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O suco de abacaxi concentrado (pH = 3,5) é uma fonte natural de vitamina C e de outros antioxidantes, nutrientes essenciais para a saúde. Considerando log2 = 0,3, ao adicionar água destilada a 10 mL de suco de abacaxi concentrado, até atingir o volume de 500 mL, o pH dessa solução será igual a

A 7,0.
B 6,8.
C 5,2.
D 5,5.
E 3,2.
Texto associado
Leia o poema de Paulo Henriques Britto para responder à questão: Nada nas mãos nem na cabeça, nada no estômago além da sensação vazia de haver ultrapassado toda sensação. É em estado assim que se descobre a verdade, que se cometem os grandes crimes, os gestos mais sublimes, ou então não se faz nada. É como as cobras. As mais silenciosas, de corpo mais esguio, de cor esmaecida, destilam o veneno mais perfeito. Assim também os poemas. Os mais contidos e lisos, os que menos coisa dizem, destilam o veneno mais perfeito. ( Mínima lírica , 2013.)

O prefixo empregado na formação da palavra “ultrapassado” significa

A suficiência; o que basta.
B negação; o que era, mas não é mais.
C excesso; o que está além.
D simetria; o que está à frente.
E posição externa; o que está fora.
Texto associado
Leia o poema de Antonio Cicero para responder à questão. Balanço A infância não foi uma manhã de sol: demorou vários séculos; e era pífia, em geral, a companhia. Foi melhor, em parte, a adolescência, pela delícia do pressentimento da felicidade na malícia, na molícia, na poesia, no orgasmo; e pelos livros e amizades. Um dia, apaixonado, encarei a minha morte: e eis que ela não sustentou o olhar e se esvaiu. Desde então é a morte alheia que me abate. Tarde aprendi a gozar a juventude, e já me ronda a suspeita de que jamais serei plenamente adulto: antes de sê-lo, serei velho. Que ao menos os deuses façam felizes e maduros Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos. ( Porventura , 2012.)

Segundo o relato autobiográfico do eu lírico:

A a vida adulta constitui o tempo presente do poema, vivido em plenitude até que a velhice a interrompa.
B a juventude é um período longo de amadurecimento e preparação para um bom envelhecimento e uma morte tranquila.
C a velhice apresenta-se como um mistério que se expressa na expectativa de jamais morrer.
D a infância foi um período demorado, durante o qual ele não se sentia estimulado pelas pessoas que o cercavam.
E a adolescência apresentou situações difíceis ao misturar perigosamente a malícia aos prazeres do corpo.
Texto associado
Leia o poema de Antonio Cicero para responder à questão. Balanço A infância não foi uma manhã de sol: demorou vários séculos; e era pífia, em geral, a companhia. Foi melhor, em parte, a adolescência, pela delícia do pressentimento da felicidade na malícia, na molícia, na poesia, no orgasmo; e pelos livros e amizades. Um dia, apaixonado, encarei a minha morte: e eis que ela não sustentou o olhar e se esvaiu. Desde então é a morte alheia que me abate. Tarde aprendi a gozar a juventude, e já me ronda a suspeita de que jamais serei plenamente adulto: antes de sê-lo, serei velho. Que ao menos os deuses façam felizes e maduros Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos. ( Porventura , 2012.)

“Que ao menos os deuses façam felizes e maduros Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.” Nesses versos, estão presentes as seguintes ideias:

A dúvida e vaidade.
B certeza e ironia.
C premonição e insegurança.
D desejo e modéstia.
E ordem e crítica.

Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade. Tudo tem limite exceto o amor de Brigitte. (Rodolfo Witzig Guttilla (org.). Boa companhia − Haicai, 2009.) Representa uma paráfrase do poema:

A Qualquer coisa tem limite. Exceções são o amor e Brigitte.
B A não ser o amor de Brigitte, qualquer coisa tem limite.
C Assim como todos os amores, o amor de Brigitte é infinito.
D Apesar do amor de Brigitte, qualquer coisa tem limite.
E Ainda que nem tudo tenha limite, o amor de Brigitte é infinito.
Texto associado
Leia a crônica de Ruy Castro para responder à questão. Como um tumor Cientistas da Universidade de Hiroshima, no Japão, criaram uma rã transparente, cujas intimidades ficam expostas e podem ser perfeitamente observadas pelo lado de fora. Com isso, salvaram-se gerações inteiras de rãs, porque os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando. Outra vantagem é a de que poderão acompanhar uma rã por todo o seu ciclo de vida — o ciclo de vida da rã, claro, não dos cientistas. Para chegar à rã transparente, os japoneses, craques em engenharia genética, levaram anos cruzando exemplares de rãs albinas. E agora partiram para aperfeiçoá-la: vão fazer com que qualquer corpo estranho que apareça dentro da rã se acenda. Um tumor, por exemplo. Já no Marrocos, também nesta semana, os cientistas da Universidade de Rabat conseguiram com que um pato nascesse no ovo de uma galinha. Se isso lhe parece meio mixo (afinal, no mesmo dia, em Recife, uma avó deu à luz seus próprios netos, lembra-se?), saiba que a proeza marroquina é considerada mais importante, pelo fato de os palmípedes e os galináceos constituírem famílias diferentes. Por coincidência, é o que se está discutindo em Brasília nos últimos dias: um político gerado num ovo destinado a palmípedes pode se baldear no meio do mandato para o terreiro dos galináceos, por ver neste mais oportunidades para ciscar? Em princípio, não. Mas e se o eleitor só quiser saber do pinto ou do pato, e não do ovo de onde ele saiu? Essas mudanças nunca são de graça. Assim, sugiro convocar os japoneses para cruzar nossos políticos com as rãs albinas e, com isso, criar políticos transparentes. Quando um deles recebesse um corpo estranho — uma propina, por exemplo —, esse corpo se acenderia. Como um tumor. ( Crônicas para ler na escola , 2010.)

Na frase “os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando” (1° parágrafo), o verbo “viver” foi empregado com a mesma acepção que se verifica em:

A Os velhos é que sabem viver.
B Um bom artista vive para seu trabalho.
C Diogo vive esquecendo os óculos em casa.
D Até quando viverá esta dor?
E As classes mais pobres vivem exclusivamente do salário.
Texto associado
Leia a crônica de Ruy Castro para responder à questão. Como um tumor Cientistas da Universidade de Hiroshima, no Japão, criaram uma rã transparente, cujas intimidades ficam expostas e podem ser perfeitamente observadas pelo lado de fora. Com isso, salvaram-se gerações inteiras de rãs, porque os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando. Outra vantagem é a de que poderão acompanhar uma rã por todo o seu ciclo de vida — o ciclo de vida da rã, claro, não dos cientistas. Para chegar à rã transparente, os japoneses, craques em engenharia genética, levaram anos cruzando exemplares de rãs albinas. E agora partiram para aperfeiçoá-la: vão fazer com que qualquer corpo estranho que apareça dentro da rã se acenda. Um tumor, por exemplo. Já no Marrocos, também nesta semana, os cientistas da Universidade de Rabat conseguiram com que um pato nascesse no ovo de uma galinha. Se isso lhe parece meio mixo (afinal, no mesmo dia, em Recife, uma avó deu à luz seus próprios netos, lembra-se?), saiba que a proeza marroquina é considerada mais importante, pelo fato de os palmípedes e os galináceos constituírem famílias diferentes. Por coincidência, é o que se está discutindo em Brasília nos últimos dias: um político gerado num ovo destinado a palmípedes pode se baldear no meio do mandato para o terreiro dos galináceos, por ver neste mais oportunidades para ciscar? Em princípio, não. Mas e se o eleitor só quiser saber do pinto ou do pato, e não do ovo de onde ele saiu? Essas mudanças nunca são de graça. Assim, sugiro convocar os japoneses para cruzar nossos políticos com as rãs albinas e, com isso, criar políticos transparentes. Quando um deles recebesse um corpo estranho — uma propina, por exemplo —, esse corpo se acenderia. Como um tumor. ( Crônicas para ler na escola , 2010.)

“Com isso, salvaram-se gerações inteiras de rãs, porque os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando.” (1° parágrafo) Preservando o sentido original, a palavra sublinhada pode ser substituída por

A visto que.
B ainda que.
C desde que.
D logo que.
E tal que.
Texto associado
Leia o trecho do romance Dom Casmurro , de Machado de Assis, para responder à questão. Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei- -me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dante; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei- -me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe, — para dizer alguma cousa, — que era capaz de os pentear, se quisesse. — Você? — Eu mesmo. — Vai embaraçar-me o cabelo todo, isso sim. — Se embaraçar, você desembaraça depois. — Vamos ver. ( Dom Casmurro , 2016.)

No texto, a expressão “olhos de ressaca” é utilizada para descrever

A um objeto incompreensível que impede que qualquer um se aproxime dele.
B um ente que atrai para si, com força e de modo incompreensível, aquele que o observa.
C a dificuldade do narrador para lidar com a situação de seu encontro com Capitu.
D o modo atrapalhado como se portava Capitu no encontro narrado.
E o mal-estar geral de Capitu, sem motivo aparente, em relação ao ambiente em que estava.
Texto associado
Leia o trecho do romance Dom Casmurro , de Machado de Assis, para responder à questão. Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei- -me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dante; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei- -me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe, — para dizer alguma cousa, — que era capaz de os pentear, se quisesse. — Você? — Eu mesmo. — Vai embaraçar-me o cabelo todo, isso sim. — Se embaraçar, você desembaraça depois. — Vamos ver. ( Dom Casmurro , 2016.)

Na cena retratada no texto, destaca-se uma das principais características do autor, que é sua capacidade de

A fazer análises morais.
B criar perfis psicológicos.
C fazer críticas de estilo.
D criar retratos físicos.
E fazer comparações de teor religioso.