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A ventilação monopulmonar é uma técnica anestésica amplamente utilizada em muitos procedimentos cirúrgicos visando à segurança do paciente. A indicação da técnica pode ser absoluta ou relativa. A situação que tem indicação absoluta de ventilação monopulmonar é:

A hemoptise;
B toracoscopia;
C esofagectomia;
D cirurgia de aorta torácica;
E lobectomia superior direita.

Um paciente de 57 anos, recuperando-se de infarto agudo do miocárdio e da revascularização deste com dois stents farmacológicos, encontra-se agora em uso de dupla antiagregação plaquetária pelos próximos 6 meses. Descobriu, durante a investigação do infarto, um nódulo tireoidiano em ⅓ superior de lobo direito, isoecoico, regular, altamente vascularizado, com margens regulares, mais largo do que alto, medindo 2,2x1,8x3 cm. Seu TSH é 0,8 (N 0,40 a 5,8 µUI/ml). Foi solicitada a citologia do nódulo, que resultou em Bethesda IV (neoplasia folicular). Nesse cenário, os resultados que indicariam baixo risco de malignidade e permitiriam, com isso, evitar uma cirurgia nesse momento são:

A PET-Scan (Baixo SUV no nódulo), calcitonina baixa e cintilografia não captante no nódulo;
B cintilografia não captante no nódulo, teste molecular negativo, calcitonina baixa;
C PET-Scan (Baixo SUV no nódulo), revisão de lâmina Bethesda II e cintilografia não captante no nódulo;
D PET-Scan (Baixo SUV no nódulo), teste molecular negativo, calcitonina baixa;
E PET-Scan (Alto SUV no nódulo), teste molecular negativo, cintilografia captante no nódulo.

Uma paciente de 24 anos, nuligesta e com desejo de engravidar, foi submetida a uma anexectomia unilateral por cisto ovariano. Contudo, o exame histopatológico evidenciou cistoadenocarcinoma seroso. A conduta mais adequada para essa paciente é:

A realização de quimioterapia e radioterapia adjuvante;
B conduta expectante, uma vez que já fora realizada a anexectomia;
C reabordagem cirúrgica para estadiamento, com coleta de lavado peritoneal, omentectomia infracólica, linfadenectomia pélvica e periaórtica e biópsias peritoneais múltiplas;
D reabordagem cirúrgica com histerectomia total, salpingo-oforectomia contralateral, omentectomia infracólica e linfonodectomia pélvica e periaórtica;
E reabordagem cirúrgica com coleta de lavado peritoneal, omentectomia infracólica, linfadenectomia pélvica e periaórtica, biópsias peritoneais e do ovário contralateral, mesmo se macroscopicamente normal.

Uma mulher de 50 anos, submetida a colecistectomia devido a colelitíase, apresenta, no laudo histopatológico, neoplasia de vesícula (T1b), com invasão perineural e microvascular, sem imagens sugestivas de metástase aos exames complementares. A conduta mais adequada nesse caso é:

A cirurgia de Fain e congelação da margem do ducto cístico;
B seguimento clínico, pois o problema já foi resolvido com a colecistectomia;
C hepatectomia direita e linfadenectomia das regiões periportal, hepatoduodenal e tronco celíaco;
D ressecção dos pórticos e linfadenectomia das regiões periportal, tronco celíaco e hepatoduodenal;
E ressecção dos segmentos IV e V, linfadenectomia periportal, hepatoduodenal e do tronco celíaco, ressecção dos pórticos e congelação da margem do ducto cístico.

Um homem cisgênero de 60 anos comparece ao consultório com diagnóstico de câncer de mama na mama direita. A biópsia de fragmento evidencia carcinoma invasivo da mama tipo não especial. Receptores de estrogênio e progesterona positivos em 100%, Allred 8 em ambos. HER2/Neu 0. Ki-67: 10%. Ao exame físico: nódulo retroareolar à direita de 2,5 cm, ocupando a região retroareolar à direita, sem infiltração de pele. Mama esquerda sem nódulos. Axilas, fossas supraclaviculares e infraclaviculares sem linfonodos alterados. Na condução desse caso, deve-se:

A solicitar aconselhamento genético;
B realizar ressecção segmentar da mama direita;
C realizar dissecção axilar à direita;
D realizar mastectomia bilateral;
E indicar imunoterapia neoadjuvante.

Mulher cisgênero de 63 anos foi submetida a ressecção segmentar de mama esquerda e biópsia de linfonodo sentinela axilar à esquerda por carcinoma de mama esquerda. Ao estudo histopatológico e imuno-histoquímico da peça cirúrgica definitiva foi verificado: carcinoma Invasivo da mama tipo não especial perfil fenotípico luminal A de 1,8 cm na sua maior extensão, margens cirúrgicas satisfatórias e livres de neoplasia na mama. Um de três linfonodos sentinelas apresenta resultado positivo para macrometástase, sem extravasamento extracapsular linfonodal. Sabendo que essa paciente tem indicação de radioterapia e tratamento sistêmico adjuvantes, é correto afirmar que:

A deve-se realizar dissecção axilar à esquerda;
B deve-se realizar mastectomia simples à esquerda;
C deve-se realizar mastectomia subcutânea à esquerda;
D deve-se realizar mastectomia esquerda com dissecção axilar ipsilateral;
E não é necessária reabordagem cirúrgica.

Instituído pela Lei nº 11.650/2008, o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil tornou-se um marco na discussão e reflexão sobre as ações para o combate ao câncer infantil no Brasil. Nesse contexto, a neoplasia maligna mais comum na infância e que requer atenção especial e ações do âmbito de saúde pública é:

A tumor de Wilms;
B neuroblastoma;
C eucemia linfocítica aguda;
D leucemia mielocítica aguda;
E osteossarcoma.

Uma mulher de 49 anos, com diagnóstico de carcinoma pancreático avançado, relata fadiga severa e dispneia aos leves esforços, com piora do quadro após algumas sessões de quimioterapia. O exame laboratorial revelou hemoglobina de 7,9 g/dL, ferritina de 110ng/ml e saturação de transferrina de 11%. Considerando o entendimento atual sobre a etiologia da anemia relacionada ao câncer, a explicação que melhor descreve a fisiopatologia para a anemia no contexto da paciente apresentada é a seguinte:

A a doença neoplásica estimula a produção de anticorpos, que resultam em um quadro de anemia hemolítica autoimune;
B a neoplasia estimula a expressão da hepcidina, que leva a uma deficiência primária de ferro resultante da má absorção intestinal, levando à anemia ferropriva clássica;
C a anemia ocorre devido ao efeito mielotóxico das drogas empregadas no tratamento quimioterápico, além de perdas crônicas de sangue pelo trato gastrointestinal;
D a condição ocorre devido a perdas crônicas de sangue pelo trato gastrointestinal e urológico, resultando em anemia ferropriva;
E a anemia relacionada ao câncer tem etiologia multifatorial; contudo, o quadro inflamatório gerado pelo câncer estimula a produção de citocinas inflamatórias (IL6 e IL1), que aumentam a expressão da hepcidina. Esta, por sua vez, inibe a absorção intestinal do ferro, causando deficiência funcional.

São princípios da radiobiologia que atuam durante a radioterapia das células tumorais:

A reparo (danos ao DNA), reoxigenação e refinamento;
B redistribuição (no ciclo celular), refrigeração e reoxigenação;
C repopulação, redistribuição (no ciclo celular) e retificação;
D reparo (danos ao DNA), redistribuição (no ciclo celular) e repopulação;
E repopulação, restauração e reoxigenação.

Um paciente 59 anos foi submetido a uma esofagectomia transtorácica com linfadenectomia associada para tratamento de carcinoma espinocelular em terço médio do esôfago. Em pós-operatório imediato, o paciente apresentou disfonia e tosse ao tentar beber água. Foi realizada a avaliação da deglutição, sugerindo a possibilidade de aspiração. Considerando a anatomia cirúrgica do esôfago, o nervo provavelmente lesionado foi o:

A laríngeo recorrente esquerdo;
B frênico direito;
C torácico longo;
D glossofaríngeo;
E vago.