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Sócrates nada deixou escrito. Suas ideias foram divulgadas por seus discípulos Platão e Xenofonte. Nas conversas com seus
discípulos, privilegia as questões morais. Aprendemos de Sócrates que o conhecimento resulta de uma busca contínua,
enriquecida pelo diálogo, que corresponde ao filosofar.
Sócrates é responsável por um método dialógico que se compõe de dois momentos.
As etapas do método socrático são:

A a dialética e a argumentação.
B a ironia e a maiêutica.
C o juízo e o raciocínio.
D a proposição e a discussão.
E a tese e a antítese.

Secularização, de modo geral, pode ser entendida como processos de dessacralização de algo como um lugar, um objeto, um
compromisso e mesmo uma sociedade. É um termo utilizado mais frequentemente para indicar a dessacralização de uma
sociedade, ou seja, o processo pelo qual sociedades passam, deixando de ser orientadas ou mesmo dominadas por referenciais
religiosos. A palavra século, no âmbito deste tema significa o mundo natural em oposição ao mundo sobrenatural ou mundo
sagrado. Assumir uma orientação secular pode significar rejeitar orientações advindas de fontes consideradas originárias do
sagrado, do sobrenatural, do religioso. Fala-se, nesse caso, de dessacralização do mundo: isso seria a secularização. Uma
autonomia do homem, da sociedade e do mundo em relação ao sagrado, predominando, em muitos casos, uma visão racional
na qual o sobrenatural e o misterioso não contam ou contam muito pouco.
Considere:

I. No processo de secularização, o sagrado perde sua importância.

II. No processo de secularização, o tempo é medido por séculos ao invés de tempos menores devido à rapidez cada vez
maior das ações dos seres humanos.

III. O termo secular tem a ver com oposição ao religioso, ao sagrado, ao misterioso.

IV. Secular é o ser que tem total autonomia em relação a tudo.

V. Secular, no contexto do texto do enunciado, indica algo desvinculado da influência de religiões ou de referências sagradas.

Está correto o que se afirma APENAS em

A I, IV e V.
B I, III e V.
C III, IV e V.
D II e IV.
E II, III e IV.

Segundo Aranha, há diversas características presentes no discurso ideológico, tais como: naturalização, abstração, universalização,
lacuna e inversão. Considere o seguinte exemplo de discurso ideológico: segundo a ideologia burguesa, a
desigualdade social resulta de diferenças individuais, porque os indivíduos são desiguais por natureza, e a desigualdade social
é, portanto, inevitável.

O exemplo aponta para a característica da ideologia de

A Naturalização.
B Abstração e aparecer social.
C Universalização.
D Lacuna.
E Inversão.

Nos últimos anos, o Ministério da Educação produziu documentos que oferecem orientações concernentes ao ensino da Filosofia. Em 2006, as Orientações Curriculares para o Ensino Médio, em seu volume 3, dedicado às Ciências Humanas e suas Tecnologias, apresentam um capítulo dedicado aos “Conhecimentos de Filosofia”. Em relação ao ensino de Filosofia no Ensino Médio, esse documento:

A Propõe uma lista fechada de conteúdos, restringindo a autonomia do professor.
B Insiste na centralidade da História da Filosofia como fonte para o tratamento adequado de questões filosóficas.
C Propõe a substituição do texto e de conceitos filosóficos por métodos dinâmicos de formação da consciência dos estudantes.
D Propõe um mínimo de uma hora-aula semanal para a disciplina, apontando, ademais, que deva ser ministrada em uma série do Ensino Médio.
E Defende que o tratamento correto dos temas filosóficos no Ensino Médio é transdisciplinar e transversal, sem necessidade de constituir- se como componente curricular.

“Como Hume afirma, é claro que a razão pode mostrar-nos que meios usar dados os fins que temos. Se quero ter saúde, a razão pode dizer-me que devo parar de fumar. Neste caso, a razão fornece um imperativo que na sua forma é __________: diz que devo parar de fumar se quiser proteger a minha saúde. Hume pensava que a razão não pode fazer mais do que isto. Todavia, Kant defendeu que as regras morais são ____________ na sua forma (...). Um ato que é errado, é errado — ponto final. As regras morais dizem ‘Não faças x’. Não dizem ‘Não faças x se o teu fim é G’.” (SOBER, 2016). Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

A empírico – a priori
B hipotético – analíticas
C hipotético – categóricas
D empírico – normativas
E normativo – proposicionais

Um argumento é chamado de entimema quando

A algumas premissas necessárias para torná-lo válido são enunciadas ou apresentadas de maneira tácita e não explícita.
B tem a forma lógica “se A então B; A; logo B”.
C a verdade da conclusão não se segue necessariamente da verdade das premissas.
D contém um conjunto incoerente de premissas.
E a inferência das premissas para a conclusão está fundamentada em uma indução empírica.

Ao longo da História da Filosofia, vários filósofos se debruçaram sobre os argumentos para provar racionalmente a existência de Deus. Dentre eles, um dos mais célebres consiste em inferir a existência de Deus, na sua definição, como um ser perfeito. Essa forma argumentativa ressurgiu em diversos momentos da História da Filosofia na obra de autores como Anselmo da Cantuária, Descartes e Leibniz. Essa forma geral de argumentar a existência de Deus ficou conhecida como argumento

A da causa final.
B do desígnio.
C cosmológico.
D ontológico.
E das cinco vias.

“Imagine que um ser humano foi submetido a uma cirurgia por um cientista do mal. O cérebro da pessoa foi retirado do corpo e colocado numa cuba com nutrientes que o mantêm vivo. As terminações nervosas foram conectadas a um supercomputador científico que faz com que a pessoa tenha a ilusão de que tudo está perfeitamente normal. Parecem existir pessoas, objetos, o céu, etc.; mas, na verdade, tudo o que a pessoa experimenta é resultado de impulsos eletrônicos que viajam do computador para as terminações nervosas”. (DUPRE, 2015). Esse experimento mental, conhecido como “o cérebro numa cuba”, na sua versão contemporânea foi criado pelo filósofo norte- americano Hilary Putnam. Na sua essência, o experimento é uma versão do argumento do gênio maligno, elaborado pelo filósofo René Descartes no século XVII. Em ambos os casos, podemos dizer que esse tipo de experimento mental tem, em um primeiro momento, em relação à existência do mundo exterior, um resultado:

A Dogmático.
B Apodítico.
C Cético.
D Naturalista.
E Contraditório.

O objetivo de um argumento é expor as razões (premissas) que sustentam uma conclusão. Um argumento é falacioso quando parece que as razões apresentadas sustentam a conclusão, mas na realidade não sustentam. Da mesma maneira que há padrões típicos, largamente usados, de argumentação correta, também há padrões típicos de argumentos falaciosos. A tradição lógica e filosófica procurou fazer um inventário e dar nomes a essas falácias típicas. Identifique o tipo de falácia descrito a seguir e assinale a alternativa correta: Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso; ou conclui que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro.

A Apelo à ignorância.
B Apelo à emoção.
C Apelo à violência.
D Falso dilema.
E Ad hominem.

“Rousseau concorda com Hobbes, contra Locke, que num estado de natureza não há direitos de propriedade e, consequentemente, também não há justiça nem injustiça. Mas à medida que a sociedade se desenvolve a partir do seu estado primitivo, a falta de tais direitos começa a ser sentida. A cooperação econômica e o progresso técnico tornam necessária a formação de uma associação para a proteção das pessoas e das posses dos indivíduos. Como poderá isto ser feito, permitindo ao mesmo tempo que cada membro da associação permaneça tão livre quanto o era antes? O Contrato Social dá a solução apresentando o conceito de vontade geral.” (KENNY, 2016). De acordo com a perspectiva de Jean-Jacques Rousseau, a vontade geral pode ser compreendida como:

A A vontade da maioria dos cidadãos reunidos numa assembleia política, ou seja, aquela que é expressa pelo voto censitário.
B A vontade de todos os cidadãos reunidos no momento originário do contrato social, ou seja, a essência egoísta da natureza humana.
C A soma das vontades particulares dos cidadãos numa situação de democracia parlamentarista, ou seja, a vontade resultante da argumentação retórica.
D Aquela que traduz o que há de comum em todas as vontades individuais, ou seja, o substrato coletivo das consciências.
E A vontade do governo representativo de uma classe política, ou seja, a essência de um governo autoritário.