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O corpo de delito é o conjunto de elementos sensíveis e denunciadores do fato criminoso.
Diante desse contexto, é correto afirmar que

A o exame de corpo de delito só pode ser feito através da avaliação do corpo da vítima.
B o exame de corpo de delito é sempre realizado em seres humanos, não podendo ser executado em animais ou objetos.
C entende-se como vestígio todo objeto material ou bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido que se direciona à infração.
D havendo a confissão do acusado, estará dispensado o exame de corpo de delito.
E o exame de corpo de delito não pode ser feito a qualquer momento, havendo um limite de tempo após a infração para que seja realizado.

Os agentes vulnerantes são classificados de acordo com seu mecanismo de ação. As energias de ordem física causam grande parte das lesões observadas no cotidiano das investigações e perícias.
Sobre os tipos de ferimentos encontrados, assinale a opção correta.

A As lesões causadas por objetos perfurantes causam sangramento intenso.
B As feridas causadas por projéteis de arma de fogo têm a largura proporcional à profundidade.
C Objetos perfurantes de calibre médio podem causar feridas com aspecto de casa de botão.
D As feridas com aspecto de casa de botão só podem ser causadas por objetos perfurocortantes de dois gumes.
E Objetos cortantes são capazes de causar desarticulação de um membro.

A rigidez cadavérica é um fenômeno abiótico consecutivo e obedece a uma ordem de instalação nos músculos do corpo.
Sobre a marcha da rigidez, assinale a opção correta.

A O músculo cardíaco é o último a entrar em rigidez.
B A rigidez ocorre no sentido crânio caudal, contudo a rigidez do coração e diafragma antecede os músculos da mímica facial.
C Os membros superiores são os últimos a ter a rigidez desfeita.
D A rigidez começa entre 6 e 9 horas após a morte.
E Os membros inferiores são os primeiros a entrar em rigidez.

Em inúmeros casos de encontro de cadáver, a investigação criminal auxilia na coleta de informações que podem levar à identificação de um indivíduo.
Sobre a identificação humana, assinale a opção correta.

A A identificação reconstrutiva depende de informações ante mortem para comparação com as informações post mortem obtidas.
B A identificação comparativa é feita através da estimativa do perfil biológico.
C A análise do DNA é o único método seguro de identificação.
D A identificação necropapiloscópica não pode ser feita em cadáveres no início da fase de putrefação.
E Os ossos do anel pélvico são extremamente úteis no processo de identificação para estimativa de idade e sexo do indivíduo.

Sobre política criminal, polícia e políticas públicas de prevenção de delitos, analise os itens a seguir e assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso:
( ) A política criminal tem como único objetivo fornecer ao legislador dados para que este possa tomar boas decisões no tocante à conveniência de criminalizar ou não determinadas condutas.
( ) A estratégia de policiamento para prevenir delitos integra o âmbito da política criminal, com a mesma ênfase da política judiciária e da política penitenciária.
( ) As funções de preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio são atribuídas às Polícias, conforme dispõe a Constituição Federal no seu art. 144.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

A V-V-V.
B F-V-V.
C V-V-F.
D F-F-V.
E V-F-F.

"Na frenologia (como em certa medida nas neurociências) a delinquência seria determinada biologicamente. Nesse ponto ela foi precursora para a passagem do objeto da criminologia. Se o delito era o centro das atenções no pensamento liberal, o objeto que se impõe agora é o delinquente. As ciências naturais ajudariam a detectar e corrigir os anormais".
(BATISTA, Vera Malaguti. Introdução Crítica à Criminologia Brasileira. Rio de Janeiro: Revan, 2011)
O trecho acima descreve o pensamento da seguinte escola criminológica:

A Criminologia crítica.
B Positivismo.
C Rotulacionismo.
D Teoria da associação diferencial.
E Movimento de Lei e Ordem.

Uma das questões mais tormentosas das ciências penais é aquela que debate a existência ou não de finalidades da pena. Entre os teóricos que respondem afirmativamente ao problema, a função ressocializadora da pena é uma das mais relevantes.
Sobre a ideia de ressocialização, analise os itens a seguir:
I. Ela encontra matriz no pensamento positivista, baseada nas estratégias de correção e reeducação do delinquente, buscando-se prevenir futuros delitos;
II. A criminologia crítica ressignifica o conceito de ressocialização, vislumbrando nele um norte para a aplicação de penas de maneira justa e coerente, buscando a harmonização do corpo social;
III. A Lei de Execução Penal brasileira (Lei 7.210/84) refere expressamente a reintegração do condenado com um de seus objetivos.
Está correto o que se afirma em.

A I, apenas.
B III, apenas.
C II e III, apenas.
D I, II e III.
E I e III, apenas.

João, pessoa com deficiência e Delegado da Polícia Civil do Estado Sigma, sustentou que a contratação de programas e serviços no âmbito da Instituição deveria ser realizada de modo que pudessem ser usados por todas as pessoas, sem que houvesse a necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva.
À luz da sistemática estabelecida pela Lei nº 13.416/2015, é correto afirmar, em relação à linha argumentativa apresentada, que

A expressa o conceito de acessibilidade em sua perspectiva legal.
B indica a figura do desenho universal, expressamente prevista na legislação de regência.
C é incompatível com a situação das pessoas com deficiência, que devem ter suas necessidades estabelecidas conforme avaliação biopsicossocial.
D pressupõe a prévia individualização de barreiras atitudinais, de como o nivelamento almejado atua sobre a base axiológica que lhe dá sustentação.
E afronta o princípio da adaptação razoável, que busca promover a integração das pessoas com deficiência conforme o paradigma das pessoas sem deficiência.

Maria, pessoa integrante de um grupo historicamente excluído, sustentou em evento público, no qual se encontravam autoridades de distintos poderes e níveis federativos, que "a construção da igualdade material é uma determinação expressa da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH)", de modo que sua efetivação consubstancia obrigação do Poder Público.
No que se refere ao teor da assertiva de Maria é correto afirmar que a DUDH, considerando os seus termos,

A adota a igualdade material como referencial do justo.
B determina a implementação de ações afirmativas em relação a pessoas que se encontrem na situação de Maria.
C menciona a igualdade em sentido lato, não adotando a dicotomia entre igualdade formal e igualdade material.
D vê a igualdade como ínsita à condição humana, não a prevendo como direito autônomo, mesmo em relação a pessoas na mesma situação de Maria.
E somente preconiza a igualdade material em relação à necessidade de serem construídos os direitos da mulher, que deve receber tratamento mais benéfico que o homem.

Johan, nacional do País Alfa, encontrava-se no território brasileiro quando o País Beta requereu sua extradição à República Federativa do Brasil. O requerimento foi instruído com cópia integral do processo penal a que Johan estava respondendo à revelia. No curso do processo de extradição, Johan teve a oportunidade de se manifestar, ocasião em que argumentou que a generalidade dos réus, no País Beta, era submetida a tortura, o que certamente ocorreria com ele caso a extradição fosse deferida.
À luz da Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes (CTTPCDD), é correto afirmar que

A a extradição não deve ser promovida se houver razões substanciais para crer que Johan corre perigo de ser submetido a tortura em Beta.
B a presunção de legalidade dos atos estatais não pode ceder lugar à presunção de tortura, logo, a possibilidade desse ato ser praticado não deve obstar a extradição.
C apesar de a ordem constitucional brasileira vedar a prática da tortura e de outros tratamentos desumanos, a não ratificação da CTTPCDD pelo Brasil impede que os argumentos de Johan sejam considerados.
D o risco de tortura pressupõe que agentes do Estado Beta já tenham sido acusados e condenados por essa prática em detrimento de Johan, em processo no qual lhes tenha sido assegurado o contraditório e a ampla defesa.
E em razão da dignidade da pessoa humana e do risco à continuidade da vida, deve ser valorizada a palavra de Johan, sendo obstada a extradição até que a instituição competente de Beta ofereça garantias formais de que a tortura não será praticada.