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Em relação a orientação, acompanhamento e readaptação profissionais, bem como a ergonomia e psicopatologia do trabalho, julgue o item a seguir. Na entrevista de acompanhamento, o psicólogo deve avaliar a adesão do servidor ao novo posto, utilizando técnicas projetivas.

A Certo
B Errado

Em relação a orientação, acompanhamento e readaptação profissionais, bem como a ergonomia e psicopatologia do trabalho, julgue o item a seguir. A ergonomia da atividade reconhece que a adaptação do trabalho ao trabalhador deve considerar, como prioridade, os aspectos físicos, de forma que os cognitivos e emocionais, como tomada de decisão sob pressão e carga mental, sejam considerados apenas se o empregador julgar necessário.

A Certo
B Errado

Em uma instituição de ensino superior, estudantes do curso de Psicologia demonstram resistência à abordagem da morte nas disciplinas curriculares. Relatam desconforto, evitamento e insegurança ao discutir perdas, luto e processos de finitude. Alguns docentes defendem que a formação técnico-científica deve priorizar conteúdos objetivos, evitando temáticas subjetivas como a morte por considerá-las desestabilizadoras e não essenciais à qualificação profissional. Com base na obra de Júlia Kovács

( 2003 ), a postura desses docentes revela, em termos institucionais,

A uma concepção pedagógica moderna e funcional, que reconhece a complexidade da subjetividade e opta por abordagens técnicas como forma de assegurar estabilidade emocional durante a formação.
B a valorização da experiência pessoal como principal referência para o manejo do luto, o que dispensa sua inclusão nos currículos universitários e garante flexibilidade emocional aos estudantes.
C a adaptação adequada da formação às exigências do mercado, que privilegia competências técnicas e evita temas sensíveis por não contribuírem diretamente para a performance profissional.
D a implementação de uma estratégia educativa centrada na racionalidade emocional, que prevê a integração da teoria a partir de vivências nas práticas profissionais diretamente associadas a experiências de morte.
E a adoção de um modelo formativo centrado na racionalidade técnica, que, ao suprimir a dimensão simbólica da morte, fragiliza o preparo ético e emocional dos futuros profissionais para lidar com o sofrimento e a finitude.

Durante seu plantão em uma Unidade de Terapia Intensiva, uma psicóloga hospitalar é acionada para atender a família de um paciente em estado grave, intubado e sem previsão de melhora. A equipe médica já comunicou à família o prognóstico reservado. A esposa do paciente manifesta sentimentos de culpa, raiva e medo, e solicita “respostas mais concretas” sobre a evolução clínica do marido. Com base na obra de B. W. Romano

( 2001 ), essa situação exige do psicólogo

A o encaminhamento imediato da família ao serviço de psiquiatria, dado que reações como raiva e culpa diante de situações extremas demandam prescrição de medicação que não cabe à psicologia hospitalar autorizar.
B a mediação da comunicação entre equipe médica e família, atuando como facilitador do vínculo, acolhendo emoções, escutando demandas e promovendo suporte diante da vivência de perda iminente.
C a explicação clara sobre os protocolos médicos e o quadro clínico do paciente, para garantir que a família tenha informações suficientes para compreender tecnicamente a gravidade da situação.
D a intervenção com foco na resignação emocional da família, utilizando técnicas de dessensibilização para reduzir o impacto emocional da possibilidade de morte do paciente sobre os familiares.
E a delimitação de sua atuação ao paciente, considerando que o cuidado psicológico aos familiares extrapola os limites éticos da psicologia clínica hospitalar em caso de paciente internado em unidade de terapia intensiva.

De acordo com B. W. Romano

( 2001 ), a atuação do psicólogo hospitalar junto à família do paciente hospitalizado deve considerar que

A a hospitalização transfere o foco do cuidado para a equipe de saúde, reduzindo o envolvimento afetivo e prático da família ao longo do processo de internação.
B a função do psicólogo junto à família é prescritiva, orientando diretamente a divisão de tarefas e a organização das funções parentais e conjugais.
C a intervenção do psicólogo deve se limitar ao paciente, partindo do princípio de que ele reúne as principais demandas de suporte físico e emocional.
D o adoecimento tende a ativar conflitos e emoções intensas no grupo familiar, exigindo escuta qualificada e sensibilidade clínica às suas dinâmicas internas.
E a experiência de internação frequentemente mobiliza a coesão familiar, fortalecendo os vínculos e facilitando a elaboração conjunta da situação vivida.

De acordo com Schultz e Schultz

( 2021 ), ao se avaliar a personalidade humana, é fundamental considerar que

A instrumentos baseados em autorrelato dispensam adaptações culturais, pois se fundamentam em características universais da estrutura psíquica humana.
B a padronização dos instrumentos garante sua validade transcultural, desde que os avaliadores sigam rigorosamente os procedimentos estabelecidos.
C a cultura molda tanto a expressão quanto a percepção da personalidade, exigindo que métodos avaliativos considerem valores, normas e expectativas sociais do grupo avaliado.
D técnicas projetivas sofrem pouca influência cultural, já que acessam conteúdos inconscientes que são semelhantes entre diferentes populações.
E diferenças culturais devem ser reconhecidas, mas não interferem de modo significativo na mensuração dos traços básicos da personalidade.

Schultz e Schultz

( 2021 ) apontam que uma das grandes limitações do método experimental para o estudo da personalidade é a impossibilidade desse método de

A assegurar que os sujeitos se comportem da mesma forma em contextos reais e artificiais.
B possibilitar inferências estatísticas a partir dos dados coletados em ambientes controlados.
C permitir o controle de variáveis associadas a comportamentos naturais dos participantes.
D viabilizar estudos com populações clínicas portadoras de diferentes patologias.
E adotar instrumentos quantitativos que não sejam contaminados pela subjetividade.

Júlia e Marcelo, ambos com 55 anos, estão vivendo a fase em que seus filhos adultos deixaram a casa para viver de forma independente. Júlia se sente cheia de energia e decide voltar a estudar, enquanto Marcelo demonstra sinais de ansiedade e resistência às mudanças. Paralelamente, precisam lidar com o diagnóstico recente de Alzheimer precoce da mãe de Marcelo, o que exige reorganizar suas rotinas para prestar cuidados à idosa. Considerando os conceitos de ciclo de vida familiar, crises normativas e não normativas, segundo Papalia, Olds e Feldman

( 2022 ), é correto afirmar que

A o cuidado com a mãe de Marcelo configura uma crise normativa, pois a reorganização familiar em função da velhice dos pais é esperada no ciclo de vida em que Júlia e Marcelo se encontram.
B a ansiedade de Marcelo reflete uma falha inevitável de adaptação no ciclo de vida familiar, pois Papalia et al . consideram que essa fase é marcada pela necessidade de reconstrução da identidade pessoal e da reconstrução dos laços conjugais.
C Júlia e Marcelo estão atravessando simultaneamente uma crise normativa e uma crise não normativa, exigindo ajustes complexos nos papéis familiares que desempenham como pais, cônjuges e filhos.
D a saída dos filhos representa uma crise não normativa para Júlia e Marcelo, pois, segundo Papalia et al. , todas as mudanças ligadas à independência dos filhos são imprevisíveis e inesperadas.
E a decisão de Júlia de retomar os estudos indica uma disfunção no enfrentamento do ciclo de vida familiar, já que, no modelo tradicional, o investimento fora das relações familiares é atípico.

Durante uma atividade em sala de aula, crianças de seis anos foram incentivadas a organizar objetos diversos (brinquedos, materiais escolares e peças coloridas) em grupos que fizessem sentido para elas. Durante o processo, algumas crianças agruparam os objetos por cor, outras por função, e algumas misturaram os critérios, explicando que determinados objetos “combinam” ou “ficam bem juntos”. Ao observar essa atividade, a professora notou que as crianças demonstraram diferentes níveis de organização e explicações sobre suas escolhas, algumas mais sistemáticas, outras mais intuitivas. Ela refletiu sobre o desenvolvimento cognitivo dessas crianças a partir das teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon. Com base nas contribuições desses três teóricos, assinale a alternativa correta.

A Segundo Piaget, as crianças demonstraram um avanço para o estágio das operações concretas, uma vez que já são capazes de classificar objetos por múltiplos critérios e explicar logicamente suas escolhas.
B De acordo com Wallon, a escolha dos agrupamentos feita pelas crianças está essencialmente ligada à afetividade e à expressão emocional, sendo um reflexo do estágio emocional-sensório.
C Para Vygotsky, a organização dos objetos em grupos reflete a mediação simbólica e o papel da interação social, sendo que as explicações das crianças indicam a configuração da zona de desenvolvimento proximal.
D Na visão de Piaget, a capacidade de classificar objetos por atributos perceptíveis indica que as crianças superaram o egocentrismo cognitivo, característica do estágio pré-operatório, e alcançaram o estágio das operações formais.
E Vygotsky entenderia que o agrupamento dos objetos por critérios como cor ou função indica um momento de transição do pensamento por complexos para formas mais avançadas de pensamento.

Durante a terceira infância, as crianças enfrentam um importante conflito psicossocial descrito por E. Erikson como indústria (produtividade) versus inferioridade. Esse estágio está relacionado

A ao desenvolvimento de uma identidade sólida e estável, com foco na definição de papéis sociais e vocacionais.
B ao esforço da criança para desenvolver competência e aplicar habilidades valorizadas pela cultura, construindo um senso de eficácia.
C à busca por autonomia e independência, marcada pela oposição à autoridade e pelo desejo de controlar o próprio corpo.
D à tentativa de estabelecer vínculos afetivos profundos fora do núcleo familiar, com base na intimidade e confiança.
E à resolução de conflitos internos entre impulsos biológicos e exigências sociais, com base no controle moral e racional.