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Patrícia Collins e Sirma Bilge buscam sintetizar os sentidos de interseccionalidade enquanto um conceito fundamental para, entre outros fins, a construção de uma educação crítica. Nas palavras das autoras: O principal entendimento da interseccionalidade é saber que, em determinada sociedade, em determinado período, as relações de poder que envolvem raça, classe e gênero, por exemplo, não se manifestam como entidades distintas e mutuamente excludentes. De fato, essas categorias se sobrepõem e funcionam de maneira unificada. Além disso, apesar de geralmente invisíveis, essas relações interseccionais de poder afetam todos os aspectos do convívio social. Fonte: COLLINS, Patricia Hill; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. Tradução de Rane Souza. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2021, p. 15 Segundo o trecho, é possível entender a relação das categorias de raça, classe e gênero como:

A entidades distintas e independentes que operam isoladamente.
B categorias que raramente afetam as relações de poder em uma sociedade.
C sobreposições teóricas que funcionam de maneira integrada, afetando o convívio social.
D conceitos visíveis e independentes em todas as esferas sociais.
E categorias que nunca se manifestam ao mesmo tempo em uma sociedade

Para Pierre Lévy, a cibercultura será capaz de criar uma inteligência coletiva: [...] uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta de uma mobilização efetiva das competências, tendo como objetivo o reconhecimento e o enriquecimento mútuos das pessoas, e não o culto de comunidades fetichizadas ou hipostasiadas. Fonte: LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2000, p. 26 David Lyon, por sua vez, afirma que: Geralmente, vemos a vigilância como uma espécie de alienígena que invade nossas vidas. Na verdade, ela hoje é parte de nós. Sequer percebemos as câmeras ao nosso redor, e achamos que elas têm a capacidade de nos proteger, o que é falso. Ninguém vai dizer: “Eu quero ser vigiado.” Mas nossas atividades criam as informações que empresas e agências querem. Muitas pessoas ainda acham que vigilância é grampear o telefone. Não é o conteúdo que interessa, mas os metadados. Quem são seus amigos, para quem liga, quanto tempo fica no telefone, para onde viaja (...). Fonte: O Globo. David Lyon, sociólogo: ‘A vigilância hoje é parte de nós’. Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/conte-algo-que-naosei/david-lyon-sociologo-vigilancia-hoje-parte-de-nos-16143232. (Último acesso dia 18/10/2024 às 17 horas) Compare as duas visões sobre a cibercultura e assinale a alternativa que indica corretamente a visão de cada um dos filósofos.

A Pierre Lévy e David Lyon compartilham uma visão otimista sobre a cibercultura, pois ambos acreditam que a vigilância e o monitoramento digital contribuem para o enriquecimento mútuo e a inteligência coletiva.
B Enquanto Pierre Lévy vê a cibercultura como um espaço democrático que promove a inteligência coletiva e o reconhecimento mútuo, David Lyon critica esse ambiente ao destacar os perigos da vigilância, que transforma as pessoas em fontes de dados sem que percebam.
C Tanto Pierre Lévy quanto David Lyon acreditam que a cibercultura promove o enriquecimento mútuo, mas Lyon é mais cético quanto à possibilidade de essa inteligência coletiva ser livre de manipulação e controle.
D Pierre Lévy acredita no ciberespaço como um lugar democrático de compartilhamento de informações, mas transfere o saber do ser para a tecnologia, enquanto David Lyon sugere que a vigilância digital contribui para o reconhecimento mútuo e a valorização das competências individuais.
E Pierre Lévy e David Lyon concordam que a cibercultura distribui o conhecimento de forma coordenada em tempo real, mas Lyon vê a vigilância como uma ferramenta que potencializa essa coordenação, enquanto Lévy a considera prejudicial.

De acordo com a Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis

( 2016 ), orienta-se que a prática do/a professor/a de História procure:

A cobrir um conteúdo totalizante da História, valorizando a memorização.
B desenvolver uma prática problematizadora aproximando-se das abordagens memorialísticas.
C praticar um ensino valendo-se das concepções historiográficas consolidadas, evitando problematizações de temáticas contemporânea.
D praticar um ensino centrado no sujeito, valorizando o passado em detrimento de eventos e problemas do cotidiano dos estudantes.
E desenvolver uma prática valendo-se das questões do tempo presente imediato de modo a problematizar questões da sociedade atual.

Leia a notícia que segue abaixo: Um relatório da Comissão Pastoral da Terra divulgado nesta segunda-feira

( 22 ) mostra que o número de conflitos no campo bateu recorde em 2023, primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Foram 2.203 ocorrências e 31 mortes. É o maior número da série histórica, iniciada em 1985. De acordo com o levantamento, o recorde anterior foi registrado em 2020, com 2.050 casos. Naquele ano, houve um número maior de óbitos do que em 2023: 47. Segundo os números divulgados pela Comissão, na última década, a tendência registrada foi de ritmo ascendente nos conflitos, com reduções nos anos de 2015 e de 2021. Segundo a Comissão, nos conflitos por terra, os indígenas são a categoria que mais sofre violências: 29,6%. A falta de demarcação de terras e as invasões são uma realidade constante enfrentada por essa população, o que contribui para as mortes violentas (...) O relatório destaca que não há proteção por parte do Estado e “nem condições necessárias para produção e reprodução da vida em territórios livres da ação do agronegócio”, outro setor que pressiona os territórios indígenas. Fonte: Nexo. Conflitos no campo batem recorde em 2023, diz a Pastoral da Terra. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/extra/2024/04/22/conflitos-camporecorde-2023. (Último acesso dia 18/10/2024 às 16 horas) A partir do texto é possível concluir que:

A a falta de demarcação de terras indígenas e a ausência de proteção do Estado tornam a população indígena mais vulnerável, sendo elas as principais vítimas dos conflitos.
B as enormes porções de terras demarcadas para os indígenas diante da rarefeita presença dessas populações estimulam as invasões, fundamentais para o agronegócio.
C a falta de demarcação de terras indígenas é um fator limitador para a expansão do agronegócio, essencial para o progresso do país.
D a ausência de proteção do estado impossibilita o desenvolvimento sustentável praticado pelo agronegócio, provocando conflitos com as populações indígenas.
E as invasões ocorrem devido à ausência de proteção do estado e a necessidade do agronegócio de promover o desenvolvimento econômico sustentável do país.

Leia atentamente o texto a seguir aborda as relações entre o espaço e suas dinâmicas socioculturais. Gentrificação Embora o fenômeno da gentrificação também envolva casos de áreas de ocupação recente, sua dinâmica se estabelece em urbanidades consolidadas por várias gerações e diferentes situações históricas de apropriação em zonas mais centrais das cidades. Muitos desses espaços passam a ser conhecidos como “centros históricos”. São construídos conceitualmente a partir do crescimento das cidades e a consequente formação de outras centralidades políticas e comerciais (os bairros ditos “nobres”), seguida pela valorização que as classes médias e abastadas atribuem a essas novas centralidades, formadas, na maioria das vezes, com respaldo do planejamento municipal. Os bairros e centros históricos são, comumente, alvos de ações de reconhecimento patrimonial histórico que passam a regular (por meio de trabalhos de fiscalização) aspectos estéticos e paisagísticos das edificações e da própria urbanidade. Fonte: IPHAN. Gentrificação. Dicionário do Patrimônio. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/dicionarioPatrimonioCultural/detalhes/78/gentrificacao#:~:text=Embora%20o%20fen%C3%B4meno%20da%20gentrifica %C3%A7%C3%A3o,conhecidos%20como%20%E2%80%9Ccentros%20hist %C3%B3ricos%E2%80%9D. (Último acesso dia 23/10 às 16 horas) Indique a alternativa que relaciona corretamente os centros históricos ao processo de gentrificação.

A O reconhecimento patrimonial de centros históricos visa preservar aspectos estéticos e paisagísticos, podendo contribuir para o processo de gentrificação.
B O processo de gentrificação em centros históricos promove a preservação das tradições culturais e evita a abertura de novos empreendimentos comerciais voltados para classes mais altas.
C A gentrificação ocorre predominantemente em áreas de ocupação recente, sem impacto relevante sobre centros históricos consolidados por várias gerações.
D A criação de centros históricos deve levar em consideração a valorização da urbe, permitindo que novos investimentos sejam realizados e busquem atrair grupos sociais qualificados.
E O processo de requalificação ou reabilitação dos centros históricos tem sido realizado junto a comunidade local, como nos casos de Recife e do Maranhão, portanto sem impacto significativo que possa engendrar a gentrificação.

Mais produtivo do que simplesmente criticar os traços característicos das culturas juvenis é assumir nossa ignorância acerca delas, e desenvolver estratégias para compreender suas demandas e os modos pelos quais a juventude é vivida na escola (Dayrell, 2007). Isso não obriga ninguém a gostar das marcas das culturas juvenis, muito menos a se inserir nelas, e nem elimina a possibilidade de que se possa criticá-las. Querer conhecer as culturas juvenis, nas quais nossos alunos estão imersos, é uma atitude de respeito para com eles, mesmo que venhamos a discordar de muito do que elas propõem. (...) A coleta de dados recaiu sobre os elementos visuais mais destacados ao observar os alunos da escola. (…) Os alunos ficaram francamente admirados, e suas opiniões oscilaram entre desconfiar que eles estivessem sendo vigiados e valorizar que finalmente o que eles diziam e pensavam fazia parte das aulas. De todo modo, houve um nítido interesse na discussão e uma renovada atenção nas atividades. Fonte: SEFFNER, Fernando. De fontes e mananciais para o ensino de História in: RODRIGUES, Rogério Rosa. Possibilidades de pesquisa em História. São Paulo: Contexto, 2017, p. 253-254. A partir do texto, avalie as frases a seguir acerca das relações entre os docentes e as identidades juvenis. 1. Compreender as culturas juvenis presentes na escola é uma forma de respeito aos alunos, mesmo que o professor discorde de certos aspectos dessas culturas; 2. Para se relacionar com as culturas juvenis, os professores precisam necessariamente gostar e se inserir nessas manifestações, eliminando qualquer crítica possível; 3. Ao demonstrar interesse pelas culturas juvenis, os professores podem despertar maior engajamento e atenção dos alunos nas atividades escolares; 4. Assumir a ignorância sobre as culturas juvenis e buscar conhecê-las contribui para uma postura mais produtiva e dialógica em sala de aula, ampliando a compreensão das demandas dos jovens; 5. Observar e coletar dados sobre as expressões visuais dos alunos leva os estudantes a se sentirem vigiados, sem gerar discussões produtivas ou interesse nas atividades escolares. Assinale a alternativa que indica as frases que estão em acordo com a proposta do texto:

A São corretas as frases 1, 4 e 5.
B São corretas as frases 1, 2 e 4.
C São corretas as frases 1, 3 e 4.
D São incorretas as frases 1, 2 e 5.
E São incorretas as frases 2, 3 e 5.

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Conselho Escolar, órgão deliberativo, será composto do Diretor da Escola, membro nato, e de representantes das comunidades escolar e local, eleitos por seus pares nas seguintes categorias:

I. Professores, orientadores educacionais, supervisores e administradores escolares.

II. Servidores públicos que exerçam atividades no Conselho Municipal de Educação.

III. Estudantes do ensino médio e superior.

IV. Pais ou responsáveis. Quais estão corretas?

A Apenas I.
B Apenas III.
C Apenas I e IV.
D Apenas II, III e IV.
E I, II, III e IV.

Segundo o Plano de Carreira do Magistério Público Municipal de Iraí/RS, para mudar de classe, o membro do magistério deverá haver permanecido no mínimo quantos anos na classe anterior?

A Cinco.
B Quatro.
C Três.
D Dois.
E Um.

A meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece que todas as crianças devem ser alfabetizadas no máximo até o final do _____ ano do ensino fundamental. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.

A 2º
B 3º
C 4º
D 5º
E 6º

Desenvolver atividades sobre higiene e cuidados pessoais, proporcionar atividades de autoconhecimento e desenvolver atividades de bem-estar físico e emocional são atividades que estão relacionadas a quais competências da Base Nacional Comum Curricular?

A Empatia e cooperação.
B Trabalho e projeto de vida.
C Conhecimento e cuidado.
D Responsabilidade e cidadania.
E Autoconhecimento e autocuidado.