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Para responder à questão, leia o trecho inicial da crônica “Em preto e branco”, de Carlos Drummond de Andrade, publicada originalmente em 16.06.1970. No momento, somos milhões de brasileiros vendo a Copa do Mundo em preto e branco, e algumas dezenas vendo-a colorida. Faço parte da primeira turma, porém não protesto contra o privilégio da segunda. Talvez até sejamos nós, realmente, os privilegiados, pois nos é concedido o exercício livre da imaginação visual, esse cavalinho sem freio. Podemos ver o estádio de Jalisco recoberto das tonalidades mais deslumbrantes, os atletas mudando continuamente de matiz, fusões e superposições cromáticas, efeito de luz que só o cinema e os crepúsculos classe extra do Arpoador têm condição de oferecer-nos. Pelé, o mágico, vira arco-íris, na instantaneidade e gênio de suas criações. E tudo é ballet de cor a que vamos assistindo ao sabor da inventiva, na emoção das jogadas, desde que sejamos capazes de inventar. Ao passo que nossos poucos colegas aparentemente mais afortunados, reunidos a convite da Embratel diante da TV em cores, já têm o espetáculo pintado, bandeiras e uniformes dos jogadores com seus tons intransferíveis, os grandes painéis de publicidade com as tintas que apresentam nos muros do mundo inteiro. Levam desvantagem perante nós, os de imaginação solta. Não podem conceber cores novas, todas já estão carimbadas. Sinto vontade de convidá-los a vir para junto de nós, os preto-e-brancos; será que aceitam? (Carlos Drummond de Andrade. Quando é dia de futebol , 2014.)

O termo que qualifica o substantivo na expressão “exercício livre” tem sentido equivalente ao termo que qualifica o substantivo em:

A “imaginação visual”.
B “superposições cromáticas”.
C “tons intransferíveis”.
D “imaginação solta”.
E “cores novas”.
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Para responder à questão, leia o trecho inicial da crônica “Em preto e branco”, de Carlos Drummond de Andrade, publicada originalmente em 16.06.1970. No momento, somos milhões de brasileiros vendo a Copa do Mundo em preto e branco, e algumas dezenas vendo-a colorida. Faço parte da primeira turma, porém não protesto contra o privilégio da segunda. Talvez até sejamos nós, realmente, os privilegiados, pois nos é concedido o exercício livre da imaginação visual, esse cavalinho sem freio. Podemos ver o estádio de Jalisco recoberto das tonalidades mais deslumbrantes, os atletas mudando continuamente de matiz, fusões e superposições cromáticas, efeito de luz que só o cinema e os crepúsculos classe extra do Arpoador têm condição de oferecer-nos. Pelé, o mágico, vira arco-íris, na instantaneidade e gênio de suas criações. E tudo é ballet de cor a que vamos assistindo ao sabor da inventiva, na emoção das jogadas, desde que sejamos capazes de inventar. Ao passo que nossos poucos colegas aparentemente mais afortunados, reunidos a convite da Embratel diante da TV em cores, já têm o espetáculo pintado, bandeiras e uniformes dos jogadores com seus tons intransferíveis, os grandes painéis de publicidade com as tintas que apresentam nos muros do mundo inteiro. Levam desvantagem perante nós, os de imaginação solta. Não podem conceber cores novas, todas já estão carimbadas. Sinto vontade de convidá-los a vir para junto de nós, os preto-e-brancos; será que aceitam? (Carlos Drummond de Andrade. Quando é dia de futebol , 2014.)

“E tudo é ballet de cor a que vamos assistindo ao sabor da inventiva, na emoção das jogadas, desde que sejamos capazes de inventar .” Em relação ao trecho que o antecede, o trecho sublinhado expressa ideia de

A consequência.
B condição.
C causa.
D concessão.
E comparação.
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Para responder à questão, leia o trecho inicial da crônica “Em preto e branco”, de Carlos Drummond de Andrade, publicada originalmente em 16.06.1970. No momento, somos milhões de brasileiros vendo a Copa do Mundo em preto e branco, e algumas dezenas vendo-a colorida. Faço parte da primeira turma, porém não protesto contra o privilégio da segunda. Talvez até sejamos nós, realmente, os privilegiados, pois nos é concedido o exercício livre da imaginação visual, esse cavalinho sem freio. Podemos ver o estádio de Jalisco recoberto das tonalidades mais deslumbrantes, os atletas mudando continuamente de matiz, fusões e superposições cromáticas, efeito de luz que só o cinema e os crepúsculos classe extra do Arpoador têm condição de oferecer-nos. Pelé, o mágico, vira arco-íris, na instantaneidade e gênio de suas criações. E tudo é ballet de cor a que vamos assistindo ao sabor da inventiva, na emoção das jogadas, desde que sejamos capazes de inventar. Ao passo que nossos poucos colegas aparentemente mais afortunados, reunidos a convite da Embratel diante da TV em cores, já têm o espetáculo pintado, bandeiras e uniformes dos jogadores com seus tons intransferíveis, os grandes painéis de publicidade com as tintas que apresentam nos muros do mundo inteiro. Levam desvantagem perante nós, os de imaginação solta. Não podem conceber cores novas, todas já estão carimbadas. Sinto vontade de convidá-los a vir para junto de nós, os preto-e-brancos; será que aceitam? (Carlos Drummond de Andrade. Quando é dia de futebol , 2014.)

Pode ser reescrito na voz passiva o seguinte trecho:

A “Faço parte da primeira turma”.
B “Pelé, o mágico, vira arco-íris, na instantaneidade e gênio de suas criações”.
C “Podemos ver o estádio de Jalisco recoberto das tonalidades mais deslumbrantes”.
D “Talvez até sejamos nós, realmente, os privilegiados”.
E “E tudo é ballet de cor”.

Foi pedido a três amigos que anotassem em um papel um número inteiro maior do que zero. Julia anotou um número menor do que 8, Lucas anotou um número menor do que 7 e Ana anotou um número menor do que 9. O número de possibilidades para o resultado da soma dos números anotados por esses três amigos é

A 19.
B 81.
C 128.
D 216.
E 336.

Os índios reduzidos fraudulentamente ao cativeiro constituem a imensa maioria da população servil. Ora, nenhum colono existe, por muito miserável, que não explore uma criatura do gentio. Com dois ou três índios tem a vida assegurada: um lhe pesca, outro lhe caça, outro lhe granjeia as roças. (Alcântara Machado. Vida e morte do bandeirante , 2006. Adaptado.) O excerto descreve as relações sociais na Capitania de São Vicente anteriores ao descobrimento das minas de ouro no final do século XVII. Confrontando-se a colonização dessa região com a de Pernambuco e da Bahia na mesma época, percebe-se, no povoamento do planalto paulista,

A o emprego da escravidão em oposição às formas de trabalho habituais nas grandes unidades açucareiras.
B a obediência estrita às leis metropolitanas em claro contraste com a rebeldia das sociedades litorâneas.
C a natureza mais endógena da economia de subsistência em comparação com os centros econômicos mais dinâmicos.
D o desconhecimento de produtos da exploração econômica característicos das plantations .
E a predominância das missões religiosas, diferentemente das organizações políticas antieclesiásticas das sociedades nordestinas.

[...] a revolução que eclodiu entre 1789 e 1848 [...] constitui a maior transformação da história humana desde os tempos remotos quando o homem inventou a agricultura e a metalurgia, a escrita, a cidade e o Estado. Esta revolução transformou, e continua a transformar, o mundo inteiro. (Eric J. Hobsbawm. A Era das revoluções : Europa 1789-1848, 1981.) As profundas rupturas históricas citadas no excerto definem-se como mudanças

A nos processos produtivos com consequências para as relações de trabalho e nas concepções políticas com o advento de novos projetos sociais.
B nas organizações políticas nacionalistas em benefício das monarquias absolutistas e no liberalismo econômico com a adoção do mercantilismo.
C nas sociedades urbanizadas com o retorno à vida natural e no trabalho em unidades fabris com a propagação do trabalho artesanal.
D na descentralização do poder político com a crise do feudalismo e no comunitarismo social com a formação da sociedade de classes.
E na cultura de massas com a consolidação da arte erudita e nos regimes parlamentaristas com a abolição do sufrágio universal.

A oligarquia cafeeira, como detentora dos maiores poderes políticos no período republicano, é responsável por algumas das deformações mais profundas da sociedade brasileira. Toda participação democrática na vida política se reduz aos grupos de pressão oligárquicos em disputa pelo controle das matérias que afetam os seus interesses. (Darcy Ribeiro. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil , 2008. Adaptado.) A situação abordada no excerto remete a questões políticas presentes na Primeira República brasileira, tal como

A o estado de bem-estar social, que concentra as riquezas no governo federal.
B a política coronelista, que confere privilégios à vontade popular.
C o voto secreto, que inclui analfabetos e mulheres na política.
D o neocolonialismo, que reforça o controle político do país pelas potências econômicas.
E o patrimonialismo, que confunde as esferas de poder públicas e privadas.

Leia o trecho do discurso do ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill, pronunciado na cidade norte-americana de Fulton, em 1946. De Stettin, no Báltico, a Trieste, no Adriático, desceu uma cortina de ferro sobre o continente. Por trás dessa linha estão todas as capitais dos antigos Estados da Europa Central e Oriental: Varsóvia, Berlim, Viena, Budapeste, Belgrado, Sófia e Bucareste. (Martin Gilbert. Churchill: uma vida , 2016.) Nesse discurso foi empregada a expressão “cortina de ferro”, que se referiu, em grande parte da segunda metade do século XX,

A às nações contrárias ao totalitarismo fascista na Segunda Guerra Mundial.
B à divisão do mundo em economias industrializadas e subdesenvolvidas.
C à comunidade econômico-monetária dos países da Europa Oriental.
D aos países socialistas liderados por uma potência dotada de armas nucleares.
E à emergência de Estados devido à dissolução de impérios como o Austro-húngaro.

Leia um trecho da Carta de São Francisco, de 26 de junho de 1945, que deu origem à Organização das Nações Unidas. Desenvolver relações entre as nações, baseadas no respeito ao princípio da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal; conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário, e para promover e estimular o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião… (José Damião de Lima Trindade. História social dos direitos humanos , 2002.) A Carta de São Francisco almejava

A protestar contra a forma como os governos totalitários europeus lidavam com as questões humanas.
B cunhar um sentido abstrato de direitos difundidos globalmente a despeito das condições de desigualdade extrema dos povos.
C barrar a participação de regimes políticos antidemocráticos nas reuniões periódicas de assembleias para a promoção da paz.
D encerrar a bipolarização mundial do período gerada pelas potências capitalistas e soviéticas.
E garantir o cumprimento de preceitos comuns aos indivíduos e nações com a finalidade de evitar novos conflitos bélicos.