Leia atentamente a situação-problema abaixo e, com base no exposto, responda às questões de n os 59 e 60.
AVS, sexo masculino, nascido com 25 semanas de idade gestacional há 4 dias. Evoluiu com a síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, necessitando de 3 doses de surfactante pulmonar exógeno. No momento, ventila mecanicamente, em modo SIMV+PSV, FiO 2 de 60%, bem adaptado ao ventilador mecânico. Estável hemodinamicamente, sem sedação.
Síntese do exame físico: Recém-nascido corado, hidratado, anictérico, ativo e reativo ao manuseio. FR = 50 irpm; FC = 142 bpm; Temperatura corporal de 36,8o C; SaO 2 = 89% e Escala NIPS= 2 (sem dor no momento do exame). À inspeção, apresenta extensão corporal, com abdução e rotação externa da articulação coxo-femoral, hipotonia global, ombros e esterno elevados com aumento do diâmetro látero-lateral e ântero-posterior do tórax. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular audível, com estertores crepitantes difusos e secreção em média quantidade.
Tratamento fisioterapêutico instituído: 1. Cinesioterapia respiratória e motora global; 2. Técnica de expiração lenta prolongada; 3. Aspiração do tubo orotraqueal e das vias aéreas superiores e; 4. Posicionamento terapêutico na posição prona (com uso de coxins e rolos), durante a primeira hora subsequente ao atendimento.
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Uma úlcera por pressão é um tipo de lesão que pode complicar o tratamento de muitos pacientes em um pré ou pós-operatório. Por isso, é importante que o paciente, ao ser internado, seja avaliado para determinar o potencial de risco de desenvolvimento desse tipo de lesão e, se necessário, deve-se iniciar logo um programa de prevenção.
Em um programa de reabilitação, nos exercícios em cadeia fechada, as variáveis força, velocidade, complexidade e controle do movimento devem ser levadas em consideração. Os movimentos complexos em múltiplas direções são uma parte das AVD e das atividades atléticas. Seu uso deve iniciar em único plano e progredir de forma a incluir outros planos. Na Figura a seguir, observa-se um exercício de rotação lateral com apoio em uma única perna.
HALL,C.M., e BRODY,L.T. Exercício Terapêutico na Busca da Função . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. p.262.
O exercício da Figura desafia o plano
O reconhecimento e o tratamento fisioterapêutico da exacerbação aguda da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) devem ser realizados o mais breve possível. Nesse sentido, considere o seguinte caso clínico.
LFM, 70 anos de idade, com DPOC de longa duração, é internado no hospital, e o exame físico revela diminuição bilateral dos ruídos respiratórios, sem a presença de sibilos. A gasometria arterial realizada em ar ambiente apresenta:
PaO 2 = 48 mmHg
PCO 2 = 67 mmHg
pH = 7,30
HCO 3 = 30 mEq/L
Qual distúrbio gasométrico o paciente apresenta e qual o tratamento fisioterapêutico adequado?
Os distúrbios sensoriais trazem implicações funcionais significativas para o paciente, sendo importante a identificação dessas alterações.
Um dos testes sensoriais proprioceptivos é o de Cinestesia que avalia a capacidade de
A paralisia de plexo braquial obstétrica ocorre em decorrência de uma torção nas raízes dos nervos cervicais, causada por tração excessiva da cabeça do neonato no momento do parto. As lesões resultantes de tal manobra irão seguir padrões classificados como: Erb-Duchenne e Dejerine-Klumpke.
As características principais do padrão Erb-Duchenne são
A distribuição da ventilação pulmonar no recém-nascido, posicionado em decúbito lateral, apresenta algumas diferenças em relação ao padrão observado em adultos. Tal conhecimento pode contribuir para a ação fisioterapêutica na UTI neonatal em diversas situações clínicas.
Com relação ao comportamento da ventilação pulmonar nas áreas independentes e dependentes da força da gravidade em neonatos em decúbito lateral, sabe-se que
Texto associado
A ausculta pulmonar é um procedimento semiológico essencial para a avaliação e definição de metas, objetivos e técnicas a serem usadas durante o tratamento fisioterapêutico. A situação-problema descrita menciona a presença de estertores crepitantes difusos à ausculta pulmonar.
Qual a possível explicação para a presença de tais ruídos adventícios no recém-nascido em questão e qual conduta deve ser escolhida com o objetivo de resolver e/ou minimizar as causas de tais ruídos?
As atividades para aprimorar o desempenho muscular dependem de muitos fatores, como o nível da atividade, os objetivos e a causa do menor desempenho muscular. Para aprimorar a estabilidade e fortalecer os músculos na porção fraca de sua amplitude, proporcionando funcionalidade, utiliza-se uma técnica especial para facilitação neuromuscular proprioceptiva.
Com esses objetivos, que exercício é comumente utilizado para aumentar o desempenho muscular?
Texto associado
O suor e a lágrima
Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa,
quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora
o mais quente deste verão que inaugura o século e
o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
5 atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos
aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica,
de coro de abadia pobre, que também pode parecer
10 o trono de um rei desolado de um reino desolante.
O engraxate era gordo e estava com calor — o
que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco,
em parte para poupá-lo, em parte porque quando
15 posso estou sempre de tênis.
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e co-
meçou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe
a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho
final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
20 que era abundante.
Com o mesmo pano, executou com maestria
aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira,
mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso
contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
25 --- E foi assim que a testa e a calva do valente filho
do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio.
Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados
30 --- Na hora de pagar, alegando não ter nota menor,
deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espanta-
do, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o
que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
Saí daquela cadeira com um baita sentimento
35 de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão
sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do
povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapa-
tos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado
como lágrima.
CONY, C. H. In : NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil –
80 autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001.
p. 319.
Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa,
quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora
o mais quente deste verão que inaugura o século e
o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
5 atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos
aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica,
de coro de abadia pobre, que também pode parecer
10 o trono de um rei desolado de um reino desolante.
O engraxate era gordo e estava com calor — o
que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco,
em parte para poupá-lo, em parte porque quando
15 posso estou sempre de tênis.
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e co-
meçou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe
a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho
final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
20 que era abundante.
Com o mesmo pano, executou com maestria
aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira,
mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso
contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
25 --- E foi assim que a testa e a calva do valente filho
do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio.
Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados
30 --- Na hora de pagar, alegando não ter nota menor,
deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espanta-
do, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o
que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
Saí daquela cadeira com um baita sentimento
35 de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão
sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do
povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapa-
tos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado
como lágrima.
CONY, C. H. In : NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil –
80 autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001.
p. 319.