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A participação da iniciativa privada no SUS, segundo a Lei nº 8.080/90, deve ocorrer

A de forma complementar, com prioridade a entidades filantrópicas.
B apenas em situações de emergência ou calamidade pública.
C de forma prioritária, mediante licitação.
D de forma direta, com repasse de verbas sem contrato formal.
E por convênio obrigatório com empresas de saúde suplementar.

Assinale a alternativa que apresenta CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS à fixação de parede torácica em pacientes com fraturas costais múltiplas.

A Empiema pleural, radioterapia prévia da parede e lesão medular.
B Trauma crânio encefálico leve, uso de antiagregante plaquetário e idade superior à 75 anos.
C Osteoporose, hemotórax volumoso e neoplasia prévia (qualquer).
D Infarto agudo do miocárdio, trauma crânio encefálico grave e fraturas do primeiro e segundo arcos costais.
E Fraturas a menos de 5cm da articulação com a coluna, trauma crânio encefálico grave e instabilidade hemodinâmica.

Paciente feminina, 72 anos, nódulo pulmonar de 2,7cm no lobo superior esquerdo, sólido, com biopsia por agulha mostrando adenocarcinoma primário pulmonar. PET-CT com captação apenas na lesão pulmonar. Ex-tabagista 35 anos/maço, parou há 23 anos. Na história clínica, tem relato de AVC isquêmico há 3 anos, com sequela motora mínima na mão esquerda e quadro de angina instável tratada há 5 anos com angioplastia sem intercorrências. A função pulmonar mostra VEF1 78% (1,12L) e difusão de monóxido de carbono de 69%. Em relação à avaliação pré-operatória dessa paciente, assinale a alternativa correta.

A A paciente tem condições de ser submetida à lobectomia para tratamento do câncer com risco aceitável.
B Há indicação de teste cardiopulmonar de esforço para melhor predição do risco cirúrgico.
C A paciente deve ser melhor avaliada do ponto de vista cardiológico; a função pulmonar está adequada para a proposta de lobectomia.
D Há indicação de avaliação funcional isquêmica cardiológica; deve ser também indicada melhor avaliação da função respiratória, podendo ser usados testes de baixa complexidade (teste de caminhada ou de escada).
E Pelos achados funcionais, deve ser considerado tratamento menos invasivo (radioterapia estereotáxica) ou ressecção sublobar para evitar complicações respiratórias no pós-operatório.

A direção nacional do Sistema Único de Saúde é exercida

A pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
B pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS).
C pelo Conselho Nacional de Saúde.
D pelo Ministério da Saúde.
E pelas Secretarias Estaduais de Saúde.

Relacione os métodos propedêuticos e/ou terapêuticos com os padrões de imagem listados a seguir:

1. Biopsia percutânea guiada por ultrassom.
2. Biopsia transbrônquica.
3. Videomediastinoscopia.
4. Biopsia percutânea guiada por tomografia.
5. Ultrassonografia endobrônquica (EBUS).

a. Cisto broncogênico subcarinal.
b. Nódulo pulmonar periférico de 2cm.
c. Massa acometendo parede toracoabdominal.
d. Adenomegalia hilar esquerda.
e. Massa pulmonar 5,7cm no lobo inferior direito.

Assinale a alternativa que apresenta a correlação mais eficiente no tratamento e/ou propedêutica dos padrões citados.

A 1c – 2e – 3a – 4b – 5d.
B 1a – 2d – 3e – 4c – 5b.
C 1b – 2c – 3d – 4a – 5e.
D 1e – 2b – 3a – 4d – 5a.
E 1d – 2a – 3b – 4e – 5c.

Paciente de 36 anos, apresenta massa hilar direita com lesão ocluindo totalmente o brônquio principal e biopsia mostrando tumor carcinoide típico. Não há adenomegalia mediastinal associada. Assinale a alternativa com a melhor conduta para o caso descrito.

A Ressecção pulmonar favorecendo lobectomia superior direita em "manga".
B Quimio e radioterapia concomitantes, seguidas de imunoterapia de consolidação.
C Imunoterapia com quimioterapia de indução, e cirurgia se houver diminuição do tumor.
D Quimioterapia + imunoterapia seguidas de cirurgia, e consolidação com radioterapia.
E Pneumonectomia direita, seguida de quimo e radioterapia.

Assinale a alternativa que apresenta critérios de ressecabilidade e de favorabilidade biológica para metastasectomia pulmonar.

A Controle do tumor primário, ausência de sítios extratorácicos de metástase, boa reserva pulmonar.
B Idade menor que 70 anos, prognóstico de vida maior que 6 meses, ausência de outro tratamento eficaz não invasivo.
C Tumor indolente, intervalo livre de doença maior que 12 meses, pouca quantidade de nódulos pulmonares.
D Nódulos menores que 2cm, ausência de linfonodomegalias, tumor primário de origem epitelial.
E Nódulos completamente ressecáveis, tumor indolente, alternativa terapêutica eficaz no pós-operatório.
Texto associado
Países do Brics se unem para eliminar doenças ligadas à pobreza e à desigualdade

A iniciativa mira causas sociais e busca esforços coletivos para superar doenças negligenciadas pelos países do Norte

Os países do Brics lançaram uma parceria com o objetivo de eliminar as chamadas Doenças Socialmente Determinadas (DSDs), enfermidades cuja ocorrência e gravidade estão diretamente ligadas à pobreza e à desigualdade. A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre as nações, mobilizar recursos e avançar esforços coletivos para eliminação integrada dessas doenças.
Quem explica é Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e ex-presidente da Anvisa: “É importante entender que existe um conjunto de doenças infectocontagiosas que incidem principalmente sobre populações pobres. Os determinantes sociais são o que faz acontecer essa carga de doenças.” Entre as doenças priorizadas pela ação da parceria estão tuberculose, hanseníase, dengue e malária — todas com alta prevalência no Sul Global. O professor aponta que a tuberculose “está sempre presente na nossa população da periferia das grandes cidades e nos fundões da nossa sociedade”. A hanseníase, “infelizmente uma doença milenar”, também persiste em números elevados.
Além do reforço aos sistemas de saúde, Vecina comenta o contexto estrutural que agrava essas doenças: “Como são doenças determinadas socialmente, têm pobreza e a estrutura pública de vida no meio do caminho. Saúde não resolve esse tipo de problema. Precisa de uma ação intersetorial, precisa de educação, de habitação, e de condições sociais melhores”. Nesse sentido, ele reforça a urgência de avançar na pesquisa científica para essas doenças, historicamente negligenciadas pela indústria farmacêutica dos países do Norte. “O Norte rico não quer saber de fazer pesquisa para nós. Então nós temos que fazer pesquisa para as nossas doenças e ter soluções melhores.”
A parceria assinada pelo Brics também aponta para a construção de uma agenda comum nos fóruns internacionais, ampliação de financiamento via bancos de desenvolvimento e uso de tecnologias como inteligência artificial, vigilância epidemiológica digital e plataformas interoperáveis. Para Vecina, no entanto, a resposta mais eficaz não virá apenas de laboratórios ou políticas setoriais. “O remédio mais importante de todos implica mais igualdade entre os seres humanos que vivem neste mundo.”.

Adaptado de: https://jornal.usp.br/radio-usp/paises-do-brics-seunem-para-eliminar-doencas-ligadas-a-pobreza-e-a-desigualdade/. Acesso em: 29 out. 2025.

De acordo com o texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) As palavras “também” e “virá” são acentuadas em virtude da mesma regra: todas as proparoxítonas são acentuadas.
( ) No trecho “ Além do reforço aos sistemas de saúde, Vecina comenta o contexto estrutural que agrava essas doenças [...]”, o termo destacado tem valor semântico de adição.
( ) Em “Para Vecina, no entanto , a resposta mais eficaz não virá apenas de laboratórios ou políticas setoriais.”, o termo destacado tem valor semântico de conclusão.

A F – V – F.
B V – V – F.
C V – F – F.
D F – F – V.
E F – V – V.

Paciente, 32 anos, que se envolveu em acidente de moto grave, tem traumatismo cranioencefálico importante (sendo intubado na cena do trauma) acompanhado de múltiplas fraturas nos membros inferiores e costelas. Foi extubado 8 dias após o trauma e após correção cirúrgica de fratura femoral esquerda. Apresentou boa evolução até o 18⁰ dia de internação, quando iniciou quadro de dispneia progressiva, acompanhado de chieira moderada. Iniciou uso de broncodilatadores com melhora parcial do quadro. Recebeu alta no 21⁰ dia de internação. Retorna ao pronto-socorro 3 dias após a alta com queixa de dispneia progressiva e manutenção da chieira apesar do uso correto do broncodilatador, apresentando esforço respiratório moderado. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.

A O diagnóstico presuntivo é de broncoespasmo refratário provavelmente originado pela contusão pulmonar grave sofrida no trauma. O tratamento é baseado em suporte ventilatório não invasivo e corticoterapia.
B A propedêutica inicial deve incluir tomografia computadorizada de tórax e pescoço, além de broncoscopia para avaliação da via aérea.
C Angiotomografia de crânio e torácica são mandatórias no caso descrito para diagnóstico diferencial entre embolia pulmonar e progressão da lesão axonal difusa sofrida no trauma.
D Deve-se iniciar de imediato micronebulização e corticoterapia com suporte ventilatório invasivo se houver progressão da dispneia.
E Além de suporte ventilatório imediato, é recomendada a realização de laringoscopia direta para avaliar edema de glote.

Paciente feminina, 83 anos, nunca tabagista, apresenta achado de nódulo semissólido no segmento posterior do lobo superior direito (medindo 1 cm no total com parte sólida de 0,6 cm) durante propedêutica de sinusopatia crônica. PET-CT com captação leve na lesão e sem outros achados. Após discussão multidisciplinar, foi submetida à segmentectomia anatômica robótica bem-sucedida que mostrou adenocarcinoma invasivo de 0,6 cm, margens livres e sem acometimento linfonodal mediastinal. Sobre o seguimento dessa paciente, assinale a alternativa correta.

A Não há necessidade de seguimento a longo prazo devido ao fato de a idade da paciente ser maior que 80 anos e a lesão menor que 1 cm.
B O seguimento deve ser feito em grupo multidisciplinar com exame clínico e TC de tórax a cada 6 meses nos primeiros 3 anos. Depois, devem ser realizadas avaliação clínica e TC de tórax anual.
C O seguimento deve ser feito pelo oncologista com exame clínico semestral. Exames complementares devem ser solicitados de acordo com sintomatologia específica e o seguimento deve durar 5 anos.
D Devem ser feitos rx de tórax a cada 3 meses, PETCT e ressonância de crânio anual para rastreamento de recorrências.
E A paciente deve ser avaliada a cada 6 meses pelo cirurgião e pelo oncologista e realizar PET-CT anual por 3 anos ou de acordo com achados clínicos.