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Homem, 55 anos, tabagista 100 anos/maço, hipertenso controlado, sem outras comorbidades, procurou oncologista após ter realizado tomografia computadorizada de pulmão solicitada por pneumologista para rastreamento de neoplasia pulmonar. O exame demonstrou massa pulmonar em lobo superior direito de 4 cm e linfonodos hilares e mediastinais ipsilaterais aumentados. A biópsia da massa pulmonar evidenciou carcinoma de pulmão não pequenas células. O próximo passo, supondo-se que haja todos os recursos disponíveis:

A Indicar toracotomia e lobectomia superior direita.
B Indicar estadiamento invasivo do mediastino antes de definir a melhor estratégia terapêutica.
C O diagnóstico histológico mais provável é de carcinoma de grandes células de pulmão.
D O estadiamento sistêmico com PET-CT traz ganho de sobrevida global em relação ao estadiamento com tomografias.
E Imagem de crânio não é necessária, já que a paciente não tem queixas neurológicas.
Texto associado
Atenção : Considere o caso clínico a seguir para responder às questões de números 42 e 43.

Mulher, 38 anos, sem comorbidades prévias, sem histórico familiar de câncer, identificou nódulo na mama esquerda há 6 meses, mas por receio demorou a procurar auxílio médico. Na última semana passou em consulta com mastologista que palpou um nódulo de cerca de 5,5 cm no quadrante superolateral da mama direita, além de notar alguns linfonodos suspeitos na axila ipsilateral. Restante do exame físico sem alterações. Realizou mamografia que demonstrou nódulo de 5,8 cm na mama direita, classificado como BI-RADS 5, sem outros achados anormais. Na sequência, foi submetida à biópsia por agulha grossa do nódulo mamário e de um dos linfonodos axilares, ambos com resultado de carcinoma ductal invasivo de mama, triplo negativo, grau histológico 3, com Ki67 70%. Exames de estadiamento sistêmico não demonstraram doença em outros sítios

A melhor conduta para esse caso:

A Por se tratar de tumor de mama triplo negativo localmente avançado, uma opção adequada seria iniciar o tratamento com quimioterapia neoadjuvante.
B Cirurgia seguida de observação é a melhor estratégia terapêutica neste caso, devido à ausência de expressão de receptores hormonais na imuno-histoquímica.
C Carboplatina e paclitaxel por 3 ciclos, seguido de cirurgia e após mais 3 ciclos de carboplatina e paclitaxel, são a estratégia com mais evidência neste cenário.
D Se a paciente realizar neoadjuvância e houver doença residual na peça cirúrgica da mama, a conduta de escolha é sempre observação.
E A radioterapia não tem papel no tratamento adjuvante desta paciente, independente do tipo de cirurgia que será realizado e dos achados pré e pós-operatórios.

Uma paciente de 86 anos, hipertensa, diabética e portadora de doença de Alzheimer avançada, totalmente dependente para atividades básicas de vida diária, descobriu um carcinoma ductal de mama, metastático para fígado recentemente. A avaliação imuno-histoquímica mostra ausência de expressão de receptores hormonais, HER-2 1+/3+, Ki67 40%, grau histológico 3. Nesse caso,

A é necessário realizar FISH neste caso para avaliar amplificação de HER-2.
B o médico oncologista deve propor cuidados paliativos.
C trata-se de um tumor luminal, e o oncotype está indicado para avaliar benefício de quimioterapia neste cenário.
D o melhor tratamento para esta paciente é paclitaxel semanal, tendo em vista menor toxicidade.
E a doença de Alzheimer é um fator de risco reconhecido para o desenvolvimento do câncer de mama.

Homem, 30 anos, previamente hígido, iniciou quadro de tosse, dispneia, febre vespertina e emagrecimento há 30 dias da admissão hospitalar. Sinais vitais normais, exceto por taquicardia leve e febre baixa. Exame físico sem alterações relevantes. Realizou tomografia computadorizada do tórax que mostrou uma massa em mediastino anterior, heterogênea, medindo cerca de 12 cm no maior eixo, em íntimo contato com pericárdio e estruturas vasculares regionais. Tomografia de abdômen e pelve sem alterações. Dentre os exames laboratoriais realizados, os seguintes encontravam-se alterados: creatinina sérica: 3,2 mg/dL (0,6 a 1,2 mg/dL); ureia sérica: 120 mg/dL (16-40 mg/dL); potássio sérico: 6,1 mEq/L (3,5-4,5 mEq/L); ácido úrico sérico: 9,0 mg/dL (3,4-7,0 mg/dL); fósforo sérico: 5,4 mg/dL (2,5-4,5 mg/dL) e cálcio sérico: 6,8 mg/dL (8,5-10,2 mg/dL). Eletrocardiograma sem alterações. Nesse caso,

A tumor de células germinativas é uma hipótese diagnóstica, e, se a biópsia a confirmar, deve-se indicar cirurgia na urgência.
B o paciente apresenta síndrome de lise tumoral, e deve-se iniciar hidratação endovenosa com cristaloide, monitorizar débito urinário, prescrever alopurinol e rasburicase, se disponível.
C linfoma levando à síndrome de lise tumoral é uma hipótese possível, e primeiro passo no manejo deste paciente é iniciar reposição de cálcio endovenoso.
D o primeiro passo é complementar o estadiamento do paciente com tomografias computadorizadas com contraste de crânio, pescoço e abdômen total. Ultrassonografia doppler dos testículos também deve ser solicitada.
E a causa da disfunção renal do paciente deve ser crônica, de etiologia pós-renal, provavelmente secundária a uma compressão linfonodal sobre os ureteres.

O tratamento do câncer de rim tem evoluído nos últimos anos graças ao grande número de evidências recentes mostrando que tanto a imunoterapia quanto a terapia-alvo são efetivas no manejo dessa doença. Em relação ao tratamento:

A Avelumabe deve ser a terapia de escolha no tratamento adjuvante destes pacientes.
B O tratamento adjuvante após nefrectomia radical deve ser indicado, e a droga de escolha é o sorafenibe.
C O tratamento adjuvante pode ser considerado após nefrectomia radical, e a droga de escolha é o pazopanibe.
D O tratamento adjuvante deve ser realizado, e a droga de escolha é o nivolumabe.
E Não há estudos de fase III comprovando ganho de sobrevida global com terapia-alvo ou imunoterapia no cenário adjuvante.

No processo de carcinogênese:

A Alterações genéticas germinativas são as únicas responsáveis pelo surgimento e desenvolvimento do câncer.
B Os genes supressores de tumor e os oncogenes atuam protegendo o organismo contra o surgimento de neoplasias.
C BRCA-1 e BRCA-2 são exemplos de genes supressores de tumor.
D KRAS, NRAS, BRAF e o gene do Rebinoblastoma (Rb) são exemplos de oncogenes.
E Melanomas, carcinomas escamosos de pulmão e carcinomas uroteliais de bexiga são exemplos de tumores com baixa carga mutacional.

Sobre fatores de risco para o desenvolvimento do câncer, é INCORRETO:

A A infecção por HPV de alto risco está relacionada com o surgimento de tumores de canal anal, colo de útero, pênis e estômago.
B A infecção por EBV está relacionada com o desenvolvimento do carcinoma de nasofaringe, linfoma de Burkitt e câncer gástrico.
C Helicobacter pylori pode aumentar o risco de câncer gástrico.
D Infecções por hepatite B ou C aumentam o risco de carcinoma hepatocelular.
E Schistosoma haematobium é um fator de risco para carcinomas de bexiga.

Homem de 62 anos, sem comorbidades, tabagista ativo 40 anos/maço, com bom performance status , iniciou quadro de hematúria macroscópica há 2 meses e procurou urologista para investigação. Realizou cistoscopia com ressecção transuretral de bexiga que evidenciou carcinoma urotelial de bexiga músculo-invasivo. Ressonância magnética de abdômen total e tomografia de tórax confirmaram doença restrita à bexiga. A respeito desse caso,

A o clearance de creatinina do paciente é fundamental na escolha do seu tratamento.
B a melhor opção terapêutica é cirurgia seguida de quimioterapia com associação de cisplatina.
C a melhor opção de tratamento é cirurgia seguida de radioterapia pélvica.
D o tratamento ideal deve ser feito com carboplatina AUC5 + gencitabina 1.000 mg/m 2 por 4 ciclos seguido de cirurgia.
E mesmo que o paciente deseje operar e tenha condições clínicas para tolerar o procedimento, a melhor escolha terapêutica é quimiorradioterapia definitiva com cisplatina.