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A mediastinite necrotizante aguda é uma doença grave, com elevada letalidade, que demanda diagnóstico precoce, antibioticoterapia de amplo espectro e tratamento cirúrgico agressivo em seu manejo.

Na fisiopatologia dessa entidade, observa-se que a

A gravidade da doença requer que os exames de imagem sejam trocados por exames clínicos ou radiológicos simples.
B disseminação ocorre através dos planos fasciais torácicos profundos, sendo o compartimento mais frequente o perivascular.
C perfuração do esôfago torácico consta entre os critérios de Estrera para o diagnóstico da mediastinite aguda necrotizante.
D ação descendente da gravidade e a pressão negativa intratorácica favorecem a propagação da infecção.
E flora microbiana envolvida é estritamente composta por germes Gram positivos da orofaringe.

A sequestração pulmonar intralombar é uma malformação congênita que se caracteriza por apresentar

A bronquiectasia cística do lobo inferior e pansinusite
B bronquiectasia e infecções de repetição
C bronquiectasia e inversão visceral
D cisto broncogênico, fístula esôfago-traqueal e inversão visceral
E área pulmonar com malformação cística e irrigação por artéria sistêmica

O estudo da biologia tumoral no câncer de pulmão tem-se intensificado nas últimas décadas na esperança de se melhorarem os resultados dos tratamentos clínicos.

Através da análise genética desse tipo de tumor, observa-se que a(o)

A família do oncogene Myc regula apoptose celular, sendo que seu papel se torna mais importante na gênese tumoral quando da perda de um gene supressor tumoral como o RB1.
B mutação do EGFR pode ser identificada nos adenocarcinomas, principalmente em mulheres, não tabagistas ou com reduzida carga tabágica, e de etnia asiática.
C TP53 é um gene supressor tumoral, e sua mutação não é encontrada em casos de câncer de pulmão de pequenas células.
D RB1 é um proto-oncogene, cuja mutação pode ser observada em mais de 90% dos casos de câncer de pulmão de pequenas células, e em cerca de 15% - 30% daqueles de não pequenas células.
E KRAS constitui um proto-oncogene, e sua mutação pode ser identificada em aproximadamente 30% - 50% dos casos de câncer de pulmão de pequenas células.

Um paciente de 62 anos, com carga tabágica de 100 maços.ano, apresenta massa de 4 cm em lobo superior esquerdo, que a broncoscopia revelou tratar-se de adenocarcinoma. Realizou PET-CT que mostrou captação na massa e em nódulo satélite em mesmo lobo, com captação em linfonodos mediastinais nível IV esquerdo, sem evidências de demais alterações. Assintomático clinicamente.

Seguindo a classificação TNM, do ponto de vista clínico radiológico, esse paciente se encaixa no estágio

A II
B III A
C III B
D IV A
E IV B

Para o estadiamento linfonodal do câncer do pulmão, utilizam-se técnicas invasivas, que são cada vez menos traumáticas ao paciente.

A técnica que melhor se aplica à avaliação de linfonodos cadeias V e VI é a seguinte:

A ultrassonografia transendoscópica
B utrassonografia transbroncoscópica
C mediastinoscopia cervical
D videopleuroscopia
E exploração cirúrgica supraclavicular

Paciente jovem, com bom estado geral, apresenta quadro clínico de tosse com expectoração purulenta que melhora com uso de antibióticos. A tomografia computadorizada do tórax demonstra a presença de bronquiectasias císticas na língula e no lobo médio.

Qual é a proposta de tratamento mais adequada a esse caso?

A Broncoscopias seriadas com aspiração e lavado broncoalveolar
B Embolização de artéria brônquica
C Fisioterapia respiratória, tapotagem e nebulizações
D Ressecção pulmonar sequencial bilateral
E Cultura de escarro e antibiograma para orientar antibioticoterapia por tempo prolongado

Paciente de 64 anos, PS-1, fumante, 20 maços.ano, com queixa de tosse seca e um episódio de escarro sanguíneo, procurou um pneumologista que solicitou Rx e TC de tórax e PET TC. A TC mostrou atelectasia do lobo médio, pequena lesão de 5 mm no brônquio intermediário se estendendo ao brônquio do lobo médio e um linfonodo com 1,2 cm na região subcarenal. O PET TC foi negativo. A broncoscopia confirmou o aspecto da TC, e a punção transcarinal com agulha de WANG foi positiva para adenocarcinoma bem diferenciado.

O estadiamento TNM desse paciente encontra-se em:

A T3 N1 M0
B T3 N2 M0
C T2 N2 M0
D T2 N3 M0
E T1 N2 M0

O câncer de pulmão permanece como causa importante de morte por neoplasia no Brasil, configurando notório problema de saúde pública. A ressecção cirúrgica é a pedra fundamental do tratamento, significando a melhor oportunidade para se atingir a cura. Muitos pacientes em estágio inicial, no entanto, não são candidatos à cirurgia devido à condição cardiopulmonar proibitiva.

Para pacientes nessas condições, a(s) melhor(es) alternativa(s) para substituir a cirurgia é(são)

A ressecção limitada.
B quimioterapia neoadjuvante, que é capaz de induzir downstage do tumor e linfonodal.
C radioterapia neoadjuvante, que é capaz de reduzir o volume tumoral nas lesões apicais.
D químio e radioterapia exclusiva.
E ablação por radiofrequência e radiocirurgia esterotáxica.

As síndromes paraneoplásicas, sinais e sintomas relacionados ao tumor primário ou metástases por mediadores hormonais, podem estar presentes nos pacientes com câncer de pulmão.

Quando encontrada nesses casos, a hiponatremia pode ser explicada por

A hiperfunção das suprarrenais, com elevação dos níveis do hormônio adrenocorticotrófico no sangue.
B presença de anticorpos IgG voltados para os canais de cálcio que atuam na liberação de acetilcolina na fenda pré-sináptica.
C presença de metástases ósseas líticas e produção de substâncias PTH-like, mais comum nos carcinomas escamosos.
D retenção de sódio decorrente do abuso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais nos pacientes oncológicos.
E secreção inapropriada de hormônio antidiurético, presente em até 46% dos pacientes com carcinomas de pequenas células, bem como pela liberação de peptídeo natriurético atrial.

A síndrome da veia cava superior, outrora mais comum em pacientes tísicos ou portadores de aneurismas sifilíticos, tem na atualidade a doença neoplásica maligna como principal causa. Angioplastia com colocação de stent é advogada por alguns autores como a principal medida para alívio sintomático.

Apesar de restrito, o manejo cirúrgico da SVCS é indicado

A em pacientes com indicação de pneumonectomia associada para ressecção completa do câncer de pulmão.
B na oclusão combinada da cava superior, veia inominada e ázigos com extensa rede colateral epigástrica e na parede torácica.
C na obstrução de veia cava dos tipos I e II em tumores do mediastino anterior ou naqueles do lobo superior direito com linfonodos mediastinais negativos.
D nos pacientes que apresentem fluxo retrógrado tanto na veia ázigos quanto na hemiázigos, em decorrência da obstrução da cava superior.
E nos doentes que se apresentem com sintomas neurológicos associados (cefaleia, obnubilação, alterações visuais).