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De acordo com Pereira e Freitas-Reis

( 2023 ), a inclusão de um estudante surdo pode ocorrer por meio de:

A acessibilidade linguística, adaptação de materiais didáticos e na atuação como um representante da comunidade surda no espaço educacional
B contratação de um corpo docente majoritariamente surdo, presença facultativa dos intérpretes e adoção de material bilíngue
C aulas complementares de Língua Portuguesa, reconhecimento da Libras e adoção de legendagem
D aulas de produção textual, adoção de legendagem e estímulo a leitura labial

Diferente do atendimento ao surdo, o atendimento ao surdo-cego exige do tradutor-intérprete não apenas o domínio das diferentes formas de comunicação possíveis, mas também:

A o domínio do Gestuno tátil
B a confecção de reglete e punção
C a capacidade de trabalhar sozinho
D a responsabilidade com a segurança da pessoa surdo-cega

A morfologia nas línguas de sinais inclui recursos gramaticais para examinar várias facetas linguísticas. A ideia de aspecto verbal, por exemplo, aborda dados simultâneos, o que contrasta com a tendência predominante de linearidade nas línguas orais. Para isso, é fundamental empregar distinções nas características dinâmicas. Tais distinções estão no:

A espaço de enunciação
B ponto de articulação
C movimento
D volume

Por meio da modalidade gestual-visual-espacial em que a LIBRAS é produzida e compreendida pelos surdos, frequentemente, as pessoas podem erroneamente pensar que todos os sinais são uma representação "visual" do referente que representam no ar. O nome dado a essas formas linguísticas que tentam imitar as características visuais do referente real é:

A iconicidade
B visualidade
C arbitrariedade
D simultaneidade

A lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, também conhecida como a lei de LIBRAS, estabelece em seu artigo 4º, parágrafo único, que a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS – não pode substituir a forma escrita da língua portuguesa. No entanto, alguns pesquisadores da área têm promovido iniciativas para registrar, por escrito, os sinais utilizados no espaço. Esse esforço de escrita da língua de sinais é conhecido como:

A escrita portuguesa da LIBRAS
B desenho dos movimentos
C datilografia da LIBRAS
D sign Writing

Durante muito tempo, a preocupação que permeava os educadores de surdos centrava-se na prática de ensino majoritária, de modalidade oral. Devido ao avanço das pesquisas linguísticas e à verificação de que, mesmo expostos a anos de estudos no ambiente escolar, os alunos não obtinham êxito quanto ao domínio da língua, em sua modalidade oral, surge uma nova proposta educacional bilíngue. A educação bilíngue de surdos deve inserir em seu currículo:

A a comunicação alternativa, promovendo técnicas que visam ampliar a capacidade comunicativa de pessoas com algum tipo de deficiência
B a comunicação total, que defende a utilização de inúmeros recursos linguísticos, tais como a língua de sinais, a linguagem oral, os códigos manuais, entre outros
C o ensino aprofundado do português, que servirá como base para um ensino bilíngue sólido
D a língua de sinais e a escrita da Língua Portuguesa como segunda língua em sua completude, incluindo métodos de ensino focados na característica visual e na cultura dos surdos

O papel do intérprete educacional em sala de aula é pauta de muitos objetos de estudo e discussões. Quanto ao perfil deste profissional, a afirmação adequada e correta é a de que o intérprete:

A em sala de aula pode ser considerado como um docente
B tem a função de auxiliar o professor em todo o planejamento de aula
C desempenha papel pedagógico e, de forma solidária, adquire responsabilidades junto ao professor regente da turma em relação ao aluno surdo
D desempenha a função puramente técnica de intermediar duas línguas, não é um professor

Em vários países, existem tradutores e intérpretes de língua de sinais. No Brasil, a história da construção desse profissional ocorreu com base em atividades voluntárias que foram sendo valorizadas enquanto atividades laborais na medida em que os surdos foram ampliando suas conquistas, no exercício de cidadania. Como pioneirismo, pode-se citar a presença de intérpretes de língua de sinais em trabalhos religiosos iniciados por volta dos anos 80. O primeiro intercâmbio entre alguns intérpretes do Brasil e a avaliação sobre a ética do profissional intérprete foram realizados:

A em 1988, no I Encontro Nacional de Intérpretes de Língua de Sinais organizado pela FENEIS
B em 2002, no Rio de janeiro, com o propósito de discutir a homologação da Lei Federal nº 10.436/2002, que reconhece a língua de sinais e a atuação do intérprete
C em 2005, após a promulgação do Decreto nº 5626/2005, que regulamenta a profissão do intérprete de Libras
D em 2010, no Congresso Nacional com o regulamento da profissão do intérprete de Libras por meio da Lei nº 12.319/2010

Conforme o processo de aquisição da linguagem, por volta dos dois anos de idade, a criança surda inicia suas primeiras combinações em língua de sinais. Pode-se considerar que:

A a criança surda desenvolve a comunicação em Libras após ser estimulada quando inicia o período da fase escolar
B a criança surda, num primeiro momento, por conta do contato na família, adquire a língua oral por meio da leitura labial e, na sequência, deve ser estimulada a comunicação em Libras
C a aquisição da linguagem está vinculada à oralidade, por isso é imprescindível, no caso das crianças surdas, sinalizar e “balbuciar” as palavras ao mesmo tempo
D essa é uma etapa da aquisição da linguagem na qual a criança surda estabelece as relações gramaticais próprias da sua língua materna, a Libras

O Professor guia-intérprete é aquele que:

A possui pleno domínio tanto da Libras quanto dos princípios da audiodescrição
B possui pleno domínio da Libras, do sistema Braille e de outros sistemas de comunicação, que atendam às necessidades dos alunos com surdocegueira
C possui domínio da Libras e propriedade das práticas do sistema híbrido comunicacional entre a oralidade e o sistema Braille
D domina técnicas do português escrito simplificado, tendo em vista a gramática e o preconceito linguístico