QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
910 questões encontradas
Texto associado
O suor e a lágrima
Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa,
quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora
o mais quente deste verão que inaugura o século e
o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
5 atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos
aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica,
de coro de abadia pobre, que também pode parecer
10 o trono de um rei desolado de um reino desolante.
O engraxate era gordo e estava com calor — o
que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco,
em parte para poupá-lo, em parte porque quando
15 posso estou sempre de tênis.
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e co-
meçou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe
a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho
final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
20 que era abundante.
Com o mesmo pano, executou com maestria
aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira,
mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso
contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
25 --- E foi assim que a testa e a calva do valente filho
do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio.
Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados
30 --- Na hora de pagar, alegando não ter nota menor,
deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espanta-
do, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o
que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
Saí daquela cadeira com um baita sentimento
35 de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão
sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do
povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapa-
tos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado
como lágrima.

CONY, C. H. In : NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil –
80 autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001.
p. 319.

O pronome em destaque está adequadamente colocado, quanto à norma-padrão, em:

A O rapaz se mostrou feliz com o troco generoso.
B Sentirá- se feliz aquele que tiver um trabalho digno.
C O engraxate não queixou- se do calor.
D Nunca observou- se tanta compaixão naquele homem.
E Se sentiu envergonhado com a cena o escritor.
Texto associado
O suor e a lágrima
Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa,
quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora
o mais quente deste verão que inaugura o século e
o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
5 atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos
aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica,
de coro de abadia pobre, que também pode parecer
10 o trono de um rei desolado de um reino desolante.
O engraxate era gordo e estava com calor — o
que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco,
em parte para poupá-lo, em parte porque quando
15 posso estou sempre de tênis.
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e co-
meçou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe
a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho
final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
20 que era abundante.
Com o mesmo pano, executou com maestria
aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira,
mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso
contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
25 --- E foi assim que a testa e a calva do valente filho
do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio.
Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados
30 --- Na hora de pagar, alegando não ter nota menor,
deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espanta-
do, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o
que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
Saí daquela cadeira com um baita sentimento
35 de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão
sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do
povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapa-
tos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado
como lágrima.

CONY, C. H. In : NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil –
80 autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001.
p. 319.

Ao utilizar, como elemento coesivo, a expressão valente filho do povo ( ℓ . 25-26), para se referir ao engraxate, o autor assume no texto uma postura

A incoerente
B dispensável
C parcial
D objetiva
E inconsequente
Texto associado
O suor e a lágrima
Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa,
quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora
o mais quente deste verão que inaugura o século e
o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
5 atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos
aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica,
de coro de abadia pobre, que também pode parecer
10 o trono de um rei desolado de um reino desolante.
O engraxate era gordo e estava com calor — o
que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco,
em parte para poupá-lo, em parte porque quando
15 posso estou sempre de tênis.
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e co-
meçou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe
a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho
final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
20 que era abundante.
Com o mesmo pano, executou com maestria
aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira,
mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso
contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
25 --- E foi assim que a testa e a calva do valente filho
do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio.
Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados
30 --- Na hora de pagar, alegando não ter nota menor,
deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espanta-
do, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o
que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
Saí daquela cadeira com um baita sentimento
35 de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão
sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do
povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapa-
tos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado
como lágrima.

CONY, C. H. In : NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil –
80 autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001.
p. 319.

A concordância verbal está plenamente adequada à norma-padrão no seguinte período:

A Fazem 15 anos que o escritor encontrou o engraxate.
B Deve haver muitos engraxates pelos aeroportos do Rio.
C Deseja melhores oportunidades de trabalho os brasileiros.
D Muitos de nós quer viver sob condições melhores.
E Cada um de nós devem ter consciência do seu valor.

A encefalopatia crônica da infância (ECI) ou paralisia cerebral pode ser caracterizada como uma desordem não progressiva, com comprometimento principalmente da postura e do movimento, além de deficit sensorial a partir de uma lesão precoce do sistema nervoso central. O sistema respiratório, secundariamente, também sofre prejuízos e pode levar a criança com ECI a internações hospitalares sucessivas. Considere as características do sistema respiratório da criança com quadriplegia espástica.

I - aumento da capacidade de realizar suspiros, o que auxilia na movimentação das secreções facilitando a expectoração.
II - padrão superficial de respiração que pode ocasionar hipoventilação alveolar, atelectasias e hipoxemia.
III - padrão restritivo pulmonar, com piora progressiva das trocas gasosas alveolares nos casos de mau posicionamento da criança por períodos prolongados.
IV - alteração da frequência respiratória, hipercapnia e encurtamento do diafragma, visto que é pouco solicitado na sua amplitude de movimento ideal.

São características do sistema respiratório da criança com quadriplegia espástica APENAS as apresentadas em

A I e II
B II e III
C III e IV
D I , II e III
E II, III e IV

Avaliar o nível de consciência em pacientes não sedados é um dos parâmetros mais importantes para definir suas necessidades assistenciais.

A avaliação baseada na abertura ocular, na resposta verbal e na resposta motora é denominada

A Escala de Coma de Glasgow
B Escala de RASS
C Escala ASIA
D Escala Visual Analógica
E Escala de Ramsay

A Fundação Nacional de Osteoporose dos Estados Unidos recomenda exercícios com apoio de peso para prevenção da osteoporose.

O efeito desse tipo de exercício é o(a)

A estímulo à atividade osteoclástica e o aumento da densidade mineral óssea
B estímulo à atividade osteoblástica e a diminuição da densidade mineral óssea
C estímulo à atividade osteoclástica e a diminuição da densidade mineral óssea
D deformação óssea estimulando a atividade osteoblástica
E incapacidade de deformação óssea inibindo, assim, a ação osteoblástica

O sistema nervoso tem mobilidade considerável para adaptar-se aos movimentos executados nas atividades diárias. No entanto, alguns nervos são vulneráveis a uma tensão maior.

Para detectar sinais de tensão neural, o fisioterapeuta deve realizar os testes neurodinâmicos dos nervos mediano, radial e ulnar, respectivamente, nos quadros de

A síndrome do túnel do carpo, epicondilite medial e epicondilite lateral
B síndorme do túnel do carpo, síndrome de DeQuervain e epicondilite lateral
C síndrome do Desfiladeiro torácico, síndrome de DeQuervain e epicondilite lateral
D síndrome do túnel do carpo, síndrome de DeQuervain e epicondilite medial
E síndrome do Desfiladeiro torácico, epicondilite medial, epicondilite lateral

As características individuais da face decorrem devido ao tônus e à atividade dos músculos da expressão facial, que se dispõem no tecido subcutâneo e são recobertos pela pele da face. Cada músculo possui uma função específica.

O músculo zigomântico tem a função de

A elevar o lábio superior.
B realizar o afastamento medial dos lábios.
C deprimir a pele do queixo.
D elevar o ângulo da boca.
E fazer a protração do queixo.

A hemiplegia é a paralisia de um lado do corpo e é o sinal clássico da doença neurovascular que ocorre devido a acidentes vasculares cerebrais. O processo de recuperação é dividido em estágios, e o paciente pode desenvolver alterações que interferem na melhoria das funções e AVD. Uma das alterações é a síndrome ombro-mão, que gera dor no membro superior plégico, interfere nos padrões de reeducação do movimento, levando o paciente a não movê-lo, como uma atitude natural de proteção.

Os sinais e sintomas iniciais dessa disfunção são

A dor na articulação do ombro e rotação externa do úmero insuficiente
B forte dor tipo “tração” na região do ventre muscular do bíceps, ao ser alongado
C desconforto ao toque, edema na mão e dor difusa, com sensibilidade alterada no ombro e em todo o braço
D fraqueza e sensação de peso no braço, com rotação da escápula para baixo
E subluxação da cabeça umeral, por baixo do processo coracoide, em rotação interna

A marcha é um importante item a ser avaliado na reabilitação neurológica. Durante a marcha, na fase de apoio, o contato inicial tem o objetivo mecânico de posicionar o pé e iniciar a desaceleração.

Os grupos musculares ativos na marcha, além dos dorsiflexores do tornozelo (tibial anterior), são

A flexores do quadril (iliopsoas) e flexores do joelho (isquiotibiais)
B extensores do quadril (glúteo máximo) e extensores do joelho (vastos)
C flexores do quadril (iliopsoas) e extensores do joelho (vastos)
D extensores do quadril (glúteo máximo)
E extensores do quadril (glúteo máximo) e flexores do joelho (isquiotibiais)