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“Assim como a verdade e o direito, também a beleza, parece-me, tem de residir em fundamentos eternos, e as leis originárias da razão têm de ser também as leis do gosto” (Schiller, 2002). Em “A Educação Estética do Homem”, Friedrich Schiller pretende erigir uma filosofia que encontre fundamentos objetivos para a definição da beleza. Com esse intuito, Schiller

A opõe-se completamente à filosofia kantiana.
B reconhece na filosofia crítica um projeto estético acabado.
C propõe-se como tarefa completar o sistema entrevisto por Kant.
D faz uma obra romanceada, de maior valor literário do que filosófico.
E desfaz-se de qualquer pretensão filosófica de relacionar ética e estética.

O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui a forma básica da explicação científica, e é, em grande parte, por esse motivo que consideramos as primeiras tentativas de elaboração de teorias sobre o real dos filósofos jônicos como o início do pensamento científico. Explicar é relacionar um efeito a uma causa que o antecede e o determina. (Marcondes, 2010) Segundo Danilo Marcondes, no entanto, um problema epistemológico inerente à explicação causal é

A a falácia contra a pessoa.
B a generalização enviesada.
C o sofisma da composição.
D o apelo à autoridade.
E a regressão infinita.

A escola estoica foi fundada em Atenas em 300 a.C. por Zenão de Cítio (344-262 a.C.). A doutrina estoica antiga foi desenvolvida e elaborada pelos discípulos e sucessores de Zenão, Cleantes (330-232 a.C.) e Crisipo (280-206 a.C.). O estoicismo concebe a filosofia de forma sistemática e composta de três partes fundamentais: a física, a lógica e a ética, cuja relação é explicada através da metáfora da árvore. A física corresponderia à raiz, a lógica ao tronco e a ética aos frutos. (Marcondes, 2010. Adaptado) Segundo Danilo Marcondes

( 2010 ), a metáfora da árvore na filosofia estoica ilustra a

A antecedência da moral em relação à lógica.
B primazia da lógica em relação à física.
C importância da metafísica para a lógica.
D excelência da ontologia para a metafísica.
E relação próxima entre a física e a ética.

Além da lógica simbólica, atualmente foram desenvolvidos outros sistemas lógicos. Algumas dessas lógicas são complementares, no sentido de ampliarem aspectos da lógica clássica, outras são rivais ou alternativas e contrariam alguns fundamentos dela. As diferenças são as mais diversas: algumas consideram a possibilidade e a contingência; ou o tempo verbal assume relevância que não existe na lógica tradicional, há as que recusam o princípio da bivalência – para o qual só há dois valores, o verdadeiro e o falso – para admitir um terceiro valor, o indeterminado. (Aranha e Martins, 2009. Adaptado) Um exemplo importante de teoria lógica não clássica é a denominada lógica paraconsistente. Conforme as autoras, nessa teoria lógica

A os teoremas utilizam a linguagem comum.
B a contradição lógica não trivializa o sistema.
C a tese e a síntese são logicamente idênticas.
D os termos médios são provados na conclusão.
E o método maiêutico é formalmente justificado.

É fato que o excesso de exercícios bem como a deficiência destes arruínam o vigor; do mesmo modo, tanto a bebida e o alimento em demasia quanto a falta destes arruínam a saúde, quando em proporção adequada a produzem, aumentam e preservam. O mesmo acontece em relação à moderação, à coragem e às outras virtudes. Aquele que, tomado pelo medo, de tudo foge e nada suporta se torna um covarde, ao passo que aquele que não experimenta medo diante de coisa alguma e tudo enfrenta se torna um temerário. Do mesmo modo, aquele que se curva a todos os prazeres e não se refreia diante de nenhum se converte em um licencioso. Por outro lado, quem se afasta de todos os prazeres, como os indivíduos rudes, se torna [um indivíduo] insensível. (Aristóteles, 2001) Segundo Aristóteles, para alcançar a virtude, é necessário

A alcançar a mediania.
B adotar a tolerância.
C perseguir o sumo bem.
D buscar o sumo saber.
E procurar a justiça em si.

Embora continuasse a valorizar a fé como instrumento de conhecimento, Tomás de Aquino não desconsidera a importância do “conhecimento natural”. Se a razão não pode conhecer, por exemplo, a essência de Deus, pode, no entanto, demonstrar sua existência ou a criação divina do mundo. (Aranha e Martins, 2009. Adaptado) Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, para Tomas de Aquino, uma dessas provas revela que

A o argumento ontológico permite compreender a infinita perfeição divina.
B a indemonstrabilidade da existência de Deus resulta do pecado original.
C o movimento do mundo é explicado por Deus enquanto causa incausada.
D as leis lógicas possibilitam a compreensão integral da natureza divina.
E a existência de Deus e da alma indicam as antinomias da razão pura.

No currículo da educação básica, é necessário trabalhar elementos da Cultura Digital, isto é, práticas, hábitos e valores resultantes da interação entre o ser humano e as tecnologias digitais, para que os estudantes possam exercer a cidadania digital. Com isso, questiona-se: quais são os elementos da cultura digital que contribuem para a reflexão e criticidade dos estudantes no ensino da Filosofia do ensino médio? (Silva, Bonin & Garrote, 2023. Adaptado) Para os autores, a cultura digital pode beneficiar os estudantes ao promover

A o favorecimento de estratégias de disseminação de desinformação na rede.
B a utilização neutra das tecnologias contemporâneas da informação.
C o aumento de seu engajamento para desenvolver práticas questionadoras.
D a aprendizagem de formas eficazes de manipulação do comportamento.
E o uso de redes sociais digitais para autopromoção e benefício pessoal.

O fazer (ou melhor, o saber fazer) difere de outras capacidades humanas como a de contemplar a realidade (literal ou mentalmente), agir (no sentido de adotar decisões responsáveis), experimentar sentimentos (que chegam a ser muito sofisticados, como o fascínio por uma obra de arte) e expressar-se (sobretudo, manifestar a própria identidade, as próprias ideias, os próprios anseios) mediante uma linguagem articulada, particularmente a enunciativa. (Cupani, 2004. Adaptado) Segundo Alberto Cupani, a compreensão da dimensão técnica da vida humana

A caracteriza o ser humano como homo faber.
B valoriza a criatividade e a engenhosidade.
C permite avaliar implicações éticas da técnica.
D propicia a distinção entre técnica e tecnologia.
E justifica a superioridade da deliberação racional.

A revolução darwiniana é resultado da obra de Charles Darwin intitulada A origem das espécies pela seleção natural

( 1859 ). Nessa obra, ele formula sua famosa teoria da evolução, ou, mais apropriadamente, da transformação das espécies pela seleção natural. Essa teoria considera que o ser humano é apenas mais uma espécie natural entre outras e que a espécie humana resulta de um processo de evolução natural. (Marcondes, 2010. Adaptado) Segundo Danilo Marcondes, a teoria darwiniana

A define critérios para traçar a fronteira entre os seres sencientes e os carentes de senciência.
B estabelece uma hierarquia entre as espécies em função da presença de agência moral.
C permite a justificação da crença religiosa na superioridade adaptativa da espécie humana.
D abala a crença de que a natureza humana seria radicalmente distinta da dos demais seres.
E acaba por validar princípios propostos pela teoria contemporânea do design inteligente.

No texto “Do que se tem pensado sobre o trabalho”, Suzana Albornoz apresenta uma análise histórica da noção de trabalho: “Os estudiosos da Grécia são unânimes em afirmar que ali a prática material produtiva ocupava um lugar secundário. A ideia, de que o homem se faz a si mesmo e se eleva como ser humano justamente através e sua atividade prática, com seu trabalho, transformam o mundo material, é uma ideia moderna, alheia ao pensamento antigo”. Segundo Suzana Albornoz, a visão grega antiga sobre o trabalho era marcada pela

A igualdade entre todos os tipos de trabalho como expressão de virtude.
B rejeição do trabalho intelectual por sua inutilidade das tarefas supérflua.
C defesa da dignidade do esforço físico como base para a cidadania.
D separação entre o trabalho braçal e o trabalho intelectual livre e nobre.
E valorização do trabalho manual como fundamento da vida ética e política.