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Apesar dos benefícios, a implementação dos Cuidados Paliativos em nefrologia ainda enfrenta barreiras no Brasil e no mundo, incluindo conceitos equivocados que os equiparam aos cuidados exclusivamente de fim de vida, acesso limitado aos serviços e formação insuficiente entre nefrologistas e equipes multiprofissionais. Com base nesse cenário, considere as seguintes situações enfrentadas diariamente pelo nefrologista quanto a decisões de indicar ou não a terapia renal substitutiva (TRS):

I. Em paciente de 45 anos de idade, internado em UTI devido à leucemia aguda, com capacidade preservada de decisão, plenamente informado, discutido com equipe, familiares, que opta pela renúncia à diálise de forma voluntária, não se faz TRS.
II. Em paciente de 40 anos de idade, em regime de quimioterapia para neoplasia maligna de mama, internada em UTI, sem capacidade decisória (causas clínicas) e que tem Planejamento Antecipado de Cuidados documentado de abdicar da TRS, deve-se realizar a TRS.
III. Em paciente com capacidade preservada que decide tomar decisão por não realizar TRS sem compartilhar com familiares, mas compartilhou com a equipe, não se faz a TRS.
IV. O nefrologista deve aplicar ferramentas de avaliação prognóstica e de qualidade de vida para auxiliar na decisão de fazer ou não a TRS.

Entre as situações apresentadas, são Posicionamentos da Sociedade Brasileira de Nefrologia 2025 sobre a recusa e a descontinuação de diálise:

A I, II, III e IV.
B apenas I e IV.
C apenas II e III.
D apenas II, III e IV.
E apenas I, II e IV.

Paciente masculino, 40 anos, oriundo de Joinville, procura atendimento no ambulatório de nefrologia por alteração da função renal. Relata transplante renal há 10 meses e que estava bem, porém há 3 semanas iniciou aumento progressivo da creatinina (1,3 mg/dL para 2,1 mg/dL). Nega queixas. Relata ser hipertenso há 16 anos, DRC desde os 30 anos e que fez hemodiálise por 6 anos até o transplante renal. Nega outras comorbidades. Está em uso de Tacrolimo 2 mg 2x/dia, Micofenolato mofetil 1 g 2x/dia, Prednisona 10 mg/dia, Omeprazol, Ácido Fólico e AAS. Levou à consulta o doppler e a USG do enxerto normais. A dosagem de Tacrolimo estava dentro da faixa terapêutica. Urocultura negativa, Tempo de Sangramento = 4 minutos. Exame Físico: normal. Não há sinais de sangramento. PA: 160/84 mmHg, FC: 74 bpm, temperatura: 36,5 ºC, edema: ausente. Exame abdominal: enxerto em fossa ilíaca direita, sem dor à palpação. Diante da disfunção do enxerto sem causa evidente, é correto afirma que

A no período em questão, após o transplante, a biópsia é mais útil para diferenciar rejeição aguda por NTA da nefropatia pelo vírus BK.
B a hipertensão apresentada, assim como hipotensão, abscesso perinefrético, pielonefrite e anemia grave são contraindicações absolutas à biópsia renal.
C o paciente tem indicação da administração da desmopressina (DDAVP), via intravenosa, 2-3 horas, mesmo que controversa antes da biópsia (quando indicada).
D antes da biópsia, deve-se suspender medicações capazes de prolongar o sangramento, como aspirina (7 dias antes da biópsia) e anti-inflamatórios não esteroidais (24h antes da biópsia).
E após a biópsia, deve-se manter o paciente em posição supina, permanecendo em repouso absoluto no leito por, no mínimo, 24 horas. Não havendo sangramento após 24 horas, o paciente é sentado no leito e autorizado a se mexer.