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Atenção : Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade para responder às questões de números 1 a 8.

Ode no cinquentenário do poeta brasileiro

Esse incessante morrer
que nos teus versos encontro
é tua vida, poeta,
e por ele te comunicas
com o mundo em que te esvais.

Debruço-me em teus poemas
e neles percebo as ilhas
em que nem tu nem nós habitamos
(ou jamais habitaremos!)
e nessas ilhas me banho
num sol que não é dos trópicos,
numa água que não é das fontes
mas que ambos refletem a imagem
de um mundo amoroso e patético.

Tua violenta ternura,
tua infinita polícia,
tua trágica existência
no entanto sem nenhum sulco
exterior — salvo tuas rugas,
tua gravidade simples,
a acidez e o carinho simples
que desborda em teus retratos,
que capturo em teus poemas,
são razões por que te amamos
e por que nos fazes sofrer...

Certamente não sabias
que nos fazes sofrer.

Por isso sofremos: pela mensagem que nos confias
entre ônibus, abafada pelo pregão dos jornais e mil queixas operárias;
essa insistente mas discreta mensagem
que, aos cinquenta anos, poeta, nos trazes;
[...]
Que o poeta nos encaminhe e nos proteja
e que o seu canto confidencial ressoe para consolo de muitos e esperanças de todos,
os delicados e os oprimidos, acima das profissões e dos vãos disfarces do homem.
Que o poeta Manuel Bandeira escute este apelo de um homem humilde.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma Poesia Rio de Janeiro: Record, 2022)

no entanto sem nenhum sulco / exterior — salvo tuas rugas

Sem prejuízo para as relações de sentido, o termo sublinhado pode ser substituído por:

A mesmo
B exceto
C ainda
D senão
E até
Texto associado
Atenção : Leia o texto para responder às questões de números 9 a 14.

Vladimir Malakóvski: o profeta de um tempo que rugia

Apenas nove meses após a publicação do único livro do paraibano Augusto dos Anjos, Vladimir Maiakóvski lançava em Moscou sua primeira obra com título igual em russo: “Eu!”.
Ao contrário de Augusto dos Anjos, a família de Malakóvski não pertencia à aristocracia. Vladimir, que deu ao filho o seu nome, era um agente florestal na pequena Bagdádi, na Geórgia, à época integrante do império russo. Se Augusto dos Anjos valia-se da técnica do impressionismo para a composição de suas metáforas, Malakóvski dava a impressão de imaginar pinturas cubistas e em seguida, escrever um poema a partir dos quadros que existiam só na sua cabeça, transpondo para a escrita técnicas das artes plásticas.
Em 1913, ao estrear na literatura, Malakóvski não só pressentia a vibração do novo mundo que chegaria como o celebrava a plenos pulmões. Ao amigo, e colega de futurismo, Boris Pasternak, Malakóvski disse algo que poderia muito bem ser repetido a Augusto dos Anjos: “O senhor ama o relâmpago no céu enquanto eu, o ferro elétrico”.
(Disponível em: https://pernambucoravista.com.br/. Adaptado)

Vladimir Maiakóvski lançava em Moscou sua primeira obra com título igual em russo

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

A é lançada.
B lançou-se.
C era lançada.
D foi lançado.
E havia lançado.

Maria Silvia está dirigindo seu veículo circulando pela rotatória a 25 km/h, no Municipio de Jaboatão dos Guararapes, quando Astolfo se aproxima conduzindo seu veículo a 15 km/h em uma avenida que cruza a rotatória, sinalizando com sela e as mãos para adentrar. Nesse caso, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), Lei nº 9.503/1997, a preferência de passagem é de

A Astolfo, pois, além de sinalizar com setas, utilizou as mãos para solicitar O acesso para circular na rotatória.
B Maria Silvia, por seu veículo estar em maior velocidade em relação ao de Astolfo.
C Maria Silvia, por estar circulando pela rotatória.
D Astolfo, por seu veiculo estar em menor velocidade em relação ao de Maria Silvia.
E Astolfo, pois seu veículo se aproximou de local não sinalizado e irá adentrar à rotatória.
Texto associado
Atenção : Leia o texto para responder às questões de números 9 a 14.

Vladimir Malakóvski: o profeta de um tempo que rugia

Apenas nove meses após a publicação do único livro do paraibano Augusto dos Anjos, Vladimir Maiakóvski lançava em Moscou sua primeira obra com título igual em russo: “Eu!”.
Ao contrário de Augusto dos Anjos, a família de Malakóvski não pertencia à aristocracia. Vladimir, que deu ao filho o seu nome, era um agente florestal na pequena Bagdádi, na Geórgia, à época integrante do império russo. Se Augusto dos Anjos valia-se da técnica do impressionismo para a composição de suas metáforas, Malakóvski dava a impressão de imaginar pinturas cubistas e em seguida, escrever um poema a partir dos quadros que existiam só na sua cabeça, transpondo para a escrita técnicas das artes plásticas.
Em 1913, ao estrear na literatura, Malakóvski não só pressentia a vibração do novo mundo que chegaria como o celebrava a plenos pulmões. Ao amigo, e colega de futurismo, Boris Pasternak, Malakóvski disse algo que poderia muito bem ser repetido a Augusto dos Anjos: “O senhor ama o relâmpago no céu enquanto eu, o ferro elétrico”.
(Disponível em: https://pernambucoravista.com.br/. Adaptado)

No título do artigo verifica-se o emprego da seguinte figura de linguagem:

A personificação.
B ironia.
C antitese.
D eufemismo.
E pleonasmo.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada em 1948 no âmbito da Organização das Nações Unidas e prevê que as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio

A têm direito a cuidados e assistência especiais, exceto para aquelas advindas de adoção simples.
B obterão a proteção estatal quando o poder familiar não decorrer do nascimento com vida.
C gozarão da mesma proteção social.
D deverão gozar de um patamar mínimo de direitos, de acordo com o contexto nacional.
E adquirirão a nacionalidade de suas genitoras, quando não atenderem ao regramento nacional para aquisição de nacionalidade.

Uma empresa produz um tipo específico de peça e para isso dispõe de muitas máquinas de mesma produtividade. Com 6 dessas máquinas funcionando simultaneamente, 108 peças são produzidas em 1 hora e 30 minutos. Para a produção de 840 peças em 2 horas e 20 minutos, o número de máquinas que devem ser utilizadas simultaneamente é

A 28
B 30
C 24
D 18
E 14

Em certo dia, um centro comercial distribuiu bonés para seus frequentadores. O critério utilizado para a distribuição dos bonés foi o seguinte: das 1200 pessoas que chegaram a pé, 1/40 ganharam um boné; para 1/25 dos 500 carros que chegaram com, no máximo, 3 pessoas, foi dado um boné e para 1/20 dos 900 carros que chegaram com mais de 3 pessoas, foram dados dois bonés. O número de bonés distribuídos por esse centro comercial nesse dia foi

A 140
B 160
C 225
D 250
E 205
Texto associado
Atenção : Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade para responder às questões de números 1 a 8.

Ode no cinquentenário do poeta brasileiro

Esse incessante morrer
que nos teus versos encontro
é tua vida, poeta,
e por ele te comunicas
com o mundo em que te esvais.

Debruço-me em teus poemas
e neles percebo as ilhas
em que nem tu nem nós habitamos
(ou jamais habitaremos!)
e nessas ilhas me banho
num sol que não é dos trópicos,
numa água que não é das fontes
mas que ambos refletem a imagem
de um mundo amoroso e patético.

Tua violenta ternura,
tua infinita polícia,
tua trágica existência
no entanto sem nenhum sulco
exterior — salvo tuas rugas,
tua gravidade simples,
a acidez e o carinho simples
que desborda em teus retratos,
que capturo em teus poemas,
são razões por que te amamos
e por que nos fazes sofrer...

Certamente não sabias
que nos fazes sofrer.

Por isso sofremos: pela mensagem que nos confias
entre ônibus, abafada pelo pregão dos jornais e mil queixas operárias;
essa insistente mas discreta mensagem
que, aos cinquenta anos, poeta, nos trazes;
[...]
Que o poeta nos encaminhe e nos proteja
e que o seu canto confidencial ressoe para consolo de muitos e esperanças de todos,
os delicados e os oprimidos, acima das profissões e dos vãos disfarces do homem.
Que o poeta Manuel Bandeira escute este apelo de um homem humilde.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma Poesia Rio de Janeiro: Record, 2022)

em que nem tu nem nós habitamos (2ª estrofe)

Sem prejuízo para as relações de sentido estabelecidas no contexto, o trecho sublinhado pode ser substituído por:

A do qual
B das quais
C à qual
D no qual
E nas quais
Texto associado
Atenção : Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade para responder às questões de números 1 a 8.

Ode no cinquentenário do poeta brasileiro

Esse incessante morrer
que nos teus versos encontro
é tua vida, poeta,
e por ele te comunicas
com o mundo em que te esvais.

Debruço-me em teus poemas
e neles percebo as ilhas
em que nem tu nem nós habitamos
(ou jamais habitaremos!)
e nessas ilhas me banho
num sol que não é dos trópicos,
numa água que não é das fontes
mas que ambos refletem a imagem
de um mundo amoroso e patético.

Tua violenta ternura,
tua infinita polícia,
tua trágica existência
no entanto sem nenhum sulco
exterior — salvo tuas rugas,
tua gravidade simples,
a acidez e o carinho simples
que desborda em teus retratos,
que capturo em teus poemas,
são razões por que te amamos
e por que nos fazes sofrer...

Certamente não sabias
que nos fazes sofrer.

Por isso sofremos: pela mensagem que nos confias
entre ônibus, abafada pelo pregão dos jornais e mil queixas operárias;
essa insistente mas discreta mensagem
que, aos cinquenta anos, poeta, nos trazes;
[...]
Que o poeta nos encaminhe e nos proteja
e que o seu canto confidencial ressoe para consolo de muitos e esperanças de todos,
os delicados e os oprimidos, acima das profissões e dos vãos disfarces do homem.
Que o poeta Manuel Bandeira escute este apelo de um homem humilde.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma Poesia Rio de Janeiro: Record, 2022)

mas que ambos refletem a imagem (2ª estrofe)

O numeral sublinhado refere-se aos seguintes termos anteriormente citados:

A trópicos e fontes
B sol e água
C tu e nós
D imagem e mundo
E poemas e ilhas