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Arte-educação é a mediação entre arte, público e ensino de Arte, seja no âmbito formal ou informal. Nesse sentido, sobre o papel de arte-educadores, assinale a alternativa INCORRETA.

A Influir positivamente no desenvolvimento cultural dos educandos, potencializando sua percepção crítica por meio das manifestações artísticas nas mais diversas linguagens.
B Apresentar uma arte aguçadora dos sentidos, que transmita significados não possíveis por meio de outro tipo de linguagem.
C Não proporcionar identificação cultural e desenvolvimento individual, devendo sempre pensar no coletivo e no social.
D Possibilitar, por meio da arte, a visualização de quem somos, onde estamos e como sentimos.
E Desenvolver a percepção e a imaginação para apreender a realidade e desenvolver a capacidade crítica.
Texto associado
DOCE

___ Lembrasse antes quanto tempo gastaria na beira do fogão mexendo o doce de abóbora e Maria talvez nem tivesse começado. Mas não é assim que funciona, a coisa vem de trás pra frente: primeiro o gosto no fundo da lembrança, na garganta, daí a saliva na língua. Depois, o cheiro de algo que nem recordava parece que está aqui, dentro das narinas. Os ingredientes, todos comprados, a panela na mão. Só na hora de mexer o doce é que a gente lembra, com esse misto de cansaço e tristeza, que o doce é feito de mexer o doce. É feito do braço girando, girando, o outro braço solto escorado na anca, o peso do corpo passando da perna de cá pra de lá.
___ O doce já começado é doce inteiro na imaginação, não tem volta. E Maria nunca foi de voltar atrás, mesmo com o que era bom só na primeira mordida e depois deixava um retrogosto amargo – na boca ou no jeito de olhar. Maria que nem puxa-puxa, presa às escolhas e caminhos e ao que por vezes não foi tão escolha quanto foi acaso.
___ Bem que às vezes queria ser pássaro solto, escolher caminhos. A cozinha fica pequena da falta que voar livre faz, as paredes suam. Tudo o que é sonho vai evaporando do seu corpo, a pele fica grossa, dura. O açúcar carameliza angústias. E Maria pensa se não seria melhor ter virado cambalhota por sobre um ou outro acontecimento, em vez de vivê-los todinhos.
___ O marido mesmo. Ela cansava de topar com ele encostado no sofá, vendo TV. Ia de um canal para o outro, como se não estivesse ali. Queria que estivesse. Que contasse uma bobagem que aconteceu no trabalho ou na rua, que atentasse ao gosto novo no doce que ela fez, “cê colocou coco?”, “que cheiro diferente, que foi que cê botou aí?”, qualquer coisa. Qualquer coisa que fizesse com que os dois parecessem vivos, que parecessem ligados, nem que pelo diferente do hoje no doce sempre igual.
___ Tomasse uma atitude agora, talvez a coisa toda desembrulhasse diferente. Ela botaria uma roupa bonita e dançaria pela casa, pintaria a cara toda faceira e vibrante e mostraria para ele que ainda era mulher, poxa vida, ainda sou bem mulher! [...]
___ Também podia ir embora, pegar as meninas e as próprias coisas e voltar para a casa da mãe. Ou podia queimar esse doce, derrubar panela, fazer escândalo. Pedir tenência, uma mudança, alguma coisa que mostrasse que ainda estava viva, viva! Vibrante como esse cor-de-laranja borbulhando na panela. [...]

PRETTI, Thays. A mulher que ri . São Paulo: Editora Patuá, 2019.

Em “[...] poxa vida, ainda sou bem mulher!”, o item em destaque

A indica o antônimo de “mal”.
B poderia ser substituído pelo termo “boa” sem prejuízo semântico à frase.
C atua como intensificador.
D é um adjetivo que caracteriza o substantivo “mulher”.
E é restrito à variedade padrão da língua.
Texto associado
DOCE

___ Lembrasse antes quanto tempo gastaria na beira do fogão mexendo o doce de abóbora e Maria talvez nem tivesse começado. Mas não é assim que funciona, a coisa vem de trás pra frente: primeiro o gosto no fundo da lembrança, na garganta, daí a saliva na língua. Depois, o cheiro de algo que nem recordava parece que está aqui, dentro das narinas. Os ingredientes, todos comprados, a panela na mão. Só na hora de mexer o doce é que a gente lembra, com esse misto de cansaço e tristeza, que o doce é feito de mexer o doce. É feito do braço girando, girando, o outro braço solto escorado na anca, o peso do corpo passando da perna de cá pra de lá.
___ O doce já começado é doce inteiro na imaginação, não tem volta. E Maria nunca foi de voltar atrás, mesmo com o que era bom só na primeira mordida e depois deixava um retrogosto amargo – na boca ou no jeito de olhar. Maria que nem puxa-puxa, presa às escolhas e caminhos e ao que por vezes não foi tão escolha quanto foi acaso.
___ Bem que às vezes queria ser pássaro solto, escolher caminhos. A cozinha fica pequena da falta que voar livre faz, as paredes suam. Tudo o que é sonho vai evaporando do seu corpo, a pele fica grossa, dura. O açúcar carameliza angústias. E Maria pensa se não seria melhor ter virado cambalhota por sobre um ou outro acontecimento, em vez de vivê-los todinhos.
___ O marido mesmo. Ela cansava de topar com ele encostado no sofá, vendo TV. Ia de um canal para o outro, como se não estivesse ali. Queria que estivesse. Que contasse uma bobagem que aconteceu no trabalho ou na rua, que atentasse ao gosto novo no doce que ela fez, “cê colocou coco?”, “que cheiro diferente, que foi que cê botou aí?”, qualquer coisa. Qualquer coisa que fizesse com que os dois parecessem vivos, que parecessem ligados, nem que pelo diferente do hoje no doce sempre igual.
___ Tomasse uma atitude agora, talvez a coisa toda desembrulhasse diferente. Ela botaria uma roupa bonita e dançaria pela casa, pintaria a cara toda faceira e vibrante e mostraria para ele que ainda era mulher, poxa vida, ainda sou bem mulher! [...]
___ Também podia ir embora, pegar as meninas e as próprias coisas e voltar para a casa da mãe. Ou podia queimar esse doce, derrubar panela, fazer escândalo. Pedir tenência, uma mudança, alguma coisa que mostrasse que ainda estava viva, viva! Vibrante como esse cor-de-laranja borbulhando na panela. [...]

PRETTI, Thays. A mulher que ri . São Paulo: Editora Patuá, 2019.

No primeiro parágrafo do texto, os dois pontos são utilizados para indicar que

A o que vem a seguir é uma enumeração.
B há elipse de um verbo.
C o que vem a seguir é uma oração coordenada.
D a frase deve ser lida com entonação de surpresa.
E o período se encerrou.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC - 2018) traz o componente curricular Arte centrado em cinco unidades temáticas. São elas:

A Explorar, Conhecer, Fruir, Analisar e Produzir.
B Fruição, Crítica, Estesia, Expressão e Reflexão.
C Artes Visuais, Dança, Teatro, Música e Artes Integradas.
D Linguagem, Expressão, Conhecimento, Comunicação e Arte-terapia.
E Períodos, Movimentos, Materiais, Espaços e Processos de Criação.

A partir da caracterização da área de Arte disposta pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs – 1997), é correto afirmar que

A pensar sobre Arte traz contribuições exclusivamente para o aluno que busca seguir carreira como artista ou artesão.
B embora traga contribuições para a vida pessoal de cada indivíduo, a Arte não se relaciona com outras áreas do currículo.
C a relação com o meio social é forçada na teoria, pois não alcança a prática.
D a Arte não alcança o sentido do paladar, pois é proibido pelos PCNs utilizar alimentos em práticas artísticas.
E o conhecimento em Arte amplia a compreensão do mundo, tendo presente a dimensão poética.

A performance constitui uma prática artística contemporânea que pode abordar diversas linguagens. Sobre a arte da performance, é correto afirmar que

A a performance se configura como uma linguagem da dança, uma vez que o seu principal instrumento é o corpo em movimento.
B em sua origem, foi uma arte de pacificação, com o objetivo de levar para as ruas a beleza dos palcos de teatro, democratizando a arte.
C assim como peças teatrais e apresentações de dança, a performance exige um figurino adequado bem como a preparação de um cenário, delimitando o espaço do público.
D no Brasil a performance não teve qualquer representação artística, sendo uma arte tradicional do contexto europeu.
E desde sua origem, aborda questões sociais, tomando o corpo como principal objeto artístico.

Configura-se como uma habilidade da unidade temática teatro, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018):

A analisar criticamente, por meio da apreciação musical, usos e funções da música em seus contextos de produção e circulação, relacionando as práticas musicais às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.
B explorar diferentes tecnologias e recursos digitais (multimeios, animações, jogos eletrônicos, gravações em áudio e vídeo, fotografia, softwares etc.) nos processos de criação artística.
C exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva.
D criar e improvisar movimentos dançados de modo individual, coletivo e colaborativo, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.
E experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.

As instalações fazem parte da arte contemporânea, intervindo tanto em espaços internos quanto externos. Muitos artistas começaram a integrar suas propostas com a tecnologia digital, ampliando as possibilidades de interação. Sobre a arte da instalação, assinale a alternativa correta.

A A possibilidade de interação física proposta por uma instalação vai contra o ideal de arte como algo intocável reiterado por museus e galerias ao longo da história.
B Em sua origem, o cinema se tratava de uma proposta de instalação, ganhando esse nome sob o critério comercial.
C A vídeoinstalação propõe uma imersão sensório-motora por parte do expectador, que deve ser levado a manipular e intervir sobre as imagens exibidas.
D Ao imergir em uma instalação, o expectador deve obrigatoriamente estar sozinho, para que sua experiência não seja interferida ou interrompida.
E Para ser considerada arte, uma instalação precisa estar dentro de um museu ou galeria, pois é definida pelo espaço que ocupa.

Assinale a alternativa que apresenta a técnica artística presente na Arte Marajoara, com seus padrões simétricos, entalhes e aplicações, que dá destaque ao povo da Ilha de Marajó.

A Aquarela.
B Desenho.
C Fotografia.
D Cerâmica.
E Serigrafia.

No ensino da Arte em ambiente escolar, não há a intenção de formar artistas profissionais, de modo que não é cabível avaliar mediante parâmetros questionáveis. Desse modo, sobre avaliação, assinale a alternativa correta.

A A avaliação se configura a partir e durante o trabalho realizado de modo contínuo, contando com critérios referentes ao objetivo pré-determinado.
B É fundamental que, ao final do período de avaliação, seja aplicada uma prova que assegure o professor em relação à nota que será atribuída.
C O ideal é que cada aluno faça uma autoavaliação, sendo a nota final uma média do valor atribuído pelo aluno e pelo professor.
D Uma vez que cada aluno expressará sua própria realidade, criatividade e reflexões, não é possível estabelecer critérios avaliativos para uma produção artística.
E A ideia de avaliação processual tornou-se ultrapassada, uma vez que o caderno, ou portfólio, deve ser o objeto de avaliação principal das aulas de Arte.