Texto para as questões de 1 a 8.
1 A influência das emoções na saúde humana, já apontada pelo grego Hipócrates no século IV a.C., recebe atenção
cada vez maior na área médica. Em várias pesquisas, observa‐se a associação das condições emocionais dos pacientes ao
aparecimento e tratamento de doenças. Há linhas de investigação, por exemplo, em que é destacada a relação existente
4 entre o câncer e mulheres com problemas como estresse, distúrbios familiares e conjugais. Há trabalhos também nos quais
se analisa como o sistema imunológico humano é afetado pelos sentimentos.
A psicóloga Carmen Neme, docente da Faculdade de Ciências da Unesp, campus de Bauru, enfatiza que o câncer é
7 determinado por complexas relações genéticas, psicológicas, imunológicas e ambientais, mas assinala que um dos fatores
mais significativos nesse processo é o chamado estresse crônico, provocado por um ritmo de vida desgastante e pequenas
e frequentes frustrações, responsáveis por uma elevada excitação emocional, que, por sua vez, leva ao desequilíbrio
10 psíquico e fisiológico. Ela se baseia em três estudos que promoveu sobre o tema, apresentados no II Congresso Brasileiro
de Estresse, em setembro de 2005, na cidade de São Paulo.
O imunologista José Mauricio Sforcin, do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Botucatu, trabalha, em uma
13 de suas linhas de investigação, com a associação do estresse com o sistema de defesa do corpo. “Muitos trabalhos
têm sugerido essa relação, nos últimos anos, principalmente a partir da descoberta da interligação dos sistemas
imunológico, nervoso e endócrino”, comenta o docente.
16 Sforcin ressalta que indivíduos depressivos costumam apresentar baixa produção de citocina IL‐3 – uma proteína
que regula as respostas do sistema imunológico às ameaças ao organismo – e reduzido número de células de defesa, os
linfócitos, que combatem infecções específicas. “A resposta imunecelular é mais afetada durante o estresse, o que pode
19 levar à progressão do câncer”, completa o imunologista.
O infectologista Domingos Alves Meira, responsável pelo Hospital‐Dia da Faculdade de Medicina em Botucatu, que
atende pacientes com AIDS no município, também acentua que doenças infectocontagiosas como herpes e AIDS podem
22 ter origem psicossomática. “Como há uma relação íntima entre o estresse e os sistemas imunológico e endócrino, os
estados emocionais alterados se transformam em portas de entrada para essas doenças”, afirma.
A mudança de ênfase na compreensão e no enfrentamento das doenças é destacada pelo antropólogo Cláudio
25 Bertolli, docente da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp, campus de Bauru. Autor de vários livros
sobre saúde, Bertolli enfatiza que, durante séculos, a atividade médica foi dominada por uma concepção de caráter
materialista, que encara a saúde e a doença como fenômenos biológicos, sem influência de fatores psíquicos.
28 No entanto, segundo o antropólogo, em decorrência de processos como o surgimento da contracultura, na década
de 1960, ganhou força uma tendência que existe desde a Antiguidade, a medicina psicossomática. “O grande desafio da
medicina psicossomática é estabelecer relações causais claras entre a manifestação da saúde e da doença e fatores mais
31 complexos, sejam aqueles de ordem exclusivamente psicológica, sejam os que integram corpo, mente e sociedade”,
destaca Bertolli.
Internet: (com adaptações).
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Segundo o que afirma o Manual de Vistoria e Fiscalização do Conselho Federal de Medicina acerca de documentações e comissões, assinale a alternativa correta.
Durante campanha para conselheiros de determinada regional, uma das chapas anunciou que, caso fosse vitoriosa, diminuiria o valor da anuidade para os médicos residentes.
Com base nessa situação hipotética e de acordo com a legislação, assinale a alternativa correta.
Exclui‐se como elemento da responsabilidade civil do médico o(a)
Texto associado
Assinale a alternativa em que a substituição proposta manteria a correção gramatical e a coerência das ideias do texto.
Texto associado
Texto para as questões de 1 a 8.
1 A influência das emoções na saúde humana, já apontada pelo grego Hipócrates no século IV a.C., recebe atenção
cada vez maior na área médica. Em várias pesquisas, observa‐se a associação das condições emocionais dos pacientes ao
aparecimento e tratamento de doenças. Há linhas de investigação, por exemplo, em que é destacada a relação existente
4 entre o câncer e mulheres com problemas como estresse, distúrbios familiares e conjugais. Há trabalhos também nos quais
se analisa como o sistema imunológico humano é afetado pelos sentimentos.
A psicóloga Carmen Neme, docente da Faculdade de Ciências da Unesp, campus de Bauru, enfatiza que o câncer é
7 determinado por complexas relações genéticas, psicológicas, imunológicas e ambientais, mas assinala que um dos fatores
mais significativos nesse processo é o chamado estresse crônico, provocado por um ritmo de vida desgastante e pequenas
e frequentes frustrações, responsáveis por uma elevada excitação emocional, que, por sua vez, leva ao desequilíbrio
10 psíquico e fisiológico. Ela se baseia em três estudos que promoveu sobre o tema, apresentados no II Congresso Brasileiro
de Estresse, em setembro de 2005, na cidade de São Paulo.
O imunologista José Mauricio Sforcin, do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Botucatu, trabalha, em uma
13 de suas linhas de investigação, com a associação do estresse com o sistema de defesa do corpo. “Muitos trabalhos
têm sugerido essa relação, nos últimos anos, principalmente a partir da descoberta da interligação dos sistemas
imunológico, nervoso e endócrino”, comenta o docente.
16 Sforcin ressalta que indivíduos depressivos costumam apresentar baixa produção de citocina IL‐3 – uma proteína
que regula as respostas do sistema imunológico às ameaças ao organismo – e reduzido número de células de defesa, os
linfócitos, que combatem infecções específicas. “A resposta imunecelular é mais afetada durante o estresse, o que pode
19 levar à progressão do câncer”, completa o imunologista.
O infectologista Domingos Alves Meira, responsável pelo Hospital‐Dia da Faculdade de Medicina em Botucatu, que
atende pacientes com AIDS no município, também acentua que doenças infectocontagiosas como herpes e AIDS podem
22 ter origem psicossomática. “Como há uma relação íntima entre o estresse e os sistemas imunológico e endócrino, os
estados emocionais alterados se transformam em portas de entrada para essas doenças”, afirma.
A mudança de ênfase na compreensão e no enfrentamento das doenças é destacada pelo antropólogo Cláudio
25 Bertolli, docente da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp, campus de Bauru. Autor de vários livros
sobre saúde, Bertolli enfatiza que, durante séculos, a atividade médica foi dominada por uma concepção de caráter
materialista, que encara a saúde e a doença como fenômenos biológicos, sem influência de fatores psíquicos.
28 No entanto, segundo o antropólogo, em decorrência de processos como o surgimento da contracultura, na década
de 1960, ganhou força uma tendência que existe desde a Antiguidade, a medicina psicossomática. “O grande desafio da
medicina psicossomática é estabelecer relações causais claras entre a manifestação da saúde e da doença e fatores mais
31 complexos, sejam aqueles de ordem exclusivamente psicológica, sejam os que integram corpo, mente e sociedade”,
destaca Bertolli.
Internet: (com adaptações).
1 A influência das emoções na saúde humana, já apontada pelo grego Hipócrates no século IV a.C., recebe atenção
cada vez maior na área médica. Em várias pesquisas, observa‐se a associação das condições emocionais dos pacientes ao
aparecimento e tratamento de doenças. Há linhas de investigação, por exemplo, em que é destacada a relação existente
4 entre o câncer e mulheres com problemas como estresse, distúrbios familiares e conjugais. Há trabalhos também nos quais
se analisa como o sistema imunológico humano é afetado pelos sentimentos.
A psicóloga Carmen Neme, docente da Faculdade de Ciências da Unesp, campus de Bauru, enfatiza que o câncer é
7 determinado por complexas relações genéticas, psicológicas, imunológicas e ambientais, mas assinala que um dos fatores
mais significativos nesse processo é o chamado estresse crônico, provocado por um ritmo de vida desgastante e pequenas
e frequentes frustrações, responsáveis por uma elevada excitação emocional, que, por sua vez, leva ao desequilíbrio
10 psíquico e fisiológico. Ela se baseia em três estudos que promoveu sobre o tema, apresentados no II Congresso Brasileiro
de Estresse, em setembro de 2005, na cidade de São Paulo.
O imunologista José Mauricio Sforcin, do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Botucatu, trabalha, em uma
13 de suas linhas de investigação, com a associação do estresse com o sistema de defesa do corpo. “Muitos trabalhos
têm sugerido essa relação, nos últimos anos, principalmente a partir da descoberta da interligação dos sistemas
imunológico, nervoso e endócrino”, comenta o docente.
16 Sforcin ressalta que indivíduos depressivos costumam apresentar baixa produção de citocina IL‐3 – uma proteína
que regula as respostas do sistema imunológico às ameaças ao organismo – e reduzido número de células de defesa, os
linfócitos, que combatem infecções específicas. “A resposta imunecelular é mais afetada durante o estresse, o que pode
19 levar à progressão do câncer”, completa o imunologista.
O infectologista Domingos Alves Meira, responsável pelo Hospital‐Dia da Faculdade de Medicina em Botucatu, que
atende pacientes com AIDS no município, também acentua que doenças infectocontagiosas como herpes e AIDS podem
22 ter origem psicossomática. “Como há uma relação íntima entre o estresse e os sistemas imunológico e endócrino, os
estados emocionais alterados se transformam em portas de entrada para essas doenças”, afirma.
A mudança de ênfase na compreensão e no enfrentamento das doenças é destacada pelo antropólogo Cláudio
25 Bertolli, docente da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp, campus de Bauru. Autor de vários livros
sobre saúde, Bertolli enfatiza que, durante séculos, a atividade médica foi dominada por uma concepção de caráter
materialista, que encara a saúde e a doença como fenômenos biológicos, sem influência de fatores psíquicos.
28 No entanto, segundo o antropólogo, em decorrência de processos como o surgimento da contracultura, na década
de 1960, ganhou força uma tendência que existe desde a Antiguidade, a medicina psicossomática. “O grande desafio da
medicina psicossomática é estabelecer relações causais claras entre a manifestação da saúde e da doença e fatores mais
31 complexos, sejam aqueles de ordem exclusivamente psicológica, sejam os que integram corpo, mente e sociedade”,
destaca Bertolli.
Internet: (com adaptações).
Quanto à pontuação no texto, assinale a alternativa correta.
Texto associado
Texto para as questões de 1 a 8.
1 A influência das emoções na saúde humana, já apontada pelo grego Hipócrates no século IV a.C., recebe atenção
cada vez maior na área médica. Em várias pesquisas, observa‐se a associação das condições emocionais dos pacientes ao
aparecimento e tratamento de doenças. Há linhas de investigação, por exemplo, em que é destacada a relação existente
4 entre o câncer e mulheres com problemas como estresse, distúrbios familiares e conjugais. Há trabalhos também nos quais
se analisa como o sistema imunológico humano é afetado pelos sentimentos.
A psicóloga Carmen Neme, docente da Faculdade de Ciências da Unesp, campus de Bauru, enfatiza que o câncer é
7 determinado por complexas relações genéticas, psicológicas, imunológicas e ambientais, mas assinala que um dos fatores
mais significativos nesse processo é o chamado estresse crônico, provocado por um ritmo de vida desgastante e pequenas
e frequentes frustrações, responsáveis por uma elevada excitação emocional, que, por sua vez, leva ao desequilíbrio
10 psíquico e fisiológico. Ela se baseia em três estudos que promoveu sobre o tema, apresentados no II Congresso Brasileiro
de Estresse, em setembro de 2005, na cidade de São Paulo.
O imunologista José Mauricio Sforcin, do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Botucatu, trabalha, em uma
13 de suas linhas de investigação, com a associação do estresse com o sistema de defesa do corpo. “Muitos trabalhos
têm sugerido essa relação, nos últimos anos, principalmente a partir da descoberta da interligação dos sistemas
imunológico, nervoso e endócrino”, comenta o docente.
16 Sforcin ressalta que indivíduos depressivos costumam apresentar baixa produção de citocina IL‐3 – uma proteína
que regula as respostas do sistema imunológico às ameaças ao organismo – e reduzido número de células de defesa, os
linfócitos, que combatem infecções específicas. “A resposta imunecelular é mais afetada durante o estresse, o que pode
19 levar à progressão do câncer”, completa o imunologista.
O infectologista Domingos Alves Meira, responsável pelo Hospital‐Dia da Faculdade de Medicina em Botucatu, que
atende pacientes com AIDS no município, também acentua que doenças infectocontagiosas como herpes e AIDS podem
22 ter origem psicossomática. “Como há uma relação íntima entre o estresse e os sistemas imunológico e endócrino, os
estados emocionais alterados se transformam em portas de entrada para essas doenças”, afirma.
A mudança de ênfase na compreensão e no enfrentamento das doenças é destacada pelo antropólogo Cláudio
25 Bertolli, docente da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp, campus de Bauru. Autor de vários livros
sobre saúde, Bertolli enfatiza que, durante séculos, a atividade médica foi dominada por uma concepção de caráter
materialista, que encara a saúde e a doença como fenômenos biológicos, sem influência de fatores psíquicos.
28 No entanto, segundo o antropólogo, em decorrência de processos como o surgimento da contracultura, na década
de 1960, ganhou força uma tendência que existe desde a Antiguidade, a medicina psicossomática. “O grande desafio da
medicina psicossomática é estabelecer relações causais claras entre a manifestação da saúde e da doença e fatores mais
31 complexos, sejam aqueles de ordem exclusivamente psicológica, sejam os que integram corpo, mente e sociedade”,
destaca Bertolli.
Internet: (com adaptações).
1 A influência das emoções na saúde humana, já apontada pelo grego Hipócrates no século IV a.C., recebe atenção
cada vez maior na área médica. Em várias pesquisas, observa‐se a associação das condições emocionais dos pacientes ao
aparecimento e tratamento de doenças. Há linhas de investigação, por exemplo, em que é destacada a relação existente
4 entre o câncer e mulheres com problemas como estresse, distúrbios familiares e conjugais. Há trabalhos também nos quais
se analisa como o sistema imunológico humano é afetado pelos sentimentos.
A psicóloga Carmen Neme, docente da Faculdade de Ciências da Unesp, campus de Bauru, enfatiza que o câncer é
7 determinado por complexas relações genéticas, psicológicas, imunológicas e ambientais, mas assinala que um dos fatores
mais significativos nesse processo é o chamado estresse crônico, provocado por um ritmo de vida desgastante e pequenas
e frequentes frustrações, responsáveis por uma elevada excitação emocional, que, por sua vez, leva ao desequilíbrio
10 psíquico e fisiológico. Ela se baseia em três estudos que promoveu sobre o tema, apresentados no II Congresso Brasileiro
de Estresse, em setembro de 2005, na cidade de São Paulo.
O imunologista José Mauricio Sforcin, do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Botucatu, trabalha, em uma
13 de suas linhas de investigação, com a associação do estresse com o sistema de defesa do corpo. “Muitos trabalhos
têm sugerido essa relação, nos últimos anos, principalmente a partir da descoberta da interligação dos sistemas
imunológico, nervoso e endócrino”, comenta o docente.
16 Sforcin ressalta que indivíduos depressivos costumam apresentar baixa produção de citocina IL‐3 – uma proteína
que regula as respostas do sistema imunológico às ameaças ao organismo – e reduzido número de células de defesa, os
linfócitos, que combatem infecções específicas. “A resposta imunecelular é mais afetada durante o estresse, o que pode
19 levar à progressão do câncer”, completa o imunologista.
O infectologista Domingos Alves Meira, responsável pelo Hospital‐Dia da Faculdade de Medicina em Botucatu, que
atende pacientes com AIDS no município, também acentua que doenças infectocontagiosas como herpes e AIDS podem
22 ter origem psicossomática. “Como há uma relação íntima entre o estresse e os sistemas imunológico e endócrino, os
estados emocionais alterados se transformam em portas de entrada para essas doenças”, afirma.
A mudança de ênfase na compreensão e no enfrentamento das doenças é destacada pelo antropólogo Cláudio
25 Bertolli, docente da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp, campus de Bauru. Autor de vários livros
sobre saúde, Bertolli enfatiza que, durante séculos, a atividade médica foi dominada por uma concepção de caráter
materialista, que encara a saúde e a doença como fenômenos biológicos, sem influência de fatores psíquicos.
28 No entanto, segundo o antropólogo, em decorrência de processos como o surgimento da contracultura, na década
de 1960, ganhou força uma tendência que existe desde a Antiguidade, a medicina psicossomática. “O grande desafio da
medicina psicossomática é estabelecer relações causais claras entre a manifestação da saúde e da doença e fatores mais
31 complexos, sejam aqueles de ordem exclusivamente psicológica, sejam os que integram corpo, mente e sociedade”,
destaca Bertolli.
Internet: (com adaptações).