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A cal virgem (CaO) é empregada na correção do pH de solos ácidos. Essa aplicação é quimicamente válida porque o CaO

A promove oxirredução com o solo.
B reage com água produzindo ácido carbônico.
C é uma base relativamente forte, que eleva o pH do meio.
D reduz a solubilidade de cátions e abaixa o pH do solo.
E é um óxido neutro.

Deseja-se avaliar o pH dos líquidos I, II e III abaixo a partir de dois indicadores orgânicos A e B a seguir.
I vinagre
II água destilada
III solução diluída de bicarbonato de sódio

A fenolftaleína: incolor em pH < 8,2 e rosa em pH > 10,0
B azul de bromotimol: amarelo em pH < 6,0 e azul em pH > 7,0

Considerando as propriedades químicas das soluções, a faixa de viragem dos indicadores e a necessidade de distinguir qualitativamente soluções ácidas, neutras e alcalinas, assinale a opção que apresenta uma ação que permite diferenciar as três soluções com segurança.

A utilizar ambos os indicadores simultaneamente; a fenolftaleína diferencia o vinagre e a água, e o azul de bromotimol diferencia apenas a solução alcalina
B iniciar com azul de bromotimol, para distinguir meios ácido, neutro e alcalino, e confirmar a solução alcalina com fenolftaleína, que ficará rosa somente na solução III
C iniciar com fenolftaleína, para identificar as três soluções de forma inequívoca, e utilizar azul de bromotimol para confirmação
D utilizar apenas a fenolftaleína, pois sua faixa de viragem permite identificar soluções ácidas, neutras e alcalinas
E utilizar apenas o azul de bromotimol, pois ele distingue vinagre, água destilada e bicarbonato pelas cores azul, verde e amarelo, respectivamente

O polietileno (PE), um dos plásticos mais utilizados no mundo, é produzido a partir da polimerização do eteno (C 2 H 4 ), derivado do petróleo. Apesar da versatilidade do plástico, seu descarte inadequado gera sérios impactos ambientais, como a poluição dos oceanos e a formação de microplásticos, que afetam a saúde humana e de outros animais. O conhecimento químico pode contribuir para minimizar os impactos sociais e ambientais do uso de plásticos por meio

A da incineração dos plásticos em usinas de lixo.
B da produção de plásticos mais baratos.
C do desenvolvimento de polímeros biodegradáveis e de processos de reciclagem.
D da substituição completa do uso de plásticos pelo uso de metais.
E da adoção de políticas que foquem apenas campanhas publicitárias de conscientização ambiental.

Segundo a BNCC, é desejável articular conceitos científicos, competências e habilidades de forma contextualizada, promovendo autonomia, argumentação e compreensão da ciência em diferentes dimensões sociais, culturais e ambientais. Sobre as competências no campo das ciências da natureza, julgue os itens a seguir.

I A competência de pensamento científico, crítico e criativo inclui a capacidade de formular hipóteses, avaliar evidências, propor soluções e analisar problemas em contextos reais.
II A competência argumentação e comunicação envolve interpretar fenômenos químicos, construir explicações fundamentadas em evidências, planejar experimentos e apresentar resultados de forma coerente e contextualizada.
III A competência repertório cultural limita-se ao estudo de descobertas históricas da química, sem contemplar tecnologias ou práticas científicas contemporâneas.
IV A competência trabalho e projeto de vida inclui a compreensão das ciências da natureza como ferramenta para decisões éticas, profissionais e sociais, considerando impactos ambientais e tecnológicos.
V A competência responsabilidade e cidadania abrange ações que promovam sustentabilidade, saúde e participação social exclusivamente no espaço escolar.

Estão certos apenas os itens

A I, II e IV.
B I, III e IV.
C I, III e V.
D II, III e V.
E II, IV e V.
Texto associado
Texto 14A1

Sergipe abriga a única mina de potássio em operação no hemisfério sul, o que o torna estratégico para a segurança alimentar nacional. O Projeto Carnalita busca ampliar a produção interna de fertilizantes, reduzindo a dependência de importações (principalmente da Rússia e do Canadá). Isso fortalece a economia local e posiciona Sergipe como protagonista na cadeia de suprimentos agrícolas do Brasil.
O minério de carnalita, composto principalmente por carnalita (KCl·MgCl 2 ·6H 2 O) e pequenas quantidades de outros sais, como halita (NaCl), silvita (KCl), argilas etc., é retirado de depósitos subterrâneos em Sergipe, especialmente na região de Rosário do Catete. A extração pode ser feita por mineração convencional ou por lavra por dissolução, em que água quente é injetada na rocha que contém o minério e depois bombeada para a superfície. A solução obtida contém uma mistura de sais (KCl, MgCl 2 , NaCl).
Técnicas químicas e físico-químicas aplicadas para separar o cloreto de potássio do cloreto de magnésio e do cloreto de sódio envolvem processos como a cristalização fracionada, em que o KCl precipita em condições controladas de temperatura e concentração. O KCl separado é seco para remover a água residual. Em seguida, passa por granulação, formando partículas sólidas estáveis e fáceis de aplicar no solo.
O KCl produzido é utilizado na fabricação de fertilizante. O produto final é o fertilizante potássico granulado, pronto para ser misturado em formulações NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) ou aplicado diretamente, fornecendo potássio essencial para o metabolismo das plantas. Ele melhora a resistência contra estresses hídricos, aumenta a qualidade dos frutos e contribui para maiores rendimentos agrícolas.

Ainda considerando o contexto apresentado no texto 14A1, suponha que um professor de química disponha de um pouco de carnalita no laboratório escolar e planeje elaborar uma prática experimental com seus alunos, durante a qual eles deverão preparar um fertilizante NPK a partir da carnalita. Suponha, ainda, que uma das etapas do experimento consista em preparar, a partir da carnalita, 250,0 mL de uma solução que seja 0,500 mol/L de KCl. Nesse caso, para preparar a referida solução, os alunos deverão pesar uma quantidade de carnalita

A superior a 60 g.
B inferior ou igual a 30 g.
C superior a 40 g e inferior ou igual a 50 g.
D superior a 50 g e inferior ou igual a 60 g.
E superior a 30 g e inferior ou igual a 40 g.
Texto associado
Educação e Tecnologia: Qual o impacto da tecnologia na educação moderna?

A relação entre educação e tecnologia tem se tornado cada vez mais intrínseca e transformadora, redefinindo os paradigmas do ensino e aprendizagem no cenário moderno. A integração da tecnologia na educação é um fenômeno que transcende o mero uso de novos dispositivos em sala de aula, influenciando metodologias, acessibilidade e a natureza da interação educacional.
A inserção de tecnologias digitais no ambiente educacional possibilitou a criação de um espaço de aprendizado mais dinâmico e interativo. Plataformas de aprendizagem online, softwares educacionais, realidade virtual e aumentada e recursos multimídia tornaram-se ferramentas que são fundamentais para o ensino. Essas tecnologias não apenas facilitam a apresentação de conteúdos de maneiras inovadoras, mas também promovem um ambiente de aprendizagem mais engajador e personalizado, atendendo às diversas necessidades e aos estilos de aprendizado dos estudantes.
O impacto da tecnologia na educação também se reflete na democratização do acesso ao conhecimento. Com a internet, recursos educacionais de qualidade tornaram-se acessíveis a um número maior de pessoas, independentemente de sua localização geográfica ou de seu contexto socioeconômico. Cursos online abertos e massivos (MOOCs), por exemplo, oferecem oportunidades de aprendizagem para uma ampla audiência global, permitindo que indivíduos em diferentes partes do mundo acessem educação de qualidade gratuitamente ou a custo reduzido.
Além disso, a tecnologia na educação tem um papel crucial no desenvolvimento de habilidades pertinentes ao século XXI. Competências digitais, pensamento crítico, solução de problemas, colaboração e criatividade são habilidades cada vez mais necessárias no mercado de trabalho moderno.
Contudo, o impacto da tecnologia na educação também apresenta desafios. Questões como a desigualdade no acesso às tecnologias, a necessidade de formação continuada de educadores para lidar com novas ferramentas e preocupações com a segurança e privacidade dos dados são pontos críticos a serem abordados.
Dessa forma, é essencial que se promova um uso equilibrado e crítico das tecnologias educacionais, garantindo que contribuam de forma efetiva para o desenvolvimento integral dos estudantes e para a equidade educacional. Assim, a integração entre educação e tecnologia continuará a ser um pilar fundamental na formação de indivíduos aptos a navegar e contribuir positivamente para o complexo cenário global.

Adaptado de: https://www.unicep.edu.br/post/educa%C3%A7%C3%A3o-etecnologia-qual-o-impacto-da-tecnologia-naeduca%C3%A7%C3%A3o-moderna. Acesso em: 23 out. 2025

De acordo com o texto, é correto afirmar que

A a integração da tecnologia na educação é um fenômeno garantido pelo uso de novos dispositivos em sala de aula.
B o processo de democratização do acesso ao conhecimento ocorre porque, com a internet, mais pessoas podem acessar mais conteúdos relevantes.
C a atuação do professor em múltiplos níveis de ensino (básico, técnico, tecnológico) exige maior flexibilidade na aplicação de metodologias pedagógicas e tecnológicas.
D a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão é uma diretriz que pressupõe a fragmentação das atividades acadêmicas em áreas isoladas.
E a integração entre educação e tecnologia é dispensável para a adaptação dos métodos de ensino às demandas contemporâneas da sociedade.

O isótopo tório-232 é um elemento radioativo que sofre um processo de decaimento por emissão de uma partícula alfa (α), transformando-se em um nuclídeo mais estável. Com base nesse processo de decaimento, os números de prótons e nêutrons do nuclídeo formado são, respectivamente,

A 88 e 140.
B 86 e 230.
C 86 e 140.
D 90 e 138.
E 88 e 142.

Um técnico de laboratório monta uma célula galvânica, sob condições padrão, envolvendo um eletrodo de prata metálica imerso em uma solução de íons Ag + (aq) e um eletrodo de ferro metálico imerso em solução de íons Fe 2+ (aq), ambos conectados a uma ponte salina. Os potenciais padrão de redução (𝑬°) das espécies envolvidas são:

𝑨𝒈 + (𝒂𝒒) + 𝟏𝒆 − → 𝑨𝒈(𝒔) 𝑬° = +𝟎, 𝟖𝟎 𝑽
𝑭𝒆 𝟐+ (𝒂𝒒) +𝟐𝒆 − → 𝑭𝒆(𝒔) 𝑬° = −𝟎, 𝟒𝟒 𝑽

Diante dessas informações, assinale a alternativa que apresenta corretamente o valor do potencial padrão da célula.

A - 0,36 V.
B + 0,36 V.
C - 1,24 V.
D + 1,24 V.
E 0 V.

Um técnico de laboratório preparou uma solução aquosa de ácido hipocloroso de concentração inicial de 0,10 mol/L a 25 °C. O ácido hipocloroso é um ácido fraco cuja constante de acidez (𝑲 𝒂 ) a 25 ºC é 𝟑, 𝟓 × 𝟏𝟎 −𝟖 . Considerando a ionização do ácido, assinale a alternativa que apresenta o valor aproximado do pH da solução.
(Dados: log 3,5 = 0,54; log 5,9 = 0,77; log 3,0 = 0,48; √35 = 5,9; √30 = 5,48.)

A 2,50.
B 3,20.
C 4,23.
D 7,00.
E 4,85.

Um professor de química do IFPB designou um aluno para sintetizar o ácido 2-butenoico. O aluno, após a síntese, obteve dois isômeros diferentes do ácido, que foram separados por cromatografia e denominados P-1 e P-2. Ao caracterizá-los por infravermelho e ressonância magnética nuclear, o aluno confirmou que P-1 é o isômero no qual os grupos de maior prioridade em cada carbono da dupla ligação estão em lados opostos do plano.
Considerando as Regras de Prioridade de CahnIngold-Prelog, assinale a alternativa que aponta o nome IUPAC completo e o tipo de isomeria que a molécula P-1 apresenta.

A Ácido (Z)-2-butenoico; Isômero cis.
B Ácido (E)-2-butenoico; Isômero trans.
C Ácido (Z)-2-butenoico; Isômero trans.
D Ácido (E)-2-butenoico; Isômero cis.
E Ácido (Z)-3-butenoico; Isômero trans.