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A respeito dos mecanismos hemorreológicos da farmacologia vascular e de suas implicações na prática intervencionista, assinale a alternativa correta.

A A ativação do receptor LOX-1 no endotélio vascular está associada à redução da inflamação e à proteção contra aterosclerose.
B A heparina de baixo peso molecular é eliminada predominantemente por via hepática e não sofre influência da função renal.
C Na suspeita de trombocitopenia induzida por heparina, as heparinas de baixo peso molecular podem ser mantidas com segurança.
D Bloqueadores do sistema renina-angiotensina e betabloqueadores podem reduzir rigidez arterial e modular as vias envolvidas no remodelamento vascular.
E Inibidores da glicoproteína IIb/IIIa possuem antagonistas específicos de ação rápida para reversão em sangramentos.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Mulher de 45 anos, vítima de trauma de alta energia, chega ao pronto atendimento com fraturas pélvicas instáveis, hipotensão persistente e necessidade contínua de transfusão. O exame FAST não evidencia líquido livre intra-abdominal. Após estabilização inicial, a tomografia computadorizada com contraste demonstra extravasamento de contraste em território arterial pélvico, sem outras fontes de sangramento identificáveis.

Considerando o manejo atual do choque hemorrágico de origem pélvica, o próximo passo mais adequado é

A repetir a TC com contraste em 6 horas para confirmar se o extravasamento persiste antes de qualquer intervenção.
B realizar laparotomia exploradora imediata, mesmo com FAST negativo, pois toda instabilidade deve ser tratada cirurgicamente.
C encaminhar imediatamente para angiografia e embolização arterial pélvica seletiva ou bilateral, conforme achados.
D indicar apenas fixação externa da pelve e observação em UTI, pois a estabilização óssea controla a maioria dos sangramentos.
E inserir filtro de veia cava inferior profilático para reduzir sangramento venoso e risco tromboembólico agudo.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Sobre as recomendações contemporâneas para proteção ocupacional em radiologia intervencionista, assinale a alternativa correta.

A A utilização de óculos plumbíferos é opcional, pois o cristalino apresenta alto limiar para efeitos estocásticos e raramente acumula dose significativa.
B O posicionamento do tubo de raios X acima da mesa reduz a dose ocupacional, pois a radiação espalhada tende a dirigir-se para o solo.
C A aplicação do princípio ALARA inclui reduzir tempo, aumentar distância e usar blindagem adequada.
D O uso de dosímetro deve ser feito exclusivamente sob o avental plumbífero, sendo desnecessária monitoração adicional.
E O escudo suspenso de acrílico protege apenas o tórax do operador, sem impacto na dose para o cristalino.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Um paciente de 57 anos é investigado por edema crônico do membro inferior direito. Durante avaliação intravascular da veia ilíaca comum direita, realizada por ultrassonografia intravascular, são observados os seguintes achados morfológicos:

• duas camadas periféricas bem delimitadas e hiperecogênicas;
• uma camada central homogênea, de ecogenicidade intermediária;
• compressão extrínseca acentuada do vaso por estruturas arteriais adjacentes, com redução do lúmen venoso.

Com base na morfologia típica da parede vascular avaliada por ultrassonografia intravascular, qual estrutura corresponde à camada central de ecogenicidade intermediária observada entre as duas linhas periféricas?

A Túnica íntima.
B Túnica média.
C Túnica adventícia.
D Lâmina elástica interna.
E Parede venosa espessada por fibrose crônica.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Paciente de 63 anos, com metástase hepática única de adenocarcinoma colorretal, apresenta lesão de 2,8 cm no segmento VII, sem doença extra-hepática, após boa resposta ao tratamento sistêmico. Diante desse cenário, a equipe avalia tratamento local por método minimamente invasivo.

Considerando critérios anatômicos e técnicos para terapias ablativas hepáticas, qual é a conduta mais adequada?

A Contraindicar ablação, pois lesões >2 cm exigem ressecção cirúrgica obrigatoriamente.
B Realizar ablação por radiofrequência (RFA), desde que a lesão esteja a >3 mm de grandes vasos e seja possível obter margem ablativa de ≥5 mm.
C Optar por ablação por micro-ondas (MWA) apenas em lesões centrais próximas ao hilo hepático.
D Realizar TARE (radioembolização), pois é o método de escolha para lesões únicas
E Adiar decisão até realização de nova TC em 3 meses, já que ablação só é recomendada após progressão.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

A Radiologia Intervencionista (RI) é considerada um componente estratégico da Rede de Atenção Diagnóstica e Terapêutica (RADT) no SUS, integrando linhas de cuidado de urgência/emergência, oncologia e doenças vasculares. De acordo com as evidências e documentos apresentados, assinale a alternativa que apresenta corretamente o papel da RI na estrutura assistencial do SUS.

A A principal contribuição da RI ao SUS está na ampliação da capacidade diagnóstica de imagem, sem impacto relevante nos fluxos terapêuticos ou na ocupação hospitalar.
B A RI melhora o valor assistencial ao reduzir tempo de internação, oferecer alternativas terapêuticas minimamente invasivas e aumentar a escala de procedimentos, contribuindo diretamente para a sustentabilidade do sistema.
C A RI tem papel secundário na urgência/emergência, sendo utilizada apenas após esgotadas as opções cirúrgicas tradicionais.
D Na oncologia, o papel da RI restringe-se à realização de biópsias, pois terapias ablativas e embolizações não demonstraram custo-efetividade no SUS.
E Nas doenças vasculares, a RI é reservada apenas a centros altamente especializados, sem impacto operacional sobre amputações, revascularizações ou manejo de hemorragias.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Um paciente de 32 anos é admitido após colisão automobilística de alta energia. Após reposição inicial, encontra-se hemodinamicamente estável, porém apresenta dor abdominal difusa. Exame FAST positivo, e a tomografia computadorizada contrastada evidencia lesão hepática com extravasamento arterial ativo, sem indicação imediata de laparotomia.

Considerando os princípios atuais do manejo endovascular no trauma abdominal, qual é a conduta mais apropriada nesse caso?

A Não realizar angiografia, pois todo paciente com FAST positivo deve ir diretamente para laparotomia.
B Realizar angiografia diagnóstica apenas se houver instabilidade hemodinâmica persistente.
C Proceder com angiografia diagnóstica e possível embolização, uma vez que há blush arterial na TC (tomografia computadorizada).
D Repetir TC em 6 horas para confirmar extravasamento antes de angiografia.
E Evitar angiografia, pois presença de lesão hepática é contraindicação absoluta à intervenção endovascular.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Segundo as recomendações contemporâneas de avaliação pré-procedimento para intervenções endovasculares, assinale a alternativa que descreve corretamente um componente obrigatório do preparo pré-operatório.

A Revisão de exames laboratoriais é opcional em pacientes idosos se o procedimento for guiado por ultrassom.
B O consentimento informado pode ser obtido por qualquer membro da equipe, desde que o documento seja assinado.
C A avaliação prévia da função renal é essencial quando haverá uso de contraste iodado intra-arterial, especialmente em idosos, diabéticos ou portadores de doença renal.
D A revisão de imagens prévias só é necessária em casos de procedimentos de grande porte, como EVAR (reparo endovascular de aneurisma).
E A suspensão de anticoagulantes deve ocorrer sempre por período fixo de 5 dias, independentemente do tipo de procedimento.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Paciente de 49 anos, previamente hígido, apresenta dor e edema progressivos no membro inferior esquerdo há dois dias. O exame ultrassonográfico evidencia trombose iliofemoral aguda, com veia femoral comum dilatada e não compressível. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, sem sinais de isquemia venosa grave.

Considerando o manejo atual da trombose venosa profunda iliofemoral e a seleção de pacientes para terapias endovasculares precoces, a conduta mais adequada é

A iniciar anticoagulação plena e indicar imediatamente trombólise sistêmica, pois ela reduz comprovadamente a ocorrência de PTS (síndrome pós trombótica) em todos os pacientes com DVT (doença venosa trombótica) proximal.
B iniciar anticoagulação plena e programar trombólise dirigida por cateter ou trombólise farmacomecânica por cateter (CDT/PCDT) para todos os pacientes, independentemente da intensidade dos sintomas, com o objetivo de promover recanalização precoce e reduzir o risco de síndrome pós-trombótica.
C iniciar anticoagulação plena e considerar trombólise dirigida por cateter ou trombólise farmacomecânica por cateter (CDT/PCDT) apenas se houver sintomas intensos, baixo risco de sangramento e trombose venosa profunda iliofemoral, pois o benefício é limitado a subgrupos específicos.
D Iniciar anticoagulação plena e evitar CDT/PCDT em qualquer caso de trombose iliofemoral, pois os estudos demonstram aumento de sangramento sem qualquer benefício clínico.
E Evitar anticoagulação inicial e realizar apenas CDT para acelerar a recanalização, uma vez que anticoagulação não influencia risco de PTS.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026

Homem de 43 anos apresenta hipertensão arterial de início recente e episódios de cefaleia. Seus exames laboratoriais não demonstram marcadores inflamatórios elevados; a angiotomografia das artérias renais evidencia múltiplas áreas alternando estenoses e dilatações nas porções médias, sem microaneurismas viscerais distais. Considerando a distinção entre vasculites inflamatórias e arteriopatias não ateroscleróticas, assinale a alternativa que descreve de forma mais compatível o diagnóstico e a conduta inicial.

A O quadro sugere poliarterite nodosa, indicada pela presença de lesões multifocais em “colar de contas”, devendo-se iniciar imunossupressão com glicocorticoide e ciclofosfamida.
B O padrão angiográfico é típico de displasia fibromuscular, que cursa com quadro inflamatório sistêmico importante. Deve-se confirmar com PET/CT e, na presença de captação, iniciar terapia imunossupressora.
C Trata-se provavelmente de fibromuscular displasia, uma vasculopatia não aterosclerótica e não inflamatória. A conduta inicial se baseia em controle da pressão arterial e avaliação de necessidade de angioplastia, sem indicação rotineira de imunossupressão.
D O padrão em “colar de contas” é clássico da segmental arterial mediolysis, que deve ser tratada com pulsoterapia de metilprednisolona para reduzir o risco de ruptura aneurismática.
E A combinação de hipertensão recente e lesões em “colar de contas” define automaticamente poliarterite nodosa associada à hepatite B, sendo desnecessária investigação adicional para vasculopatias não inflamatórias.
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina Cargo: Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia Prova: Instituto AOCP - SES SC - Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia - 2026