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A íntima relação entre mito e razão é notável, principalmente no momento de surgimento do pensamento filosófico na Grécia. Nesse sentido, como característica desse momento inicial, é correto afirmar que há uma:

A Desvinculação radical entre mito e razão.
B Unidade entre problemas humanos e problemas cósmicos.
C Prevalência de problemas éticos sobre a especulação cósmica.
D Desvinculação entre problemas humanos e problemas cósmicos.
E Imaturidade na compreensão do mundo pela influência do mito.

O mito está presente na filosofia não apenas em seus momentos iniciais, com os Pré-Socráticos, mas é visível também na argumentação platônica, cujo exemplo mais conhecido de relação entre mito e razão é a “Alegoria da caverna”. Nessa narrativa, Platão busca ilustrar:

A Como a poesia serve ao propósito de libertar as pessoas da ignorância.
B Como o teatro é essencial na formação do cidadão ateniense.
C De que maneira uma educação baseada em mitos corrompe a formação dos gregos.
D O caminho de preparação do filósofo em direção ao saber mais elevado.
E Como a finalidade da vida é a ideia de “lógos” ou razão.

Os primeiros filósofos buscavam, por meio de um princípio racional (em grego, arkhé ), encontrar uma explicação para a origem de todas as coisas; contudo, os Pré-Socráticos divergiam acerca de que elemento era esse, bem como se era apenas um ou múltiplos elementos. Assim, aqueles que identificavam apenas um elemento constitutivo para todas as coisas são designados “monistas”; os que afirmam não haver apenas um princípio, mas vários, são categorizados como “pluralistas”. Tendo essa divisão em mente, assinale a alternativa que apresenta apenas nomes de Pré-Socráticos pluralistas.

A Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto e Anaximandro de Mileto.
B Empédocles de Agrigento, Demócrito de Abdera e Leucipo de Abdera.
C Heráclito de Éfeso, Parmênides de Eleia e Zenão de Eleia.
D Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Anaxágoras de Clazômenas.
E Anaximandro de Mileto, Anaxágoras de Clazômenas e Arquitas de Tarento.

“A concepção científica de Platão (c. 428-347 a.C.) baseia-se na ‘teoria das ideias’. Para ele, a razão tem dificuldade em atingir o verdadeiro conhecimento por causa da deformação que os sentidos inevitavelmente provocam; porém, cabe a ela depurar os enganos, para que se possa ter a verdadeira contemplação das ideias. O propósito de Platão é elevar o conhecimento de simples opinião até a ciência, o conhecimento do ser verdadeiro” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando . São Paulo: Moderna, 2016). No que se refere às relações entre pensamento empírico e pensamento filosófico em Platão, é correto afirmar que o filósofo:

A Incorpora a dialética à análise experimental.
B Inaugura o método experimental na ciência grega.
C Não faz qualquer reflexão sobre temas que dizem respeito à realidade empírica.
D Não incorpora teorias de seus contemporâneos em suas análises.
E Apresenta certo desprezo pelo mundo da experiência.

O cristianismo influencia de forma determinante as preocupações filosóficas ao longo de toda a Idade Média na Europa; entretanto, a presença da religião cristã já se fazia sentir sobre a filosofia no século II da Era Comum, que viu surgir os chamados apologistas. O mais importante pensador dessa escola filosófica e que problematizou a questão do “lógos”, retomada de Fílon de Alexandria, foi:

A Orígenes.
B Taciano.
C Atenágoras.
D Teófilo.
E Justino.

“O término do Antigo Regime (ou das monarquias absolutistas) se consuma quando a teoria política consagra a propriedade privada como direito natural dos indivíduos, desfazendo a imagem do rei como marido da terra, senhor dos bens e das riquezas do reino, decidindo segundo sua vontade e seu capricho quanto a impostos, tributos e taxas” (CHAUÍ, Marilena. Iniciação à filosofia. São Paulo: Ática, 2014). O trecho acima refere-se a um momento crucial do desenvolvimento histórico europeu, que teve repercussões no mundo inteiro. Considerando o fragmento, esse momento marca também o fortalecimento de uma corrente de pensamento ou escola filosófica que terá enorme impacto social ao longo de todo o século XIX. Essa corrente de pensamento é o(a):

A Anarquismo.
B Comunismo.
C Liberalismo.
D Trabalhismo.
E Social-democracia.

“A ideia do socialismo é uma filha espiritual da industrialização capitalista. Ela nasceu quando ficou demonstrado que as suas exigências de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa não passavam de promessas vazias para uma grande parte da população, estando, portanto, muito longe de se concretizar na sociedade”(WOODCOCK, George. Os grandes escritos anarquistas. Porto Alegre: L&PM, 2019). O anarquismo é uma das correntes socialistas surgidas após os eventos históricos que o historiador britânico Eric Hobsbawn definiu como a dupla revolução: de um lado, a Revolução Industrial, que se origina na Inglaterra ao fim do século XVIII; de outro, a Revolução Francesa, que irrompe no ano de 1789. Assinale a alternativa que apresenta apenas pensadores anarquistas.

A Tolstói, Marx e Engels.
B Proudhon, Bakunin e Kropotkin.
C Oscar Wilde, Ferdinand Lassalle e Henry David Thoreau.
D Edmund Burke, Proudhon e Henry David Thoreau.
E Malatesta, Tolstói e Rosa Luxemburgo.

Em “Metafísica”, Aristóteles apresenta um princípio que lança os fundamentos da racionalidade em correspondência com a realidade. Nesse sentido, esse princípio não tem apenas uma dimensão lógica, mas também ontológica, de modo a ser conhecido como:

A Princípio de identidade.
B Princípio do terceiro excluído.
C Princípio da potência dos contrários.
D Princípio de contradição.
E Princípio do primeiro motor imóvel.

A partir do século XX, a filosofia da linguagem ganha protagonismo nas problematizações filosóficas, e a ontologia não escapa a essa abordagem, efeito da chamada “virada linguística”. No que se refere às relações entre linguagem e realidade, assinale a alternativa que indica o autor que afirmou que “os limites da minha linguagem significam os limites de meu mundo”.

A Henri Bergson.
B Bertrand Russell.
C Ludwig Wittgenstein.
D Martin Heidegger.
E Paul Ricoeur.

Em “Crítica da razão pura”, Immanuel Kant propõe uma reformulação da maneira como se concebeu, ao longo da história da filosofia, a construção do conhecimento, o que se dá por meio de uma nova compreensão da relação entre sujeito e objeto. Na parte da obra denominada “Estética Transcendental”, Kant reflete sobre dois conceitos fundamentais em sua epistemologia, tempo e espaço, que define como:

A Formas a priori do entendimento.
B Formas a posteriori do entendimento.
C Formas a priori da sensibilidade.
D Formas a posteriori da sensibilidade.
E Formas antinômicas do entendimento e da sensibilidade.