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A probabilidade de que Marina seja aprovada, cada vez que presta concurso público, é de 2 para 3. Se ela prestar dois concursos diferentes, a probabilidade de que seja aprovada em pelo menos um deles, é

A 2/9.
B 4/9.
C 5/9.
D 7/9.
E 8/9.

Assinale a opção em que se encontra uma oração subordinada adverbial concessiva.

A Embora seja difícil encontrar um original, é fácil reconhecê-lo
B Basta uma oportunidade para que o maldizente se torne maléfico.
C Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu pararei de dizer verdades a respeito deles.
D Tenho opiniões próprias, opiniões fortes, mas nem sempre concordo com elas.
E Só estou onde estou porque acredito em todas as possibilidades.

Assinale a opção que indica a frase em que a modificação de uma oração reduzida para uma desenvolvida tenha sido feita de forma inadequada .

A O pai ganhava apenas o necessário para endividar-se. / para que se endividasse.
B Você deve ganhar dinheiro antes de gastá-lo. / antes de que o gaste
C Há pessoas que, para subirem, descem tanto, que a vitória se transforma em derrota. / para que subissem.
D Não pense que você tem que vencer. O importante é você conseguir o que deseja. / que você consiga.
E A experiência é uma chama que só ilumina queimando. / enquanto queima.

De acordo com a variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta em relação à sintaxe e ao encadeamento entre as sentenças.

A Tendo em vista que o professor é apenas um dos agentes do saber, o conhecimento dos próprios alunos e da comunidade deve também ser considerado. Seja esse saber enciclopédico ou não.
B Considerando o modelo de plano de ensino desenvolvido pelo professor, largamente elogiado pela coordenação, por incentivar a participação ativa dos alunos. Sua replicação não deve se dar sem que sejam consideradas as especificidades do contexto de outros alunos.
C Ainda sobre o desenvolvimento cognitivo do aluno, relacionado à capacidade de aprender, deter informações e solucionar questões. Entende-se esse como um processo contínuo que se estende em todas as etapas da vida do indivíduo.
D Nessa direção, a escola pode ser compreendida como um espaço em que o aluno pode explorar o saber. Ou, mais especificamente, experiências de perspectivas de conhecimento.
E Enquanto alguns professores utilizavam majoritaria ou exclusivamente o livro didático como material privilegiado de suas aulas. Outros o utilizavam de modo complementar.
Texto associado
Atenção! Leia o trecho da obra O alienista (1882), de Machado de Assis, para responder à próxima questão. As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia. — A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo. Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras e demonstrando os teoremas com cataplasmas. Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. Um dos tios dele (...) admirou-se de semelhante escolha e disselho. Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte. DE ASSIS, Machado. O alienista. Porto Alegre: L&PM, 1998. Adaptado.

Assinale a alternativa em que o pronome destacado se refere a uma oração.

A ... regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra... (1º parágrafo)
B ... entregou- se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras... (3º parágrafo)
C Simão Bacamarte explicou- lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem... (3º parágrafo)
D ... tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar- lhe filhos robustos... (3º parágrafo)
E ... agradecia- o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência... (3º parágrafo)
Texto associado
Atenção! Leia o trecho da obra O alienista (1882), de Machado de Assis, para responder à próxima questão. As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia. — A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo. Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras e demonstrando os teoremas com cataplasmas. Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. Um dos tios dele (...) admirou-se de semelhante escolha e disselho. Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte. DE ASSIS, Machado. O alienista. Porto Alegre: L&PM, 1998. Adaptado.

Assinale a alternativa que apresenta o valor semântico do termo destacado na frase.

A Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra... (1º parágrafo) / origem.
B D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade... (3º parágrafo) / companhia.
C ... tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. (3º parágrafo) / causa.
D Se além dessas prendas, únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições... (3º parágrafo) / conclusão.
E ... agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência (3º parágrafo) / explicação.

Assinale a alternativa em que todas as palavras e expressões foram empregadas de modo adequado.

A O motorista foi multado por haver infligido as normas de trânsito.
B O diretor ratificou que não haveria mudanças na empresa.
C Discutiram juntos todos os problemas que imergiram da reunião.
D O médico auferiu a pressão do paciente, antes de medicá-lo.
E Preferiu investir seu dinheiro em detrimento de gastá-lo despreocupadamente.
Texto associado
Atenção! Leia o texto para responder à próxima questão. Imperceptivelmente (1977) Agora toda essa preocupação com o ano 2000! Só pode ser a velha mania ou superstição da conta redonda. Se vocês estão bem lembrados, ao aproximar-se o Ano Mil já se pensava que era o FIM DO MUNDO. Assim mesmo, com todas as letras maiúsculas. Tanto que, para adiantar serviço, muitos se mataram antes. Como exemplo, eis um ponto em que hoje todos estão concordes: o famoso Século XIX só foi terminar em 1914. E parece que o danado só começou depois da batalha de Waterloo... Pois não é que uma dessas entrevistadoras veio indagar de mim um dia destes se estávamos no fim de uma Era?! Não sou nenhum Nostradamus, de modo que vaticinei — menos obscuramente que este — que nunca se saberá, nunca se notará, nunca se verá o fim de coisa nenhuma. E isto simplesmente porque a vida é contínua. Não uma projeção imóvel de slides, mas o desenrolar de um filme em câmara lenta. E a transformação da face do mundo é como a transformação da cara da gente, que muda tanto durante toda a vida — mas que, dia a dia, de ontem para hoje, de hoje para amanhã, sempre nos parece a mesma cara no espelho. Deixemos, pois, o Ano Dois Mil chegar imperceptivelmente como um ano qualquer. QUINTANA, Mario. A vaca e o hipogrifo. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2012.

Assinale a alternativa que contém uma oração com sujeito oculto.

A Se vocês estão bem lembrados, ao aproximar-se o Ano Mil...
B Tanto que, para adiantar serviço, muitos se mataram antes.
C Como exemplo, eis um ponto em que hoje todos estão concordes...
D E a transformação da face do mundo é como a transformação da cara da gente...
E Deixemos, pois, o Ano Dois Mil chegar imperceptivelmente...
Texto associado
Atenção! Leia o texto para responder à próxima questão. Imperceptivelmente (1977) Agora toda essa preocupação com o ano 2000! Só pode ser a velha mania ou superstição da conta redonda. Se vocês estão bem lembrados, ao aproximar-se o Ano Mil já se pensava que era o FIM DO MUNDO. Assim mesmo, com todas as letras maiúsculas. Tanto que, para adiantar serviço, muitos se mataram antes. Como exemplo, eis um ponto em que hoje todos estão concordes: o famoso Século XIX só foi terminar em 1914. E parece que o danado só começou depois da batalha de Waterloo... Pois não é que uma dessas entrevistadoras veio indagar de mim um dia destes se estávamos no fim de uma Era?! Não sou nenhum Nostradamus, de modo que vaticinei — menos obscuramente que este — que nunca se saberá, nunca se notará, nunca se verá o fim de coisa nenhuma. E isto simplesmente porque a vida é contínua. Não uma projeção imóvel de slides, mas o desenrolar de um filme em câmara lenta. E a transformação da face do mundo é como a transformação da cara da gente, que muda tanto durante toda a vida — mas que, dia a dia, de ontem para hoje, de hoje para amanhã, sempre nos parece a mesma cara no espelho. Deixemos, pois, o Ano Dois Mil chegar imperceptivelmente como um ano qualquer. QUINTANA, Mario. A vaca e o hipogrifo. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2012.

Assinale a alternativa que apresenta informação correta a respeito dos elementos linguísticos do texto.

A A palavra “pois” foi empregada com o mesmo sentido nos trechos “ Pois não é que uma dessas entrevistadoras veio indagar de mim...” e “Deixemos, pois , o Ano Dois Mil chegar...”
B O trecho “Como exemplo, eis um ponto” pode ser reescrito como “Eis como exemplo, um ponto”, sem prejuízo da norma-padrão de emprego da vírgula.
C As palavras “imperceptivelmente” e “obscuramente” são advérbios que expressam circunstância de intensidade.
D Em “Não uma projeção imóvel de slides, mas o desenrolar de um filme em câmara lenta”, a palavra “desenrolar” pertence à classe dos verbos.
E Em “Não sou nenhum Nostradamus, de modo que vaticinei ...”, a palavra “vaticinei” tem o sentido de “profetizei”.
Texto associado
Atenção! Leia a crônica para responder à próxima questão. Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que, agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. Além do que leio pouco: só li muito, e li avidamente o que me caísse nas mãos, entre os treze e os quinze anos de idade. Depois passei a ler esporadicamente, sem ter a orientação de ninguém. Isto sem confessar que – dessa vez digo-o com alguma vergonha – durante anos eu só lia romance policial. Hoje em dia, apesar de ter muitas vezes preguiça de escrever, chego de vez em quando a ter mais preguiça de ler do que de escrever. Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros “uma profissão”, nem uma “carreira”. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal. LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Adaptado.

A respeito do emprego dos sinais de pontuação no trecho, é correto afirmar que, em

A “Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto”, o sinal de dois-pontos introduz uma citação.
B “Isto sem confessar que – dessa vez digo-o com alguma vergonha – durante anos eu só lia romance policial”, os travessões servem para indicar a mudança de interlocutor.
C “... só li muito, e li avidamente o que me caísse nas mãos...”, a vírgula serve para separar os termos de uma enumeração.
D “Hoje em dia, apesar de ter muitas vezes preguiça de escrever...”, a vírgula isola um adjunto adverbial deslocado de sua posição habitual na frase.
E “... não tornei o fato de escrever livros “uma profissão”, nem...”, as aspas em “uma profissão” indicam o emprego de um termo em contexto diferente do habitual.