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Assim como em Descartes, a filosofia de Francis Bacon caracteriza-se por uma ruptura bastante explícita em relação à tradição anterior, sobretudo a escolástica medieval de inspiração aristotélica. Tal como ocorreu em Descartes, a preocupação fundamental de Bacon foi com a formulação de um método que evitasse o erro e coloque o ser humano no caminho do conhecimento correto (Marcondes, 2010. Adaptado). Um aspecto relevante do método proposto por Bacon diz respeito

A à responsabilidade epistêmica.
B ao raciocínio dedutivo.
C à dúvida radical.
D ao juízo a priori.
E ao pensamento crítico.

O nexo causal entre tudo o que acontece é um pressuposto filosófico que remonta, pelo menos, aos filósofos pré-socráticos. Entretanto, David Hume questiona o princípio causal. De fato, no exemplo famoso, se observarmos o movimento das bolas de bilhar em uma mesa, tudo o que vemos é o impacto do taco sobre a primeira bola e, por sua vez, o impacto da primeira sobre a segunda (Marcondes, 2010. Adaptado). Segundo o excerto, para Hume,

A o nexo causal entre objetos constitui um princípio explanatório ideal.
B a experiência guiada pela razão produz conhecimento necessário.
C o movimento aparente dos objetos não passa de uma ilusão dos sentidos.
D a força do hábito cria a ideia de uma conexão necessária entre objetos.
E a sensibilidade bem conduzida explica a relação causal entre os objetos.

Numa perspectiva analítica, Mario Bunge entende por técnica o controle ou a transformação da natureza pelo ser humano, o qual faz uso de conhecimentos pré-científicos. A tecnologia, por sua vez, consiste na técnica de base científica (Cupani, 2004. Adaptado). Segundo Alberto Cupani, para Mario Bunge, a técnica e a tecnologia

A devem ser estudadas a partir de uma perspectiva fenomenológica.
B produzem deliberadamente objetos artificiais ou alteram sistemas naturais.
C resultam de iniciativas improvisadas de modificação da natureza.
D diferem radicalmente pelo grau de complexidade de seus produtos.
E adotam regras aleatórias para preservar a originalidade de seus produtos.

Nas considerações finais de seu artigo, Silva, Bonin e Garrote

( 2023 ) perguntam: “Quais são os elementos da cultura digital que contribuem para a reflexão e criticidade dos estudantes no ensino da Filosofia no Ensino Médio?” Acrescentando que, segundo várias pesquisas analisadas, [...] “os recursos digitais são potencializados para engajar os estudantes do ensino médio e promover reflexão crítica na disciplina de Filosofia”. Além dos recursos digitais, o artigo aponta a relevância de

A mobilizar os estudantes para a análise e a reflexão crítica.
B privilegiar o estudo de autores em vez de problemas filosóficos.
C ler os textos na língua original para preservar o rigor analítico.
D ressaltar o papel do professor como porta-voz dos clássicos.
E consultar às fontes primárias dos textos filosóficos citados.

No caso do segundo Wittgenstein, pode-se dizer que na obra Investigações filosóficas a linguagem, entendida como tendo uma estrutura básica, uma forma lógica, desaparece, dissolve-se, fragmenta-se, dando lugar aos jogos de linguagem, múltiplos, multifacetados. Se adotamos a noção de jogo de linguagem, o significado não é mais estabelecido pela forma da proposição, nem pelo sentido de seus componentes, nem por sua relação com fatos, como ele defendia anteriormente (Marcondes, 2010). Para o segundo Wittgenstein, o significado se estabeleceria

A utilizando linguagens artificiais.
B pelo uso cotidiano da língua.
C por meio da sintaxe.
D como resultado da opinião.
E consultando léxicos consagrados.

Entendendo uma nova concepção de cenografia, ao final do século XIX e início do XX, Edward Gordon Craig propõe que a expressividade da cenografia deve estar ligada ao todo da encenação, que envolve não só o ator, mas tudo que se relaciona com ele no palco. Tal concepção propunha o que seriam as bases da cenografia do futuro, empregando recursos tecnológicos de ponta. Para Koudela

( 2015 ), as concepções de Craig acompanham a de outro encenador. Ambos empregaram a luz elétrica, utilizando a luz como instrumento de revelação de estados emocionais e dando início à fusão e integração das artes e ciências. O descritivo aponta, além de Craig, para as elaborações de

A Samuel Beckett.
B Bertolt Brecht.
C Adolphe Appia.
D Eugène Ionesco.
E Constantin Stanislavski.

É no bojo do movimento revolucionário do final do século XIX e início do XX que surge a matriz desse tipo de teatro, com objetivo de propagar as ideias do comunismo. Trata-se de um teatro que não propõe apenas a experiência estética, mas que funciona também como ação cultural. Outra definição o concebe como uma modalidade de teatro de partido, um teatro de partido comunista, elaborado por artistas envolvidos naquele movimento revolucionário. (Koudela, 2015. Adaptado) O excerto trata da definição de teatro

A de agitação e propaganda.
B Pobre.
C do Oprimido.
D Documentário.
E do Absurdo.

Assinale a alternativa que apresenta a definição da Mímica, segundo Reverbel

( 1996 ).

A Peça teatral ou ação interpretada somente através de gestos, normalmente exagerados, ou que se aproxima do burlesco. Componente importante de toda a representação teatral, particularmente nos espetáculos que desativam a exteriorização máxima do jogo do ator.
B Representação que consiste na reprodução exata de uma pessoa, de um animal ou de uma ação, fazendo-a parecer real para o espectador.
C Movimentação dos atores em cena, em função do texto da peça teatral: entradas, saídas, posturas. A marcação pode ser representada por anotações gráficas ou maquetes.
D Conjunto de expressões fisionômicas que têm uma função paraverbal (comunicação de um sentimento ou sensação). Também é denominado linguagem de ação.
E Espaço criado pelo jogo da interpretação do ator em cena, composto por seus gestos ou palavras, sua evolução dentro do elenco. Espaço gestual.

O objetivo central do Teatro do Oprimido, segundo Koudela

( 2015 ), é

A compreender que a arte está acima das divisões sociais, classistas ou culturais.
B fazer com que o praticante assuma sua função como protagonista, no teatro e na sociedade.
C considerar o trabalho dos atores e atrizes como propositores de conceitos e esclarecimentos aos públicos.
D demonstrar um tipo de abordagem teatral que se fundamenta na improvisação.
E recuperar a divisão entre palco e plateia em contexto de uma prática ao ar livre.

Em sua característica híbrida, essa forma teatral transita entre a performance, a pintura, a escultura e a arte do objeto no espaço, enfatizando a imaginação onírica do espectador. Dentro dessa perspectiva, diferentes sequências de movimentos, de deslocamentos de cena, de ritmos que podem ir do lento ao frenético, do desaparecimento e do aparecimento dos objetos, das projeções de silhuetas, transformam o espaço cênico em uma paisagem em movimento, numa dramaturgia visual. (Koudela, 2015. Adaptado) O excerto descreve o (Koudela, 2015. Adaptado) O trecho descreve o

A Teatro de Sombras.
B Teatro de Formas Animadas.
C Teatro-Fórum.
D Teatro da Espontaneidade.
E Teatro de Figuras Alegóricas.