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Considerando a heterogeneidade que caracteriza o País, tanto em relação às condições socioeconômicas e culturais, como em relação ao acesso às ações e serviços de saúde, é correto afirmar, com relação ao perfil epidemiológico da população feminina, que

A ele é bastante homogêneo em todo o País, não apresentando diferenças importantes de uma região para outra.
B a vulnerabilidade feminina frente a certas doenças e causas de morte está sobretudo relacionada com especificidades da biologia e da anatomia do corpo feminino.
C as primeiras tentativas de se incorporar a saúde da mulher às políticas nacionais de saúde, ocorridas nas primeiras décadas do século XX, caracterizaram-se por corresponderem a programas transversais, com alto impacto nos indicadores de saúde da mulher.
D passou por importantes transformações nas últimas décadas, com a diminuição progressiva da mortalidade em geral e um aumento da taxa de fecundidade.
E as Razões de Mortalidade Materna (RMM) elevadas são indicativas, sobretudo, de dificuldades de acesso a serviços de saúde de boa qualidade.

Alguns dos princípios que fundamentam a Política Nacional de Humanização do SUS (HumanizaSUS), instituída pelo Ministério da Saúde em 2003, são:

A hierarquia, impessoalidade e tecnocracia.
B protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos coletivos.
C autonomia, cofinanciamento e gestão descentralizada.
D eficiência, produtividade e racionalização de recursos.
E meritocracia, competitividade e focalização de serviços.

Faz parte dos elementos essenciais para a organização do processo de trabalho no atendimento à demanda espontânea:

A a delegação de responsabilidades aos pacientes, incentivando-os a autoavaliarem a urgência de suas necessidades.
B a aplicação de um sistema de triagem rígido, classificando pacientes apenas com base na gravidade da condição.
C a adoção de uma abordagem flexível e adaptável, ajustando o fluxo de atendimento de acordo com a dinâmica da demanda.
D a implementação de um sistema rígido de agendamento de consultas, priorizando pacientes com consultas pré-marcadas.
E a recepção calorosa dos pacientes e fazendo o atendimento com base apenas na ordem de chegada.
Texto associado
A questão de número 49 a 51 refere-se ao seguinte enunciado: Paciente de 88 anos, mulher, hipertensa, foi submetida a osteossíntese do fêmur esquerdo há 2 anos por fratura ocorrida após queda da própria altura. Relata que, há 1 dia, ao tentar levantar da cama durante a madrugada para ir urinar, não conseguiu manter-se em pé e voltou a sentar na cama, involuntariamente. Não houve trauma. Ela faz uso dos seguintes medicamentos: hidroclorotiazida 25 mg pela manhã, hidralazina 25 mg 8/8 horas, anlodipino 5 mg 12/12 horas.

É possível que o evento ocorrido com a paciente tenha sido uma hipotensão ortostática (HO). Assinale a alternativa que corretamente relata como ela deve ser investigada.

A 1º – repouso em DD por 15 minutos. 2º – afere-se a pressão arterial (PA) a cada 5 minutos, considerando-se a PA supina, a última aferida. 3º – coloca-se o paciente em pé e sua PA é aferida a cada 4 minutos. 4º – uma queda na PAS de 10 mmHg, com ou sem sintomas é o suficiente para o diagnóstico da HO.
B 1º – repouso em DD por 15 minutos. 2º – afere-se a pressão arterial (PA) a cada 5 minutos, considerando-se a PA supina a última aferida. 3º – coloca-se o paciente em pé e sua PA é aferida a cada 4 minutos. 4º – uma queda na PAS de 20 mmHg, com ou sem sintomas é o suficiente para o diagnóstico da HO.
C 1º – repouso, sentado, por 15 minutos. 2º – afere-se a pressão arterial (PA) a cada 5 minutos, considerando-se a PA supina a última aferida. 3º – coloca-se o paciente em pé e sua PA é aferida a cada 4 minutos. 4º – uma queda na PAS de 20 mmHg, com ou sem sintomas é o suficiente para o diagnóstico da HO.
D 1º – repouso em decúbito dorsal (DD) por 20 minutos. 2º – afere-se a pressão arterial (PA) a cada 5 minutos, considerando-se a PA supina a última aferida. 3º – coloca-se o paciente em pé e sua PA é aferida a cada 4 minutos. 4º – uma queda na PA sistólica (PAS) de 30 mmHg, com ou sem sintomas, é o suficiente para o diagnóstico da HO.
E 1º – repouso em DD por 30 minutos. 2º – afere-se a pressão arterial (PA) a cada 10 minutos, considerando-se a PA supina a última aferida. 3º – coloca-se o paciente em pé e sua PA é aferida a cada 4 minutos. 4º – uma queda na PAS de 20 mmHg, com ou sem sintomas é o suficiente para o diagnóstico da HO.
Texto associado
A questão de número 49 a 51 refere-se ao seguinte enunciado: Paciente de 88 anos, mulher, hipertensa, foi submetida a osteossíntese do fêmur esquerdo há 2 anos por fratura ocorrida após queda da própria altura. Relata que, há 1 dia, ao tentar levantar da cama durante a madrugada para ir urinar, não conseguiu manter-se em pé e voltou a sentar na cama, involuntariamente. Não houve trauma. Ela faz uso dos seguintes medicamentos: hidroclorotiazida 25 mg pela manhã, hidralazina 25 mg 8/8 horas, anlodipino 5 mg 12/12 horas.

Em relação ao tratamento anti-hipertensivo, assinale a alternativa correta.

A Os inibidores da enzima conversora de angiotensina são mais benéficos na diminuição da mortalidade cardiovascular do que os diuréticos isoladamente.
B Os antagonistas da angiotensina II têm melhor eficácia na diminuição da mortalidade cardiovascular quando associada ao diurético.
C O uso de betabloqueador seria mais benéfico que a administração de diurético, preferencialmente os cardiosseletivos.
D A hidroclorotiazida somente terá um efeito melhor no controle da hipertensão arterial na dose de 50 mg pela manhã.
E A administração de anlodipino, 10 mg pela manhã, e tão efetiva quanto a dose fracionada.
Texto associado
A questão de número 52 a 56 dize respeito ao caso clínico descrito a seguir. Paciente de 80 anos procura o consultório médico com queixa de esquecimentos e confusão mental há 3 anos. Seus déficits vinham piorando lenta e paulatinamente. Relata uma piora importante, de forma súbita, há cerca de 2 anos, quando apresentou um desvio de rima labial para direita e diminuição da força muscular do membro superior esquerdo. Concomitantemente, paciente deixou de cozinhar por deixar a comida queimar no fogo. Deixou de realizar compras na feira porque esquecia do que precisava comprar e se atrapalhava com os pagamentos. Tornou-se apática, desinteressada, triste e vem se isolando socialmente. Paciente mantém-se independente para as atividades básicas, mas tem comprometimento para as atividades instrumentais. Vem apresentando diminuição da velocidade de marcha, autorrelato de cansaço e força de preensão palmar de 12 Kgf. Medicação de uso continuado: ácido acetilsalicílico 100 mg após o almoço, atorvastatina 40 mg uma vez ao dia, memantina 10 mg 1x/d, donepezila 10 mg 1x/d, losartana 50 mg 12/12h, atenolol 25 mg 12/12h, insulina NPH 6 unidades por via subcutânea pela manhã e à noite, metformina 850 mg 3x/d, gliclazida 60 mg 1x/d e evogliptina 5 mg pela manhã. Apaciente realizou uma tomografia computadorizada de crânio.

Em relação ao tratamento anti-hipertensivo, assinale a alternativa correta.

A Meta: 140 x 90 mmHg; losartana, não é bom anti-hipertensivo sem o diurético associado, atenolol, bom anti-hipertensivo com a vantagem de diminuir o risco de hipoglicemia.
B Meta: 160 x 90 mmHg; losartana, boa indicação pela ação nefroprotetora; atenolol, bom anti-hipertensivo com a vantagem de diminuir o risco de hipoglicemia.
C Meta: 140 x 90 mmHg; losartana, boa indicação pela ação nefroprotetora; atenolol, benefício duvidoso como anti-hipertensivo, sem a associação com diurético, pode mascarar a hipoglicemia.
D Meta: 160 x 90 mmHg; losartana, não é bom anti-hipertensivo sem o diurético associado, atenolol, benefício duvidoso como anti-hipertensivo, sem a associação com diurético, pode mascarar a hipoglicemia.
E Meta: 160 x 90 mmHg; losartana, boa indicação pela ação nefroprotetor; atenolol, benefício duvidoso como anti-hipertensivo, sem a associação com diurético, pode mascarar a hipoglicemia.
Texto associado
A questão de número 52 a 56 dize respeito ao caso clínico descrito a seguir. Paciente de 80 anos procura o consultório médico com queixa de esquecimentos e confusão mental há 3 anos. Seus déficits vinham piorando lenta e paulatinamente. Relata uma piora importante, de forma súbita, há cerca de 2 anos, quando apresentou um desvio de rima labial para direita e diminuição da força muscular do membro superior esquerdo. Concomitantemente, paciente deixou de cozinhar por deixar a comida queimar no fogo. Deixou de realizar compras na feira porque esquecia do que precisava comprar e se atrapalhava com os pagamentos. Tornou-se apática, desinteressada, triste e vem se isolando socialmente. Paciente mantém-se independente para as atividades básicas, mas tem comprometimento para as atividades instrumentais. Vem apresentando diminuição da velocidade de marcha, autorrelato de cansaço e força de preensão palmar de 12 Kgf. Medicação de uso continuado: ácido acetilsalicílico 100 mg após o almoço, atorvastatina 40 mg uma vez ao dia, memantina 10 mg 1x/d, donepezila 10 mg 1x/d, losartana 50 mg 12/12h, atenolol 25 mg 12/12h, insulina NPH 6 unidades por via subcutânea pela manhã e à noite, metformina 850 mg 3x/d, gliclazida 60 mg 1x/d e evogliptina 5 mg pela manhã. Apaciente realizou uma tomografia computadorizada de crânio.

Em relação ao tratamento do diabetes, a paciente está utilizando insulina NPH 6U pela manhã e à noite, metformina 850 mg 3x/d, gliclazida 60 mg/d e evogliptina 5 mg/d. Assinale a alternativa correta.

A Meta de hemoglobina glicada: 6,5%; a associação de insulina e evogliptina aumenta, e muito, o risco de hipoglicemia.
B Meta de hemoglobina glicada: 8,5%; metformina é a droga de escolha para o tratamento do diabetes mellitus do idoso porque diminui a resistência à ação periférica da insulina.
C Meta de hemoglobina glicada: 7,5%; a associação de evogliptina e metformina aumenta, e muito, o risco de hipoglicemia.
D Meta de hemoglobina glicada: 7,5%; nos casos de insuficiência pancreática, a gliclazida deve ser desprescrita.
E Meta de hemoglobina glicada: 6,5%; a evogliptina tem uma ação sinérgica com a gliclazida aumentando o risco de hipoglicemia.
Texto associado
A questão de número 57 a 60 terão por base o seguinte caso clínico: Paciente de 95 anos tem o diagnóstico de osteoporose após sofrer uma fratura de fêmur proximal depois de ter caído da própria altura. Previamente deambulador domiciliar, caminhava com dificuldade utilizando um instrumento de auxílio à marcha. Não havia caído previamente. Tem de antecedentes uma síndrome demencial, sem investigação, mas em uso de clorpromazina 5 gts, via oral, à noite, devido a agitação psicomotora. Além disso, é portador de insuficiência cardíaca de fração de ejeção preservada (ecocardiograma: fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 62%, insuficiência mitral grave, ritmo cardíaco irregular, compatível com fibrilação atrial). Seus medicamentos de uso contínuo: dapaglifozina 10 mg/d, rivaroxabana 15 mg/d, furosemida s/n. Seus exames laboratoriais: sódio: 142 mEq/L, potássio: 4,3 mEq/L, ureia: 177 mg/dL, creatinina: 2,42 mg/dL, depuração estimada de creatinina: 24 mL/min., cálcio ionizado: 1,25 mmol/L (VN: 1,17 a 1,43), fósforo: 5,1 mg/dL (VN: 2,5 a 4,5), fosfatase alcalina: 77 U/L (VN: 30 a 120 U/L), paratormônio: 250 pg/mL (VN: 12 A 65 pg/mL), 25 OH Vitamina D: 9,7 ng/ mL, hemoglobina: 6,8 g/dL, hematócrito: 20,6%, leucócitos: 5960 / mL, plaquetas: 123000 / mL; ferro: 40 mcg/dL (VN: 70 A 180), saturação de ferro: 22% (VN: 20 A 50%), ferritina: 276 ng/mL (VN: 23,9 A 336,2), capacidade total e latente de ligação de transferrina, respectivamente, 176 mcg/dL (VN: 225 a 535) e 136 mcg/dL (VN: 155 a 355).

Considerando o caso clínico descrito, assinale a alternativa correta quanto a causa da osteoporose.

A Osteoporose secundária ao hiperparatireoidismo primário.
B Osteoporose senil.
C Osteodistrofia renal.
D Osteomalácia.
E Osteoporose secundária a deficiência de vitamina D.