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Sobre o recrutamento de pessoal na organização, assinale a alternativa correta.

A Quando o mercado de trabalho está em oferta, o processo de recrutamento nas organizações torna-se mais rígido e exigente em relação a esse processo.
B A dimensão dos recursos humanos da organização independe das estratégias organizacionais, não devendo estar relacionadas.
C A cultura organizacional é irrelevante no processo de recrutamento de pessoal na organização, pois nada tem a contribuir no processo.
D Quando o mercado de trabalho está em procura, há grande investimento no recrutamento, com ofertas de salários elevados.
E O recrutamento pode estar focalizado para manter o status quo ou concentrado na aquisição de competências necessárias ao sucesso organizacional.

Sobre a sustentabilidade organizacional, assinale a alternativa correta.

A As desvantagens para a organização referem-se ao aumento dos gastos com a matéria-prima e com maior dependência de instalações de tratamento.
B Promove maior custo operacional e de manutenção na busca de produtos renováveis.
C Devido ao grande investimento empresarial, o produto se torna mais oneroso restringindo a adesão dos consumidores.
D A imagem da empresa possui pouca significância para o consumidor, tornando o investimento inviável para a organização.
E Promove redução de custos futuros decorrentes de processos de despoluição e de manutenção.
Texto associado
SOMOS OS MAIORES INIMIGOS DE NOSSA POSSIBILIDADE DE PENSAR

Contardo Calligaris

Um ano atrás, decidi seguir os conselhos de meu filho e abri uma conta no Facebook. A conta é no nome da cachorra pointer que foi minha grande companheira nos anos 1970 e funciona assim: ninguém sabe que é minha conta, não tenho amigos, não posto nada e não converso com ninguém. Uso o Face apenas para selecionar um “feed” de notícias, que são minha primeira leitura rápida de cada dia.
Meu plano era acordar e verificar imediatamente os editoriais e as chamadas dos jornais, sites, blogs que escolhi e, claro, percorrer a opinião de meus colunistas preferidos, nos EUA e na Europa. Alguns links eu abriria, mas sem usurpar excessivamente o tempo dedicado à leitura do jornal, que acontece depois, enquanto tomo meu café.
Tudo ótimo, no melhor dos mundos. Até o dia em que me dei conta do seguinte: sem que esta fosse minha intenção, eu tinha selecionado só a mídia que pensa como eu – ou quase. Meu dia começava excessivamente feliz, com a sensação de que eu vivia (até que enfim) na paz de um consenso universal.
Mesmo na minha juventude, eu nunca tinha conhecido um tamanho sentimento de unanimidade. Naquela época, eu lia “L’Unità” e, a cada dia, identificava-me com o editorial. Não havia propriamente colunistas: a linguagem usada no jornal inteiro já continha e propunha uma visão do mundo. Ora, junto com “L’Unità” eu sempre lia mais um jornal – o “Corriere della Sera”, se eu estivesse em Milão, o “Journal de Genève”, em Genebra, e o “Le Monde”, em Paris. Nesses segundos jornais, eu verificava os fatos (não dava para acreditar nem mesmo no lado da gente) e assim esbarrava nos colunistas – em geral laicos e independentes, sem posições partidárias ou religiosas definidas.
Em sua grande maioria, eles não escreviam para convencer o leitor: preferiam levantar dúvidas, inclusive neles mesmos. E era isso que eu apreciava.
Hoje, os colunistas desse tipo ainda existem, embora sejam poucos. Eles estão mais na imprensa tradicional; na internet, duvidar não é uma boa ideia, porque é preciso criar e alimentar os consensos do “feed” do Face.
O “feed” do Face, elogiado por muitos por ser uma espécie de jornal sob medida, transforma-se, para cada um, numa voz única, um jornal que apresenta apenas uma visão, piorado por uma falsa sensação de pluralidade (produzida pelo número de links).
A gente se queixa que a mídia estaria difundindo uma versão única e parcial de fatos e ideias, mas a realidade é pior: não são os conglomerados, somos nós que, ao confeccionar um jornal de nossas notícias preferidas, criamos nosso próprio isolamento e vivemos nele. Como sempre acontece, somos nossos piores censores, os maiores inimigos de nossa possibilidade de pensar.
De um lado, o leitor do “feed” não se informa para saber o que aconteceu e decidir o que pensar, ele se informa para fazer grupo, para fazer parte de um consenso. Do outro, o comentarista escreve, sobretudo para ser integrado nesses consensos e para se tornar seu porta-voz. O resultado é uma escrita extrema, em que os escritores competem por leitores tanto mais polarizados que eles conseguiram excluir de seu “jornal” as notícias e as ideias com as quais eles poderiam não concordar: leitores à procura de quem pensa como eles.
Claro, que não é um caso de ignorância completa, mas a internet potencializa a vontade de se perder na opinião do grupo e de não pensar por conta própria. Essa vontade é a mesma que tínhamos no meu tempo de juventude – se não cresceu. O que temos, na verdade, é uma paixão pelo consenso.
Entre consensos opostos, obviamente, não há diálogo nem argumentos, só ódio.
Em suma, provavelmente, o resultado último da informação à la carte (que a internet e o “feed” facilitam) será a polarização e o tribalismo.
Eu mesmo me surpreendo: em geral, acho chatérrimos os profetas do apocalipse, que estão com medo de que o mundo se torne líquido ou coisa que valha. Mas, por uma vez, a contemporaneidade me deixa, digamos, pensativo.

Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/ 2016/09/1817706-somos-os-maiores-inimigos-de-nossa-possibilidade- de-pensar.shtml

A partir da leitura do texto, é correto
afirmar que

A o autor relata como ter criado um perfil no
Facebook para a sua cachorra da juventude
possibilitou que ele tivesse acesso às mais
variadas informações, cuja qualidade se
compara a dos textos que ele lia na década de
1970 em jornais como o L’Unità”, o “Corriere
della Sera” de Milão, o “Journal de Genève” de
Genebra e o “Le Monde” de Paris.
B o autor argumenta sobre como a seleção de
informações no feed de notícias do Facebook
pode ser direcionada, a partir dos gostos do
dono do perfil, para apresentar apenas textos
que corroborem com a opinião previamente
estabelecida nesse leitor, assim, essa forma de
acesso à informação prejudicaria a diversidade
informativa recebida, uma vez que reduz a
apresentação dos dados a apenas um ponto de
vista, sem imparcialidade.
C o autor explica como a seleção diária de
informações apresentadas pelo feed de notícias
do Facebook é eficiente para que o leitor se
mantenha informado acerca dos mais variados
fatos e como essa seleção proporciona, ao
leitor, começar o dia excessivamente feliz antes
de proceder com a leitura dos jornais impressos
que não apresentam, na atualidade, a riqueza
de possibilidade dos links apresentados pelo
Facebook.
D o autor coloca em discussão uma comparação
entre o acesso à informação na década de 1970
e o acesso à informação na contemporaneidade.
Ele defende como o Facebook se tornou uma
ferramenta aliada para as pessoas que têm
como hábito antigo a leitura matinal dos jornais
impressos. Para o autor, apesar da seleção
parcial de informações, o feed de notícias é
importante, pois proporciona acesso rápido e
sempre atualizado dos fatos.
E o autor explica como, há um ano, seguindo o
conselho de seu filho, fez um perfil no Facebook
e passou a ter acesso a informações do mundo
todo pelo feed de notícias da rede social. Ele
relata como acorda e verifica, imediatamente,
os editoriais, as chamadas dos jornais e de
seus colunistas preferidos e como, desde então,
passou a viver no melhor dos mundos, pois
identificou que o posicionamento crítico de toda
mídia é imparcial.

Diante dos temas: condições de trabalho, segurança no trabalho e saúde ocupacional, assinale a alternativa correta.

A Os agentes mais comuns na produção de ferimentos e doenças no trabalho são as doenças contagiosas, o silêncio ambiental, os movimentos exagerados e a exposição ao sol.
B Apesar da maioria dos funcionários trabalharem em horários padrão, os turnos curtos e horários flexíveis podem afetar no processo de adoecimento do trabalhador.
C Os fatores estressantes no trabalho, a ambiguidade e o conflito de papéis, além de uma elevada sobrecarga de trabalho, podem comprometer a saúde do trabalhador.
D Uma política organizacional que favorece as pessoas na organização e um controle sutil, promovendo uma certa liberdade aos trabalhadores, podem afetar a saúde ocupacional.
E A ergonomia organizacional tem consequências na produtividade, mas não afeta a saúde do trabalhador.

De acordo com a Lei 8080/90, no que se refere à assistência terapêutica e à incorporação de tecnologia em saúde, é correto afirmar que

A a incorporação, a exclusão ou a alteração pelo SUS de novos medicamentos, produtos e procedimentos, bem como a constituição ou a alteração de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica, são atribuições do Conselho da Saúde, assessorado pela Conselho Federal de Farmácia e comissões intergestoras.
B a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, cuja composição e regimento são definidos em regulamento, contará com a participação de 1 representante indicado pelo Conselho Nacional de Saúde e de 2 representantes, especialistas na área, indicados pelo Conselho Federal de Farmácia.
C o relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS levará em consideração, necessariamente, a avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação às tecnologias já incorporadas, inclusive no que se refere aos atendimentos domiciliar, ambulatorial ou hospitalar, quando cabível.
D o relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS levará em consideração, facultativamente, as evidências científicas sobre a eficácia, a acurácia, a efetividade e a segurança do medicamento, produto ou procedimento objeto do processo, acatadas pelo órgão competente para o registro ou a autorização de uso.
E são autorizados, em todas as esferas de gestão do SUS, o pagamento, o ressarcimento ou o reembolso de medicamento, produto e procedimento clínico ou cirúrgico experimental, ou de uso não autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.