QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
530 questões encontradas

De acordo com as concepções de Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau sobre o estado de natureza e o contrato social, assinale a alternativa correta.

A Tanto Hobbes quanto Rousseau concordam que o estado de natureza é um estado de guerra, justificando a criação de um soberano absoluto.
B Rousseau afirma que o estado de natureza é caracterizado pela guerra de todos contra todos, enquanto Hobbes descreve esse estado como um período de ausência de restrições externas e harmonia.
C Hobbes considera o contrato social irrevogável, mesmo quando o soberano falha em garantir a segurança dos cidadãos, enquanto Rousseau defende que ele só é válido se respeitar a vontade geral.
D Em ambas as teorias, o contrato social tem como objetivo principal preservar os direitos de propriedade, que Hobbes e Rousseau consideram inerentes ao estado de natureza.
E Para Hobbes, o contrato social estabelece um soberano absoluto como garantia de paz e ordem, enquanto, para Rousseau, ele assegura a liberdade coletiva por meio da conformidade à vontade geral.

Sobre a definição de justiça apresentada por Sócrates em “A República”, de Platão, assinale a alternativa correta.

A Consiste em cada cidadão participar igualmente de todas as funções sociais, promovendo a igualdade entre todos.
B É alcançada quando a classe dos filósofos governa, a dos guerreiros protege e a dos artesãos simplesmente se submete às ordens dos demais.
C Corresponde ao governo da razão sobre os desejos na alma individual, garantindo que esta opere em conformidade com seus apetites naturais.
D Na cidade ideal, é identificada quando cada indivíduo exerce a função para a qual está mais apto por natureza, sem interferir na dos outros.
E Depende da obediência irrestrita à lei escrita e das punições aos que a desobedecem, como defendia Trasímaco.

Analise o trecho a seguir, retirado e adaptado do Livro I, da “Política” de Aristóteles. “E o porquê de o homem ser um animal político em maior medida que qualquer abelha ou animal gregário, é evidente. Pois como dizemos, a natureza não produz nada sem propósito; apenas o homem, dentre os animais, possui o logos. É assim que a voz pode configurar dor ou prazer e, deste modo, outros animais inferiores também a possuem (já que a sua natureza própria foi levada até o ponto de perceberem o que é doloroso ou prazeroso e transmitirem isto uns aos outros), enquanto o logos existe para tornar manifesto o vantajoso e o ruim, assim como o justo e o injusto; pois isto é o que faz o que é próprio ao homem e o diferencia dos outros animais: que ele sozinho tenha a percepção do bem e do mal, do justo e do injusto, etc. E é a comunidade dessas percepções que produz a família e a polis” (1253a10-18). A partir da leitura do trecho acima e dos pressupostos filosóficos de Aristóteles, analise as assertivas a seguir:

I. O filósofo distingue a linguagem (logos) da simples voz, atribuindo à primeira a função de transmitir emoções básicas e garantir a sobrevivência.

II. A linguagem é o fundamento racional da vida em comunidade, pois permite ao homem deliberar sobre valores morais compartilhados pelos cidadãos, como o justo e o injusto.

III. A natureza social e política do homem se fundamenta em sua capacidade de construir coletivamente significados éticos, o que o diferencia de outros animais gregários.

IV. Aristóteles não deixa de aceitar que outros animais também possuam linguagem articulada ( logos ), mas limitada às emoções simples de prazer e dor. Quais estão corretas?

A Apenas I e II.
B Apenas II e III.
C Apenas I, II e IV.
D Apenas I, III e IV.
E Apenas II, III e IV.

Com base no pensamento de São Tomás de Aquino, é INCORRETO afirmar que:

A A alma humana é substância completa por si só e não necessita do corpo para realizar suas funções cognitivas e morais no mundo.
B Fé e razão, embora distintas, são harmônicas: a razão pode demonstrar verdades naturais sobre Deus, enquanto a fé revela verdades sobrenaturais inacessíveis à razão.
C A ética tomista considera a bem-aventurança (beatitude) como o fim último do homem, o qual só pode ser plenamente alcançado pela visão de Deus.
D A existência (esse) é o ato supremo de toda realidade criada, sendo em Deus o próprio ser subsistente, sem distinção entre essência e existência.
E As Cinco Vias propostas por Tomás partem de dados da experiência sensível e conduzem, por via racional, à existência de um primeiro motor ou causa primeira.

Analise o trecho a seguir: “Quanto ao que concerne o mal moral, o problema parece mais difícil de ser resolvido. Se as ações dos homens não são sempre o que deveriam ser, sua vontade é a responsável. O homem escolhe livremente suas decisões e é por ser livre que é capaz de fazer mal. A questão é, portanto, saber como um Deus perfeito pôde doar-nos o livre-arbítrio, ou seja, uma vontade capaz de fazer o mal. Assim colocado, o problema volta a ser saber se e em que medida a vontade livre pode ser contada entre o número dos bens. A resposta para essa questão não poderia ser diferente da que concerne aos objetos corporais. No mundo dos corpos, há muitas coisas das quais podemos fazer mau uso; isso não é razão para dizer que elas são más e que Deus não deveria tê-las nos dado, pois, tomadas em si mesmas, elas são bens. Por que não haveria na alma bens do mesmo gênero, ou seja, dos quais poderíamos fazer mau uso e que, contudo, uma vez que são bens, não podem ter sido dados a nós senão pelo autor de todo bem? É uma grave diminuição para um corpo humano ser privado de suas mãos; as mãos são algo bom e útil; contudo, aquele que comete com elas ações criminosas ouvergonhosas usa-as mal” (Gilson, 2007). Com base na leitura do trecho acima e no conhecimento do pensamento de Santo Agostinho, analise as seguintes assertivas:

I. O livre-arbítrio, embora seja um dom divino, não é um bem absoluto; ele é um bem intermediário, cujo valor depende do uso que o homem dele faz.

II. O mal moral, segundo Santo Agostinho, não deriva de Deus, mas do mau uso da vontade livre pelo próprio homem.

III. A vontade livre é boa por natureza e necessária para a vida virtuosa, mesmo sendo potencialmente perigosa, pois pode inclinar-se ao mal.

IV. A existência do mal comprova que Deus não poderia ser o autor do livre-arbítrio, já que um dom verdadeiramente divino não deveria permitir o mal.

V. Assim como os órgãos corporais, que podem ser mal utilizados, a vontade também pode ser pervertida, mas continua sendo um bem criado por Deus. Quais estão corretas?

A Apenas I, II e IV.
B Apenas I, III e V.
C Apenas II, III e IV.
D Apenas III, IV e V.
E Apenas I, II, III e V.

Analise o trecho a seguir, retirado da nona proposição do texto “Ideia de uma História Universal Com um Propósito Cosmopolita”, de Immanuel Kant: “Um ensaio filosófico que procure elaborar toda a história mundial segundo um plano da Natureza, em vista da perfeita associação civil no gênero humano, deve considerar-se não só como possível, mas também como fomentando esse propósito da Natureza. É decerto um anúncio estranho e, quanto à aparência, incongruente querer conceber a história segundo uma ideia de como deveria ser o curso do mundo, se houvesse de se ajustar a certos fins racionais; parece que, num tal intento, apenas poderia vir à luz uma novela. Mas se a Natureza, por suposição, mesmo no jogo da liberdade humana, não procede sem plano e meta final, semelhante ideia poderia ser muito útil; e embora sejamos míopes para divisarmos o mecanismo secreto do seu dispositivo, essa ideia poderia, contudo, servirnos de fio condutor para representar como sistema pelo menos em conjunto, um acervo, aliás sem plano, das acções humanas. Com efeito, se partirmos da história grega – como aquela pela qual se nos conservou ou, pelo menos, se deve autenticar toda a outra história mais antiga ou coetânea; se seguirmos a sua influência na formação e na desintegração do corpo político do povo romano, que absorveu o Estado grego, e a influência daquele sobre os bárbaros que, por seu turno, destruíram o Estado romano, e assim sucessivamente até aos nossos dias; se, além disso, acrescentarmos episodicamente a história política dos outros povos, cujo conhecimento chegou gradualmente até nós por intermédio dessas nações ilustradas: descobrir-se-á um curso regular da melhoria da constituiçãoestatal na nossa parte do mundo (que, provavelmente, algum dia dará leis a todas as outras)”. Com base no trecho acima e no sistema filosófico kantiano, analise as assertivas a seguir:

I. A liberdade humana não impede Kant de admitir a possibilidade de um desenvolvimento histórico guiado por um propósito natural implícito.

II. O progresso histórico é garantido pelas revoluções políticas, que representam, segundo Kant, rupturas inconciliáveis com qualquer plano racional da Natureza.

III. A história humana, mesmo em sua aparência caótica e acidental, pode ser interpretada racionalmente a partir da hipótese de um plano teleológico da Natureza.

IV. Kant rejeita por completo a ideia de que o curso da história possa estar vinculado a uma finalidade racional, considerando essa hipótese fictícia e inútil.

V. A razão humana, embora limitada, pode supor a presença na história de progresso gradual rumo à realização das potencialidades morais do gênero humano. Quais estão corretas?

A Apenas III.
B Apenas II e V.
C Apenas I, III e IV.
D Apenas I, III e V.
E I, II, III, IV e V.

Analise o trecho a seguir, retirado de “A Razão na História”, de Hegel

( 2004 ): “O único pensamento que a filosofia traz para o tratamento da história é o conceito simples de Razão, que é a lei do mundo e, portanto, na história do mundo as coisas aconteceram racionalmente. Essa convicção e percepção é uma pressuposição da história como tal; na própria filosofia a pressuposição não existe. A filosofia demonstrou através de sua reflexão especulativa que a Razão – esta palavra poderá ser aceita aqui sem maior exame da sua relação com Deus – é ao mesmo tempo substância e poder infinito, que ela é em si o material infinito de toda vida natural e espiritual e também é a forma infinita, a realização de si como conteúdo. Ela é substância, ou seja, é através dela e nela que toda a realidade tem o seu ser e a sua subsistência. Ela é poder infinito, pois a Razão não é tão impotente para produzir apenas o ideal, a intenção, permanecendo em uma existência fora da realidade – sabese lá onde – como algo característico nas cabeças de umas poucas pessoas. Ela é o conteúdo infinito de toda a essência e verdade, pois não exige, como o faz a atividade finita, a condição de materiais externos, de meios fornecidos de onde extrair-se o alimento e os objetos de sua atividade; ela supre seu próprio alimento e sua própria referência. E ela é forma infinita, pois apenas em sua imagem e por ordem sua os fenômenos surgem e começam a viver. É a sua própria base de existência e meta final absoluta e realiza esta meta a partir da potencialidade para a realidade, da fonte interior para a aparência exterior, não apenas no universal natural, mas também no espiritual, na história do mundo. Que esta Ideia ou Razão seja o Verdadeiro Poder Eterno e Absoluto e que apenas ela e nada mais, sua glória e majestade, manifeste-se no mundo – como já dissemos, isto já foi provado em filosofia e aqui está sendo pressuposto como demonstrado”. Com base no trecho acima e nos conhecimentos sobre a filosofia da história em Hegel, analise as assertivas abaixo:

I. Hegel entende que a Razão é a substância, forma e conteúdo de tudo que é real, manifestando-se no tempo por meio do processo histórico.

II. A história do mundo é racional apenas quando guiada por princípios morais universais, sendo irracional quando determinada por interesses particulares ou conflitos.

III. Para Hegel, a história deve ser compreendida como a manifestação progressiva da liberdade do Espírito, sendo a filosofia capaz de apreender racionalmente esse desenvolvimento necessário.

IV. Os acontecimentos históricos, ainda que pareçam caóticos, fazem parte da manifestação necessária do Espírito no tempo.

V. Hegel rejeita qualquer abordagem que pretenda aplicar a reflexão racional à história, pois considera que isso comprometeria a fidelidade aos dados empíricos. Quais estão corretas?

A Apenas I, II e V.
B Apenas I, III e IV.
C Apenas I, IV e V.
D Apenas II, III e IV.
E Apenas I, III, IV e V.

Analise o trecho abaixo, retirado de “História da Filosofia”, sobre a dialética hegeliana: “Dialética: O único método em grau de garantir o conhecimento científico do absoluto e de elevar assim a filosofia à ciência, é, segundo Hegel, o método dialético, por meio do qual a verdade pode finalmente receber a forma rigorosa do sistema da cientificidade. A dialética nascera no ambiente da Escola de Eléia, principalmente com Zenão, e na grecidade havia alcançado seus vértices com Platão; na era moderna, fora retomada por Kant, que, porém, a privara de verdadeiro valor cognoscitivo. Hegel se remete à dialética clássica, mas conferindo movimento e dinamicidade às essências e aos conceitos universais que, já descobertos pelos antigos, haviam, porém, permanecido com eles em uma espécie de repouso rígido, quase solidificados. O coração da dialética se torna, assim, o movimento, e precisamente o movimento circular ou em espiral, com ritmo triádico. Os três momentos do movimento dialético são: 1) a tese, que é o momento abstrato ou intelectivo; 2) a antítese, que é o momento dialético (em sentido estrito) ou negativamente racional; 3) a síntese, que é o momento especulativo ou positivamente racional” (Reale; Antiseri, 2005, v. 5). Com base no trecho da obra de Reale e Antiseri e na compreensão sobre a filosofia hegeliana e a dialética, assinale a alternativa correta.

A A dialética hegeliana consiste em uma sucessão formal de conceitos que se opõem mutuamente, sem implicar relação ontológica com a realidade, como ocorria na lógica formal aristotélica.
B A tríade dialética hegeliana (tese, antítese, síntese) expressa um processo mecânico e externo à realidade, útil apenas como método de exposição conceitual.
C Para Hegel, a dialética é simultaneamente lógica, ontológica e histórica, pois exprime o modo real como o Ser se desenvolve por meio da negação e superação interna, rumo à realização do Absoluto.
D Na perspectiva hegeliana, o conceito de Aufhebung indica a destruição completa do estágio anterior do desenvolvimento do espírito, que deve ser negado para dar lugar ao novo.
E Ao contrário de Kant, Hegel sustenta que a razão humana está limitada à experiência sensível, e que a realidade última permanece inacessível ao pensamento racional.

Analise o trecho a seguir, da apresentação da obra “A Ideologia Alemã, de Marx e Engels”: “Ao construir sua teoria – na luta constante para marcar uma clara delimitação em relação à presença monstruosa de um sistema de pensamento tão tentador como o hegeliano –, Marx e Engels concentraram o combate teórico inicial em uma diferenciação em relação aos pressupostos idealistasde Hegel. Na diferenciação com o ‘saber absoluto’, os dois filósofos revelam a natureza do seumaterialismo, que remete para a produção e a reprodução das condições de existência dos homens. Dela decorrem as relações dos homens com a natureza e com suas formas de organização social, isto é, dos sujeitos com o que lhes aparece como a objetividade do mundo. Uma forma específica de apropriação da natureza determina as formas de organização social e a consciência. A apreensão do significado que as formas de reprodução da vida têm para a existência humana representa a primeira grande formulação do materialismo dialético para a compreensão da história e da consciência humana. A cada estado de desenvolvimento das formas de produção material da sua existência correspondem formas específicas de estruturação social, além de valores e formas de apreensão da realidade. Destacar esse papel de pressuposto incontornável da produção da vida material significa, ao mesmo tempo, colocar o trabalho no centro das condições de vida e consciência humana” (Sader, 2007). Com base no trecho acima e nos fundamentos do materialismo histórico-dialético, analise as assertivas a seguir:

I. A crítica marxista ao idealismo hegeliano se dá principalmente por meio da negação da dialética como método especulativo e da sua substituição por uma metodologia empírica baseada na observação das leis naturais.

II. A categoria “trabalho” aparece como a mediação fundamental entre o ser humano e a realidade objetiva, sendo o elemento que possibilita compreender tanto a estrutura social quanto as formas de consciência.

III. A concepção marxista rompe com a perspectiva hegeliana ao afirmar que a consciência dos indivíduos determina sua existência, o que fundamenta a centralidade do sujeito na história.

IV. A historicidade do ser humano está enraizada na capacidade de transformar a natureza por meio do trabalho, e de transmitir material e simbolicamente essas transformações às gerações futuras.

V. A crítica marxista à alienação assume que o trabalho, ao invés de ser a expressão da humanidade do sujeito, torna-se uma atividade estranhada, pois o homem não se reconhece naquilo que produz. Quais estão corretas?

A Apenas I, II e IV.
B Apenas I, III e V.
C Apenas II, III e IV.
D Apenas II, IV e V.
E Apenas III, IV e V.

A partir do entendimento das bases conceituais da “Teoria do Agir Comunicativo”, de Jüngen Habermas, analise o trecho a seguir: “Para Habermas, a modernidade é marcada por um processo ambivalente de racionalização. Enquanto o(a) ____________ constitui o espaço simbólico de socialização, cultura e construção de sentido, está progressivamente ameaçado pela ____________, processo pelo qual os mecanismos sistêmicos — como dinheiro e poder — passam a organizar as relações interpessoais. A proposta habermasiana para resistir a esse processo patológico está ancorada na noção de ____________, forma de interação na qual os participantes, por meio da linguagem, buscam um entendimento mútuo orientado por pretensões de validade como verdade, correção normativa, sinceridade e inteligibilidade”. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

A sistema – racionalização formal – agir teleológico
B espaço público – burocratização normativa – agir dramatúrgico
C mundo objetivo – reificação sistêmica – agir regulado por normas
D tradição cultural – tecnificação comunicativa – ação estratégica
E mundo da vida – colonização – agir comunicativo