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A anatomia do músculo platisma ocupa grande importância na realização de uma ritidoplastia, pois esse músculo é frequentemente manipulado durante o facelift . O estudo das reconhecidas variações anatômicas do músculo platisma permite concluir que o platisma

A é um músculo puramente subcutâneo que se origina na superfície medial da clavícula e se insere nos tecidos moles da face, com uma pequena inserção óssea na mandíbula.
B é mais fino no pescoço, formando bandas visíveis, porém, superiormente, ao cruzar a mandíbula apresenta-se mais espesso, tornando mais fácil a sua dissecção cirúrgica.
C apresenta interdigitações com os músculos risório e zigomático menor, o que, em determinados indivíduos, causa algum efeito na depressão do lábio inferior.
D apresenta uma inervação bem elaborada do platisma, onde cinco ou seis ramos cervicais podem ser identificados inferiores e anteriores ao ângulo da mandíbula, no plano entre a fáscia cervical profunda e a face posterior do platisma.
E exibe em 75% dos pescoços interdigitações das fibras musculares mediais a dois centímetros da sínfise mandibular, e nos 25% restantes as suas fibras musculares se sobrepõem em toda a extensão ou não se entrecruzam.

A Resolução 1.711 do CFM de 10 de dezembro de 2003, que determina critérios para a execução de lipoaspiração de forma segura, considera, dentre seus artigos, que os volumes aspirados não devem ultrapassar

A 7% do peso corporal, quando se usar a técnica infiltrativa; ou 5%, quando se usar a técnica não infiltrativa.
B 5% do peso corporal, quando se usar a técnica infiltrativa; ou 7%, quando se usar a técnica não infiltrativa.
C 50% da área corporal, seja qual for a técnica.
D 60% da área corporal, seja qual for a técnica.
E 70% da área corporal, seja qual for a técnica.
Texto associado
Texto I

Obsolescência programada:
inimiga ou parceira do consumidor?

Obsolescência programada é exercida quando
um produto tem vida útil menor do que a tecnologia
permitiria, motivando a compra de um novo modelo
— eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são
5 exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com
uma resolução melhor pode motivar a compra de um
novo celular, ainda que o modelo anterior funcione
perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode
ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que
10 o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente
necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o
acesso às novidades.
Planejar inovação é extremamente importante
para melhoria e aumento da capacidade técnica de
15 um produto num mercado altamente competitivo. Já
imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro
dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio
entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista
técnico, quando as empresas planejam um produto,
20 já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois
se trata de uma necessidade de sobrevivência no
mercado.
Sintomas de obsolescência são facilmente per-
cebidos quando um novo produto oferece caracterís-
25 ticas que os anteriores não tinham, como o uso de
reconhecimento facial; ou a queda de desempenho
do produto com relação ao atual padrão de merca-
do, como um smartphone que não roda bem os apli-
cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando
30 não é possível repor acessórios, como carregadores
compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de
bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão
de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de
35 trocas constantes de equipamento: é possível adiar a
substituição de um produto, por meio de upgrades de
hardware , como inclusão de mais memória, baterias
e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-
to em que essa troca não compense financeiramente.
40 Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os
produtos mais modernos mantenham a compatibili-
dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-
ário não seja forçado constantemente à compra de
um produto mais novo se não quiser. É importante
45 diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-
re quando atualizações cosméticas, como um novo
design , fazem o produto parecer sem condições de
uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência
50 programada se dá de forma diferente em cada tipo de
equipamento. Um controle eletrônico de portão tem
uma única função e pode ser usado por anos e anos
sem alterações ou troca. Já um celular tem maior
taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído
55 em um ano ou dois, dependendo das necessidades
do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-
ção ou tela mais brilhante.
Essa estratégia traz desafios, como geração do
lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência
60 deve ser combatida na restrição que possa causar ao
usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais
disponibilizar determinada função que era disponível
pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-
do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é
65 que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-
gramada trazem benefícios à sociedade, como itens
de segurança mais eficientes em carros e conectabi-
lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É
por conta disso que membros de uma mesma família
70 que moram em países diferentes podem conversar
diariamente, com um custo relativamente baixo, por
voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-
lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com
ajuda de dispositivos móveis.

RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou
parceira do consumidor? Disponível em: gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsb-
t4v6o96/>. Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.

A frase em que a vírgula está empregada adequadamente é:

A A tela do computador, é a janela que descortina o mundo.
B O investimento deve ser feito na área que, pode salvar vidas.
C A vaga é para programador, que tem salário acima da média.
D Concluíram, que não há mais como parar o avanço tecnológico.
E É muito importante, que os investimentos na área tecnológica continuem.

Paciente, do sexo feminino, com 48 anos de idade, branca, queixa-se de duas lesões cutâneas ulceradas, uma em dorso nasal e outra em região cervical. Refere múltiplos nevos pigmentares, de surgimento na infância. Já foi submetida a inúmeros procedimentos ambulatoriais para ressecção de carcinomas basocelulares (CBC) da face, tronco e até mesmo da vulva, sendo que o primeiro CBC foi ressecado aos 20 anos de idade. Refere, também, outras sete cirurgias prévias para ressecção de cistos de mandíbula, com histopatologia confirmando diagnóstico de queratocistos odontogênicos. Quando indagada sobre casos semelhantes na família, confirmou que sua mãe e seu filho também apresentam lesões cutâneas e problemas dentários. Exame físico revelou cifoescoliose importante, pectus carinatum , inúmeras depressões cutâneas palmo-plantares bilateralmente e leve hipertelorismo, associado com alargamento da raiz nasal. Analisando-se os dados dispostos acima, o diagnóstico para o caso em questão é

A Xeroderma pigmentoso
B Nevo sebáceo
C Histiocitose X
D Síndrome de Bazex
E Síndrome do nevo basocelular

Os retalhos possuem várias classificações. Uma delas está relacionada ao modo como são mobilizados. Nesse sentido, o retalho

A bilobado é um retalho de transposição, definido por ser de configuração linear.
B romboide é um exemplo de retalho de rotação.
C nasogeniano é um retalho de avanço, caracterizado por possuir uma configuração curvilínea, semicircular.
D em V-Y é um exemplo de retalho de transposição.
E do tipo “S itálico” é um retalho de interpolação.

Uma criança com 11 meses de vida deu entrada na emergência do hospital após sofrer acidente doméstico ao puxar a toalha da mesa onde estava apoiado um vasilhame com água fervente, derramando o líquido sobre seu corpo. Na inspeção, pode-se observar que houve comprometimento com queimaduras de 2º e 3º graus de toda cabeça, pescoço, porção superior do tórax anterior e posterior, além de ambos os membros superiores. A região da fralda foi preservada, e, nas demais áreas, havia algumas partes com queimaduras de 1º grau. O cálculo da área corporal comprometida corresponde a

A 42%
B 46%
C 50%
D 54%
E 58%

A “escada da Cirurgia Reparadora” se inicia com a sutura direta simples, enxertos e evolui para os retalhos, sejam estes locais, à distância ou microcirúrgicos. A seleção do retalho deve considerar vantagens e desvantagens do seu uso, bem como defeitos estéticos e funcionais e outras características do próprio retalho. Desse modo, tem-se que:

A os retalhos fasciais possuem pedículos vasculares pouco confiáveis.
B os retalhos musculares ou miocutâneos não sofrem atrofia a longo prazo, o que é uma vantagem na sua utilização.
C o arco de rotação de um retalho é diretamente proporcional ao número de pedículos vasculares, ou seja, um retalho muscular com vários pedículos vasculares, como o retalho do tipo IV de Mathes e Nahai, possui amplo arco de rotação.
D o uso de retalho muscular gera uma disfunção na área doadora, em variáveis graus, mas que pode ser contornado com o uso de parte do músculo, sem a secção completa da sua origem ou de sua inserção.
E a mobilidade de um músculo independe da localização de seu pedículo vascular em relação à inserção/ origem do músculo.

Segundo a classificação de Mathes e Nahai, um retalho muscular ou miocutâneo pode ser classificado de acordo com seu pedículo vascular. Assim, são exemplos de retalhos cujo músculo é nutrido por um único pedículo vascular os seguintes:

A tensor da fáscia lata e gastrocnêmio
B grácil e vasto medial
C peitoral maior e reto abdominal
D tibial anterior e oblíquo externo
E glúteo máximo e grande dorsal

Um bom entendimento da anatomia básica das pálpebras, sistema lacrimal e órbitas é essencial para uma cirurgia palpebral bem-sucedida. Nesse sentido, considerando-se as estruturas anatômicas da pálpebra superior, verifica-se que

A o músculo de Müller é um músculo liso, que se origina da superfície posterior do músculo elevador da pálpebra e se insere na face anterior da placa tarsal.
B o músculo elevador da pálpebra torna-se aponeurótico na altura do ligamento de Whitnall, 10 mm a 14 mm acima da borda superior da placa tarsal.
C a aponeurose do músculo elevador da pálpebra tem um corno lateral que divide a glândula lacrimal em lobos orbital e palpebral.
D a inervação do músculo tarsal superior (músculo de Müller) é feita pelo sistema nervoso parassimpático.
E os retratores da pálpebra superior incluem: músculo reto superior, músculo tarsal superior e músculo elevador da pálpebra.