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TEXTO 4

Inspirado em uma ferramenta há muito tempo utilizada pelo cinema – o trailer – o site LivroClip oferece pequenos clipes de livros, no intuito de atrair a atenção dos leitores para conhecer obras originais da literatura. Seria uma espécie de audiovisualização de obras literárias. O uso de diferentes linguagens na apresentação de cada livro chama atenção. Alguns trechos são narrados, como no clipe de A Carta , de Pero Vaz de Caminha. Outros ganham ares de jogo digital, com níveis, bônus e sons característicos dos games, como A Divina Comédia , de Dante Alighieri. Ainda há os que ganham visual de HQ, com desenhos nos quadrinhos e balões de fala com trechos da obra, como A Metamorfose , de Franz Kafka. O recurso que permite tais adaptações é a tradução intersemiótica. Da linguagem literária, impressa em páginas de livros, a obra, em sua essência, é transposta para a linguagem digital e audiovisual.

Adaptado de: https://www.ufrgs.br/corporalidades/livroclip-traducao-intersemiotica-para-dar-nova-cara-a-literatura/. Acesso em: 2 mai. 2022.

Tomado como exemplo de abordagem para as aulas de língua portuguesa, o trabalho com o gênero “clipe de livro”, conforme trata o Texto 4, possibilita

A abordagem multidisciplinar entre literatura e textos clássicos dessa disciplina.
B atividade lúdica que envolve a reconstrução de um texto clássico com as mesmas linguagens do texto original.
C atividade intertextual que envolve uma obra literária (o referente) e a sua releitura (o clipe de livro).
D atividade inovadora que corresponde ao uso da tecnologia inédita no ensino de literatura.
E abordagem transversal que unifica e sintetiza a ação educativa.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
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TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

Entre os autores da linguística textual, é consenso considerar que as “práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana”, conforme trata o Texto 3, são mediadas por gêneros textuais. Marcuschi (2008, p. 154), por exemplo, afirma que “é impossível não se comunicar verbalmente por algum gênero, assim como é impossível não se comunicar verbalmente por algum texto. Isso porque toda manifestação verbal se dá sempre por meio de textos realizados em algum gênero”. Nesse sentido, complementa o autor, “gênero textual refere os textos materializados em situações comunicativas recorrentes”.

Fonte: MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gênero e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.

Assinale a alternativa que NÃO define características dos gêneros textuais.

A São formas textuais escritas ou orais, históricas e socialmente situadas.
B Apresentam função, estilo, finalidade, destinatários e conteúdo.
C São mutáveis, flexíveis, embora apresentem certa estabilidade.
D São selecionados a partir daquilo que deve ser dito.
E Compreendem um conjunto limitado de categorias, definidas pelas suas naturezas linguísticas.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
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TEXTO 5

Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.

Fonte: ANDRADE, Oswald. Poesias reunidas. In: ANDRADE, Oswald. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

Na leitura do Texto 5, a função social da literatura pode ser observada

A na reflexão crítica que promove sobre valores impostos socialmente.
B na discussão puramente conteudista que promove, evidente na abordagem dos desvios linguísticos.
C na defesa de padronização das escolhas linguísticas que institui uma visão de homogeneidade social.
D na necessidade de discutir sobre individualismos que ocultam a face sócio-histórica-cultural humana.
E na propagação da ideia de unidade da língua vivenciada na individualidade do saber, do ser e do agir.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
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TEXTO 1

A maior parte do tempo e do esforço gastos por professores e alunos durante o processo escolar, na assim chamada aula de língua portuguesa, é destinada ao aprendizado da metalinguagem de análise da língua, com alguns (e esporádicos) exercícios de língua propriamente ditos.
No entanto, uma coisa é saber a língua, isto é, dominar as habilidades de uso da língua em situações concretas de interação, entendendo e produzindo enunciados adequados aos diversos contextos, percebendo as dificuldades entre uma forma de expressão e outra. Outra coisa é saber analisar uma língua, dominando conceitos e metalinguagens a partir dos quais se fala sobre a língua, se apresentam suas características estruturais e de uso.
Na prática escolar, institui-se uma atividade linguística artificial: assumem-se papéis de locutor/interlocutor durante o processo, mas não se é locutor/interlocutor efetivamente. Essa artificialidade torna a relação intersubjetiva ineficaz, porque a simula.
Não estou querendo dizer que inexiste interlocução na sala de aula; estou querendo apontar para seu falseamento, dado que os papéis básicos dessa interlocução estão estaticamente marcados: o professor e a escola ensinam; o aluno aprende (se puder). Tentar ultrapassar essa artificialidade é efetivamente tentar assumir-se como um “tu” da fala do aluno, na dinâmica de trocas do “eu/tu”. [...] Essa artificialidade do uso da linguagem compromete e dificulta, desde sua raiz, a aprendizagem na escola de uma língua ou da variedade de uma língua.
Na verdade, a situação é um pouco mais caótica ainda. Simula-se que inexistem diferenças entre a variedade que se quer ensinar e a variedade que o aluno domina. Constata-se essa diferença – é impossível esconder o sol com a peneira – mas age-se como quem não a escuta. Porque escutá-la não é corrigi-la para calá-la, mas ouvir vozes que preferiríamos caladas. Ou que outros preferem caladas.
É precisamente porque essas vozes não podem mais calar que o compromisso político primeiro do professor de língua portuguesa é possibilitar o domínio efetivo da língua padrão.
GERALDI, J. W. O Texto na sala de Aula. São Paulo: Ática, 2006. p. 70.

A partir da leitura do Texto 1, entende-se que, nas aulas de língua portuguesa, os professores devem

A ignorar a norma que os alunos dominam.
B priorizar a aprendizagem da norma padrão.
C assumir um único compromisso: o ensino da norma padrão.
D renunciar ao trabalho com a norma padrão em detrimento da norma que os alunos dominam.
E compreender que os alunos não aprendem a norma padrão.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
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TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

TEXTO 1

A maior parte do tempo e do esforço gastos por professores e alunos durante o processo escolar, na assim chamada aula de língua portuguesa, é destinada ao aprendizado da metalinguagem de análise da língua, com alguns (e esporádicos) exercícios de língua propriamente ditos.
No entanto, uma coisa é saber a língua, isto é, dominar as habilidades de uso da língua em situações concretas de interação, entendendo e produzindo enunciados adequados aos diversos contextos, percebendo as dificuldades entre uma forma de expressão e outra. Outra coisa é saber analisar uma língua, dominando conceitos e metalinguagens a partir dos quais se fala sobre a língua, se apresentam suas características estruturais e de uso.
Na prática escolar, institui-se uma atividade linguística artificial: assumem-se papéis de locutor/interlocutor durante o processo, mas não se é locutor/interlocutor efetivamente. Essa artificialidade torna a relação intersubjetiva ineficaz, porque a simula.
Não estou querendo dizer que inexiste interlocução na sala de aula; estou querendo apontar para seu falseamento, dado que os papéis básicos dessa interlocução estão estaticamente marcados: o professor e a escola ensinam; o aluno aprende (se puder). Tentar ultrapassar essa artificialidade é efetivamente tentar assumir-se como um “tu” da fala do aluno, na dinâmica de trocas do “eu/tu”. [...] Essa artificialidade do uso da linguagem compromete e dificulta, desde sua raiz, a aprendizagem na escola de uma língua ou da variedade de uma língua.
Na verdade, a situação é um pouco mais caótica ainda. Simula-se que inexistem diferenças entre a variedade que se quer ensinar e a variedade que o aluno domina. Constata-se essa diferença – é impossível esconder o sol com a peneira – mas age-se como quem não a escuta. Porque escutá-la não é corrigi-la para calá-la, mas ouvir vozes que preferiríamos caladas. Ou que outros preferem caladas.
É precisamente porque essas vozes não podem mais calar que o compromisso político primeiro do professor de língua portuguesa é possibilitar o domínio efetivo da língua padrão.
GERALDI, J. W. O Texto na sala de Aula. São Paulo: Ática, 2006. p. 70.

TEXTO 2

Considerando os objetivos básicos da escola no trato da língua, é oportuno levantar a questão de se a escola deve tratar apenas o texto escrito ou envolver-se também com o texto oral. Quanto a isso, define-se, hoje, uma linha de pensamento que parece sugerir que a missão da escola é, sobretudo, o ensino da modalidade escrita. Creio que ao se enfatizar o ensino da escrita não se deve ignorar a fala, pois a escrita reproduz, a seu modo e com regras próprias, o processo interacional da conversação, da narrativa oral e do monólogo, para citar alguns.
É obvio que se a escola tem como missão primária levar o aluno a bem se desempenhar na escrita, capacitando-o a desenvolver textos em que os aspectos formal e comunicativo estejam bem conjugados, isto não deve servir de motivo para ignorar os processos da comunicação oral. A razão é simples, pois desenvolver um texto escrito é fazer às vezes do falante e do ouvinte simuladamente. Mesmo que o texto escrito desenvolva um uso linguístico interativo não do tipo comunicação face a face, deve, contudo, preservar os papéis que cabem ao escritor e ao leitor para cumprir sua função, sob pena de não ser comunicativo.
Fonte: MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. p. 53.

Assinale a alternativa que apresenta os tipos textuais predominantes nos Textos 1, 2 e 3, respectivamente.

A Injuntivo, argumentativo e argumentativo.
B Argumentativo, expositivo e injuntivo.
C Argumentativo, argumentativo e expositivo.
D Expositivo, argumentativo e expositivo.
E Expositivo, expositivo e injuntivo.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
Texto associado
TEXTO 2

Considerando os objetivos básicos da escola no trato da língua, é oportuno levantar a questão de se a escola deve tratar apenas o texto escrito ou envolver-se também com o texto oral. Quanto a isso, define-se, hoje, uma linha de pensamento que parece sugerir que a missão da escola é, sobretudo, o ensino da modalidade escrita. Creio que ao se enfatizar o ensino da escrita não se deve ignorar a fala, pois a escrita reproduz, a seu modo e com regras próprias, o processo interacional da conversação, da narrativa oral e do monólogo, para citar alguns.
É obvio que se a escola tem como missão primária levar o aluno a bem se desempenhar na escrita, capacitando-o a desenvolver textos em que os aspectos formal e comunicativo estejam bem conjugados, isto não deve servir de motivo para ignorar os processos da comunicação oral. A razão é simples, pois desenvolver um texto escrito é fazer às vezes do falante e do ouvinte simuladamente. Mesmo que o texto escrito desenvolva um uso linguístico interativo não do tipo comunicação face a face, deve, contudo, preservar os papéis que cabem ao escritor e ao leitor para cumprir sua função, sob pena de não ser comunicativo.

Fonte: MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. p. 53.

Sobre a expressão destacada no trecho “ Mesmo que o texto escrito desenvolva um uso linguístico interativo não do tipo comunicação face a face, deve, contudo, preservar os papéis que cabem ao escritor e ao leitor [...]”, do Texto 2, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) É uma locução concessiva.
( ) Inicia a oração principal do período.
( ) Exprime um obstáculo que impede a declaração da oração principal.
( ) Pode ser substituída por “conquanto”, sem prejuízo para o sentido do trecho.

A V – F – F – V.
B F – V – V – F.
C F – F – V – F.
D V – V – F – V.
E F – F – V – V.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
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TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

Assinale a alternativa que analisa corretamente o destaque no trecho “ Para tanto , concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo.”, do Texto 3.

A Tem como referente “contexto comunicativo”.
B Retoma a proposta apresentada anteriormente.
C Enfatiza o grau do verbo “conceber”, com o qual mantém relação de escopo.
D Predica o termo “língua”, enfatizando a característica notável do termo.
E Indica semelhança entre “língua” e “interação humana”.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
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TEXTO 5

Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.

Fonte: ANDRADE, Oswald. Poesias reunidas. In: ANDRADE, Oswald. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

Assinale a alternativa que reúne características do poema de Oswald de Andrade, conforme o Texto 5.

A Versos livres, ausência quase total de pontuação, síntese.
B Rejeição da abordagem temática e exploração dos significantes das palavras.
C Apelo à religião, à tensão e à razão.
D Abordagem da vida ideal, com uma visão de mundo racional.
E Temática saudosista, com visão idealizada da pátria.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
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TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

Sobre o sujeito no período “As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas [...]”, do Texto 3, assinale a alternativa correta.

A Todos os seus elementos constituintes apresentam flexões de gênero e de número marcadas.
B Seu núcleo é um adjetivo que exige complemento preposicionado.
C Concorda com o verbo em gênero, número e grau.
D Pode ser substituída por “Ela”, sem prejuízo para a correção gramatical e o sentido do texto.
E Apresenta um núcleo, razão pela qual deve ser considerado sujeito simples.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023
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TEXTO 3

O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. O Referencial Curricular Gaúcho dialoga diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste documento, apresentamos as habilidades específicas da Língua Portuguesa, desenvolvidas a partir da BNCC e das contribuições recebidas na plataforma virtual desenvolvida para esse fim, que deverão ser consideradas na elaboração dos seguintes documentos das escolas: o Plano Político-Pedagógico, os Planos de Estudo, Planos de Trabalho etc. [...] A partir da perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, já assumida anteriormente em outros documentos orientadores, considerando as práticas contemporâneas da linguagem, o texto é compreendido como o centro da unidade de trabalho. As habilidades de Língua Portuguesa são pensadas a partir das práticas sociais de uso da linguagem, dando continuidade às práticas de oralidade e escrita introduzidas na Educação Infantil. No Ensino Fundamental, o texto, em seus diversos formatos, torna-se o centro das atividades de linguagem a serem desenvolvidas, demandando um trabalho mais amplo do que decifrar códigos e aplicar regras gramaticais de maneiras descontextualizadas. A finalidade do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa é permitir e incentivar o desenvolvimento crítico e reflexivo da criança e do adolescente como agentes da linguagem, capazes de usar a língua e as múltiplas linguagens em variadas atividades humanas, contemplando também a cultura digital, imbricada na questão dos multiletramentos. O componente está estruturado em quatro eixos organizadores correspondentes às práticas de linguagem: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção de Textos e Análise Linguística/Semiótica. Ao colocar o texto como centro do processo de ensino e aprendizagem, devemos considerá-lo em situações enunciativas concretas.

Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Referencial Curricular Gaúcho: Secretaria de Estado da Educação. Porto Alegre, SEDUCRS, 2018.

A “[...]perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem”, assumida pelo documento oficial, traz diversas implicações para a prática pedagógica do professor de língua portuguesa. Nas aulas de leitura, por exemplo, permite reconhecer que “a compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimento prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe” (KLEIMAN, 2008, p. 13).

Fonte: KLEIMAN, A. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 2008.

A partir dessa perspectiva, é correto afirmar que, na compreensão do texto,

A retomamos todo o conhecimento linguístico adquirido ao longo das nossas vidas.
B realizamos um ato solitário, centrado no conhecimento textual que limita a interpretação ao leitor.
C mobilizamos diferentes níveis de conhecimento para produzir sentidos na leitura.
D limitamos a significação da leitura às informações que compõem o texto lido.
E captamos as ideias do autor a partir do processo de decodificação dos elementos linguísticos que constituem o texto.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor - Área: Letras/ Português Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor - Área: Letras/ Português - 2023