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O conflito entre as condições objetivas e subjetivas do exercício profissional ocorre no âmbito das relações sociais. Esse contexto permite compreender a instrumentalidade como

A uma teoria que orienta as ações profissionais.
B um conjunto de técnicas de aplicação cotidiana.
C um método de conduta com os usuários.
D uma propriedade constitutiva da profissão.
E uma ideologia oriunda das ciências sociais.

Somente com a redemocratização da sociedade brasileira seguida pela consolidação da Constituição Federal de 1988 é que se passa a estruturar o embrião da cidadania social no Brasil, processo que teve início já nos finais da década anterior com o fortalecimento da sociedade civil em oposição à ditadura militar (1964-1985). A despeito das disputas entre os distintos projetos societários que permearam aquela conjuntura, cabe sinalizar que a ala democrática angariou importantes conquistas, expressas na CF/1988. Entre as conquistas, chamam a atenção as premissas que balizaram a ampliação formal

A do controle social e ativismo popular no âmbito das políticas públicas.
B da cidadania estratificada e desmonte da Seguridade Social.
C da democracia social e o alargamento da democracia política.
D da despatriarcalização e acolhimento da pauta feminista.
E da democracia racial e apagamento das discussões sobre gênero.

Os caminhos e descaminhos da política social no Brasil são determinados pelas particularidades da formação social brasileira, com especial atenção para o desenvolvimento do capitalismo dependente e para a edificação de um Estado autocrático condensador dos interesses das burguesias interna e externa. O caráter dependente do capitalismo brasileiro advém do fato de que a independência política não alterou a posição subordinada do país na Divisão Internacional do Trabalho, antes as transformações políticas e econômicas operadas ao longo do século XX aprofundaram essa relação. Uma das particularidades mais perversas do capitalismo de tipo dependente consiste

A na prestação de políticas universais e seletivas vinculadas a classe trabalhadora.
B na superexploração da força de trabalho.
C em instituir o familismo como condão para as políticas sociais.
D em estabelecer uma relação limítrofe entre democracia e o capitalismo brasileiro.
E em buscar o consenso entre capital e trabalho em um contexto de distribuição da riqueza social.

Os assistentes sociais que atuam no Judiciário se deparam, cotidianamente, com pessoas que vivenciam violações de direitos, atravessadas pela violência social e interpessoal, com vínculos sociais e familiares rompidos ou fragilizados. Nesse contexto, o assistente social que trabalha em consonância com a defesa e a garantia de direitos deve avançar na direção de

A encaminhar as pessoas à Defensoria Pública, onde receberão um atendimento mais qualificado, face a complexidade da situação.
B aconselhar as pessoas a assumirem comportamentos mais construtivos, visando a evitar conflitos que resultem na fragilização dos vínculos familiares.
C promover a reflexão sobre o papel do Estado na regulação da vida social, para que as pessoas evitem se envolver em situações de conflito com as leis.
D possibilitar um espaço de informação, de diálogo e de escuta, estimulando a reflexão crítica das situações vivenciadas para estabelecer caminhos viáveis ao acesso a direitos.
E realizar a busca ativa das famílias que abandonam seus entes, para que se responsabilizem pelo cuidado, rompendo o ciclo da violência.

Historicamente, construiu-se a ideia de que as famílias, independentemente de suas condições objetivas de vida e das próprias vicissitudes da convivência familiar, devem ser capazes de proteger e cuidar de seus integrantes. Esta ideia, amplamente disseminada, faz surgir uma distinção entre as famílias, classificando-as em capazes e incapazes. Segundo os estudos críticos das políticas sociais, as famílias capazes são as famílias

A que planejam o nascimento dos filhos, evitando a explosão demográfica.
B que não precisam acessar os serviços públicos.
C que, via mercado, trabalho e organização interna, conseguem desempenhar com êxito as funções que lhes são atribuídas pela sociedade.
D intactas, com pais de alta renda e escolaridade.
E cujos integrantes gozam de saúde mental.

Pesquisadores do serviço social na área sociojurídica identificam tensões na interface entre o Poder Judiciário e a política de assistência social mas vislumbram, nesse mesmo entrecruzamento, a possibilidade de outra forma de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias. Para que essas novas formas de proteção se concretizem, é necessário que

A as equipes técnicas do Poder Judiciário estabeleçam os parâmetros técnicos das políticas de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias.
B as políticas de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias sejam subordinadas ao Poder Judiciário.
C as políticas de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias sejam subordinadas ao Ministério Público.
D as atenções ofertadas na política de proteção para as crianças e adolescentes institucionalizadas e suas famílias sejam um contraponto e não uma subserviência ao judiciário
E os magistrados e suas equipes técnicas realizem visitas periódicas, de surpresa, às instituições de acolhimento de crianças e adolescentes, para identificar irregularidades.

A produção de documentos e a emissão de opinião técnica por profissionais de Serviço Social, por meio de diversos tipos de registros, como informes, relatórios, laudos e pareceres, faz parte das atribuições e competências profissionais de assistentes sociais. Embora não exista um modelo ideal de relatórios, laudos e pareceres, pois os profissionais gozam de autonomia, existem parâmetros que devem ser considerados na elaboração de um laudo social em uma ação judicial. Um desses parâmetros estabelece que o laudo deve

A reunir o maior número de dados possíveis para alcançar a verdade dos fatos.
B juntar documentos para comprovar as informações contidas, pois é isto que confere legitimidade ao parecer.
C ser descritivo, para não deixar dúvidas quanto à veracidade dos dados nele contidos.
D reproduzir de modo literal as falas dos usuários, para embasar o posicionamento profissional.
E articular os dados com a totalidade que explica a situação em análise, de modo a evitar interpretações com viés punitivista.

O debate sobre a Lei da Alienação Parental, no âmbito do serviço social adquire maior visibilidade com a emissão de uma nota técnica sobre o assunto, pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), no ano de 2022. A nota recupera o percurso realizado pelos assistentes social sobre o assunto, para recomendar que os profissionais de serviço social, em seus relatórios, que

A utilizem o termo alienação parental apenas em situação de grave ameaça ao rompimento do vínculo entre a criança e família.
B não utilizem o termo síndrome para se referir à ocorrência de alienação parental.
C utilizem os argumentos da lei, abstendo-se de usar o termo alienação parental.
D não utilizem o termo “alienação parental.
E identifiquem, de acordo com a doutrina da alienação parental, quem pratica os atos.

Desde a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente, as ações voltadas a esta população, no âmbito do Poder Judiciário brasileiro, são norteadas pelo princípio do melhor interesse da criança. Apesar dos avanços nos marcos legais, materializados pela legislação em vigor, as contradições se mostram persistentes. Entre as afirmativas abaixo, assinale a que expressa a mais evidente das contradições existentes na adesão ao princípio do super interesse.

A A adesão ao princípio do melhor interesse não se aplica às crianças e adolescentes das famílias das classes afluentes, pois estas são capazes de suprir suas necessidades materiais e afetivas.
B A adesão ao princípio do melhor interesse da criança conflita com o interesse dos educadores, limitando a autonomia das instituições de ensino em aplicar medidas para disciplinar os estudantes.
C A adesão ao princípio do melhor interesse da criança aumentou a dependência das famílias pobres em relação ao Estado.
D A adesão ao “princípio do superior interesse” não resultou, necessariamente, em avanços nas condições de vida das crianças e adolescentes, sobretudo, diante da consolidação do sistema neoliberal e seus impactos nas políticas sociais.
E A adesão ao princípio do melhor interesse da criança impôs limites ao poder familiar que comprometem o equilíbrio das famílias.

As iniciativas reformadoras em psiquiatria atravessam a história, mas a novidade deste processo que chamamos de reforma psiquiátrica e vai culminar com a promulgação da Lei 10.216, no ano de 2010, tem uma marca distintiva, em que a noção de reforma ganha uma inflexão diferente. Essa marca distintiva, segundo os pesquisadores da reforma psiquiátrica brasileira, reside no fato de que a crítica ao asilo

A visa ao seu aperfeiçoamento e à humanização dos serviços ambulatoriais.
B é feita em tom moderado, para evitar uma reação dos setores mais conservadores.
C foi assumida pelos médicos, que não demonstraram resistência aos novos parâmetros propostos pela reforma.
D questiona a eficácia dos psicofármacos, provocando um retrocesso nas pesquisas sobre os seus efeitos.
E deixa de visar seu aperfeiçoamento ou humanização, vindo a incidir sobre os próprios pressupostos da psiquiatria.