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Ao passar visita na enfermaria, um médico é abordado por uma puérpera, que se mostra muito preocupada com o formato da cabeça do seu bebê. Ao examinar a cabeça do RN, que tem 8 horas de vida, observa-se tumefação difusa por edema do couro cabeludo, que se estende sobre a fontanela e as suturas cranianas.

Após o exame, qual o diagnóstico e o prognóstico mais provável?

A Bossa serossanguínea, de evolução benigna e com reabsorção em torno de 5 a 7 dias.
B Céfalo-hematoma, decorrente de complicações no parto e com reabsorção espontânea em até 2 meses.
C Céfalo-hematoma, podendo haver compressão e com necessidade de punção para redução do edema.
D Caput succedaneum , de evolução benigna, decorrente da posição do bebê durante o nascimento e com reabsorção espontânea em torno de 48 horas.
E Céfalo-hematoma, decorrente de complicações no parto e com necessidade de punção para redução do edema.

Na gestação, o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG)

A está indicado para gestantes com rastreamento positivo, ou seja, com nível de glicose plasmática de jejum igual ou superior a 85 mg/dL até 125 mg/dL.
B está indicado com 75 mg de glicose anidra em 250-300mL de água após jejum de 8-14 h.
C deve ser realizado com dosagens de glicose em jejum, após 2 h e após 3 h, e os pontos de corte são: > 95 mg/dL, > 180 mg/dL e 155 mg/dL, respectivamente.
D tem o diagnóstico confirmado com o achado de um valor alterado.
E tem indicação de repetição do TOTG 75 mg 2 h na 36ª semana de gestação, se for observado um valor alterado.

As seguintes ocorrências são de notificação compulsória imediata (em menos de 24 horas) ao Ministério da Saúde:

A cólera; doença de Chagas; antraz pneumônico; hantavirose; doença pelo vírus Zika
B cólera; botulismo; dengue; varíola; sífilis
C cólera; febre amarela; poliomielite; HIV-Aids; tétano
D ebola; varíola; raiva humana; óbito por dengue
E febre amarela; hanseníase; coqueluche; leptospirose; tétano

A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária que se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos. Observe as afirmações a seguir relativas aos cuidados com gestantes portadoras de anemia falciforme.

I - A indicação para mulheres com doença falciforme é que o parto aconteça no oitavo mês, pois é alta a probabilidade de ocorrência pós-maturidade fetal.
II - A eletroforese de hemoglobina, único exame capaz de detectar o traço falciforme em adultos, é orientada para ser realizada no pré-natal de toda gestante com suspeita de ser portadora de anemia falciforme.
III - Os eventos maternos mais graves ocorrem principalmente no terceiro trimestre de gestação, durante o parto e o puerpério.

Está correto o que se afirma em:

A II, apenas
B III, apenas
C I e II, apenas
D I e III, apenas
E I, II e III

A gestação gemelar tem características específicas e demanda atenção especial por parte do médico.

Nos casos de gestação gemelar,

A a gestação bicoriônica e monoamniótica deve ser cuidadosamente investigada, pois em 10% dos casos pode ocorrer a síndrome de transfusão feto-fetal, com resultado perinatal desfavorável.
B o diagnóstico ultrassonográfico de polidramnia em uma das cavidades amnióticas e oligodramnia na outra atesta o diagnóstico de transfusão feto-fetal, quando a diferença de peso for superior a 25% entre os fetos.
C nos partos, quando o primeiro feto se encontra em apresentação pélvica ou córmica, a cesariana está indicada.
D nos partos, quando o primeiro feto se encontra em apresentação cefálica, e o segundo, em apresentação pélvica, o parto vaginal está indicado, se o segundo feto tiver peso estimado em menos de 1.500 g.
E trigemelares, fetos portadores de síndrome de transfusão feto-fetal e monoamnióticos beneficiam-se de parto vaginal.

Clara tem 21 anos e está grávida do seu primeiro filho. Em todo o acompanhamento pré-natal, não houve intercorrências. Na 34ª semana, após sofrer grande estresse familiar, procura a emergência obstétrica com dor abdominal de forte intensidade e parada de movimentação fetal. Ao exame, observa-se: regular estado geral, com fácies de dor e posição antálgica, pressão arterial de 90/40 mmHg, pulso de 110 bpm, mucosas descoradas 3+/4+, AU = 32 cm, útero hipertônico e ausência de BCF. Ao toque, colo com esvaecimento de aproximadamente 80%, dilatado 5 cm, bolsa íntegra e tensa.

A conduta mais adequada para o caso descrito é:

A intervir na hemodinâmica materna e realizar amniotomia.
B intervir na hemodinâmica materna e indicar cesárea.
C realizar ultrassonografia e indicar cesárea.
D realizar ultrassonografia e induzir o parto.
E realizar a cesariana imediatamente.

Os exames laboratoriais no pré-natal de baixo risco possuem uma rotina na qual o(s) exame(s)

A VDRL deve ser realizado no início de cada trimestre, pois as consequências da sífilis são muito severas.
B citopatológico do colo do útero pode ser realizado, caso haja indicação.
C de glicemia de jejum e colesterol total e frações devem ser solicitados para avaliar a existência de síndrome metabólica na gestação.
D de ultrassonografia morfológica deve ser realizado no primeiro e no terceiro trimestres de gestação para avaliar as estruturas do concepto.
E de urina (EAS e urinocultura) devem ser obrigatoriamente realizados nos três trimestres da gestação, pelo risco aumentado de parto prematuro na infecção urinária.

É frequente a detecção tardia da infecção pelo HIV em gestantes, e o manejo dependerá de diversos fatores, principalmente, da idade gestacional.

Nesses casos, a conduta mais adequada é:

A após a 36ª semana e não estando em trabalho de parto, deve-se realizar o teste rápido para o HIV, com aconselhamento e consentimento da paciente, nos casos em que seja desconhecido seu status sorológico.
B após a 36ª semana, em caso de teste rápido positivo para o HIV, deve-se iniciar imediatamente a profilaxia ARV e priorizar a cesariana eletiva e uso de AZT injetável, não sendo necessária, nesse momento, a coleta de amostra para a realização da carga viral e LT-CD4+.
C chegando à maternidade em trabalho de parto, nos casos em que seja desconhecido seu status sorológico, deve-se realizar o teste rápido para o HIV, independente de aconselhamento e consentimento da paciente, e, no caso de um resultado positivo, recomenda-se o uso de AZT injetável.
D se o trabalho de parto prematuro ocorrer antes da 34ª semana, são instituídas a inibição medicamentosa do parto e a corticoterapia para maturação pulmonar, iniciando o uso do AZT somente a partir da 36ª semana.
E nos casos de trabalho de parto prematuro antes da 34ª semana, para a gestante HIV+, deverá ser focada a promoção da maturidade fetal.