares dizia que, livre em todas as suas ações, não queria sujeitar-se à lei absurda que a sociedade o impunha.
D Luís Soares dizia, livre em todas as suas ações, que não quis sujeitar-se à lei absurda que a sociedade o impôs.
E Luís Soares dizia que, livre em todas as suas ações, não queria sujeitar-se à lei absurda que a sociedade lhe impunha.
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. The Mona Lisa was recently moved from her usual gallery in the Salle des États, currently being renovated, to a temporary home in the Galérie Médicis. Visitors to the Louvre who have queued patiently for hours are complaining that museum staff are allowing them less than a minute to view the masterpice. The relocation has created bottlenecks of visitors lining corridors and the Louvre is now advising that only those who have pre-booked will be guaranteed a glimpse of the world’s most famous portrait. (David Chazan. www.telegraph.co.uk, 13.08.2019. Adaptado.)

The author’s aim is to

A protest against the results of accepting tourist overcrowding at the Louvre.
B share his opinion about the visitors to the Louvre.
C inform the reader about a troubled masterpiece’s temporary relocation.
D persuade the reader to agree with his position.
E amuse the reader with details of a famous portrait.
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. The Mona Lisa was recently moved from her usual gallery in the Salle des États, currently being renovated, to a temporary home in the Galérie Médicis. Visitors to the Louvre who have queued patiently for hours are complaining that museum staff are allowing them less than a minute to view the masterpice. The relocation has created bottlenecks of visitors lining corridors and the Louvre is now advising that only those who have pre-booked will be guaranteed a glimpse of the world’s most famous portrait. (David Chazan. www.telegraph.co.uk, 13.08.2019. Adaptado.)

In the excerpt “only those who have pre-booked will be guaranteed a glimpse of the world’s most famous portrait”, the underlined word refers to

A hours.
B bottlenecks.
C corridors.
D staff.
E visitors.