QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
530 questões encontradas

Quando o que era objeto de crença para os indivíduos se transforma em algo contraditório ou problemático e por isso se transforma em indagação ou interrogação, eles estão passando da atitude costumeira ou do nível da opinião para a atitude:

A Mental.
B Dialógica.
C Filosófica.
D Realizadora.
E Transformadora.

O método socrático de induzir as pessoas a descobrirem as suas próprias verdades, que deu origem ao método pedagógico que permite ao professor dirigir as pesquisas do aluno, deixando que ele descubra a verdade por seus próprios meios, também é conhecido como:

A Indução.
B Dedução.
C Summerhill.
D Semiótica.
E Maiêutica.

Trecho I “[...] a filosofia pretende explicar a totalidade das coisas, ou seja, toda a realidade, sem exclusão de partes ou momentos dela. Assim, a filosofia distingue-se das ciências particulares, que assim se chamam exatamente porque se limitam a explicar partes ou setores da realidade, grupos de coisas ou de fenômenos. E a pergunta daquele que foi e é considerado como o primeiro dos filósofos – ‘Qual é o princípio de todas as coisas?’ – já mostra a perfeita consciência desse ponto. Portanto, a filosofia se propõe como objeto a totalidade da realidade e do ser precisamente descobrindo qual é o primeiro ‘princípio’, isto é, o primeiro ‘por que’ das coisas.” (Reale, 1990. V 1. P 21.) Trecho II “[...] A filosofia visa a ser ‘explicação puramente racional daquela totalidade’ que tem por objeto. O que vale em filosofia é o argumento da razão, a motivação lógica, o logos. Não basta à filosofia constatar, determinar dados de fato ou reunir experiências: ela deve ir além do ato e além das experiências, para encontrar a causa ou as causas precisamente através da razão. É justamente esse caráter que confere cientificidade à filosofia. Pode-se dizer que esse caráter também é comum às outras ciências, que, enquanto tais, nunca são uma mera constatação empírica, mas também são pesquisas de causas e razões.” (Reale, 1990. V 1. P 22.) Os dois trechos citados anteriormente se referem, respectivamente, a quais conotações da filosofia antiga?

A Conteúdo / Escopo.
B Escopo / Conteúdo.
C Conteúdo / Método.
D Método / Conteúdo

“A preocupação em perguntar e compreender a natureza do mundo ( a physis ) era comum. Queria entender a origem, aquilo que originou todas as coisas, o princípio delas.” (Disponível em: mundoeducacao.bol.uol.com.br.) Essa afirmação se refere estritamente à filosofia:

A Sofista.
B Socrática.
C Aristotélica.
D Pré-Socrática.

“Mas, o que teria a concepção de causalidade [de Aristóteles] a ver com a divisão social? [...] Se tomarmos o cidadão ou o senhor e indagarmos a qual das causas ele corresponde [...] se, por outro lado, indagarmos a que causa corresponde o escravo ou servo [...] compreende-se, então, por que a metafísica das quatro causas considera a causa eficiente inteiramente subordinada à final.” (Marilena Chauí, O que é ideologia, adaptado.) Assinale a alternativa INCORRETA :

A A causa final é identificável ao cidadão ou ao senhor, como aquele que ordena, e está evidentemente acima do simples meio ou instrumento da ação, o escravo
B Tal teoria da causalidade é uma transposição involuntária no plano das ideias de relações sociais muito determinadas, no caso, as de uma sociedade escravagista
C Um dos traços fundamentais da ideologia consiste em tomarmos ideias como independentes da realidade histórica e social
D As quatro causas não possuem o mesmo valor, isto é, são concebidas como hierarquizadas, indo da causa mais inferior à causa superior
E A ideologia oferece uma visão arbitrária da realidade que em nada corresponde a ela, antes é o seu avesso, um mundo de ponta cabeça

Leia o excerto e as proposições a seguir: “Há uma infinidade de sombras do mesmo cubo, todas verdadeiras. Mas quem, submetido, limitado à sombra, poderá compreender que tais aparências são aparências do mesmo ser? [...] Retenhamos o exemplo fácil do cubo, desse cubo que nenhum olho viu e jamais verá como ele é, mas que apenas por ele o olho pode ver um cubo, isto é, reconhecê-lo sob suas diversas aparências. E digamos ainda que, se vejo um cubo, e se compreendo o que vejo, não há aqui dois mundos, nem duas vidas; mas trata-se de um único mundo e uma única vida. O verdadeiro cubo não está distante, nem próximo, nem alhures; mas é ele que sempre fez que esse mundo visível seja e tenha sido sempre verdadeiro.” (Alain, “A Caverna”) Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) As percepções que se possa ter do cubo são sempre parciais, particulares e pessoais, enquanto a ideia de cubo é completa, universal e impessoal.

( ) As percepções variam e são tão diversas que o mundo visível não pode ser verdadeiro, sendo assim apenas uma ilusão.

( ) As percepções que se possa ter do cubo são menos reais do que o discurso que enuncia a definição de cubo.

( ) Todas as percepções que se possa ter do cubo são verdadeiras porque a ideia de cubo é a reunião de todas as percepções do cubo.

( ) Tudo aquilo que pode ser percebido diretamente pelos sentidos constitui a própria realidade das coisas.

( ) Tudo aquilo que pode ser percebido diretamente pelos sentidos é fidedigno enquanto aparência. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

A V, F, V, F, F, V
B F, V, V, V, F, F
C V, F, V, V, F, F
D F, V, F, V, V, F
E V, F, F, F, V, V

Sobre as diferenças entre Platão e Descartes, analise o trecho a seguir. A leitura dos textos clássicos e antigos, para evitar equívocos quanto a sua interpretação, requer um cuidado especial com palavras que, ao longo dos séculos, mudaram de significação. Donde uma advertência para leitura de Platão: “os termos gregos eîdos ou idéa não podem ser traduzidos por ‘ideia’, que designa inelutavelmente, desde Descartes pelo menos, uma representação, ou seja, um objeto mental” (Brisson e Pradeau, Vocabulário de Platão, verbete “Forma Inteligível”). Assinale a alternativa incorreta .

A Para Descartes, ideias são tudo aquilo que a mente percebe diretamente, enquanto que as “ideias” em Platão não são subjetivas, mas são a própria essência do real, existente em si
B As características que Descartes atribui às ideias pertencentes ao eu pensante são aquilo em que Platão reconhece a doxa, a opinião, podendo ela ser verdadeira ou falsa
C Para Descartes, podemos conhecer as ideias inatas voltando-nos para nós mesmos através da reflexão, enquanto que para Platão, conhecer as “ideias” depende da educação, de um processo de ascensão da alma, de afastamento das coisas sensíveis e aproximação do inteligível
D Da matemática, Descartes empresta o seu método, de que os geômetras costumam servir-se para chegar às suas mais difíceis demonstrações; para Platão, a matemática fornece antes o modelo dos objetos inteligíveis, mas seu método é o dialético
E Para Descartes, a veracidade da representação mental dos objetos externos ao eu pensante é assegurada por sua clareza e distinção, enquanto que, para Platão, a verdade é garantida em última instância pela “ideia” do Bem

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Lemos e ouvimos muitas coisas a todo o momento. Muitas vezes, porém, estes discursos são ardilosos, enganadores, falsos, embora não pareçam. Trata-se da falácia: um tipo de argumento que parece correto, mas, na realidade, não é. As falácias podem ser classificas em 11 tipos.

II. Este apelo consiste em ameaçar com consequências desagradáveis se não for aceita ou acatada a proposição apresentada. Ex: Você deve se enquadrar nas novas normas do setor. Ou quer perder o emprego? Trata-se portanto do apelo à misericórdia.

III. Apelo ao povo: consiste em sustentar uma proposição por ser defendida pela população ou parte dela. Sugere que quanto maior o número de pessoas que defende uma ideia, mais verdadeira ou correta ela é. Incluem-se aqui os boatos, o “ouvi falar”, o “dizem”, o “sabe-se que”. Ex: Dizem que um disco voador caiu em Minas Gerais.

IV. Consiste em citar uma autoridade (muitas vezes não qualificada) para sustentar uma opinião. Ex: O melhor antigripal é Benegripe, porque Pelé toma (ou diz tomar) Benegripe quando está gripado. Esta afirmação refere-se às generalizações apressadas.

V. Ataque à pessoa ou argumento contra o homem, consiste em atacar, em desmoralizar a pessoa e não seus argumentos. Ex: Não deêm ouvidos ao que ele diz, ele é um beberrão, bate na mulher e têm amantes (Uma variação deste argumento é o “tu quoque” (tu também). Consiste em atribuir o fato a quem faz a acusação. Ex: alguém lhe acusa de algo, e você diz, “tu também”! (Isso, evidentemente, não prova nada). Estão corretas as afirmativas:

A I, II e III, apenas
B II, III e IV, apenas
C III, IV e V, apenas
D I, III e V, apenas
E II e III, apenas

Assinale a alternativa correta:

A A suposição de um método, seja maiêutica, dialética, análise, crítica, hermenêutica ou meramente exposição, nunca compromete o pretenso ensinante com os efeitos da sua participação direta, efetiva e incontornável no exercício em que está ocupado com outros supostos ensinados
B A Filosofa como sistema a ser somente ensinado para fins de uso estratégico e eficiente nas diversas perspectivas da vida invariavelmente significou traição ao seu conceito e, por isso, também o seu próprio esmaecimento e esquecimento merecido
C A Filosofa é um conteúdo que se pode aprender definitivamente como dado científico para posterior utilização tecnicista em determinado setor da vida, é uma constante tarefa por cumprir. O professor de Filosofa é um mero apresentador e repassador de conteúdos culturais, científicos, ou até filosóficos
D Conhecida a opinião de Immanuel Kant sobre esse assunto, ou seja, de que há como aprender Filosofa, mas não aprender a filosofar, posto que ela existe enquanto ultimada, definitiva e universalmente válida (Eisler, 1984, p. 418)
E Por outro lado, a reflexão sobre a relação da Filosofa com o ensino traz de imediato a questão da “darstellung”, da apresentação necessária do que nunca foi pensado para que se pense agora. A apresentação enquanto tal é inevitavelmente anterior ao pensamento