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“A despeito de uma transformação histórica no âmbito de sua competência explicativa – em parte devida à sua enorme fertilidade em gerar novos saberes –, o pensamento filosófico resiste precisamente porque não abandona seu motivo originário”. O trecho acima, retirado do documento Parâmetros Curriculares Nacionais

( 1997 ), voltados às ciências humanas, destaca a presença contínua da busca inicial do saber filosófico que inspirou os gregos. De acordo com o referido documento, é correto afirmar que a Filosofia nasceu com a declarada intenção de

A conciliar o saber mítico e o conhecimento racional.
B produzir um conhecimento capaz de transformar a natureza por meios técnicos.
C buscar o Verdadeiro, o Belo, o Bom.
D produzir um conhecimento capaz de transformar a natureza por meios empíricos.
E sua inutilidade, isto é, o que caracteriza a filosofia é a intenção de nada buscar.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, são competências e habilidades a serem desenvolvidas por meio do estudo de Filosofia, EXCETO:

A Ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros.
B Dominar o saber filosófico em suas diferentes etapas históricas e formas de expressão.
C Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais.
D Elaborar, por escrito, o que foi apropriado de modo reflexivo.
E Debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição face a argumentos mais consistentes.

Um dos esforços filosóficos e teológicos mais célebres da história da filosofia é aquele empreendido por Tomás de Aquino no sentido de provar a existência de Deus. Para isso, utilizou-se de cinco vias. Sobre elas, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Movimento: parte da consideração de que tudo o que se move é movido por outro e que, portanto, para não terminar em um regresso ao infinito que nada explicaria, é preciso admitir algo que move e que não é movido por nada: e este é Deus.

( ) Causa: constata que nenhuma coisa pode ser causa de si mesma e, assim, deduz o fato de que deve existir uma causa primeira e não causada, que produz e não é produzida, que se identifica com o ser que se chama Deus.

( ) Contingência: parte do princípio de que o que pode não ser não existia a um certo tempo; assim, nem tudo é contingente, mas é preciso que haja algo necessário, e é aquilo que costumeiramente se chama Deus.

( ) Graus de perfeição: deduz, da constatação empírica de uma gradação de perfeições, a existência de uma suma perfeição, que é justamente chamada Deus.

( ) Finalismo: parte da constatação de que os corpos físicos operam para um fim e deduz que eles agem de tal modo porque são dirigidos por um ser inteligente, como a flecha do arqueiro. O ordenador supremo é aquele que chamamos Deus. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A F – F – F – F – F.
B V – F – V – F – V.
C F – V – F – V – F.
D V – V – F – F – V.
E V – V – V – V – V.

“Em cada caso, as correntes hegemônicas dos novos movimentos emancipatórios – como o feminismo, o antirracismo, o multiculturalismo e os direitos LGBTQ – se tornaram aliados (em alguns casos, de forma consciente e deliberada e, em outros, não) de forças neoliberais que buscavam financeirizar a economia capitalista, em particular os setores mais dinâmicos, orientados ao futuro e globalizados do capital, como Hollywood, TI e finanças. Como sempre, o capital conseguiu a melhor parte do negócio”. O trecho acima sintetiza a ideia de “neoliberalismo progressista”, pois aponta como as pautas políticas de minorias históricas teriam sido apropriadas por grupos econômicos. O conceito de neoliberalismo progressista foi elaborado pela filósofa:

A Seyla Benhabib.
B Jodi Dean.
C Rahel Jaeggi.
D Judith Butler.
E Nancy Fraser.

“Submetendo-se cada um a todos, não se submete a ninguém em particular, e como não há um associado sobre o qual não se adquira o mesmo direito que se cede sobre si próprio, ganha-se equivalência de tudo o que se perde e maior força para conservar o que se possui”. O trecho acima apresenta uma concepção de poder político que se fundamenta na noção de contrato. Essa concepção específica de contrato é apresentada em qual obra?

A Os seis livros da república, de Jean Bodin.
B Leviatã, de Thomas Hobbes.
C Segundo tratado sobre o governo civil, de John Locke.
D Do contrato social, de Jean-Jacques Rousseau.
E À paz perpétua, de Immanuel Kant.

Segundo Pinzani

( 2009 ), Jürgen Habermas considera que a linguagem tem um papel central na formação das relações sociais e dos indivíduos tomados separadamente. Desse modo, a perspectiva habermasiana é a de que:

A A sociedade engloba o indivíduo até à dissolução de sua subjetividade.
B A identidade do indivíduo é gerada por um processo de socialização.
C O indivíduo não é capaz de inovar processos sociais pelo meio da linguagem.
D Linguagem e racionalidade não têm uma relação direta, uma vez que a linguagem é repositório de patologias não racionalizáveis.
E O desenvolvimento da individualidade não tem relação direta com o desenvolvimento social.

“Uma vez que não se está mais incluído nas arenas oficiais, socialmente sancionadas de aquisição de respeito, a alternativa é conquistar diante de suas portas o reconhecimento social com meios não normalizados. Destituídos de toda justificabilidade social, despidas de toda simbolização compartilhada, do ponto de vista dos observadores tais formas de luta por reconhecimento frequentemente assumem as formas mais bizarras”. O trecho acima foi extraído de um artigo do pensador alemão Axel Honneth

( 2014 ). Nesse artigo, o autor trata do recrudescimento dos conflitos sociais contemporâneos, o que ele diagnostica sob o nome de:

A Aprofundamento dos conflitos sociais.
B Alargamento dos conflitos sociais.
C Distensionamento dos conflitos sociais.
D Barbarização dos conflitos sociais.
E Limitação dos conflitos sociais.

Denomina-se “ideologia” o conjunto de ideias que definem certa visão de mundo. Embora a utilização marxiana do termo tenha ganhado notoriedade a partir do século XIX, com a obra “A ideologia alemã”, o termo já era utilizado por pensadores de expressão francesa. A primeira aparição do termo foi na obra:

A Elementos de ideologia, de Destutt de Tracy.
B Tratado sobre a tolerância, de Voltaire.
C A origem da desigualdade entre os homens, de Jean-Jacques Rousseau.
D O espírito das leis, de Montesquieu.
E A propriedade privada é um roubo, de Pierre-Joseph Proudhon.

A reflexão sobre as causas do movimento e da mudança era central para os gregos. Nesse sentido, Aristóteles desenvolveu a teoria das quatro causas. São elas, EXCETO:

A Causa material.
B Causa primeira.
C Causa eficiente.
D Causa formal.
E Causa final.

A questão do trágico como problema filosófico vai além das considerações estéticas em torno das propriedades e da forma do drama. Em relação ao problema do trágico, assinale a alternativa correta.

A A poesia trágica grega não tem qualquer conteúdo filosófico.
B A problematização filosófica do trágico surge na Poética , de Aristóteles.
C A problematização filosófica do trágico surge em Sobre a brevidade da vida , de Sêneca.
D A problematização filosófica do trágico surge com pensadores do início do período moderno, como Michel de Montaigne e Giordano Bruno.
E A problematização filosófica do trágico surge com pensadores alemães como Friedrich Wilhelm Joseph Schelling, Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich Höderlin.