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Na Grafia Braille para a língua portuguesa (Brasil, 2018), nas representações de datas sob a forma inteiramente numérica, os elementos constitutivos devem ser colocados pela ordem dia-mês-ano, utilizando-se dois algarismos para o dia, dois para o mês e dois ou quatro para o ano. Dentre as regras estabelecidas, está definido que

A o sinal de algarismo deve ser repetido antes de cada elemento da data.
B na representação do ano, deve-se empregar o ponto separador de classes.
C os elementos constitutivos da data devem ser separados obrigatoriamente por barra.
D a representação pode ser feita tanto com algarismos arábicos quanto com romanos.
E o sinal de algarismo deve ser repetido apenas no início da data.

Nas palavras de Domingues (2010, p. 35): “uma criança com cegueira levará mais tempo para conhecer ou reconhecer as coisas ou objetos porque manuseia e analisa palmo a palmo o objeto”; isto porque, pelo tato, a criança

A percebe detalhes e minúcias de forma abrangente e simultânea.
B organiza seu mundo a distância pela exploração dos objetos.
C percebe formas e tamanhos de maneira simultânea e sequencial.
D analisa objetos de maneira imediata e global.
E tem acesso às informações de forma limitada, pois o tato é sequencial e lento.

Carlos tem 9 anos e diagnóstico de baixa visão por alteração de acuidade, devido a alto grau de miopia. Além disso, refere que precisa de adequações de iluminação, porque tem dificuldades para perceber e detectar a diferença de brilho (luminância) entre duas superfícies adjacentes. Esta dificuldade visual de Carlos, de acordo com Lima

( 2018 ) refere-se à função de

A adaptação visual.
B visão de cores.
C sensibilidade ao contraste.
D percepção de brilho e luz.
E visão binocular.

A tentativa dos primeiros filósofos da escola jônica, também conhecidos como físicos , foi buscar uma explicação do mundo natural, o que constitui o assim chamado naturalismo da escola. A chave da explicação do mundo da experiência estaria, então, para esses pensadores, no próprio mundo, e não fora dele, em alguma realidade misteriosa e inacessível. O mundo se abre, assim, ao conhecimento, à possibilidade total de explicação (ao menos em princípio), à ciência. (Marcondes, 2010. Adaptado) Segundo Danilo Marcondes, para os filósofos jônicos, seria necessário

A explicar fenômenos naturais a partir de narrativas míticas.
B utilizar modelos matemáticos para a explanação de fenômenos.
C possibilitar o entendimento racional de explicações religiosas.
D estabelecer nexos causais entre fenômenos observáveis.
E criar instrumentos óticos para ampliar a capacidade de observação.

Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia, olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”. (Chaui, 2010) Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia que

A adota uma postura excludente, pois menospreza o bom senso.
B combate o senso comum, cuja opinião carece de veracidade.
C ressalta a inutilidade histórico-social da atividade filosófica.
D apresenta adequadamente o perfil da pessoa dedicada à filosofia.
E permite compreender a verdadeira natureza da transcendência.

Na escola Jônica ou de Mileto, os dois principais seguidores de Tales, Anaxímenes e Anaximandro, não aceitaram a ideia do mestre de que a água seria o elemento primordial, postulando outros elementos, respectivamente, o ar e o apeiron , como tendo esta função (Marcondes, 2010. Adaptado). Tal mudança de concepção sobre qual poderia ser o elemento primordial da realidade observável pode ser tomado como sinal de que nessa escola filosófica

A imperava o relativismo epistemológico.
B adotava-se um compatibilismo radical.
C havia espaço para a divergência crítica.
D admitia-se aleatoriamente qualquer hipótese.
E eram aceitas distintas posições dogmáticas.

Aristóteles adota uma concepção de realidade segundo a qual o que existe é a substância individual, que podemos considerar aqui como o indivíduo material concreto. Este seria o constituinte último da realidade, o que evitaria o paradoxo da relação, ou da regressão infinita, enfrentado pela ontologia platônica (Marcondes, 2010. Adaptado). O paradoxo da relação surge porque Platão

A sugere que a ontologia adote a lógica paraconsistente.
B defende uma ontologia exclusivamente fisicalista.
C adota uma concepção ideal de justiça equitativa.
D assume uma perspectiva relativista da ética.
E propõe que existe uma realidade apenas inteligível.

A religião cristã, embora originária do judaísmo, surge e se desenvolve no contexto do helenismo, e é precisamente da síntese entre o judaísmo, o cristianismo e a cultura grega que se origina a tradição cultural ocidental. A questão que podemos levantar a esse propósito é: como se justifica a relação entre o cristianismo, que por sua origem revelada é uma religião, e a filosofia grega que, em seu próprio surgimento, já pretendia romper com o pensamento mítico-religioso? Além disso, teólogos como Taciano (séc. II), Tertuliano (155-222) e Lactâncio (240-320) advertem que a filosofia grega é pagã e, portanto, alheia à mensagem cristã e que seus métodos e discussões podem ser perniciosos, embora teólogos posteriores tenham procurado compatibilizar verdades reveladas com verdades justificadas racionalmente (Marcondes, 2010. Adaptado). Segundo o texto, a relação entre filosofia e religião cristã é sobretudo

A inviável.
B harmoniosa.
C impossível.
D multifacetada.
E equilibrada.