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John Locke, Voltaire, Montesquieu, Rousseau, Diderot e d’Alambert são alguns dos pensadores denominados iluministas. Assinale a alternativa que indica características comuns ao pensamento desses filósofos.

A Agnosticismo e materialismo histórico
B O uso da razão e a supremacia do Estado
C As liberdades individuais e o Absolutismo Monárquico
D O controle da economia e da sociedade pelo Estado
E O uso da razão e a defesa das liberdades humanas

A República Juliana, ou República Catharinense Livre e Independente, foi proclamada em julho de 1839 na cidade de Laguna. A proclamação da República Juliana está associada a um movimento revolucionário que se iniciou no Rio Grande do Sul, onde os revoltosos proclamaram a República Rio Grandense. Assinale a alternativa que identifica corretamente essa rebelião.

A Revolta dos Malês
B Revolta dos Cipaios
C Guerra dos Farrapos
D Guerra dos Emboabas
E Frente da Legalidade

Brusque, conhecida como “Berço da fiação catarinense” em virtude da grande importância da indústria têxtil no seu desenvolvimento, teve sua colonização iniciada (como muitas outras cidades da região), no século XIX. Assinale a alternativa correta a respeito dos primeiros tempos da colonização.

A A fundação de Brusque está associada ao fracasso inicial do povoamento açoriano. Os colonos ilhéus localizaram-se na região e ocuparam-se inicialmente do comércio de madeiras.
B Brusque foi uma das vilas fundada pelo Dr. Hermann Blumenau, iniciador de uma obra no ano de 1850, que até hoje colhe admiração, respeito e grande reconhecimento.
C Brusque foi fundada por Andreas Thaler, que trouxe o primeiro grupo de 82 famílias de imigrantes austríacos, que deram origem à cidade em 1933.
D Brusque foi a primeira colônia alemã em Santa Catarina e foi povoada por imigrantes provenientes, em sua maioria, das regiões Hunsruch e Eifel, no sudeste da Alemanha.
E Brusque nasceu no processo de ocupação das terras catarinenses no século XIX, por imigrantes europeus, notadamente alemães, italianos e poloneses.

Texto

I Os vagabundos, mendigos validos e hebrios habituais, vadios e desordeiros [...]. Tornar-se-ão úteis a si próprios e a sociedade, que não deve ter em seu seio indivíduos ociosos e prejudiciais, e sim segregá-los em local onde deixem de constituir ameaça a coletividade. JORNAL DO COMÉRCIO. Recife, Pernambuco, 16 de agosto de 1923. Arquivo público Jordão Emerenciano. Texto

II Por conta da ausência de políticas públicas que fossem capazes de produzir uma inserção da população pobre que habitava a capital pernambucana, era comum que vendedores ambulantes, prostitutas, e menores abandonados estivessem em situação de vulnerabilidade, ocasionando problemas que iam de epidemias a problemas com a polícia. [...] Com o respaldo das teorias higienistas, foi possível implantar uma perseguição àqueles que eram tidos como transmissores de mazelas sociais. NEVES, Marcos Alessandro. Higienismo e ações de remodelamento urbano no Recife (1900-1929) . Cadernos do CEOM, Chapecó (SC), v. 31, n. 48, p. 50-59, 2018. Disponível em: https://bell.unochapeco.edu.br/revistas/index.php /rcc/article/view/4052. Acesso em: 18 jul. 2024. O Texto I foi extraído de um jornal recifense de 1923. Como recurso didático, esse documento histórico possibilita a

A observação de que os grupos sociais, antes ameaçadores, se tornaram obsoletos.
B comparação com os problemas sociais presentes nas zonas urbanas na atualidade.
C identificação de grupos sociais perigosos nas cidades pernambucanas atualmente.
D investigação do passado histórico por meio da interpretação de fontes secundárias.
E distinção entre os efeitos das teorias higienistas e as políticas públicas no século XX.

[...] se atentarmos para as questões postas pelos programas, currículos, pelas produções didáticas e demais recursos e materiais de ensino [...], elas giraram, principalmente, sobre quem deveriam ser os agentes sociais privilegiados formadores da nação. Em outras palavras, procurou-se garantir, de maneira hegemônica, a criação de uma identidade comum, na qual os grupos étnicos formadores da nacionalidade brasileira apresentavam-se, de maneira harmônica e não conflituosa, como contribuidores, com igual intensidade e nas mesmas proporções naquela nação. NADAI, Elza. O ensino de História e a “pedagogia do cidadão” . In: PINSKY, Jaime (org.) O ensino de História e a criação do fato. São Paulo: Contexto, 2021. A partir da discussão apresentada pelo texto e das diretrizes curriculares expressas no Currículo de Ensino Fundamental do Estado de Pernambuco, avalie as afirmativas:

I. No século XIX, a perspectiva positivista embasou a criação de uma história oficial do Brasil que singularizou as experiências etnoculturais.

II. A função pedagógica do ensino de história é demonstrar a existência da diversidade etnocultural, desenvolvendo o senso de cidadania e de respeito aos Direitos Humanos.

III. O Currículo de Ensino Fundamental II de Pernambuco sugere a utilização de fontes históricas em sala de aula devido à importância de incluir diversas narrativas sobre o passado histórico.

IV. A perspectiva regionalista do Currículo do Estado de Pernambuco reconhece a importância de revelar a homogeneidade das experiências vividas pelos sujeitos históricos ao longo do tempo. As afirmativas em diálogo com o texto e com o Currículo do Ensino Fundamental II do Estado de Pernambuco são:

A I e II, apenas.
B II e III, apenas.
C II e IV, apenas.
D I, III e IV, apenas.
E II, III e IV, apenas.

Se ninguém nunca tivesse visto nem descrito [...] a Revolução Francesa, então uma representação correta desse fenômeno seria completamente impossível [...]. É devido ao fato de que a minha imaginação, nesses casos, não funciona livremente, mas é orientada pela experiência de outrem, atuando como se fosse por ele guiado, que se alcança tal resultado, ou seja, o produto da imaginação coincide com a realidade. [...] a imaginação adquire uma função muito importante no comportamento e no desenvolvimento humanos. Ela transforma-se em meio de ampliação da experiência de um indivíduo porque, tendo por base a narração ou a descrição de outrem, ele pode imaginar o que não viu, o que não vivenciou diretamente em sua experiência pessoal. VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Imaginação e criação na infância . São Paulo: Ática, 2009. O uso, pelo(a) professor(a) de História, da ferramenta metodológica analisada pelo texto

A favorece o aprendizado de conceitos abstratos e temporalidades históricas distantes.
B auxilia a prática docente ao substituir a necessidade do uso de documentos históricos.
C estimula a criatividade discente devido à superioridade de representações anedóticas.
D possibilita a criação de experiências históricas verídicas ao narrar o passado imaginado.
E promove a autonomia no processo de aprendizagem pertencentes ao ambiente escolar.

O valor da experiência de um povo historicamente colonizado, marcado por um presente e passado de violências, é também resistência. O olhar do educador para sua própria história pessoal e social, reconhecendo e inventariando sua cultura, abre possibilidades para a valorização também do outro, o ouvinte, o educando. A troca de saberes se faz possível quando a experiência de cada indivíduo é validada e ganha papel de protagonismo no ensino aprendizagem. [...] A quem se dispõe ao contato com o lúdico para prática de atividades em educação, portanto, recomenda-se que faça o inventário de suas origens, de seu registro cultural, de sua ancestralidade. PATO, Ana; ALCANTARA, Aureli Alves de. Educar, contar e brincar para resistir : a ditadura militar e o direito da criança à memória e à verdade. Caderno de Experiências Memorial Da Resistência de São Paulo, 2021. Disponível em: https://memorialdaresistenciasp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/caderno-deexperiencia-educar-contar-e-brincar-para-resistir.pdf. Acesso em: 15 jul. 2024. Considerando o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.

I. A prática do ensino de história deve levar em consideração a diversidade cultural e individual, admitindo que todos os sujeitos presentes em sala de aula, inclusive o próprio professor ou professora, são agentes ativos no processo de ensino-aprendizagem do ambiente escolar. PORQUE

II. As fontes históricas, materiais e imateriais, são ótimos recursos didáticos, e, se utilizadas corretamente, podem diminuir preconceitos e estereótipos sobre o que não é conhecido ou experienciado no cotidiano. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

A As asserções I e II são proposições falsas.
B A asserção I é uma proposição verdadeira e a asserção II é uma proposição falsa.
C A asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é uma proposição verdadeira.
D As asserções I e II são proposições verdadeiras e a asserção II justifica a asserção I.
E As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não justifica a asserção I.

Texto

I No período de descolonização apelam para a razão dos colonizados. Propõem a eles valores seguros [...] que é preciso apoiar-se em valores [...] bem avaliados. Ocorre porém que, quando um colonizado ouve um discurso sobre a cultura ocidental, ele saca o seu facão ou pelo menos se certifica de que o tem em seu alcance. A violência com a qual a supremacia dos valores brancos se afirmou [...], faz com que, por meio de uma justa inversão das coisas, o colonizado ria com escárnio quando esses valores são evocados diante dele. FANON, Frantz. Os condenados da terra . Rio de Janeiro: Zahar, 2022. Texto

II Duvido muito que a não violência possa ser um princípio, se entendemos por princípio uma regra consistente, passível de ser aplicada com a mesma confiança e da mesma maneira a toda e qualquer situação. [...] A pergunta pertinente, portanto, se torna: em que condições somos receptivos a essa reinvindicação, o que torna possível aceitar a reinvindicação quando ela surge, ou melhor dizendo, o que possibilita o surgimento da reivindicação. BUTLER, Judith. Quadros de guerra : quando a vida é passível de luto?. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2017. No ensino de história, o(a) professor(a), ao abordar temáticas relativas ao conceito discutido pelos textos, deve levar em consideração a

A pluralidade de perspectivas históricas, problematizando os diferentes tipos e usos da violência.
B complexidade do conceito de violência, identificando as técnicas de guerra do neocolonialismo.
C diversidade de períodos históricos, avaliando a prática da não violência como algo hegemônico.
D heterogeneidade de sujeitos históricos, citando o interesse da não violência pelos colonizados.
E desigualdade das relações étnico-raciais, enfatizando o extremismo de grupos sociais excluídos.

Sempre que, na infância, eu tentava levar as pessoas ao meu redor a fazer as coisas de outra maneira, a olhar o mundo de outra forma, usando a teoria como intervenção, como meio de desafiar o status quo, eu era castigada. Lembro-me de, ainda muito nova, tentar explicar à Mamãe por que parecia altamente injusto que o Papai, homem que quase não falava comigo, tivesse o direito de me disciplinar [...]. A resposta dela foi dizer que eu estava perdendo o juízo e precisava ser castigada com mais frequência. [...] A teoria não é intrinsicamente curativa, libertadora e revolucionária. Só cumpre essa função quando lhe pedimos que o faça e dirigimos nossa teorização para esse fim. BELL, Hooks. Ensinando a transgredir : a educação como prática de liberdade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017. Como um(a) professor(a) de História pode utilizar a análise feita pela autora no processo de ensino-aprendizagem?

A Encorajando um pensamento crítico acerca das estruturas sociais, caracterizando as identidades como algo cristalizado.
B Favorecendo uma análise plural da história, distinguindo as relações familiares das relações de poder das sociedades.
C Viabilizando um aprendizado excessivamente teórico da história, reconhecendo a futilidade da experiência pessoal.
D Promovendo uma abordagem crítica da história, identificando a importância da construção de princípios cidadãos.
E Utilizando uma didática que atenda diferentes tipos de estudantes, uniformizando as diferentes vivências históricas.

No que se refere ao período que compreende os anos 1960 a 1964, julgue o item a seguir. No início da década de 60 do século passado, após a renúncia de Jânio Quadros, os chefes militares das três Forças Armadas tentaram impedir a posse do vice-presidente João Goulart no cargo de presidente da República.

A Certo
B Errado