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Considere o excerto a seguir para responder à questão. Na Libras, os sinais são formados a partir da configuração de mãos, movimento, orientação das mãos, ponto de articulação e expressão facial/corporal. (…) Esses cinco parâmetros podem ser comparados a “pedacinhos” de um sinal porque, no nível morfológico, eles podem ter significados, sendo, portanto, morfemas. (Tanya Felipe, Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista , 2007. Adaptado)

O parâmetro de movimento pode ser uma alteração na frequência do movimento como uma marca de aspecto temporal, por exemplo:

A PULAR
B TRABALHAR -continuamente
C CONHECER
D TRABALHAR -muito
E FALAR -demasiadamente
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Considere o excerto a seguir para responder à questão. Na Libras, os sinais são formados a partir da configuração de mãos, movimento, orientação das mãos, ponto de articulação e expressão facial/corporal. (…) Esses cinco parâmetros podem ser comparados a “pedacinhos” de um sinal porque, no nível morfológico, eles podem ter significados, sendo, portanto, morfemas. (Tanya Felipe, Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista , 2007. Adaptado)

O parâmetro de orientação pode ser uma concordância número-pessoal, por exemplo:

A 1s Perguntar 2s “eu pergunto a você”
B ANO-PASSADO
C objetos-arredondados COLOCAR i
D MESA
E CARRO

As expressões não manuais são os movimentos de face, dos olhos, da cabeça ou do tronco. Segundo Quadros e Karnopp ( Língua de Sinais Brasileira: estudos linguísticos , 2004) e Lacerda e Santos ( Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos , 2014), elas se prestam a dois papéis nas línguas de sinais, a saber:

A marcação de pronomes pessoais e advérbios de tempo.
B diferenciação de gêneros e marcadores pronominais.
C identificação de pessoas, objetos ou animais e marcadores de tempo.
D diferenciação dos itens lexicais e marcação de construções sintáticas.
E marcadores de intensidade e classificadores.

Considere esta descrição de sinal: mão direita em S vertical, palma para a esquerda, tocando a testa. Abrir e fechar ligeiramente a mão, duas vezes. Com base em Capovilla e Raphael ( Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira: o mundo do surdo em Libras; família e relações familiares e casa, 2005), a descrição corresponde ao sinal de

A “sobrinh@”.
B “aprender”.
C “conhecer”.
D “amanhã”.
E “escrever”.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008) estabelece diretrizes quanto à educação de estudantes surdos. Essa política menciona que a educação bilíngue desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, bem como a oferta de serviços de

A instrutores de Libras, preferencialmente surdos, tanto para os alunos surdos como para os demais.
B um professor de Libras e um intérprete de Libras no atendimento educacional especializado para os demais alunos da escola.
C atendimento educacional especializado ofertado na modalidade escrita para os demais alunos da escola.
D tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da escola.
E tecnologia assistiva e uso de recursos de comunicação alternativa para os alunos surdos que necessitarem.

Sobre o desenvolvimento de linguagem da pessoa surda e as diferentes propostas educacionais, o autor Gérison Kezio (“Oralismo, comunicação total e bilinguismo: propostas educacionais e o processo de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita de surdos”, 2016) afirma que “a abordagem do oralismo é insuficiente, pois parte de uma noção de língua e linguagem que provoca nos surdos um atraso de linguagem e suas consequências”. Para esse autor, o oralismo

A deveria trabalhar com o ensino da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua paralelamente ao ensino da língua oral.
B poderia ser considerado exitoso se, juntamente com a estimulação oral, aceitasse a língua de sinais como forma de comunicação.
C beneficia apenas aqueles surdos que se consideram deficientes auditivos por não aceitarem a identidade surda.
D desconsidera os aspectos cognitivos determinados pela linguagem e pela cultura, prendendo-se ao canal auditivo para a transmissão de conteúdos.
E prejudica o surdo oralizado porque só permite que ele aprenda a língua na modalidade escrita após aprender a fala.

Observe o exemplo que Elidéa Bernardino ( Absurdo ou lógica: os surdos e sua produção linguística , 2000) fornece comparando o que é português sinalizado (PS) e o que é Libras (Li): Frase: Eu não tenho dinheiro: estou duro! PS: [EU NÃO TER DINHEIRO, ESTAR DURO] Li: [DINHEIRO TER-NÃO DURO] (expressão facial de bochechas chupadas). Com base na autora, assinale a alternativa que exemplifica corretamente uma produção em português sinalizado.

A [JOÃO PAI MORRER] = O pai do João, morreu.
B [A BOLA ESTAR EMBAIXO D-A CAMA] = A bola está embaixo da cama.
C [EU NOME E-D-I-L-E-I-A VOCÊ NOME] = Meu nome é Edileia. Como você se chama?
D [MANDAR AINDA-NÃO] = Eu não mandei você fazer isso.
E [MARIA MARIDO VIAJAR] = O marido da Maria foi viajar.

Na educação de surdos, autores como Lacerda e Santos (Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014) e Almeida, Santos e Lacerda ( O ensino do português como segunda língua para surdos: estratégias didáticas, 2015) propõem que o uso de vídeos, imagens, figuras e gráficos, tão presentes no cotidiano da vida moderna, deve ser explorado e incorporado nos discursos que circulam no ambiente escolar, além das expressões faciais e corporais. Tal prática é necessária para atender às necessidades dos alunos surdos, pois o processo de significação para eles, muitas vezes, se dá somente a partir das imagens. A prática descrita é a definição de

A recursos audiovisuais.
B modalidade sensorial.
C concepção bilíngue.
D abordagem gestual/visual.
E pedagogia visual.

De acordo com Lacerda e Santos (T enho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos , 2014), quanto ao alfabeto manual ou datilológico, com o qual é possível soletrar 27 diferentes letras por meio da mão, é correto afirmar que, na interação entre pessoas usuárias da língua de sinais, o alfabeto manual é

A utilizado para soletrar nomes próprios de pessoas e lugares, siglas, elementos técnicos e palavras que ainda não possuam sinais.
B considerado como língua de sinais e pode substituir os sinais quando estes são complexos.
C usado por pessoas não fluentes em Libras para poderem comunicar-se com as pessoas surdas.
D igual para os diferentes países, com pequenas variações para as letras específicas de cada país.
E igual para todos os países, por questões de padronização com o alfabeto escrito, com exceção dos países árabes e asiáticos.

Para os alunos surdos poderem se apropriar integralmente dos conteúdos em sala de aula, é preciso respeitá-los em suas demandas linguísticas e permitir que tenham acesso aos conteúdos escolares em Libras, tendo em vista que essa é a língua passível de aquisição e que pode melhor mediar a construção de novos conhecimentos. Nessa concepção, conforme Almeida, Santos e Lacerda ( O ensino do português como segunda língua para surdos: estratégias didáticas, 2015), a língua de sinais

A precisa ser ensinada no Ensino Fundamental, na escola regular, quando os alunos surdos são incluídos, porque eles não têm outra possibilidade de aprender a Libras, uma vez que, na maioria das vezes, seus pais são ouvintes e não sabem Libras.
B deve ser incorporada às práticas pedagógicas, e os conteúdos escolares devem ser ministrados apenas por professores fluentes em Libras apoiados por instrutores preferencialmente surdos.
C é a língua natural dos surdos, sendo chamada de L1, devendo ser ensinada na escola, em ambientes e horários específicos, para que os alunos surdos possam conviver entre si e aprender a língua com seus pares.
D deve ser ensinada no atendimento educacional especializado em Libras, com os professores instrutores surdos como modelo de Cultura e Comunidade Surdas para os alunos surdos.
E é a única modalidade de linguagem plenamente acessível ao surdo, por utilizar o canal visogestual, favorecendo seu desenvolvimento e auxiliando-o em sua constituição de sujeito.