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“Patrícia acaba de ser concursada em uma escola municipal de Boa Vista como professora de Geografia e esta é sua primeira experiência profissional. Sua escola está organizando o Conselho de Classe bimestral e a professora está em dúvida se pode participar do Conselho das suas turmas.” A melhor resposta para a dúvida de Patrícia é:

A a professora não pode participar, uma vez que o Conselho de Classe prevê a presença somente dos gestores da escola na discussão do processo pedagógico;
B a professora somente deve participar se for sorteada para tanto, pois nem todos os professores da turma podem integrar o Conselho de Classe;
C a professora não pode participar, uma vez que o Conselho de Classe prevê a presença somente dos professores de Língua Portuguesa e Matemática;
D a professora deve participar, uma vez que o Conselho de Classe pressupõe a participação direta, efetiva e envolvida dos profissionais que atuam no processo pedagógico;
E a professora somente deve participar se for eleita por seus pares para tanto, pois nem todos os professores da turma podem integrar o Conselho de Classe.

“Clovis iniciou sua aula lendo um texto sobre o tema a ser trabalhado no dia. Em seguida, apresentou a seus alunos sua interpretação e comentou sobre semelhanças e diferenças deste com outros autores. Os alunos deveriam fazer suas anotações e, em seguida, responder aos exercícios sobre o texto.” A metodologia da aula de Clovis tem inspiração no modelo:

A escolanovista;
B jesuíta;
C alemão;
D construtivista;
E experimental.

“Beatriz leciona para o 2º ano do ensino fundamental. Em uma atividade em grupos que propôs a seus alunos percebeu que a maioria deles recorria à contagem de objetos para realizar adições simples. Assim, planejou para a aula seguinte uma atividade em que seus alunos seriam desafiados a operar a adição em um jogo sem o recurso de objetos.” Seguindo a concepção de Vygotsky sobre a aprendizagem, é correto afirmar que a professora:

A deveria ter continuado trabalhando com objetos, na zona de desenvolvimento real das crianças;
B deveria incentivar que os alunos trabalhassem individualmente;
C agiu adequadamente, estimulando o conhecimento potencial dos alunos;
D agiu adequadamente, reforçando que as crianças se mantenham no nível de conhecimento que apresentam;
E não deveria intervir, uma vez que as crianças constroem sozinhas seu conhecimento.

“André e Pedro são professores de História e estão elaborando o programa curricular das séries para as quais irão lecionar. Enquanto André se dedica a pensar ‘como’ vai ensinar a lista de conteúdos que elencou, Pedro o interrompe a todo momento, propondo que reflitam sobre por que ensinar tal conteúdo e não outro.” Sobre as possíveis concepções acerca do currículo escolar dos dois professores, analise as afirmativas a seguir.

I. André se aproxima mais das teorias tradicionais do currículo, buscando formas de transmitir os conteúdos tidos como inquestionáveis.

II. Pedro se aproxima mais das teorias críticas e pós-críticas do currículo, que estão preocupadas com as conexões entre saber, identidade e poder.

III. André e Pedro traduzem concepção próxima às teorias tradicionais do currículo, preocupando-se com “o quê” ensinar. Está correto somente o que se afirma em:

A I;
B II;
C III;
D I e II;
E I e III.

A escola refletiu sempre o seu tempo e não podia deixar de refleti-lo; sempre esteve a serviço das necessidades de um regime social determinado e, se não fosse capaz disso, teria sido eliminada como um corpo estranho inútil. (Pistrak) Entre as definições da função social da escola apresentadas a seguir, a que mais se relaciona ao texto acima é:

A ser histórica e contextualmente definida;
B formar um cidadão que seja conhecedor da situação social na qual vive;
C ter como aspecto central democratizar o conhecimento;
D visar à apropriação do saber sistematizado;
E garantir a igualdade de oportunidades.

“Pedro, diretor escolar, resolveu assistir a uma aula de História no 9º ano do ensino fundamental de sua escola. Durante os 50 minutos, o professor leu e comentou o conteúdo, e os alunos, calados, apenas faziam anotações. Ao final da aula, Pedro comentou com o professor de História que havia percebido características de uma tendência liberal tradicional na sua aula.” Uma das características abaixo que poderia ter embasado a observação feita pelo diretor é:

A o diálogo engaja ativamente ambos os sujeitos do ato de conhecer: educador-educando e educando-educador;
B predomina a autoridade do professor, que exige atitude receptiva dos alunos;
C o bom ensino depende de organizar eficientemente as condições estimuladoras;
D o trabalho docente relaciona a prática vivida pelos alunos com os conteúdos propostos pelo professor;
E propõe uma educação centrada no aluno.

Observe a situação abaixo, ocorrida em uma escola de Educação Infantil. “Clara é professora da turma de crianças de 5 anos, na Educação Infantil. Em sua reunião com a coordenadora, a professora disse estar preocupada, pois muitos de seus alunos estavam criando histórias onde objetos (como lápis, caderno...) ganhavam voz, acontecimentos... A coordenadora lhe explicou que, de acordo com Piaget...” A alternativa que completa adequadamente a explicação da coordenadora é:

A o artificialismo (dar características humanas a objetos) é um sintoma de uma patologia infantil e merece atenção;
B o animismo (dar características humanas a objetos) não é uma característica comum às crianças na educação infantil e o caso merece atenção;
C o artificialismo (dar características humanas a objetos) é uma característica comum na fase sensório-motora, anterior ao estágio daqueles alunos;
D o animismo (dar características humanas a objetos) é uma característica comum na fase pré-operatória (2 a 7 anos);
E o animismo (dar características humanas a objetos) é uma característica comum na fase operatório-concreta, posterior ao estágio daqueles alunos.

Observe a seguir a fala da diretora de uma escola pública. “Na família que não tem uma estrutura, a criança não aprende, dá problema. Crianças de ‘famílias estruturadas’ não apresentam problemas na escola.” Essa fala nos remete a um problema recorrente na relação entre escola e família, apontado por vários autores atualmente, qual seja:

A as famílias mudaram muito nos últimos anos;
B as famílias não se interessam pela escolarização de seus filhos;
C a falta de tempo dos pais para darem atenção aos filhos;
D a falta de comunicação entre as famílias;
E a escola tem uma visão estereotipada das famílias.

“Os professores do 7º ano da escola Cantagalo estão reunidos em Conselho de Classe. Durante o tempo de reunião, para cada nome de aluno os professores dizem a nota alcançada na sua disciplina e concluem sobre a aprovação ou reprovação do aluno.” Sobre o tipo de avaliação presente na situação narrada, é correto afirmar que:

A a avaliação da aprendizagem corresponde a uma postura de cooperação entre aluno e professor;
B o processo avaliativo é abrangente;
C muitas vezes os professores se atêm aos valores numéricos, tornando a avaliação sentenciosa e classificatória;
D a avaliação envolve investigar as causas da não aprendizagem do aluno;
E na avaliação, os professores refletem sobre suas práticas pedagógicas ao analisar os resultados dos alunos.

“Em uma reunião pedagógica os professores do ensino fundamental estavam elaborando os planejamentos para o ano seguinte. Ao ver que muitos deles se dedicavam a escrever listas de conteúdos, a coordenadora pedagógica propôs que eles trocassem a questão ‘quais conteúdos devemos trabalhar’ para ‘quais competências devemos desenvolver’, ao planejarem.” Para trabalhar em uma organização curricular por competências, é necessário:

A limitar drasticamente a quantidade de conhecimentos ensinados e exigidos;
B priorizar conteúdos que possam ser memorizados;
C privilegiar a transmissão de conhecimento;
D promover a reflexão especulativa e idealista na elaboração dos currículos escolares;
E definir os conhecimentos a serem ensinados.